História Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 6


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Categorias Saint Seiya
Personagens Shun de Andrômeda
Tags Drama, Romance, Saint Seya
Exibições 53
Palavras 1.386
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - De volta à Vida


Fanfic / Fanfiction Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 6 - De volta à Vida

Em um segundo Os Cavaleiros de Bronze viviam o cotidiano com suas famílias. No segundo seguinte estavam reunidos na sala de visitas da mansão Kido. Olharam um para o outro espantados.

— Ikky, meu irmão! — Andrômeda abraçou Fênix.

— Shun! Caramba! Quanto tempo! Você envelheceu...

— O que houve? Isto é um sonho? — Hyoga perguntou.  

— Parece que fomos teletransportados — Shiryu deduziu. — Atena deve ter nos trazido até aqui.

— Sim, vocês foram teletransportados. E não, não foi Atena, fui eu quem os trouxe até aqui — disse a mulher de cabelos vermelhos, sentada numa poltrona.

Os quatro rapazes ficaram em posição de luta. O cosmo estranho que haviam sentido nas últimas semanas estava extremamente forte e sua origem era aquela mulher.

— Pessoal, como chegaram até aqui? — Saori indagou enquanto descia as escadas.

— Atena! Seya! — os quatro rapazes exclamaram ao ver os dois. Seya vencia cada degrau como se fosse uma muralha. Seus passos eram vacilantes e ele precisava segurar o corrimão da escadaria. Saori o apoiava, tentando ajudá-lo.

Hyoga caminhou até eles.

— Meu amigo, como está? Deixe-me ajudá-lo. — Cisne tomou o lugar de Saori, apoiando Seya com mais firmeza.

— Ora, Atena, tenha dó! Acabe logo com isso. Essa cena é ridícula. Por quanto tempo ainda vai deixar seu cavaleiro passar por esta humilhação? — A mulher se levantou, encarando Saori.

— O que quer dizer? — Atena perguntou.

— Você sabe o que eu quero dizer. Use seu poder e o cure.

— Os cavaleiros, ainda com a guarda alta, olhavam para as duas, confusos.

— Eu não posso fazer isso — disse Atena. 

— E por que não? — questionou a mulher. 

— É proibido intervir na humanidade dessa forma.

— Atena, você não é mais uma criança. Todos os deuses que vocês derrotaram fizeram coisas proibidas pelos céus. E mesmo vocês tiveram de quebrar algumas regras para conquistarem a vitória. Curar o seu cavaleiro seria um escândalo pequeno diante de tudo o que vem acontecendo na Terra nos últimos tempos.

Os Cavaleiros de Bronze fixaram os olhos em Saori, sentindo surgir a esperança de que finalmente Seya pudesse voltar ao normal.

— Vamos, Saori, mostre o seu poder. Mostre do que é capaz! Seus cavaleiros já fizeram muito por você, não acha? Seja grata. — A mulher a desafiou. 

— Não ouse falar comigo dessa maneira! — Saori ficou nervosa. — Sabe que não posso fazer isso, não me pressione.

— Ora! Covarde! Do que tem medo? Nem Hades conseguiu derrotar você. Não seja boba. Use seu poder, Atena! — A mulher elevou a voz e ordenou como se tivesse autoridade.

Saori ficou séria. Ao ver o olhar de Seya cheio de esperança, seu coração se partiu em mais pedaços.

— Você pode me curar? — Seya perguntou. Não acreditava naquela história. Se Saori pudesse curá-lo, já o teria feito há muito tempo. Ela o amava e tinha um coração bom. Não o deixaria sofrer tanto se pudesse poupá-lo.

A moça olhou para baixo, corando.

— Sinto muito, Seya. Não posso quebrar uma regra como essa.

“Então ela tem poder para isso”, Pégaso pensou.

— Saori, por favor, olhe para mim. Se pode fazer isso, faça! Eu não aguento mais viver desse jeito — Seya implorou.

Os olhares dos demais cavaleiros também eram de súplica.

Saori virou o rosto, derramando algumas lágrimas.  

— Uau! Decepcionante. Sempre ouvi falar que o amor de Atena era capaz de vencer qualquer mal. Mas uma simples regra conseguiu impedir que o seu amor fosse capaz de devolver a vida a este rapaz. Lastimável. — A mulher estava realmente abismada. Não havia sarcasmo em sua voz.

— Não é uma simples regra. Cada vez que um deus interfere no curso normal da vida, um forte impacto acontece no universo. Nós deuses não podemos tratar a humanidade como marionetes. Cada um tem seu destino e toda escolha tem uma consequência — Saori tentou explicar.

— Oh, Atena. Olhe o mundo, olhe à sua volta. Esses garotos não escolheram ser cavaleiros, isso lhes foi imposto. Eles aceitaram a missão, sim, mas a verdade é que não tiveram escolha. Hoje eles vivem uma vida comum, cada um tem família. Pergunte a eles o que prefeririam. Com certeza todos escolheriam suas famílias ao invés de lutar ao seu lado.

