História Celestial - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Bts, Kookv, Kpop, Taekook, Vkook
Exibições 111
Palavras 3.257
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Primeiramente eu acho importante esclarecer que essa é a minha PRIMEIRA fanfic da vida, portanto, relevem os possíveis erros.

E eu só estou tento esse surto de coragem em postá-la porque esse foi um pedido de presente especial para a minha melhor e mais preciosa amiga; aquela quem surta e chora por Taekook junto comigo todos os dias. Feliz aniversário, Lolla!

Eu também queria agradecer a Isabela por ser tão gentil e se disponibilizar a fazer a capa dessa oneshot.

E por último e não menos importante: preparem os lencinhos.

Capítulo 1 - Recordações de Inverno


Fanfic / Fanfiction Celestial - Capítulo 1 - Recordações de Inverno

 


Jeongguk deixou o palco completamente desolado.

Nunca pensou que poderia desmanchar e derrubar suas máscaras com tanta transparência em frente à milhões de pessoas daquela forma. Mas naquele momento não foi capaz de segurar as lágrimas que despencaram de seu rosto quando seu hyung começou seu enunciado com a voz rouca e embargada. 

Naquele dia Taehyung decidiu revelar para seus fãs os motivos da sua mudança de humor e o porquê ele já não sorria mais com tanto brilho. 

Foi com um impulso momentâneo de coragem que o cantor esclareceu para todas as armys que a sua vida nunca mais seria a mesma desde que sua querida avó morrerá. Sua pessoa favorita no mundo partiu, deixando apenas nas suas memórias a vida que foi construída com a mulher que ele considerava tão preciosa, e que por esse motivo ele não poderia mais seguir escondendo aquela dor dos fãs.

 Naquele momento, enquanto Jeongguk escutava a mensagem de Taehyung com a cabeça abaixada, ele literalmente sentiu junto com ele e por ele. O garoto compartilhou do seu sofrimento como se fosse o dele próprio. Pegou cada pedaço quebrado dentro de Tae em um dos momentos mais dolorosos de toda sua vida e chorou na mesma intensidade que ele, exatamente como duas almas conectadas que compartilham com ímpeto cada sentimento neles vivenciados. As lágrimas que desciam de sua face e pingavam no chão eram visíveis para todos, no entanto, ele não podia as controlar. Não quando a pessoa mais importante de sua vida sofria e ele não podia fazer nada para ajudar. Tomaria toda a angústia de Taehyung para si próprio se pudesse e jamais deixaria que o garoto derrubasse uma lágrima novamente. Jamais permitiria que aquele sorriso peculiar e contagiante que tanto amava fosse apagado de seu rosto, mas naquele momento ele não tinha esse poder. Então apenas lhe restava sentir.

Jeongguk segurou na parede do corredor escuro enquanto tentava regular sua respiração, sentia que suas pernas cederiam a qualquer momento. Não conseguia apagar da mente a imagem de Taehyung totalmente frágil e vulnerável no palco. Conhecia o rapaz o suficiente para saber que ele não era de demonstrar fraquezas em frente as pessoas. Ele escondia suas aflições e seus problemas, nunca chorava em público e estava sempre muito bem protegido com sua armadura que ocultavam seus verdadeiros sentimentos. Ele queria passar a imagem de alguém forte e que estava sempre alegre, por isso vê-lo tão debilitado, expondo suas angustias em frente a uma multidão significava que ele não aguentava mais lidar com aquilo sozinho.

Lembrou-se das palavras de alguns minutos atrás:

Ela era alguém com quem eu podia conversar sobre as minhas dificuldades, lamentações e sobre o que eu queria comer...”

E não pode deixar de pensar com pesar nas vezes em que Taehyung recorreu a mulher para pedir conselhos sobre seus conflitos que incluíam Jeongguk. Ela era a única na família do garoto que sabia sobre o romance dos dois e que os apoiava com todo amor que seu grande e materno coração possuía.

