História Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Shun de Andrômeda
Tags Drama, Romance, Saint Seya
Exibições 48
Palavras 3.096
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Quem é você?


Fanfic / Fanfiction Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 7 - Quem é você?

Saga tomou à frente como líder e interrogou com sua voz imponente:

— Você nos trouxe de volta à vida... Por quê?

— Quem é você? — Mu indagou, dando um passo à frente.

— Ela é Gaya... A rainha da natureza — revelou Shaka, com os olhos fechados.

— O quê? É ela? — Aldebaran se surpreendeu, mantendo-se na posição que lhe era típica, de braços cruzados.

— Deusa Gaya... Meu mestre me contou esta história. Pensei que fosse apenas uma lenda — Máscara da Morte comentou.

— Existem muitas lendas com o meu nome. Não acreditem em tudo o que escutam por aí. Meu nome é Gaya. Todavia, não sou uma rainha nem uma deusa, sou uma guardiã. Minha função inicial era cuidar para que todas as leis da natureza funcionassem conforme foram instituídas. Mas, desde que a humanidade foi criada e resolveu se rebelar contra os planos originais, fui incumbida de proteger a natureza para que o Planeta continuasse existindo. Outros guardiões foram encarregados de administrar os diversos planetas e estrelas... No universo as leis sempre funcionam como devem. Entretanto, aqui na Terra, o trabalho é muito mais árduo. Falhei em muitos pontos. Espécies foram extintas, rios e fontes foram destruídos, florestas inteiras desapareceram, o mar está cada vez mais poluído. O ar está repleto de gases tóxicos, as plantas comestíveis estão envenenadas... Não há sequer um pedacinho da superfície terrestre que não tenha sido impactado pela humanidade. Enquanto alguns homens e mulheres se preocupam em cuidar do Planeta, a maioria não dá a mínima. Vivem suas vidas como se o fim não existisse. São egoístas e tudo o que querem é uma vida confortável e prazerosa.

— Eu entendo o que diz, mas como seria possível impedir que a humanidade cometesse erros? A perfeição não nos foi destinada nessa era — Aiolia ponderou. 

— Tem razão, Cavaleiro de Leão, mas é possível um mundo melhor e sociedades mais justas. Estou sozinha nessa missão. Preciso de ajuda. Observei todas as batalhas as quais enfrentaram. Vocês me ajudaram a entender que há esperança para a humanidade. E me ajudaram a entender que para isso, o mal precisa ser eliminado.

— Isso é utopia, minha jovem. Não parece ser tão ignorante a ponto de concentrar seus esforços em um ideal tão impalpável como esse — Dohko ponderou.

— Nem os deuses conseguiram obrigar a humanidade a seguir a vontade divina. Os avanços e retrocessos são inevitáveis. Muitas vezes aprendemos com os erros — Milo opinou.

— Não há mais tempo para erros, Escorpião. O caos já foi instaurado e se eu não fizer algo mais drástico, tudo o que existe hoje na face da Terra será destruído — Gaya falou com firmeza.

— A humanidade não tem poder para destruir a natureza, o planeta jamais deixará de existir! — Shura soltou um brado.

— Capricórnio tem razão — disse Afrodite. — É lindo pensar que poderíamos ter um mundo perfeito, mas a realidade não é esta. De qualquer maneira, na pior das hipóteses, os seres humanos jamais conseguiram destruir o planeta por completo, é impossível.

O cosmo de Gaya se elevou mais um pouco, ela perdeu o sorriso amigável e ficou séria. Espalmou as duas mãos no ar, criando uma espécie de tela de cinema e mostrou imagens terríveis de guerras, animais mortos, incêndios, lixo por toda parte, um céu cinza e milhares de quilômetros de florestas reduzidos a desertos.

— Estas imagens não são ficção, são a realidade num futuro próximo. Sinto dizer que todas as batalhas que venceram não significarão nada. Tantas vezes vocês lutaram para proteger o mundo e olhem bem o que os humanos farão. A cada geração, a humanidade se torna mais egoísta e perversa. É como uma espiral que levará todos para o abismo. A missão de Atena é proteger a humanidade. A minha é proteger a natureza. Farei isso mesmo que for preciso exterminar os humanos. Se cada pessoa da face da Terra for eliminada, a natureza estará a salvo. Do contrário, eles exterminarão cada centímetro de vida na superfície terrestre.