— Ora, quem é você? Cale a boca! Não fale por nós! Não nos conhece! — Ikky vociferou.

— Não tenham vergonha de admitir. Proteger o mundo e ser um herói é algo valioso, mas não é mais valioso do que ter esposa e filhos. Todos são órfãos. Não sabiam o que era o amor até conhecerem suas mulheres.

Ela falava a verdade e aquela verdade impactou cada um que estava ali.

— Vamos acabar com isso! Não temos tempo a perder. Você quer ser curado, Seya? — a intrusa perguntou. 

O rapaz endireitou os ombros, olhou para a mulher, para Hyoga, para Saori e para os outros.

— Sim ou não, Pégaso?

— Sim — ele assentiu.

Ela estendeu um dos braços e abriu a mão, lançando uma espécie de névoa, que envolveu Seya e o ergueu do chão.

Todos olhavam, sem piscar, até mesmo Saori, que, mesmo sabendo que aquilo era algo terminantemente proibido, queria de todo o coração ver Seya curado.

— Feche os olhos, Seya, lembre-se do homem que você é. Esqueça a raiva, abra seu coração — a mulher disse.

Seya fechou os olhos. Ela ergueu a outra mão, apontando as duas para Seya. Lançou um poder tremendo na direção dele, de coloração prateada, ofuscando a vista dos que ali estavam. Um grande estrondo foi ouvido e um vento forte percorreu a sala, tirando quase tudo do lugar.

Quando a luz cessou, Seya estava de pé, no meio da sala, as pernas firmes, os punhos cerrados, sentia uma forte energia percorrer seu corpo. A dor havia desaparecido completamente.

— Eu... não acredito. — .Pégaso abriu as mãos, olhando para elas. — Eu... me sinto ótimo.

— Preservei suas cicatrizes, Pégaso. Imagino que tenha orgulho delas. Um cavaleiro de verdade sempre tem cicatrizes.

Seya deu um largo sorriso e saiu correndo pela casa. Subiu e desceu as escadas três vezes, na última usou o corrimão como escorregador. Dava gritos e gargalhadas, correu para fora e queimou o seu cosmo, disparando seus meteoros contra uma árvore que foi reduzida a pó.

Todos o seguiram, maravilhados.

— Galera eu estou curado! Estou curado! — Ele deu pulos de alegria e abraçou cada um dos Cavaleiros de Bronze. — Não acredito! Já tinha me esquecido de como é bom viver.

Saori se aproximou, constrangida. Ela poderia ter dado aquela dádiva a Seya desde o início. Teve medo das consequências. Queria que o período de paz na Terra se prolongasse.

Ao vê-la, Seya deu um passo para trás.

— Você... Quer dizer que tinha o poder para me curar? Diga a verdade!

— Seya... Perdoe-me. Eu não podia...

A mulher saiu ao encontro deles, descendo os degraus da entrada até o jardim.

— Vejam o que mais Atena poderia ter feito...

Dito isso, a mulher abriu os braços, fazendo surgir névoa em abundância e criando um círculo de energia prateada gigantesco.

Os cavaleiros precisaram cobrir os olhos, tamanha era a força da luz que vinha do círculo. O barulho e o vendo eram intensos, como os de um tornado.

Tudo se dissipou num instante e, quando olharam para o jardim, os doze cavaleiros de ouro estavam de pé, com suas armaduras, olhando para si próprios e uns aos outros, sem entender como haviam voltado à vida.

— São os Cavaleiros de Ouro! Estão vivos! — Shun estava emocionado.

— Mestre Camus! — Hyoga correu na direção do Cavaleiros de Aquário, abraçando-o como a um pai.

— Isso é real? — Ikky esfregou os olhos. 

— Aiolos, é você mesmo? — Seya se aproximou, tocando o ombro daquele cavaleiro que ele tanto admirava.

— Mestre Ancião! — Shiryu abraçou Dohko. — Eu e a Shunrei sentimos tanto a sua falta. Ela está grávida, metre. Vamos ter um bebê. Quando ela me contou fiquei tão feliz. Queria tanto que o senhor estivesse conosco para dividir nossa alegria! O senhor com certeza será um avô excelente. Tudo que eu sei sobre ser pai, aprendi com o senhor.

Saori derramava lágrimas em abundância. Ver seus cavaleiros vivos era uma alegria que ela sempre sonhou. Queria poder ter sido a pessoa que os trouxera de volta à vida.

Após os primeiros minutos de comoção, todos se voltaram para a responsável por tudo aquilo. Afinal, quem era ela? Quais eram suas intenções? O cosmo que emanava dela era diferente de tudo o que conheciam e todos os dezessete homens a encaram, esperando por explicações. 



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