História Cavaleiros do Zodíaco - Depois de Gaya - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Personagens Originais
Tags Hyoga, Ikki, Romance, Saint Seya, Saori, Seya, Shiryu, Shun
Exibições 29
Palavras 1.546
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - O que acontece em Vegas, fica em Vegas!


Fanfic / Fanfiction Cavaleiros do Zodíaco - Depois de Gaya - Capítulo 9 - O que acontece em Vegas, fica em Vegas!

Kanon não tinha notícias de Atena, Saga e os outros há algum tempo. Havia recebido o convite para o casamento e considerou a possibilidade de ir. Contudo, preferiu desistir. Não estava disposto a enfrentar os olhares acusadores e o burburinho, muito menos as provocações mordazes de seu irmão. Sabia que Atena tinha um grande coração e provavelmente já o havia perdoado. Mas nem todos eram como ela e o Dragão do Mar sabia que estava marcado como traidor para sempre.

Começou a viajar pelo mundo como mochileiro e acabou parando em Las Vegas. Sentia-se o homem mais azarado do mundo e, portanto, aquela viagem era um tanto quanto irônica. Gastou seus últimos dólares na roleta e, para contrariar o destino, ele ganhou uma bolada. Apostou mais algumas vezes até conseguir duplicar o dinheiro. A sorte parecia estar a seu favor, mas Kanon era um homem esperto apesar de tudo e, ao contrário do que sempre acontecia aos vencedores, que continuavam apostando até perder tudo o que ganhavam, Kanon parou de jogar e foi para o hotel levando seu dinheiro.

Entrou no quarto e jogou a bolsa com a grana em cima da poltrona. Não conseguia sentir-se feliz. Ao contrário, depois de ganhar no jogo, o vazio que lhe corroía a alma só aumentou.

O cavaleiro tirou os sapatos e a camisa e serviu-se de uísque. Sentou na varanda, apoiando os pés em uma mesa. O vento forte chacoalhou seus cabelos compridos. Sentia-se sozinho e desanimado. Não era do seu feitio ficar se lamentando ou sentindo autopiedade, mas a mente começou a divagar no passado, quando era preterido em favor do irmão, quando perdeu a armadura de Gêmeos para Saga, quando foi preso pelo irmão, quando se voltou contra Atena mais de uma vez e quando foi traído por Gaya com Ikki de Fênix.

Sempre abandonado, sempre deixado de lado, sempre humilhado.

— A culpa é toda minha — disse consigo mesmo. — Eu fiz minhas escolhas. Escolhas erradas que me levaram à ruína.

Olhou a vista diante de si. A cidade toda iluminada, cheia de gente disposta a qualquer coisa por um pouco de diversão.

— Acho que vou trabalhar aqui. Minha aparência não é ruim. Talvez eu consiga trabalhar em algum cassino como garçom ou algo do tipo. — Ele falava sozinho, enquanto bebia o uísque.

Tomou quase meia garrafa antes de desmontar na cama.

Acordou no dia seguinte todo amassado. O sol já invadia o quarto e cozinhava sua pele. Havia esquecido de fechar as cortinas.

Kanon levantou e tomou um banho. Depois desceu para a área dos restaurante e tomou o desjejum. Kanon comeu metade do cardápio e, não se dando por satisfeito, pediu um milksheike pra viagem. Começou a andar de hotel em hotel, cassino em cassino, perguntando por vagas de emprego. Fez algumas entrevistas, mas chegou ao fim do dia sem sucesso. Sentou em frente ao Hotel Bellaggio e ficou olhando o show das águas, achava tudo aquilo uma babaquice, mas mesmo assim ficou ali, estático, apreciando.

Quando olhou para o lado, viu uma mulher de cabelos vermelhos caminhando. Ele arregalou os olhos e correu em sua direção, puxando-a pelo braço:

— Gaya?

Ela se virou assustada. Não era Gaya.

— Me desculpe, pensei que era outra pessoa.

— Tire as mãos da minha mulher! — gritou um homem com porte de lutador.

— Me desculpe, a confundi com outra...

Antes que ele pudesse terminar a frase, o homem lhe deu um soco no rosto, pegando-o desprevenido. Kanon nem sequer balançou. O homem parecia ser forte, mas Kanon mal sentiu o golpe. Algumas pessoas que estavam por perto olharam espantadas. Como ele podia estar de pé diante de um soco daqueles?

— Você me golpeou? — Kanon indagou, levando a mão ao rosto, tentando compreender o que havia acontecido.  

— Eu... Não... — O homem ficou desconcertado.

— Pra que servem todos esses músculos se não consegue dar nem um soco direito? — Kanon balançou a cabeça e deu as costas, com preguiça de brigar. Até porque, o adversário não era páreo para ele.

Kanon andou alguns metros e o homem foi atrás dele.

— Ei, espere! Ei...

Kanon se virou, esfregando o rosto:

— Olha só, me deixa em paz. Pro seu bem e pro meu sossego.

— Você é um cavaleiro de Atena, não é?

— Não, está enganado.

— É sim, você é o Dragão do Mar.

Kanon franziu o cenho, intrigado. Geralmente as pessoas que o reconheciam era porque o confundiam com Saga.

— Como sabe?

— Tenho uma coleção completa de figurinhas.

