História Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Shun de Andrômeda
Tags Drama, Romance, Saint Seya
Exibições 55
Palavras 808
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Paixão Proibida


Fanfic / Fanfiction Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 8 - Paixão Proibida

Kanon e Gaya se teletransportaram para uma casa no meio da floresta, onde ela estava vivendo nos últimos meses.

— Vou me trocar, fique aqui — ela ordenou, entrando em um dos quartos.

Kanon despiu-se de sua armadura e com um pano de prato secou os braços, o rosto e os cabelos. Caminhou pela cozinha, observando os diversos potes de temperos de plantas do mundo todo. Algumas ele nunca tinha ouvido falar. Tomou um gole de água.

— Puxa, nunca pensei que um gole de água fosse a melhor coisa do mundo. — Vasculhou o armário e pegou uma maçã. Mordeu-a como se fosse a fruta mais suculenta de todas. O gosto doce era maravilhoso diante da sensação amarga que sentia o tempo todo no abismo.

Ele ouviu um gemido e entrou no quarto, sem bater na porta. Gaya estava de roupa íntima, sentada na beirada da cama, tentando passar uma pomada artesanal nos ferimentos. Havia uma marca no abdômen, feita por Atena, e outra mais grave no tórax, feita por Forseti. Pareciam queimaduras.

— Isso aí está feio. Você está bem?

— Amanhã estarei melhor. As plantas irão me curar.

Gaya não conseguia se curvar para passar a pomada com conforto. Franzia o cenho em razão da dor.

— Deixe-me ajuda-la. — Kanon se ajoelhou, pegou o chumaço de algodão das mãos de Gaya e passou suavemente nos ferimentos.

Ela gemeu de dor e apertou os olhos, segurando o lençol. Kanon fez um movimento mais brusco e a mulher apertou o ombro dele, soltando um grito.

— Me desculpe. Machuquei você? — Kanon indagou. 

— Já terminou? — Ela foi ríspida. 

— Sim.

Gaya vestiu um hobby, cobrindo o corpo seminu.

— É patético estar nessa situação. Os humanos são muito fracos. Mas... ao mesmo tempo, é interessante compreender o que é a dor. Nunca tinha sentido nada parecido. Em suas lutas, como suporta os golpes e ferimentos? Como não vai ao chão no primeiro soco?

— Somos treinados para aguentar e ficar de pé.

Ela deslizou a mão pelo ombro de Kanon.

— Você é mesmo muito forte. Deveria ter recebido uma armadura de ouro, assim como o seu irmão.

— Cada homem tem seu próprio destino.

— Sim... é verdade. — Ela respirou fundo e fechou os olhos. — Me sinto tão cansada. Acho que este corpo humano não irá durar muito tempo. Se Atena resolver me enfrentar, terei de assumir minha verdadeira forma. Do contrário ficarei presa às limitações que este corpo me impõe.

— Eu a defenderei, senhorita.

Gaya abriu os olhos e o encarou.

— Enfrentaria Atena por minha causa?

— A senhorita mesmo disse que ninguém sairá ferido. Deu o colar a eles.

A mulher ficou séria. Sentiu a hesitação do cavaleiro e não gostou. O empurrou para o lado e ficou de pé, caminhando até a janela.

— Decida logo de que lado está, Kanon. Não posso perder tempo com indecisões.

Kanon deu alguns passos até ela.

— Não estou indeciso. Estou aqui para te proteger. Você me devolveu a vida e me tirou daquele buraco. Serei eternamente grato.

Gaya se virou e seu rosto ficou bem próximo ao de Kanon. O cavaleiro sentiu um frio na espinha.

— Gratidão é algo que admiro. Normalmente a memória das pessoas é muito curta.

— Eu jamais esquecerei o que fez por mim.

— Então acredita em mim? Concorda com meus planos?

Kanon pensou um pouco antes de responder.

— Eu... não sei. Matar civis é algo que nunca fiz. Preferiria deixar os humanos destruírem-se a si mesmos.

— Eu também. Mas, se isso acontecer, destruirão a natureza junto. Não posso permitir que isso aconteça. Não se preocupe, a tarefa de vocês cavaleiros não será matar, mas selecionar aqueles que serão poupados e leva-los para um lugar seguro. O serviço mais difícil ficará comigo. É só não olharem para trás.

Kanon arfou. Era um plano complexo para concordar, embora a justificativa procedesse.

Gaya tocou o rosto dele e em seguida os cabelos azuis e compridos.

— É um belo homem, Kanon. E corajoso também. No futuro verá que escolheu o lado certo. — Ela sorriu e se esquivou dele. Soltou o coque dos cabelos vermelhos e puxou o lençol da cama, a fim de deitar-se.

Com o coração disparado, Kanon respirou fundo e caminhou até a porta.

— Estarei na sala, se precisar. Tem certeza de que essa chuva não causará danos a esta cabana? Estamos bem próximos ao rio, pode haver uma enchente.

— A natureza é minha amiga, Kanon, não se preocupe.

— Certo. Boa noite, descanse.

— Você também.

Kanon se despiu das roupas úmidas e deitou-se no sofá, cobrindo-se com um edredom. Tudo na casa cheirava a flores. Apagou a vela e ficou no escuro. Seu corpo ardia em desejo e sua mente fervilhava com mil pensamentos sobre Gaya, sobre Saga, sobre Atena e sobre tudo o que estava por vir. Será que ele era um traidor? Será que tinha escolhido o lado certo? E, mais importante, será que podia confiar naquela mulher misteriosa?



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