História Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Shun de Andrômeda
Tags Drama, Romance, Saint Seya
Exibições 57
Palavras 1.247
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Hyoga


Fanfic / Fanfiction Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 2 - Hyoga

O céu azul e o ar fresco eram propícios para um passeio ao parque. Hyoga ainda sentia falta das terras geladas da Sibéria, mas já estava acostumado com aquele clima alegre e ensolarado de Miami, onde estava morando há quatro anos com sua namorada. Hana era alegre, risonha, cheia de sonhos e sorrisos. Seu jeito contrastava muito com a personalidade melancólica e séria do cavaleiro de Cisne.  Os amigos e familiares da garota a questionaram diversas vezes se ela tinha mesmo certeza de que aquele era o home certo pra ela. Entretanto, desde a primeira vez que viu aquele belo loiro de olhos azuis, que ouviu sua voz e sentiu seu perfume, ficou apaixonada. Quando enfim saíram pela primeira vez e se conheceram melhor, a paixão de Hana se transformou em amor. Hyoga era um homem sério e cortês. Falava baixo e escolhia bem as palavras que proferia. Era incapaz de ser rude e tinha uma paciência que parecia ser infinita. Era um bom ouvinte e prestava atenção em tudo o que ela falava, o que não era algo fácil, pois ela tinha a fama de falar sem parar. Sempre tinha um novo projeto, um novo desejo, uma nova dúvida, um lugar novo que queria conhecer. Fazia várias coisas ao mesmo tempo e ficava agitada e com a frequência cardíaca elevada. Nem mesmo o fato de correr uma hora todos os dias não era suficiente para fazê-la gastar toda a energia que tinha. Parecia estar ligada a uma bateria que nunca se esgotava. Até mesmo seu sono era agitado, sempre com muitos pesadelos, que a faziam remexer-se a noite toda. Mas, desde que conhecera Hyoga, seu jeito afobado havia amenizado. Ele era sábio, cauteloso e o melhor, não a julgava, nem criticava, mas ajudava-a a ponderar as ideias e fazer as escolhas certas.

Hyoga a ouvia sem interromper, e só depois que Hana dizia tudo o que queria era que ele respirava fundo, abria um sorriso gracioso e fazia suas considerações. Ele não dava respostas prontas, fazia perguntas até que ela mesma conseguisse chegar a alguma conclusão. A não ser que Hana perguntasse diretamente:

— O que você pensa sobre isso? Devo aceitar esta proposta?

Nesse caso, ele não sorria, ficava ainda mais sério e respondia sem rodeios:

— Não, você não deve.

 Hana sabia que se contrariasse o conselho do namorado, as chances de quebrar a cara eram de 99,9%.

Hyoga a fazia se sentir segura. Em seu abraço ela conseguia respirar fundo e acalmar os pensamentos e o coração. Confiava cegamente naquele homem e sabia que ele seria capaz de dar a vida por ela.

— Você me ama? — ela perguntou um dia.

— Por que quer saber?

— Porque você nunca disse.

— As minhas palavras são mais importantes do que minhas atitudes?

— Eu... gostaria de ouvir. Quando você tiver a certeza, você me dirá?

— Certeza?

— Quando tiver a certeza de que me ama... — ela baixou os olhos e apertou os lábios, constrangida. Seu antigo namorado dizia todos os dias que a amava, mas Hyoga, em quase um ano de namoro, nunca havia dito.

— Eu jamais teria dúvidas sobre algo assim, Hana. Você é a pessoa que mais amo na vida. Você preencheu todo o vazio do meu coração.

A garota sorriu com aquela declaração. Não era preciso ele dizer todos os dias. Aquelas palavras, da maneira como foram ditas, apenas uma vez proferidas eram o bastante para que Hana tivesse a certeza de que Hyoga a faria feliz.

Caminhavam devagar pelo parque, de mãos dadas, em silêncio, ouvindo o canto dos passarinhos. Algumas crianças passaram correndo e sorrindo, e uma mãe segurava as mãozinhas de um bebê que tentava equilibrar em seus primeiros passos.