— Não pode fazer isso! Não pode matar a todos! — Saori gritou.

— Sim, eu posso. — Gaya deu um sorriso presunçoso. — Mas, como eu disse, ao observar vocês, Cavaleiros de Atena, constatei que é possível permitir que alguns vivam e propaguem o bem. Por isso estou aqui, quero que me ajudem nessa transformação.

Os cavaleiros se entreolharam, espantados. Era um plano audacioso e terrível. Quantas pessoas precisariam morrer para que o mal fosse derrotado?

— Gaya, o que está nos propondo é absurdo! Não podemos ajuda-la a matar pessoas. Mesmo que o objetivo final seja nobre, os fins não podem justificar os meios — disse Mu de Áries.

— Farei isto com ou sem a ajuda de vocês. Mas, com vocês, acredito que um maior número de humanos sobreviverão. Vocês têm influências, têm sabedoria, alguns conseguem enxergar além dos cinco sentidos. Como humanos, sabem distinguir um coração bom de um coração maligno. Eu não tenho esse talento. Tudo que eu sei é o que consigo enxergar. Não acredito em nada que meus olhos não possam ver. Por mim, faria uma limpeza completa e varreria a humanidade do mapa.

— Se quer varrer os humanos do mapa, por quê nos trouxe de volta? — indagou Shura.

— Vi vocês no campo de batalha. Não lutaram para si mesmos, lutaram uns pelos outros e todos por Atena. Sempre estiveram dispostos a dar a própria vida para proteger os demais. Isso quer dizer que o egoísmo e a vaidade não dominaram por completo o coração dos homens. Vocês merecem viver e buscar a felicidade. E se há outros homens e mulheres como vocês, também devem viver. As próximas gerações certamente serão bem sucedidas e terão mais virtudes.

Dohko balançou a cabeça e discordou:

— Isso é loucura. Já houve histórias assim antes. Noé e a família foram poupados, enquanto toda a humanidade submergiu. Mas o mal voltou a se espalhar.

Gaya olhou para o Cavaleiro de Libra com uma expressão de dúvida.

— O mal está nos corações. — Dohko completou. — Jamais existirá uma sociedade justa. O que existem são indivíduos justos. Assim é que se semeia o bem. Não é algo inato de nós mesmos, vem dos céus. É uma dádiva que cultivamos e desenvolvemos, se quisermos.

— Pode ser, Dohko... Pode ser. — Gaya suspirou. — Se assim for, espero que sejam poupados os indivíduos certos. Do contrário, não me restará outra alternativa a não ser a extinção da humanidade.

— Você não tem esse poder, os deuses jamais permitirão — Saori afirmou com veemência.

— Não só posso, como farei! — Gaya apontou para o céu, lançando um raio prateado. As nuvens ficaram carregadas e começaram a se juntar, escondendo a lua e as estrelas. A escuridão prevaleceu e ouviram-se fortes trovões. Relâmpagos foram vistos em várias partes do horizonte.

Num instinto protetor, Saori fez surgir seu cetro, segurou-o e lançou um golpe em Gaya, que curvou-se, colocando as mãos no abdômen, no local onde foi atingida.

— Saori, não! — Seya gritou. Sentia afeição por Gaya, ela o havia curado. Não queria que fosse ferida. 

— Eu sou Atena e farei tudo para proteger a Terra. Não pense que executará seus planos sem a minha intervenção. Muitos deuses foram derrotados e estão selados pelos próximos séculos, e eu ainda estou aqui. Estes são os meus cavaleiros. Não permito que cause discórdia entre nós, e muito menos que os use como seus soldados. A lealdade deles foi jurada a mim e você não passa de uma intrusa.

Ainda sentindo dor em razão do golpe de Atena, Gaya ergueu o corpo e respirou fundo.

