História Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 13


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Categorias Saint Seiya
Personagens Shun de Andrômeda
Tags Drama, Romance, Saint Seya
Exibições 48
Palavras 1.172
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Seya e Saori


Fanfic / Fanfiction Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 13 - Seya e Saori

Quando o Sol nasceu, não havia mais ninguém dormindo na mansão Kido. A sala de jantar e a cozinha estavam abarrotadas de gente. Barulhos de copos e talheres ecoavam pelo ambiente. Tatsumi e os outros empregados se desdobravam para preparar o café da manhã para aquele bando de homens esfomeados. Havia de tudo: café, suco, bolo, panquecas, bacon, ovos mexidos, misoshiru, tamagoyaki, pães e biscoitos. Todos estavam agitados. Shiryu, Hyoga e Shun estavam ansiosos pela chegada de Kiki. Queriam ver logo suas famílias e certificar-se de que tudo estava bem. Foi uma festa quando o garoto, que agora era um jovem, chegou com uma mochila nas costas.  Antes mesmo de comer alguma coisa e tomar uma xícara de café, Kiki teve de trazer uma por uma, as mulheres dos cavaleiros de bronze. Mu o ajudou a localizá-las. 

Primeiro foi a vez de Shunrei, que caiu nos braços do marido, aliviada por vê-lo a salvo e em seguida abraçou o Mestre Ancião, sem acreditar que ele estava ai diante de seus olhos. Em segundo lugar, Kiki trouxe Hana, que ficou assustada ao ver toda aquela gente reunida. Abraçou Hyoga e ele sussurrou em seu ouvido que mais tarde lhe explicaria tudo. Por fim, apareceram na sala Yumi, Sakura e Aiko, que gritaram de alegria ao ver Shun e pularam em seu pescoço. Shun as levou para um cômodo mais tranquilo para explicar o que estava acontecendo. Aiko ainda era muito pequena e ele não queria que a filha ficasse com medo.

— E você, Ikki? Quer que eu traga alguém? — Kiki perguntou.

— Você teria de trazer metade de Barcelona, Kiki. Todas as espanholas são loucas por mim.

— Ora, Fênix, não seja convencido! — Máscara da Morte fez uma careta. — Você não está com essa bola toda.

— E você, não seja invejoso, Câncer. Ainda terá tempo de recuperar o tempo perdido — Ikki fez uma cara sacana. — A não ser que esteja enferrujado. Aí está lascado!

Muitos soltaram gargalhadas.

Em meio ao alvoroço, Seya era o único que estava sério. Notou a falta de Atena. Ela ainda não havia aparecido para fazer a refeição. Pégaso subiu as escadas até o quarto dela. Bateu de leve na porta.

— Saori, sou eu. Está acordada?

A moça abriu uma fresta na porta. Seus olhos estavam inchados e vermelhos, como se tivesse chorado a noite toda.

— Bom dia, Seya. Eu vou descer daqui a pouco. Estou me trocando.

— Por que está com essa cara? Você está bem?

Saori olhou para o chão.

— Me deixa entrar, vamos conversar.

A moça assentiu e abriu a porta para ele. Seya entrou e trancou a porta.

Quando olhou aquele rosto delicado, o cabelo comprido e lilás, os olhos marejados, os lábios bem desenhados... Toda a raiva que estava sentindo dela se dissipou. O amor tomou conta de seu coração e o perdão apagou a mágoa.

— Seya... me perdoe. Sei que está decepcionado comigo, mas tente entender... Eu seria uma irresponsável se agisse somente com o coração, sem usar a razão. Talvez seja difícil acreditar, mas eu o amo. Tudo que eu quero é o seu bem.

— Saori... Olhe para mim. — Ele ergueu a mão e a tocou no rosto. A pele da moça parecia um veludo. — Eu também te amo.

Os olhos dela brilharam e um sorriso despontou.

— Não está com raiva de mim?

