História Celeste - Capítulo 12


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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Charlie Puth, Justin Bieber, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Celeste, Charlie Puth, Jelena, Justin Bieber, Selena Gomez
Exibições 154
Palavras 1.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Understand


Fanfic / Fanfiction Celeste - Capítulo 12 - Understand

Querido, por favor, sem promessas, pois nós não vamos mantê-las e eu conheço as consequências. Nunca fui muito fã de ter meu coração partido, então me diga o que você quer.

As nuvens pesadas e escuras que surgiram aos poucos no céu não pareciam intimidar a multidão que passava pelas ruas. Apertei o casaco em volta do corpo à medida que o vento atingia minha pele descoberta me fazendo estremecer. Apesar da maioria das pessoas amarem o frio, eu gostava do verão, do calor.

Mantive a cabeça baixa enquanto caminhava, sentindo o alívio percorrer cada célula do meu corpo quando finalmente avistei o letreiro vermelho do bar, com as luzes apagadas. Apenas uma fresta da janela estava aberta indicando que havia alguém na casa.

Respirei o mais fundo que pude e me aproximei da casa, levando a mão até a porta de madeira escura, deixando duas batidinhas rápidas ali.

Senti meu coração dar um salto no peito assim que ouvi passos vindos do outro lado, e logo em seguida um sorriso surgiu quase de imediato no meu rosto. Sorri assim que Justin apareceu, retribuindo a expressão de felicidade e me puxando para um abraço demorado, embora não conseguisse disfarçar que também estava tenso.

— Você não devia ter vindo. — murmurou após alguns segundos. Neguei com a cabeça, ainda com os braços em torno dele, não conseguia me afastar nem um mísero centímetro, era como se uma força invisível nos atraísse.

— Eu precisava vir. — afirmei. — Precisava te ver.

Ele pensou um pouco, mas alguns segundos depois balançou a cabeça em afirmação, parecendo finalmente convencido. Eu entendia o lado dele, havia passado dias sem dar notícias e de repente apareci sem que ele pudesse imaginar.

— Venha, eu fiz chá. — ele disse com delicadeza enquanto me puxava até a pequena sala que havia ali.

Sentamos em frente à lareira e Justin me entregou uma das xícaras que segurava. Nossos olhares se cruzaram e eu vi que os olhos dele estavam tristes. Me aproximei e peguei as mãos dele entre as minhas.

— Você vai ficar hoje? — perguntou esperançoso, em um sussurro. Só então me dei por conta que já era sexta.

Balancei a cabeça negando e vi o sorriso dele se desfazendo aos pouquinhos diante de meus olhos.

— Eu adoraria ficar e te ver cantar, você sabe. Mas eu realmente tenho que ir. — disse nervosa, ocultando a parte em que eu provavelmente estaria muito encrencada quando chegasse.

— Tudo bem, eu já devia ter me acostumando.  — ele disse entre suspiros, em um misto de decepção e conformidade.

E tão rápido quanto chegou, o clima agradável que nos cercava acabou indo embora, deixando o ambiente completamente gelado, não só pelo frio que fazia, mas pela tensão que pairava no ar.

— Por favor, não diga isso. — pedi, mas ele negou.

— Não Celeste, sempre será assim. — afirmou seguro. — Por acaso irá fugir como fez da última vez em que nos vimos?

As palavras dele me atingiram como uma lâmina afiada, por mais que eu tivesse certeza de que Justin não quis me machucar ao dizê-las. O problema era eu e meu emocional instável, ele estava apenas magoado com meus sumiços.

Mordi o lábio inferior para impedir que as lágrimas caíssem. Não queria chorar na frente dele. Justin já tinha tantos motivos para se preocupar, não merecia mais um, no entanto não consegui aguentar quando ele se aproximou sem aviso e me pegou entre os braços.

— Me desculpe, por favor, me desculpe pelo que disse.

Àquilo foi o suficiente para que eu começasse a chorar. Justin me apertou ainda mais em seu peito, destruindo qualquer mínimo espaço que ainda havia entre nossos corpos. Senti suas mãos frias se embrenharem no meu cabelo, fazendo pequenas carícias, enquanto eu tentava, mesmo que sem sucesso, ficar mais calma.

— Eu juro que só queria ser capaz de entender você.

Não respondi. Não confiava em mim mesma para fazer isso.

Permanecemos em silêncio durante algum tempo. Vez ou outra sua mão descia até o final das minhas costas em carinhos demorados. Aos poucos as lágrimas secaram e não demorou para que ele percebesse.

Hesitante ele tocou em meu queixo em um pedido silencioso para que eu o olhasse. Mas eu não podia. Não conseguia encará-lo. Não sabia como explicar para alguém que sempre teve sua liberdade, que a minha havia sido roubada de mim ao nascer. Eu tinha sido induzida a me preparar para viver cercada por muros durante toda minha vida.

Prendi a respiração e por fim o encarei. Justin examinava meus movimentos esperando por uma reação. Os olhos cor de mel que eu tanto gostava estavam mais claros e uma lágrima solitária teimava em manchar seu rosto. Me aproximei e sem permissão a peguei em meu dedo. Ele abriu um sorrisinho mínimo no canto da boca, mas que teve efeito imediato sobre mim.

— Você me deixa confusa. — falei e ele baixou a cabeça visivelmente desconfortável. — Eu pensava ter uma vida perfeita e você a bagunçou. — Justin me olhou confuso. Ele estava a ponto de recomeçar a chorar. — E eu serei eternamente grata por isso.

Rapidamente ele levantou o olhar, voltando a me analisar em silêncio. Aquilo me deixava nervosa, eu precisava que ele dissesse algo, transformasse seu emaranhado de pensamentos em palavras concretas.

— Eu te amo, Justin. —confidenciei. — Não duvide disso nunca.

Seus dedos subiram por meu braço e se fixaram atrás do meu pescoço. Em um impulso seus lábios gelados devido ao frio estavam se movendo sobre os meus. E ali eu tive a certeza de que nada poderia nos separar. Nem mesmo Logan e todos os problemas que ele trazia.

— Promete que irá me amar independente do que acontecer? — Justin questionou após se afastar minimamente.

Minhas sobrancelhas uniram-se devido à pergunta repentina, fui pega de surpresa, mesmo que soubesse muito bem a resposta.

— Por que pergunta isso?

Ele respirou fundo, prendendo o lábio entre os dentes como se estivesse nervoso.

— Não faça perguntas que eu não posso te responder. Apenas me prometa.

— Eu prometo Justin. — falei rapidamente. Não havia o que pensar, eu o amava, tinha certeza disso. — Prometo que irei te amar para sempre.

O sorriso que ele me ofereceu era tão lindo que nunca seria capaz de esquecer. Os olhos amendoados brilharam como se existisse uma constelação inteira dentro deles, quando na verdade o que havia ali era apenas felicidade.

— Eu também te amo Celeste, muito mais do que você imagina.

Senti minhas costas baterem contra o tapete felpudo abaixo de nós e em seguida Justin deitou seu corpo em cima do meu, voltando a beijar meus lábios com mais urgência do que antes, e naquele momento eu não desejava estar em outro lugar que não fosse junto dele.


Notas Finais


• Enfim tivemos o tão esperado reecontro Jeleste. O que acharam?
• Música citada: No Promises; Shawn Mendes.
• Recomendo:
https://spiritfanfics.com/historia/20-dias-6410611
https://spiritfanfics.com/historia/fanfiction-justin-bieber-wild-5554073

All the love ♥


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