— Há alguns minutos seus cavaleiros estavam mortos. Se dependesse de você, ainda estariam. Você não foi leal a eles, foi leal aos seus princípios e regras obsoletas. Você, Atena, não hesitará em enviá-los novamente para o campo de batalha, mesmo que corram o risco de morrer mais uma vez e desperdiçar a vida que lhes foi restituída.

— Foi para isso que nascemos! Para lutar ao lado de Atena. — Hyoga bradou.

— Vocês não nasceram para isso... Foi uma decisão — Gaya discordou. 

— Ora, cale a boca e suma daqui antes que façamos você em pedaços! — Máscara da Morte ameaçou. — Eu sei muito bem como é o inferno. Acha que quero enviar dois terços da humanidade para lá?

As nuvens continuaram carregadas, trovões e relâmpagos ecoavam e reluziam em toda a parte.

— Não vim até aqui pedir a permissão de ninguém. Vim convidá-los para participar do processo de renovação e purificação do Planeta. E, como prova do meu poder e da minha bondade, farei um juramento solene. Para que saibam que quero a lealdade voluntária de vocês, juro que, mesmo que se voltem contra mim, nenhum de vocês perderá a vida. Terão uma vida longa e darei a cada um tempo suficiente para que busquem a felicidade. Morrerão velhos, e se lembrarão do meu nome até o fim da vida. — Gaya apontou as mãos para os cavaleiros e lançou sobre eles seu cosmo prateado. Envolveu a todos, exceto Saori, numa espécie de bolha de energia. Seya e os outros sentiram um choque percorrer o corpo, do alto da cabeça à planta dos pés. Um cordão fino e prateado apareceu ao redor do pescoço de cada um. O pingente era o símbolo do infinito, uma espécie de número oito em algarismo árabe, colocado na horizontal.

— Eu me sinto tão... — Aioria puxou o ar para os pulmões. — Vivo!

Os cavaleiros tocaram o colar em seu pescoço, o símbolo do infinito ainda brilhava, absorvendo o poder de Gaya.

— Esse colar é o meu presente a vocês. Enquanto estiverem com ele, mal algum lhes sucederá.

— O que está fazendo? Pare com isso! Está virando tudo de cabeça pra baixo. Não percebe que está interferindo em todo o curso natural da vida? — Atena gritou. — Os deuses não permitirão que continue agindo como bem quer. O poder absoluto nãos está em suas mãos!

— Estou pronta para sofrer as consequências, Atena. Cumprirei minha missão, não importa o preço que terei de pagar.

— Ora, o que estamos fazendo aqui parados? Não ouvimos tudo o que essa mulher disse? — Saga arrancou o colar do pescoço e jogou no chão. — Somos cavaleiros de Atena. Não nos curvaremos a mais ninguém.

Ele deu um passo à frente, ficou em posição de luta e lançou um golpe contra Gaya:

— Explosão Galáctica!

— Não! Saga! — Aioria clamou.

O poder de Saga parecia muito maior do que sempre foi e o deslocamento de ar provocado por seu golpe foi sentido por todos. Esperavam que Gaya fosse atingida em cheio. A não ser que se defendesse. Será que o poder dela era forte o bastante para repelir o Explosão Galáctica?

Foi uma surpresa verem Kanon, usando a armadura (também chamada de Escama) de Dragão Marinho, combater o golpe de Gêmeos. Kanon havia se posicionado diante de Gaya, protegendo-a.

— Kanon? Você também está vivo? — Saga arregalou os olhos.

— Olá, meu irmão. Fui trazido de volta pela senhorita Gaya, assim como você. Como pode levantar-se contra ela, depois de tudo o que ela fez por nós? Ela me tirou de um lugar sombrio e frio. Nunca pensei que veria a luz de novo. Ouçam o que ela diz! Ouçam com atenção.

— Kanon, não seja um traidor. Somos os Cavaleiros de Atena. Não se deixe persuadir por uma mera demonstração de poder.