— Meu nome é Saga, está me confundindo como meu irmão.

O homem estreitou os olhos.

— Não, você é o Kanon. Tenho certeza. Estudei muito as figurinhas sua e do seu irmão para perceber as diferenças.

— E daí, o que você quer?

— O que faz em Vegas? Veio a passeio ou procurando algo pra fazer?

— Os dois.

— Se gostar de adrenalina, tenho o emprego ideal pra você.

— E o que seria?

— Vem comigo.

— E a sua mulher?

— Ela não é minha mulher. Fiz aquilo como pretexto para provocar você.

Kanon ficou mais sério ainda, mas acabou seguindo o homem.

Entraram em um hotel e desceram as escadas. Passaram por um corredor cheio de portas e no final viraram a esquerda. Kanon ficou cismado. Era um lugar escuro e ermo. Será que era uma armadilha?

Abriram uma porta grossa e se depararam com um salão cheio de luzes de boate, mulheres dançando, bebida e música alta, lotado de gente gritando ao redor de um ringue onde dois homens se digladiavam.

Kanon se aproximou e assistiu à briga. Muitos golpes, muito sangue, nenhuma regra.

— E aí, o que me diz? — o homem indagou.

— Quanto?

— Mil dólares por luta, dois mil nas semifinais, cinco mil se ganhar a final. O campeonato começou hoje.

— São só homens comuns? Vou vencer todos com as mãos amarradas nas costas.

— Muito são homens comuns, mas muitos são cavaleiros fracassados como você.

Kanon o encarou com ódio.

— É uma grana boa e durante o campeonato pode morar aqui no hotel — o homem argumentou. 

— Nessa espelunca? Posso ser um cavaleiro fracassado, mas não sou um animal. Gosto de um bom chuveiro e uma boa cama.

— Posso ver isso, conseguir alguns privilégios. Você é um Cavaleiro de Atena, todos irão fazer de tudo para ter você no campeonato.

— Por quê?

— Com certeza vai atrair mais público e as apostas duplicarão.

Kanon coçou as têmporas, indeciso.

— Não preciso de grana.  

— E mulheres?

— Sim, de mulheres eu preciso, mas posso consegui-las sem precisar lutar. Elas só faltam ajoelhar aos meus pés quando passo pelas ruas. Acho que gostam de homens com cabelo grande.

— Hum... O que você busca? Adrenalina? Emoção? Vingança? Ora, vamos... Você é um cavaleiro. Não gosta de lutar?

— Sim, e gosto.

— Vamos fazer o seguinte. Você faz uma luta. Se gostar, continua.

— Quando?

— Hoje. Depois que esses manés se matarem.

Kanon assentiu e tirou do bolso duas faixas, enrolando-as nos punhos e mãos. Tirou a camisa e a calça jeans, os sapatos. Ficou de short.

— Estou pronto.

As mulheres o olhavam sem camisa e suspiravam. Os homens cochichavam entre si, querendo saber quem era aquele urso.

— Ele não é um urso, é um dragão É o Dragão do Mar, cavaleiro de Atena.  

Todos ficaram em alvoroço. Quando a luta terminou e Kanon subiu no ringue, a gritaria era geral. Muitas apostas e discussões.

— E aí, cadê o cara? — Kanon indagou.

Do corredor surgiu um homem de quase dois metros de altura e pesando mais de 120 quilos de músculos e ossos. Ele subiu no ringue e encarou Kanon, debochando:

— Não acredito que deixaram você subir aqui. Olha o meu tamanho e olha o seu. Não vai ter graça. E esse cabelo ridículo? Eu não bato em mulheres, muito menos em maricas.

Kanon deu um sorriso torto, cruzou os braços para trás, e lançou um olhar irônico para fora do ringue, na direção do homem que o tinha levado até ali.

O sino tocou anunciando o início da luta. O adversário de Kanon assumiu posição de combate e ficou enfurecido.

— O que está fazendo? Arme sua defesa! Vai ficar com as mãos pra trás?

— Não preciso delas para vencer um frango como você.

— Ora, seu filho da mãe! Vou te mostrar quem é frango.

O lutador avançou pra cima de Kanon, tentando acertar-lhe um cruzado e um jab. Com as mãos para trás, Kanon se esquivou e acertou uma joelhada bem na boca do estômago do sujeito, que caiu desacordado no chão. O público ficou em alvoroço enquanto todos contavam juntos até dez. O lutador não acordou e foi levado para a sala de primeiros socorros, enquanto Kanon recebia os mil dólares e um aperto de mão do camarada que o levara até ali.

— Afinal, qual seu nome?

— Sou o Jack. Mas todos me chamam de Búfalo.

— Ok, Jack. Quando é a próxima luta?

— Uma por dia, meu amigo, pra não perder a graça. Amanhã venha disposto a fazer um show mais emocionante que o de hoje. Se as fofocas correrem depressa como eu acho que vão, amanhã isso aqui vai estar empapuçado de gente. Você se tornará o ídolo deles.

Kanon deu um sorriso faceiro. Ídolo... Ele nunca soube o que era ser admirado e respeitado. Será que finalmente poderia sentir o gostinho do sucesso?

Foi para o hotel pensando nisso. Pronto! Tinha encontrado o trabalho ideal.  



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