Estaria sempre fresco na memória de Jeon a enorme cara surpresa do Kim quando ao levar o adolescente de fios negros para passar um final de semana na casa da avó em Daegu, a senhora perguntou ao neto na porta de seu antigo quarto;

– Tae, seu namorado vai dormir com você no seu quarto? Posso arrumar a cama de vocês? – ela soltou as palavras com toda a naturalidade do mundo.

E naquela hora Jeongguk jurou que o coração de Taehyung pararia de bater ali mesmo, na casa da avó dele em Daegu, e ele teria que explicar para o resto do grupo - e do mundo - o motivo de seu inesperado e trágico infarto.

– Ora, Tae! Não faça essa cara! Não achou que poderia esconder isso justo de mim, certo? Vocês são mais óbvios do que pensam. – concluiu em meio a gargalhadas enquanto se retirava do cômodo, deixando um Taehyung embasbacado para trás.

Aquele definitivamente foi um final de semana agradável, em que puderam compartilhar ótimos momentos juntos em família, e ainda por cima podiam se empanturrar com a ótima comida da avó de Taehyung que tinha sabor de lar. Somente naqueles dois dias perdeu a conta de quantas vezes ouviu a voz da doce senhora repetindo incansavelmente que os dois deveriam comer bastante para se manterem sempre fortes e saudáveis! E também porque gostava de vê-los bem gordinhos. Os jovens, é claro, não hesitaram em obedecer a mais velha enquanto lhe segredavam alguns detalhes do início daquele conturbado romance. Ela, por sua vez, escutava-os com brilho nos olhos.

Encostou a testa na parede e sorriu triste ao recordar daqueles dias felizes.

Agora Taehyung não tinha mais o apoio de ninguém da sua família naquela loucura da qual enfrentavam. O pilar mais importante que fortalecia seus dias e lhe dava ânimo para superar todas as barreiras que encontrava no caminho não existia mais. Agora tudo estava diferente.

Haviam dias que o acastanhado o evitava e se mantinha distante. Jeongguk respeitou seu momento de luto e não invadiu o espaço do garoto que se mostrava relutante. E por mais que quisesse abraça-lo e nunca mais o deixar escorregar de seus braços, não o forçou a nada.

Entendia que ele precisava de um tempo e assim ele o deu. Mas agora ele não podia mais deixar aquela situação se estender, ele precisava cuidar de seu hyung para então tentar cicatrizar suas feridas.

Jeongguk você está bem? – sentiu quando a mão de Jin encostou em seu ombro e o obrigou a encará-lo. Passou a manga da blusa larga em seus olhos e tentou se recompor para responder o amigo que lhe demonstrava preocupação.

 Estou... Onde está Taehyung? – perguntou sem cerimônias. O mais velho suspirou e lhe direcionou um olhar compreensivo.

– Ele está na van junto com os outros. Nós estávamos te esperando. Vamos? – Jin segurou nas mãos do garoto e o levou consigo enquanto tentava lhe transmitir algum conforto.

Já faziam alguns dias desde que Taehyung fizera sua revelação no show, e pouca coisa havia mudado. Agora, porém, se comunicavam mais, especialmente nas refeições em grupo, onde todos relaxavam e aproveitam a companhia uns dos outros. Vez ou outra também assistiam alguns animes e filmes juntos. Jeon sempre fazia questão de lhe preparar um balde grande de pipoca acompanhado de seu refrigerante favorito. Faria o que estivesse ao seu alcance para ver um sorriso mínimo no rosto de seu hyung preferido.

Jeon Jeongguk andava em direção ao próprio quarto enquanto pensava no que poderia fazer para animar Taehyung naquele dia de folga. Talvez o chamasse pra sair - e mesmo que a probabilidade fosse ouvir uma resposta negativa, buscaria outra alternativa; poderia pedir japchae, sua comida favorita, e depois poderia fazer companhia ao garoto jogando alguma coisa que Tae escolhesse.