— Meu amor, não podemos perder tempo sentindo raiva. Há tantos anos vivemos juntos sem poder concretizar todos os nossos sonhos. Não quero mais nenhum obstáculo entre nós.

Saori segurou a mão de Seya e sorriu. Seu coração triste se aqueceu. Aquele era o Seya que ela tanto admirava, um homem perdoador, generoso e pacífico.

— Ah, Seya! — Ela o abraçou com força. — Você é o melhor homem do mundo.

Pégaso segurou o rosto da amada com as duas mãos, olhou diretamente nos olhos dela, deu um sorriso e colou seus lábios aos dela, dando-lhe um beijo suave. Era o primeiro beijo dela. A moça corou e manteve-se de olhos fechados, segurando os ombros do cavaleiro. Seya deslizou as mãos pelas costas da moça e segurou-a na cintura. Beijou-a mais uma vez e dessa vez o beijo foi mais profundo, lento, apaixonado.

— Quer casar comigo? — ele sussurrou.

Ela arregalou os olhos e o encarou, aturdida. Não estava acreditando no que tinha ouvido.

— Você... tem certeza?

— É claro. Há mais de dez anos sonho em ter você como minha esposa. Você é a mulher da minha vida.

— Seya... — Ela deixou algumas lágrimas caírem. Havia chorado a noite inteira pensando que o havia magoado e perdido seu amor pra sempre. Achava que Seya nunca mais confiaria nela.

— Vamos, Saori, não pense demais. Seja minha esposa! O que está por vir não interessa. Enfrentaremos juntos como sempre. Estarei sempre ao seu lado como cavaleiro. Mas agora, o que eu quero e o que eu preciso, é ter você nos meus braços, amá-la, ser todo seu. Diga sim.

— Sim, sim, sim... A resposta sempre será sim. — Ela sorriu como uma criança que havia ganhado o presente mais esperado. — Quando?

— Hoje!— disse Seya. Ela levou a mão ao rosto, surpresa. — Você consegue um vestido?        

— Consigo.

— Ótimo. Vou pedir ao Tatsumi para me ajudar a organizar a cerimônia. — Ele a beijou na testa e abriu a porta do quarto. — Agora seque essas lágrimas e desça para comer. Não quero mais te ver triste. Vamos esquecer tudo o que aconteceu por causa daquela mulher. Ela perturbou o coração de todos, não vamos deixar que nos perturbe também. O nosso amor é muito maior do que meras divergências. Sei que faria tudo o que estivesse ao seu alcance para me curar.

— Sim, Seya, eu faria. Mas não posso negar que estou feliz por Gaya ter restaurado sua saúde. Sofro as suas dores e me alegro com suas alegrias. Vê-lo sofrer é algo muito difícil.

— Eu também estou feliz, Saori. Do mal às vezes é possível produzir bem. Eu aprendi muito nesses dez anos. Agora que estou novo em folha, aproveitarei a oportunidade de ser um cavaleiro ainda melhor ao seu lado.

— Eu também farei o meu melhor, Seya. Precisamos salvar a Terra dos planos terríveis de Gaya. Talvez ela não seja de todo maligna. A natureza é tão bela e nos faz tão bem. Se Gaya é a responsável pelas flores e pelo canto dos passarinhos, é possível que o coração dela tenha um pouquinho de misericórdia. Ela parece revoltada. Precisamos conseguir mostrar a ela que o amor tudo suporta e que é o amor o responsável por todo o bem que existe.

Seya assentiu.

— Conte comigo! — disse ele sorrindo e saindo do quarto. — Não demore. Estarei na cozinha te esperando. Venha conhecer a caçula do Shun. É um doce.

 Saori fechou a porta para terminar de se trocar. Por um instante se esqueceu que era a Deusa Atena e começou a rodopiar pelo quarto, até cair de braços abertos na cama, com um sorriso bobo e o coração disparado. Iria se casar com o amor de sua vida e aquilo parecia um sonho... um sonho prestes a se tornar realidade. 



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