História Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Shun de Andrômeda
Tags Drama, Romance, Saint Seya
Exibições 49
Palavras 952
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Shiryu


Fanfic / Fanfiction Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 4 - Shiryu

Casados a mais de sete anos, Shiryu e Shunrei formam o casal perfeito. Não seria mentira se dissessem que nunca haviam brigado. Talvez algumas divergências de opinião, alguma ação que desagradasse o outro, mas jamais haviam discutido ou agredido verbalmente um ao outro. As amigas de Shunrei sempre diziam que ela era uma mulher de sorte, casada com um homem bonito, forte, inteligente e que era louco por ela.

Shunrei sempre fora apaixonada por ele, desde quando eram crianças, e tinha a impressão de que o sentimento era recíproco, embora Shiryu não tivesse se declarado. Foi apenas depois da Guerra Santa, depois que o Dragão quase morreu, que a moça criou coragem para confessar o que sentia. Ao ver Shiryu chegar à terra natal, todo ferido e enfermo, Shunrei caiu em prantos e o abraçou com todas as suas forças, dizendo ao rapaz que ele era o amor de sua vida. Shiryu acariciou o rosto da moça e sorriu, olhando-a nos olhos. Era bom ver que, mesmo ferido, havia recuperado a visão. A moça sempre achou os olhos dele lindos.

— Eu sempre quis ouvir isso, Shunrei. Eu a amo também. A amo muito.

Nesse dia deram o primeiro beijo e uma semana depois estavam casados. Depois que o Mestre Ancião morreu, um advogado da Fundação Kido entrou em contato com Shiryu e Shunrei, revelando que o Mestre havia deixado a herança para eles. Eram extensas terras e uma grande soma em dinheiro. Assim, o casal pôde comneçar a vida juntos com estabilidade financeira.

Sentiam muitas saudade de Dohko e se recordavam dele com alegria. Era a única referência de família que tiveram, e com ele aprenderam quase tudo que sabiam.

Depois que as batalhas cessaram, Shiryu demorou um tempo para recuperar a saúde completamente. Prometeu à esposa que evitaria correr riscos e que não se meteria mais em lutas. A não ser que mais uma vez fosse necessário lutar ao lado de Saori e dos Cavaleiros de Bronze. Ele passou a trabalhar como tradutor. Dominava bem o mandarim, o japonês e o inglês e traduzia documentos desses idiomas. Sua especialidade eram documentos e livros antigos e raros. Embora fosse um trabalho restrito e de pouca visibilidade, no meio acadêmico e político, o rapaz era referência no assunto. Além de ser um homem respeitado e admirado por muitos. Shunrei tinha orgulho do marido e o que mais gostava de fazer na vida era cuidar dele, cuidar da casa, amá-lo e ser amada por ele.

Shiryu atrasou-se naquela noite. A moça já estava preocupada. Fazia orações fervorosas para que Deus trouxesse o rapaz para casa são e salvo. Quando ouviu o barulho da porta, correu para a sala.

— Que bom que chegou! Estava preocupada. — Ela o abraçou e o ajudou a tirar o casaco.

— Me desculpe não ter avisado. Está tudo bem.

— Onde você estava? Liguei para a bibioteca e você já tinha saído.

— Eu...

— Está hesitando.

A confiança era um dos principais alicerces do casamento deles. O rapaz respirou fundo e disse:

— Não quero preocupar você.

— Por favor, me conte o que aconteceu. Você parece alarmado.

— Sim, eu estou. Você foi até o rio hoje?

— Não...

— A água estava muito turva. Nunca vi o rio com aquela coloração. Tentei descobrir o motivo, mas não consegui.

— Ouvi dizer que a fazenda vizinha estava jogando alguns rejeitos na água. Pode ser isso.

— Não, Shunrei. Esses boatos eram falsos. Nosso vizinho aprecia e preserva o rio tanto quanto nós, eu o conheço há algum tempo.

— Então... Não se preocupe. Deve ser apenas algo da própria natureza. Logo a água volta ao normal.

— Sim, você tem razão. Mas tenho sentido um cosmo estranho nos últimos dias, não sei de onde vem. Meu instinto me diz que a coloração da água e este cosmo estão interligados.

Shunrei estremeceu. Um cosmo estranho? Seria possível aparecer um novo inimigo depois de tanto tempo? Ela jurava que os dias de batalha do marido haviam acabado. Será que teria de conviver com aquele medo de perdê-lo de novo? Justo agora?!

— Viu, por isso não queria te contar. Você se preocupa demais e sofre por antecipação. Deve ser cisma minha. Não tem do que ter medo.

— Eu não posso perder você, Shiryu. O que seria de mim sem você?

O Dragão a abraçou.

— Querida, você não vai me perder.

— Eu... preciso de você. Preciso de você mais do que nunca.

— Eu estou aqui.

— Não quero que você lute mais, já chega!

Ele a soltou e se afastou.

— Não pode me exigir isso. Sempre soube que eu sou um cavaleiro de Atena. Esta é minha condição até o fim da minha vida. Jamais me tornaria um desertor.

Shunrei olhou para o chão e suspirou, deixando escorrer uma lágrima.

— Eu sei. Me desculpe.

— Shunrei, não tenha medo, sobrevivemos a tantas lutas que pareciam impossíveis. Todos os inimigos estão derrotados.

— Shiryu... eu... preciso te contar uma coisa.

O rapaz percebeu que ela estava tensa. Se aproximou e segurou sua mão.

— Confie em mim.

— Eu estou grávida.

Ele arregalou os olhos e ficou estático por alguns segundos. Shunrei o olhava nos olhos, esperando o que ele iria dizer.

De repente, o Dragão explodiu em alegria, sorrindo, abraçando-a e cobrindo-a de beijos. Shunrei começou a dar risadinhas.

— Puxa... eu estou extasiado. Não sei o que dizer. Você me faz tão feliz!

Eles se abraçaram mais uma vez e começaram a fazer planos para o quartinho e sugerir nomes de meninos e meninas. Ainda estavam listando os nomes de meninos quando Shiryu sentiu novamente aquele estranho cosmos. Parecia cada vez mais perto e cada vez mais forte. Se aquilo continuasse, teria de ir até a mansão Kido e tentar junto à Saori descobrir se aquele cosmos era uma ameaça. 



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