História Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Shun de Andrômeda
Tags Drama, Romance, Saint Seya
Exibições 51
Palavras 1.489
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Encontrando a Fé em Meio às Dúvidas


Fanfic / Fanfiction Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Gaya - Capítulo 9 - Encontrando a Fé em Meio às Dúvidas

Ikky mal conseguiu dormir. Revirou-se a madrugada toda e acabou por sentar no parapeito da janela para observar a chuva. O céu parecia estar caindo. Olhou para o irmão, que dormia em uma das camas do quarto e pensou na cunhada e nas sobrinhas. Se algo acontecesse a Shun, o que seria delas? Se não fizessem nada para proteger as pessoas que amavam, logo todos estariam mortos. Tinham apenas duas opções, lutar contra Gaya e tentar derrota-la, ou aceitar a convocação dela para que salvassem as pessoas que julgassem merecedoras. Ela estava sozinha, não tinha um exécito como os outros inimigos que haviam enfrentado. Por outro lado, o cosmo de Gaya era muito superior até mesmo ao de Hades. Ela era muito poderosa, disso não restavam dúvidas. Como iriam derrota-la? Será que Saori era páreo para ela? Pelo menos tinham uma vantagem. Como Colar do Infinito, não poderiam ser mortos. Talvez isso ajudasse na luta contra Gaya. Mas, ela não seria tola o suficiente de poupá-los se achasse que seriam um problema. Era tudo muito confuso.

Ikky fechou os olhos e se lembrou da imagem dela molhada pela chuva. Era uma mulher linda. Que corpo! Que curvas! Sentia-se atraído de uma maneira ilógica. Nunca havia sentido tanto desejo por uma mulher quanto sentia agora. Deu um tapa no próprio rosto, tentando acordar daquela insanidade. Era um cavaleiro e precisava proteger Atena. Não era hora para bancar o mulherengo.

— Ikky, o que foi? — Shun despertou.

— Estou agitado. Essa mulher mexeu comigo. Precisamos pensar como vamos proteger nossa família, já pensou nisso?

— Sim. A Saori disse que trará Yumi e as meninas para cá amanhã. O Kiki foi chamado para teletransportar todos. O Shiryu queria ir embora essa noite para buscar Shunrei, mas Saori prometeu que todos estarão aqui amanhã, sãos e salvos.

— A Saori promete muitas coisas, não acha?

— O que está querendo dizer?

— Lembra-se quando ela prometeu que encontraria a irmã do Seya?

— A Fundação Kido fez de tudo para acha-la.

— E você acredita nisso? Acredita que com toda tecnologia e influências que eles têm, não conseguiram nem sequer uma pista?

— Eu acredito na Saori. Por que ela mentiria?

— Para manter o Seya na palma da mão. Para obriga-lo a lutar ao lado dela.

— A Saori não é uma mulher sórdida. Ela jamais nos usaria dessa forma.

— Não sei, Shun, tenho minhas dúvidas. Depois de descobrir que ela podia ter curado o Seya e não o fez... Não confio mais nela como antes. Pensava que Atena faria tudo para nos proteger, assim como fazemos por ela. Mas pelo que soubemos hoje, há outras coisas mais importantes que pesam na balança. Se não fosse aquela mulher, Seya definharia até a morte.

Shun suspirou e baixou a cabeça, derramando algumas lágrimas.

— Não comece com seu chororô, Shun. A verdade é sempre assim, dura. Mas precisamos encará-la.

— Ikky, o que preservou nossa esperança sempre foi o amor de Saori, não podemos começar a duvidar dela.

— Tudo bem, Shun, continue vivendo nesse seu mundinho perfeito. Eu fui treinado na Ilha da Rainha da Morte. Sei muito bem que nada é perfeito, nem mesmo Atena.

Ikky sentou de novo no parapeito da janela e Shun se deitou, pensativo, enxugando as lágrimas.

 

Shiryu também não conseguia dormir. Andava de um lado para o outro, contando as horas para o dia raiar e Shunrei ser trazida para a mansão.

— Calma, Shiryu, o Kiki já deve estar a caminho. Será mais rápido do que se tivesse ido de avião buscar sua esposa.

— Ela deve estar preocupada, sem saber onde estou. Ela está grávida, não pode ter emoções fortes. Os telefones estão mudos, não consegui conversar com ela. Preciso vê-la e saber que ela e nosso filho estão bem. Lá fora o mundo está acabando e eu aqui, me preparando para dormir em uma cama luxuosa.

— Não há o que fazer, Shiryu, se sair nessa chuva para o aeroporto, não conseguirá chegar na sua casa tão cedo. Com o Kiki, Shunrei estará aqui num piscar de olhos.

O Dragão sentou na cama e esfregou o rosto.

— As coisas não são mais como antes Hyoga. Agora temos outras pessoas para proteger, não é só a Saori.

— Eu sei. — Cisne pensou em Hana.