 Foi em meio as divagações que ouviu um fungado vindo da porta a frente que estava entreaberta. Colocou a cabeça para dentro do cômodo e viu o garoto de cabelos castanhos, que considerava tão bonito aos olhos, segurando um álbum em meio a um choro silencioso.

Jeongguk se aproximou da cena e pode ver por cima de seus ombros as fotos de infância onde Taehyung sorria na companhia da avó. Sentiu o coração apertar quando viu ele passar os longos dedos pela imagem que lhe traziam tantas lembranças, as lágrimas que escorriam de seu rosto molhavam o papel. 

Ajoelhou-se em frente ao garoto que estava sentado em sua cama e com muito cuidado retirou o álbum das mãos de Taehyung, fechou o objeto que carregava um significado sentimental enorme com delicadeza. E só naquela hora ele pareceu notar a presença de Jeon, encarando-o em surpresa. Não gostava de ser pego desprevenido e vulnerável daquela forma, porém não pode evitar que mais lágrimas escorressem ao olhar nas orbes escuras daquele que lhe encarava com tanta compaixão. Ele sabia que desde o princípio Jeongguk estava sofrendo consigo. Sabia também que não se tratava de mera questão de empatia, era algo ainda maior que isso. Compartilhavam os mesmos sentimentos porque estavam conectados.

Jeongguk... – não precisou dizer mais nada porque em seguida abraçou o moreno.

 Envolveu os braços ao redor de seus ombros e escondeu o rosto na curvatura de seu pescoço. Deixou que as lágrimas esvaíssem de seu corpo em meio aos soluços enquanto era embalado pelos braços protetores daquele que tanto gostava. Não estava mais com medo de mostrar tudo o que sentia ali porque estava plenamente confortável naquele abraço regado a carinho e compreensão. Jeon permitiu que o Kim chorasse em seu colo, acariciando seus cabelos até que não houvessem mais lágrimas para derramar.

Quando percebeu que o garoto havia se acalmado completamente, decidiu que já era hora de se manifestar.

– Tae... Levanta. – Taehyung o encarou sem entender. – Nós vamos sair e dessa vez eu não vou aceitar um “não” como resposta novamente.

– Mas...

 Sem mais. Se arrume e coloque um casaco bem quente.

Jeongguk rapidamente se retirou do quarto, não permitindo que Taehyung tivesse tempo de lhe responder. Estava decidido a melhorar o dia do outro e ele conseguiria. Ele era o Golden Maknae, afinal.

Jeon saiu do quarto vestindo uma jaqueta preta e touca da mesma cor.

Encontrou o mais velho na sala com um bico nos lábios e um moletom de colegial bem grande e quente como ele havia pedido. Pegou o cachecol e a touca de tom avermelhado que carregava nas mãos e vestiu Taehyung com ambas as peças. Estavam em janeiro, o mês mais frio do ano e ele precisava cuidar do seu hyung de todas as formas que pudesse.

 Pronto, agora está perfeito! – Finalizou segurando a pontinha do nariz de Taehyung entre seus dedos, que esboçou um - quase - sorriso mínimo. Adorável.

– Isso é serio, Jeongguk? Pensei que você fosse mais criativo! – falou debochado encarando a porta de entrada da casa de banhos que não ficava à muitas quadras de distância do dormitório deles.

 Isso não é problema, Tae. Depois eu posso te levar para jantar em algum restaurante caro onde eles servem pratos com lesmas no meio, e então depois nós podemos dar um passeio no meu helicóptero particular enquanto apreciamos a vista de Seul tomando um vinho tinto da safra de 1897 ouvindo Tchaikovsky.  respondeu com a voz tranquila como se àquilo fosse algo absolutamente comum no seu cotidiano. Recebeu uma alta gargalha em resposta.

 Acho que a sauna está bom. – Jeongguk lhe devolveu o sorriso. No instante seguinte sua expressão voltou a ficar séria.