— Não foi Atena que nos retirou do abismo. Foi Gaya! Já cumprimos nossa missão perante Atena. Demos nossa vida por ela. Agora que a vida nos foi devolvida, temos a chance de escrever uma nova história. 

Saga teve vergonha do irmão. Um verdadeiro cavaleiro daria sua vida por Atena quantas vezes fosse necessário.

— O que foi isso? — Afrodite sentiu o chão tremer.

— É um terremoto! — Aldebaran afirmou.

— Os céus estão irados. Gaya interferiu na estrutura do cosmos — Shaka analisou. 

— Eu sabia... O que será de nós? — Saori sussurrou.

O tremor se tornou mais forte e Gaya olhou para todos os lados, temendo o que viria a seguir.

— Afaste-se, Kanon! — disse ela, desferindo um golpe contra o cavaleiro, o lançando alguns metros à frente.

— Gaya! — O Dragão do Mar berrou ao ver um poderoso relâmpago rasgar o céu e atingir em cheio o peito da mulher.

Ela caiu estirada no chão, com os cabelos vermelhos espalhados por terra. Uma voz foi ouvida como um estrondo:

— Eu sou Forseti, o deus nórdico da Justiça, e trago uma mensagem dos céus a você, Gaya. Sua missão é proteger a natureza da destruição completa e para isso lhe foi permitido usar seu poder sem limites. Contudo, usurpou a força de Tanatos, que foi selado por Atena, e trouxe esses homens do abismo da morte. Agora ousa trazer juízo sobre a humanidade, selecionando os bons dentre os maus. Tal função não cabe a você. Se prosseguir com este plano insano, não só você, mas toda a Terra sofrerá consequências. Não desafie o Pantheon, Gaya. Deixaremos você sozinha, caso insista em prosseguir com seu ideal de criar um mundo melhor.

Saori tremia, cheia de pavor diante daquela voz.

— E você, Atena? — A voz ecoou mais uma vez. — O certo seria que enviasse os Cavaleiros de Ouro de volta para o abismo da morte e revogasse a cura do Cavaleiro de Pégaso. Nada disso foi autorizado pelos céus e contraria a vontade dos deuses.

Saori arregalou os olhos e olhou para Seya. Como poderia fazer mal aqueles homens? Ela tinha amor por cada um deles e amava Seya de forma especial. Jamais teria coragem de mata-los ou feri-los. Seya olhou para ela, aterrorizado, não queria voltar à sua condição anterior.   

— Eu não farei mal a meus cavaleiros. Isto está além de minha capacidade — Atena afirmou a Forseti.

— Não tema, tal coisa não lhe será exigida. Mas tu és a única deusa encarnada nesta era e deve impedir que Gaya avance. O bem e o mal não são combatidos com a morte, mas sim com o amor. O mal e a tristeza são permitidos, para que os humanos desenvolvam virtudes e vençam os vícios e enfermidades. Todo réu tem direito à defesa. Portanto, Gaya não pode executar aqueles que julgar indignos de viver. A própria humanidade deve descobrir o caminho verdadeiro para o bem. Cumpra sua missão, Atena. Até lá, a Terra sofrerá as consequências do desequilíbrio do cosmo provocado por Gaya.

A voz se calou e mais um poderoso estrondo foi ouvido. As nuvens se moveram revelando a Lua e deixando a luz ser vista. Começou a chover forte e o tremor de terra cessou.

Gaya tentou erguer-se, estava ferida e levou a mão ao peito, sentido dor.

— Você está bem? — Kanon se ajoelhou diante dela, amparando-a.

— Este corpo humano é muito frágil. Mesmo com todo o meu poder, estou suscetível a ferimentos.

— Venha, deixe-me ajuda-la. — Kanon a sustentou em seus braços, colocando-a de pé. A chuva molhava os cabelos vermelhos de Gaya e fazia o vestido aderir-se ainda mais a seu corpo esguio, revelando suas curvas.

A beleza de Gaya provocava o desejo em Kanon, que há muito tempo não tinha uma mulher em seus braços. No entanto, não foi apenas o irmão de Saga a ser atingido pelo encanto daquela mulher. Shura e Ikky também se sentiram abalados. A beleza estonteante e o cosmo poderoso de Gaya os fazia querer conhecê-la melhor, se aproximar dela.  