— Se nossos filhos tiverem seus cabelos e seus olhos, serão as crianças mais lindas do mundo — disse Hana deitando a cabeça no ombro do namorado.

— Não estamos prontos ainda.

— Eu sei, não disse agora. No futuro...

— É bom fazer planos, meu amor, mas não fique ansiosa. Cada coisa a seu tempo. E quando esse tempo chegar, tenho a certeza de que você será uma boa mãe. Precisamos amadurecer primeiro. Ainda somos duas crianças.

— Não diga bobagens! Eu tenho 24 anos e você 31. Não somos mais crianças. Depois de tudo o que você passou, de todas as batalhas e inimigos que enfrentou... Suas cicatrizes são prova de que você não é mais uma criança.

— Justamente por isso, Hana. Passei a minha vida toda treinando para ser um cavaleiro e lutando ao lado de Seya e dos outros. Apenas há alguns anos consegui ter uma vida fora do campo de batalha, a trabalhar como todo mundo e me relacionar com as pessoas com estilos de vida completamente diferentes dos meus e de meus amigos. Você sabe que não é fácil para eu conviver com toda essa superficialidade e ambição das pessoas que nos cercam. A maioria delas nunca teve de lutar de verdade por nada, vivem uma vida alienada e banal.

Hyoga era assim, profundo e reflexivo com tudo. Não era o tipo de homem que se divertia sentado em uma mesa de bar, tomando cerveja e assistindo a uma partida de futebol. A atenção dele era voltada para as questões da humanidade, das catástrofes, das guerras civis e o uso inadequado dos recursos naturais. Era um homem comedido, jamais cometia excessos. Lia muito, assistia aos noticiários, destrinchava a internet. Hana o amava como ele era, mas às vezes ela acabava perdendo a paciência pelo fato de ele levar tudo muito a sério.

— E o que é que isso tudo tem a ver com a gente? Se as pessoas são superficiais, que elas se danem! — ela falou agressiva, gesticulando muito. — Nossa decisão de ter filhos não pode ser baseada no nível de estupidez da humanidade.

Ele a encarou com aqueles olhos azuis brilhantes. Hana desceu os braços e suspirou:

 — Me desculpe, me excedi. Fiquei um pouco nervosa. 

— Você quer um filho imediatamente? Ainda este ano?

Hana estremeceu. Lembrou-se de todos os projetos e sonhos que havia planejado realizar naquele ano. Não cabia um bebê em tudo aquilo.  

— Não, esse ano não. Preciso terminar meu curso de turismo e você precisa terminar o seu mestrado. Além disso, teríamos de gastar nossas economias que estamos juntando para eu conhecer a Sibéria com você. Não vejo a hora de pisar na sua terra natal e conhecer sua família.

Hyoga não disse nada, apenas sorriu. Hana apertou os lábios e ficou sem graça.

— Quero tudo ao mesmo tempo, não é? — Ela suspirou. — Puxa, como você me aguenta?

O rapaz a abraçou e beijou sua cabeça.

— Lembra-se quando me perguntou se eu te amava? — ele sussurrou.

Hana deu um largo sorriso e abraçou o namorado, beijando-lhe a boca de um jeito apaixonado. 

Hyoga era um sujeito sério, mas também muito carinhoso. Sabia beijar e abraçar a namorada do jeitinho que ela gostava.

Ele interrompeu o beijo subitamente.

— O que foi? — Hana perguntou.

— Ouviu isso?

— Isso o que?

— Uma espécie de ventania... Talvez um tornado.

— Não estamos na época de tornados aqui na Flórida, meu amor. Você anda ouvindo coisas ultimamente, não seja paranoico.

Era verdade, os ouvidos de Hyoga sempre foram aguçados e nas últimas semanas era frequente ouvir sons estranhos. Ele não sabia explicar. Era como se uma tempestade se aproximasse. Tudo bem, na Flórida eram comuns tornados e furacões, poderia ser algo do tipo. Mas... e aquele estranho cosmo que o Cavaleiro de Cisne sentia? De onde vinha? Não era paranoia. Algo de errado estava acontecendo em algum lugar. 



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