História Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Shun de Andrômeda
Tags Drama, Romance, Saint Seya
Exibições 51
Palavras 1.513
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, tive de pesquisar sobre a história de Gaya na Mitologia e também sobre as armaduras... Se tiver algum furo me ajudem a consertar. Conto com vocês!

Capítulo 10 - Na Sala de Reuniões


Fanfic / Fanfiction Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 10 - Na Sala de Reuniões

O olhar de Saori era triste. A moça sentia um nó na garganta e seu coração parecia estar sendo esmagado.

— Você agiu certo, Atena. Não era lícito que curasse Seya e nos trouxesse de volta à vida. Todos sabemos que sempre quis o melhor para todos. Essa mulher fez isso, pois não se preocupa com as consequências — Dohko tentou consola-la.

— O Mestre Ancião está certo. A senhorita tem a missão de proteger a Terra e a humanidade. Sabe muito bem que se curasse o Seya, o equilíbrio do universo seria alterado e os céus derramariam a ira sobre todos. Como Atena, não pode deixar as emoções falarem mais alto. Sua razão é mais importante.

Saga e Shaka estavam em silêncio, cada um em um canto, pensando.

— Agora é tarde para me arrepender. Apesar de tudo, fico feliz que o Seya esteja bem, e que vocês estejam vivos. Tenho medo do que está por trás dessa atitude tão poderosa de Gaya. Por que trazer você de volta se lutarão contra ela? Com vocês mortos e Seya fora de combate, ela só teria de enfrentar a mim, Shiryu, Shun, Hyoga e Ikky. Não entendo por que ela aumentou o número de rivais.

Saga olhou para Shaka e ordenou:

— Diga alguma coisa, Virgem. Sei que tem o que dizer. Você conhece quase tudo por detrás do misticismo. O que essa guardiã da natureza está tramando?

— Eu não tenho certeza... — Shaka hesitou.

— Desembucha!

— Creio que tem algo a ver com as armaduras.

Saori e os demais olharam na direção de Shaka, mesmo que, de olhos fechados, ele não olhasse de volta.

— Não se perguntaram como ela conseguiu tirar as armaduras da sala de armas?

— É verdade... Onde está o Tatsumi? — Saori deu falta do mordomo. — Não o vi a noite toda.

— Deve estar escondido em algum ligar — Saga debochou.

— Tatsumi jamais me abandonaria.

— Quer que eu procure por ele? — indagou Mu.

— Sim, por favor. Fiquei preocupada. Verifique também a sala de armas, Veja se as armaduras de bronze estão seguras.

— Sim, Atena, agora mesmo. — Mu obedeceu.

— Se Gaya tirou as armaduras da Sala das Armas, provavelmente Tatsumi está preso em algum lugar, ou morto — Dohko deduziu.

— O que? Não pode ser! — Saori não conseguiu conter as lágrimas. Tatsumi era a pessoa mais próxima que tinha. Ele havia cuidado dela por muito tempo. Era como um padrinho, até mesmo como um pai.

— Ele não está morto. Foi teletransportados para algum lugar na floresta. Tem uma fenda no espaço, posso sentir — Shaka disse.

— Ele está bem? — Saori perguntou, aflita.

— Sim, está perdido, tentando encontrar o caminho para cá.

— Saga, por favor, vá busca-lo. Essa tempestade é muito perigosa. Não quero que ele se machuque.

Saga fez um bico, contrariado por ser incumbido daquela tarefa tão besta. Mas assentiu e obedeceu.

“Ora... agora virei babá de panacas”, ele pensou ao sair da mansão em busca do mordomo.

Dohko, Shaka e Atena continuaram a conversar.

— Continue dizendo o que sabe, Shaka, o que tem nas nossas armaduras? Por que Gaya nos trouxe de volta?

— Por um lado, penso que ela dizia a verdade quando alegou que nos admira e quer poupar seres humanos que tenham virtudes assim como nós temos. Ela acredita que poderemos povoar a Terra com pessoas mais generosas e preocupadas com o bem do próximo e com a natureza.

— Por outro lado...

— Por outro lado, ela sabe que, mesmo que alguns cavaleiros resolvessem se juntar a ela, muitos permaneceriam leais à Atena, e isso significaria que ela teria de lutar contra nós.

— Mesmo assim nos fez reviver. Qual é a lógica disso?

— Eu não leio pensamentos, mas meus sentidos conseguiram captar um pouco do que vem do coração daquela mulher.

— E...

— Ela realmente acredita que pode criar um mundo melhor e quer que nós estejamos vivos nesse novo mundo. Ela nos admira. Depois do que Gaya fez por nós, está convicta que alguns ficarão ao seu lado e isso será o bastante para que tenha uma grande possibilidade de concretizar seus planos. Queria ocupar o lugar de Saori. Ficou indignada por Atena não nos proteger. 

Saori baixou os olhos, envergonhada.

— Mas ela não é uma deusa, Saori. Ela não está ligada diretamente ao Pantheon. Por isso age de acordo com a própria consciência. Gaya pensa que nenhum dos deuses foi capaz de destruir o mal do mundo. Acha que são uns mentirosos, egoístas e mesquinhos.