— O que faremos se precisarmos vestir nossas armaduras de novo e lutar? Não posso abandonar a Shunrei. Se algo acontecer comigo, meu filho não terá um pai.

— Temos os Colares do Infinito, se esqueceu? Gaya prometeu poupar nossas vidas.

— E você acredita nisso? O cosmo dela é muito estranho... Por que ela seria tão boazinha a ponto de não nos matar, já que pretendemos atrapalhar seus planos?

— Eu não sei, Shiryu. Pra mim tudo está muito confuso. Sempre achei que Atena faria tudo para nos proteger e de repente descobrimos que ela poderia ter curado o Seya desde o início. Mas não foi ela quem fez isso, foi essa mulher estranha. Não podemos negar que foi uma tremenda demonstração de poder.

— Não creio que ela fez isso de graça. Acho que ela cobrará um preço alto.

— Você ouviu o que Gaya disse. Ela quer selecionar alguns humanos para povoarem a Terra depois que o resto da humanidade for dizimado.

— Isso é horrível, Hyoga. Não podemos deixar que essa mulher assassine as pessoas.

— Eu sei que não... Mas você viu o futuro. Eles irão morrer de um jeito ou de outro.

Shiryu se levantou de supetão e encarou Hyoga.

— Não pode estar falando sério. Está pensando em se juntar a ela?

— Jamais me voltarei contra Atena, Shiryu. Mas como você disse, há outras pessoas que amamos e queremos proteger. Quer que a Hana viva, quero me casar com ela e ter filhos. Hana tem uma família grande e unida. Detestaria vê-la triste e de luto.

— Eu também não posso permitir que algo ruim aconteça com Shunrei... Jamais me perdoaria.

Os dois ficaram em silêncio, refletindo e conjecturando.

 

Aldebaram e Máscara da Morte dormiam como uma pedra e roncavam tão alto que podiam ser ouvidos até no corredor. Shura se levantou impaciente e saiu do quarto, batendo a porta.

— É impossível dormir com esses porcos no mesmo quarto. Droga!

Ele subiu mais um lance de escadas até o terraço. A chuva era forte e ele sentou numa cadeira, debaixo de um toldo. Olhava para a Lua, que mesmo com tantas nuvens, conseguia reluzir seu brilho imponente. Shura estava incomodado por não conseguir tirar aquela mulher da cabeça. Tudo bem, todos deviam estar pensando nela e em como combater seus planos bizarros. Mas os pensamentos de Shura não eram naquele sentido. Shura pensava em Gaya como mulher.

— Que mulher é aquela? Caramba! É muita areia pro meu caminhãozinho.

Ele fechou os olhos e se lembrou do rosto de Gaya com detalhes, seus olhos verdes, os cabelos longos e vermelhos, a unhas compridas, as curvas...

— Queria estar no lugar de Kanon só por uma noite. — Ele deu um sorriso malicioso. — Aposto que ela desistiria de matar todo mundo se eu a ensinasse a como se divertir.

Ele mordeu o lábio inferior e, em seguida, caiu na real.

— Cale a boca, seu imbecil! — ele disse a si mesmo em voz alta. — Ela quer matar Atena, não seja um traidor cretino! Você é um Cavaleiro de Atena, não um Judas.

No mesmo instante, a imagem do corpo e dos lábios de Gaya voltou a perturbar sua mente.

— Caramba! Preciso tirar essa maluca da cabeça, senão quem vai ficar doido sou eu!

 

Milo, Afrodite e Camus estavam no mesmo quarto. Os três estavam acordados, com os pensamentos agitados, mas permaneceram em silêncio. Afrodite tocou o Colar do Infinito e contornou com a ponta do dedo o símbolo em formato de oito. Morrer não havia sido uma experiência gratificante e ele não queria ter de passar por isso tão cedo. Esperava que aquele colar funcionasse de verdade. Mas... será que Gaya cumpriria a promessa mesmo que eles se tornassem inimigos declarados?

 

Aioria e Aioros estavam sentados em suas camas, um de frente para o outro. Relembravam a infância, quando treinavam juntos e eram melhores amigos.

— O destino sempre tentou nos separara, irmão. Não posso negar que estou grato a essa mulher por nos trazer de volta. Jamais pensei que estaríamos juntos mais uma vez.

— Eu sei, mas... É um presente sinistro, Aiolia. Não podemos nos deixar enfeitiçar por essa louca. Somos leais a Saori e faremos tudo para derrotar Gaya e seus planos malignos. Não podemos permitir que a humanidade seja dizimada. E mesmo que alguns sejam poupados, você sabe tão bem quanto eu que o mal não cessará. Mesmo no santuário, quando Saga enganou a todos, você se lembra como lutamos uns contra os outros e fizemos o mal aos Cavaleiros de Bronze.

Leão baixou a cabeça e admitiu:

— É, eu me lembro. Me envergonho de não ter enxergado a verdade desde o início.

— Mas agora a verdade está na nossa frente. Gaya é uma inimiga e precisamos derrota-la.

— Você está certo.

Aioros assentiu. 



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