— Vou embora. Deixarei vocês cavaleiros refletirem sobre o que farão. Ao meu lado, salvarão a muitos humanos. Ao lado de Atena, desperdiçarão energia em uma luta sem perspectivas. Se não for através das minhas mãos, a humanidade será destruída por si mesma e pela ganância. É tudo uma questão de tempo.

Gaya criou uma névoa ao redor de si.

— Você fica ou vem comigo, Kanon? — ela perguntou.

Kanon encarou o irmão gêmeo, que fez um gesto negativo com a cabeça, dizendo-o para não seguir aquela maluca.

— Me perdoe, Saga, mas devo minha vida a ela. — Kanon deu as costas ao irmão e à Atena e se aproximou de Gaya.

— Mais alguém? — Gaya indagou, olhando nos olhos de um por um. Todos permaneceram em silêncio, com os corações agitados e a mente repleta de dúvidas. — Tudo bem, darei alguns dias a vocês. Sei que é muita informação para assimilar. Estão com os colares do infinito. Se quiserem me ver, o colar ajudará vocês.

A névoa cobriu Gaya e Kanon e os dois desapareceram.

Saori suspirou e relaxou o corpo. Estava muito triste e tensa.

— Não se preocupe, Atena, não abandonaremos você — disse Shun.

— Isso mesmo, Saori, somos seus cavaleiros. Jamais nos curvaríamos a outra pessoa. — Shiryo tirou o Colar do Infinito do pescoço e jogou no chão.

Os cavaleiros de bronze e de ouro se aproximaram e ajoelharam-se diante de Atena, com exceção de Seya, Shaka, Shura e Ikky. Estes estavam com os semblantes franzidos, com os dentes travados, indagando a si mesmo os motivos pelos quais Atena jamais demonstrou tudo o que seu poder era capaz.

Saori apertou os lábios e pegou os dois colares no chão. Entregou um a Shiryu e outro a Saga.

— Mantenham isso com vocês, o que vem por aí será muito pior do que tudo o que já enfrentamos. Enfrentaremos o poder de Gaya, e também os deuses e as forças da natureza. Não quero que mais nada de ruim aconteça com vocês. Já chega de mortes. Não me perdoarei se mais um homem morrer por minha causa.

— Não queremos aceitar presentes dessa mulher. Ela não pode nos comprar. — Dohko se levantou e deu um passo à frente.

— Precisamos refletir sobre tudo o que foi revelado nesta noite. Eu não sei ainda o que pensar... Preciso de sua experiência, Dohko, da sua sabedoria, Shaka, e da sua serenidade, Mu. Venham comigo até à sala de reuniões.

Libra, Virgem e Áries assentiram e seguiram Atena.

— E quanto a mim? Quero ir com vocês. Posso ser útil.

— Sim, Saga, venha. Precisamos de um pouco de sagacidade para descobrir o que está por trás das boas intenções dessa mulher. Os outros podem entrar e descansar. Há muitos quartos na casa, acomodem-se. Essa chuva pode piorar nas próximas horas e talvez essa seja nossa última noite de sossego.

Atena entrou na mansão seguida pelos cavaleiros convocados. Seya sentiu-se contrariado por ter sido excluído daquela reunião particular.

— Vamos, Seya, vamos entrar — falou Hyoga.

— Tudo isso está muito esquisito. Sempre confiei cegamente em Saori, mas depois de hoje, acho que ela nunca foi totalmente sincera.

— Há coisas que são assuntos divinos, Seya, não nos cabe saber — disse Camus. — Vamos, pessoal, vamos entrar e nos acomodar. Fazer uma refeição digna e dormir em uma cama confortável será um deleite. Aproveitemos essas horas de bem estar. Não sabemos o que o amanhã nos trará. Basta a cada dia seu próprio mal.

Os cavaleiros entraram na mansão, fechando a grande porta de madeira maciça. 



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