— Por isso quer fazer justiça com as próprias mãos.

— Sim. E também quer se vingar — Shaka completou.

— Vingar? De quem? — Dohko ficou surpreso.

— A mitologia diz que Gaya gerou o céu, o mar e as montanhas. O céu era destinado aos deuses e lá eles habitavam. Uma profecia foi entregue a Cronos, que um de seus filhos tentaria usurpar seu trono. Sua esposa Reia havia acabado de dar à luz um menino e, quando soube dos planos de Cronos de matar a criança, pediu ajuda a Gaya, que escondeu a criança dentro de uma montanha até que se tornasse adulto. Seu nome era Zeus e, quando cresceu, travou guerra contra o pai e tomou o trono. Em troca por seus favores, Gaya pediu que Zeus protegesse a natureza e impedisse que os humanos danificassem o meio ambiente. Mas, depois de concentrar o poder em suas mãos, Zeus se esqueceu da promessa e deixou a humanidade seguir o curso da história. O resultado foi que a cada dia, mais e mais pedaços da natureza são destruídos. Gaya pediu ajuda aos deuses, mas eles se negaram a intervir. Ela ficou sozinha com a incumbência de proteger a natureza da destruição total. Em resumo, penso que Gaya quer transformar o mundo diante do Pantheon e provar que sozinha pode cumprir sua missão.

— Esses deuses são todos loucos! — Saga exclamou, segurando Tatsumi pela gola da camisa. — Aqui está seu cachorrinho, Atena.

— Tasumi! Que bom que está bem? Foi ferido?

— Não, senhorita, tudo bem. Acordei no meio da floresta, não sei como fui parar daquele lugar. Fiquei perdido.

— É uma longa história, Tatsumi, vá tomar um banho quente e se deitar. Não quero que adoeça.

— Sim, senhorita.

— E onde nossas armaduras entram nessa história, Shaka? — indagou Dohko.

— Cada armadura tem seu próprio conceito de moral. Se a armadura desaprova nossa atitude em um combate, ela nos abandona. Já vimos isso acontecer. A armadura de um cavaleiro se une ao cosmo de seu dono e o guia no caminho da justiça, o ajudando a se aperfeiçoar como cavaleiro e como ser humano. Acho que é isso o que Gaya procura para ajudá-la a selecionar as pessoas que farão parte do novo mundo que ela quer criar.

Dohko alisou o queixo, analisando aquelas informações.

— Isso faz sentido... Desde que resolvamos cooperar com ela. É óbvio que não faremos isso.

— Não é tão óbvio assim, Mestre Ancião. — Saga interferiu. — Aquela mulher tem um poder de persuasão incrível. Não me surpreenderia que alguns cavaleiros ficassem abalados e tentados a ajudá-la. No fim das contas, ninguém quer ver o mundo acabar e, pelo que ela nos mostrou, o futuro será exatamente esse se ninguém impedir os humanos de destruírem tudo.

— Não será assim. O fim do mundo já foi previsto inúmeras vezes, muitas guerras, epidemias, períodos de fome e catástrofes naturais já aconteceram na história da humanidade. E nesses períodos terríveis sempre surgem homens e mulheres dispostos a cuidar uns dos outros, a abrir mãos de seu conforto para trabalhar em prol da sociedade. Há muitos heróis dentre os seres humanos comuns. — Saori tinha os olhos marejados e as mãos unidas como se fizesse uma prece.

Os três homens ficaram alguns instantes em silêncio. Um dos dons de Atena era nunca perder a esperança.

— Onde afinal essa mulher se escondeu esse tempo todo? Por que resolveu aparecer assim, do nada, e começar toda essa confusão? — Saga questionou.

Foi a vez de Dohko explicar:

— Somente com a forma humana é que Gaya pode se relacionar com as pessoas de maneira direta. Em sua forma original, ela tem consciência, mas não tem figura física. Acredito que ela tenha conseguido uma forma de se materializar para se revelar a nós.

— Eu não creio que ela se materializou — Shaka discordou. — É bem mais provável que ela tenha se apoderado do corpo de alguma moça.

— Assim como fez Hades — Saga relembrou.

— Isso mesmo — Shaka assentiu.

— Ok, sabemos de tudo isso. Mas a pergunta principal é: como mandaremos essa maluca para o inferno? — Gêmeos indagou. 

— Derrotar o corpo físico que ela ocupa não parece ser suficiente. Ainda assim ela controlaria a natureza e poderia matar a todos — disse Dohko.

— Não faço ideia — Shaka confessou.

— Precisamos descobrir — Saori decretou. — Revirem os documentos e registros antigos, descubram o que puderem. Eu também vou investigar.

— Sim, Atena — os três concordaram.

— Ótimo. Agora vão descansar. Quero ficar um pouco sozinha.

— Estarei de guarda do lado de lá da porta. — Saga lançou um olhar sério para Atena. — Jamais estará sozinha enquanto vivermos.

Saori apertou os lábios e sorriu. Os três saíram da sala e fecharam a porta. Só então ela pode cair de joelhos e chorar tudo o que estava entalado em sua garganta. 



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