– Eu falo sério quando digo que faria o que você quisesse, Tae. Mesmo que seja andar de helicóptero a essa hora. Desde que isso te faça feliz eu dou um jeito. – Mirou-o com intensidade. Taehyung parou de sorrir e devolveu o olhar para o garoto, desviando em seguida. Suspirou.

 Vamos entrar logo.

 Uau! Isso foi revigorante, Jeongguk! Tinha tanto tempo que eu não vinha até a sauna... Eu me sinto tão relaxado. Eu só queria minha cama agora... Vamos assistir One Piece quando chegarmos no dormitório? A gente pode até pedir frango frito! Me deu uma fome. – gesticulava com as mãos em círculos na barriga. Era incrível como seu humor poderia variar tanto em apenas um dia. Jeon sentia-se feliz ao vê-lo animado.

Depois do desconforto inicial, em que Taehyung não parecia estar completamente seguro dentro de uma sala pequena cheia de vapor, apenas de roupão e com o corpo pingando, o clima suavizou com uma conversa agradável sobre animes e mangás. Tae revelava com empolgação alguns spoilers do mangá de One Piece que ainda não estavam no anime. E no final ele até mesmo permitiu que os pés de Jeongguk deslizassem até os seus num carinho gostoso. Ambos apreciando o contato.

Taehyung parou de falar e girou o corpo para encarar o garoto que estava com as mãos nos bolsos da jaqueta preta e caminhava atrás de si.

– Por que não viemos aqui antes? Eu acho que precisava disso. – falou com falsa indignação.

 É que você não parecia querer minha companhia.

 Certo... – Taehyung se virou e voltou a andar encolhendo-se no seu casaco. Estava frio e voltariam a pé para o dormitório que não ficava longe.

Foi retirado a força de seus pensamentos quando sentiu um violento impacto bem atrás de sua cabeça que quase o fez cair com a cara naquele chão coberto de neve. Olhou para trás completamente perplexo e encontrou Jeongguk com a expressão de uma verdadeira criança que acabou de cometer a maior das traquinagens.

 Você não fez isso, sua criança insolente!

 Desculpa Tae, desculpa mesmo. É que eu acho que vou fazer de novo... – soltou as palavras com um tom claro de falsa culpa. Taehyung desviou rapidamente o olhar para as mãos do moreno e percebeu que ele carregava mais uma bola de neve em suas mãos e estava pronto para atacar.

 Droga! – tentou desviar a tempo mas já era tarde demais. Foi atingido em cheio no meio da cara. – Você me paga, Jeon! – não demorou para ir fazer sua própria bola de neve. Jeongguk se arrependeria em ousar provocá-lo daquela maneira. Correu atrás do dongsaeng mal educado e que não tinha um pingo de respeito pelos seus hyungs com empenho, estava decidido a vencer aquela batalha. 

Ledo engano. Mesmo que corresse com o máximo de agilidade que conseguia, escondendo-se atrás de toda proteção que aparecia em sua frente, e que fizesse tantas bolas de neve a ponto de machucar as palmas das mãos, ainda assim era mais atingido do que conseguia atingir.

E naquela hora ele se encontrava encurralado enquanto Jeon andava em sua direção segurando o verdadeiro Monte Everest com as duas mãos. Taehyung sentia algo muito próximo de medo. Na verdade, ele estava apavorado.

 Jeongguk... Olha o tamanho disso... Tenha piedade do seu hyung... Eu prometo fazer o que você quiser... Por favor, larga isso... – implorou com o tom de voz mais choroso que conseguiu fazer. Por fim, sabendo que não iria conseguir amolecer o coração do maknae que jamais aceitava perder uma batalha, Taehyung fez a única coisa digna que podia: ajoelhou-se na neve e esperou sua sentença de morte com os olhos fechados. Seria uma morte rápida e indolor. Quando menos esperasse já teria acabado.

Portanto, se surpreendeu ao sentir os lábios quentes de Jeon em sua bochecha direita. Abriu os olhos e encarou as orbes ônix que o miravam com devoção. As mãos geladas faziam um carinho singelo na outra face.

