História Cavaleiros do Destino - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Alma, Fantasia, Magia, Romance, Séculos
Exibições 2
Palavras 1.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Uma música: E.T - Katy Perry

Capítulo 5 - Sombras amigas?


  Gritos. Risos. Os sons de sapatos batendo e arrastando pelo chão, junto à bola que também passava de um lado para o outro. 

Nada. 
Ela não ouvia ao menos algum deles.

 Os sons já não eram mais assimilados por Eadlyn. Eles não poderiam lhe dar socorro entre seus pensamentos que iam se tornando cada vez mais sufocantes enchendo-a emocionalmente. A situação em que ela se encontrava a fazia se sentir imensamente desconfortável, o que era uma sensação bem incomum para ela. E haviam três coisas que causavam isso, três situações que eram como que nesse listadas em sua mente nesse momento.

Em primeiro lugar.

 Em primeiro, não poderia olhar para, uma de suas melhores amigas, Charlie. A amiga, de algum modo, parecia sempre saber o que se passava em sua mente, era como se com um simples olhar, ela pudesse ver a verdade nas palavras das pessoas e seus segredos mais profundos — isso era umas das coisas que faziam os outros terem medo dela — e o pior de tudo era que Eadlyn as vezes suspeitava, quase considerando  mesmo a possibilidade, que tudo isso estava, de fato, escrito na testa das pessoas, pois era isso que parecia as vezes, e sua amiga lia como se fosse um de seus livros. Charlie nunca errava seus palpites sobre as pessoas, e sempre sabia quando as mesmas mentiam, ao menos que estivéssemos falando de seus relacionamentos, aí é claro, nesse quesito, ela parecia não ter ideia alguma, nem mesmo uma dica, chegava até a ser engraçado, as vezes.

Em segundo Lugar.

 Em segundo, não poderia olhar o treinador. O bendito, lindo treinador. Eadlyn tinha essa estranha sensação de que o conhecia, era uma sensação estranha, desconfortável e nostálgica, mas o que tornava tudo pior é que, há alguns tempos, ele bem que poderia ser um dos caras com quem sairia. Eadlyn gostava de falar suas opiniões sobre garotos com qualquer um, mesmo até para o garoto em sí, não tinha vergonha disso, pois, apesar do que muitos pensavam, não eram tantos assim que tinham o prazer de ter alguma coisa com ela. Não,
havia de ser realmente interessante para chamar-lhe a atenção e fazer ela julgar que valia a pena o seu tempo, embora nos últimos meses ela vinha parando de sair com esses, que já eram poucos, caras — que por um motivo, ou outro, lhe chamavam a atenção; afinal de contas, sempre o fizera apenas para se distrair de algo, algo que estava sempre ali mas não prestava atenção, e a cada dia que se passava parecia se tornar mais presente e evidente dentro de si. E isso nos leva para o próximo item:

Em terceiro Lugar.

   E ainda por cima, em terceiro, não poderia olhar para Adam. Nos últimos dias, sempre que olhava para ele um desconforto crescia em seu peito. De onde se originava e o motivo de tal desconforto estar ali ela não sabia. Eadlyn vinha fazendo o seu melhor para continuar agindo normalmente perto de Adam, quando estavam entre amigos isso não era, nem de longe, um problema, todavia, quando estavam sozinhos, parecia algo quase impossível. Ele era seu irmão e, agora, ela podia sentir que ele estava estranhamente diferente em algo — sabe, aquela sensação que você tem antes mesmo da compreensão do que é — e ainda procurava saber onde seria tal estranhamento. Queria que tudo melhorasse entre eles, sempre foram extremamente próximos, não seria agora que ela deixaria isso mudar. No final das contas tudo melhoraria.

      Logo após esses devaneios, outros foram aparecendo bem devagar. E completamente diferente do que ela poderia sequer imaginar, ou esperar, esses pareciam lembranças ainda mais antigas.... Mas não podiam ser lembranças. Não era uma criança nelas, parecia até um pouco mais velha do que era agora. Não tinha possibilidade nenhuma. Não havia vivido isso. Não podia?

E de repente um estalo de reconhecimento ecoou por sua mente. E a velocidade de tais lembranças aumentaram. Na verdade, vinham com tudo agora, como um veículo em disparada em uma dessas corridas.

O sonho. Aquele que tivera mais cedo...

    Vultos desconexos do sonho começaram a passar por sua cabeça. 

Iam e viam. Iam e viam.

  Hora eram de uma imagem vívida, outra hora eram embasadas, parecendo meros borrões. Borrões que ainda sim passavam ideias de coisas ruins, isso dava lhe dor de cabeça e fazia sua cabeça girar. O mesmo sonho que antes a deixara curiosa, agora só deixava a ruiva cada vez mais confusa. Nada fazia sentido...

Até que ,o que pareciam sombras, aparecerem. A mente parou de girar. A dor sumiu como se tivesse tido uma cura instantânea. Seres, que não conseguira identificar ainda, estavam nelas e se aproximavam cada vez mais como se fossem os causadores da cura. Isso lhe era, surpreendentemente, mais compreensível. Sons foram soltos delas quando preencheram toda sua mente. Eram ruídos agudos, como se raspassem metal em algum lugar, mas isso, novamente, estranhamente, não lhe era incômodo nenhum. Se recusava a acreditar, mas elas pareciam falar consigo. 

Sim falar. Nem Eadlyn sabia como isso era possível, mas ela entendia. Do fundo da alma, ela entendia.

Elas traziam algo ruim junto. Uma escuridão e vazio tão intensos que pareciam se materializar no ar. Apesar disso, era confortável, trazia sua confiança de volta. E os seres, que estavam nas sombras junto com ela, riram calorosamente disso. Ela entendeu. Eles queriam que ela os tocasse, lhe dessem as mãos...

— Ei, Cabeça de vento, no que está pensando?! — Seu irmão, a última pessoa com queria falar neste momento em que estava começando a melhorar, chama sua atenção rindo, como as sombras, junto delas. Mas ao mesmo tempo os risos em nada se pareciam, e isso acaba a acordando de seus profundos pensamentos, mas isso não teve exatamente o efeito que Adam imaginava. Eadlyn não estava acostumada a ficar dentro de seus pensamentos, ou como dizem, viajando na maionese por tanto tempo, como suas duas melhores amigas Melody e Charlie faziam — não, ela sempre era a que tinha mais ação no grupo. E a consequência de ter sido retirada bruscamente de uma coisa tão intensa, foi um grito de susto. Não um simples grito de susto dela, já que ela ouvia o sons das sombras passarem também. Ela ficou com receio, só ela tinha ouvido esses sons?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...