 Eu nunca te machucaria, Tae. Na verdade, eu espero sempre fazer o contrário. – Taehyung parou as mãos de Jeongguk e desviou o olhar. Naquele momento não era capaz de mantê-lo.

 Nós temos que ir. Já devem estar sentindo nossa falta. – sentenciou se levantando rapidamente. Ele só queria ir embora. Mas Jeon o impediu que se afastasse segurando-lhe pelo pulso.

 Não, Tae. Não fuja, nós precisamos conversar. Vai ficar me evitando até quando? Por favor, não me exclua da sua vida dessa forma. Eu não vou suportar...

 Não vai suportar, Jeon? O que você não vai suportar? Quem não suporta alguma coisa sou eu! Você não tem ideia do quanto é difícil ter que lidar com tudo sozinho! Toda essa pressão e loucura que a gente vive... Está tudo uma droga e a única pessoa que me compreendia não está mais aqui pra me apoiar! Eu não posso mais, Jeongguk, me desculpe mas eu apenas não posso! – Taehyung abaixou a cabeça enquanto sentia que as lágrimas viriam mais uma vez naquele dia.

– Tae, olha pra mim. Olha nos meus olhos – segurou com as duas mãos o rosto do outro, obrigando-o a fitá-lo. Os dois se encararam por alguns segundos com intensidade. Jeongguk tentava transmitir toda a segurança que podia enquanto se preparava para o que diria a seguir.

– Você não está sozinho e nunca esteve! Você tem a mim ao seu lado, você ainda tem os seus pais, sua família e todos os membros do grupo. Todos nós te amamos incondicionalmente e vamos te apoiar sempre! Droga Tae, eu te amo tanto!  Jeongguk contemplou o rosto do mais velho quando este fechou os olhos e estremeceu com o peso daquelas palavras. – E eu sei que você também me ama porque eu sinto o que você sente, lembra? Então me deixa continuar fazendo parte da sua vida. Me deixe cuidar de você do mesmo jeito que eu cuidei quando você adoeceu no Japão! Aquele dia eu te disse que sempre estaria ao seu lado te protegendo da mesma forma que você sempre fez comigo. Você sempre cuidou tão bem de mim, Tae... Você sempre me apoiou, sempre me defendeu, e me ensinou tanto! Você sempre esteve ao meu lado nos momentos bons e ruins, mesmo quando eu não passava de um garotinho tímido e esquisito, ainda assim você estava lá. Sabe por quê? Porque é isso o que nós fazemos. Nós protegemos e cuidamos um do outro porque nos amamos, e não suportamos ver que estamos sofrendo sozinhos.

Jeongguk encostou sua testa na de Taehyung para lhe transmitir tranquilidade quando sentiu que ele começava a soluçar. Passou a mão no rosto daquele que tanto amava, enxugando cada lágrima que não deveria nunca surgir naquela face.

 Tae... Por favor, me permita enxugar suas lágrimas, ser o seu ombro, o seu amigo e o seu namorado. Aquele quem vai estar com você em todos os momentos da sua vida. E eu não estou te dizendo que de repente tudo vai se tornar fácil e simples. Eu estou dizendo que é muito mais difícil quando não estamos juntos porque a minha alma depende da sua e a sua alma depende da minha.

Jeongguk sentiu quando Taehyung segurou na sua nuca, acariciando os fios dos cabelos daquela parte de seu corpo. Sua respiração era desregular e Jeongguk podia sentir com prazer o hálito fresco que atingia sua face. O acastanhado tocou a ponta do seu nariz ao do moreno e fez um pequeno carinho ali como um gatinho manhoso. Taehyung então começou a passar seu nariz por todo o rosto do outro; acariciando e cheirando. Estava sentindo o moreno enquanto tentava expressar todos aqueles sentimentos sólidos dentro de si com aquele afeto puro e sincero. E era tão bom sentir o Kim que Jeon não resistiu em inclinar ainda mais o rosto e entreabrir os lábios. Naquele momento nada mais importava, era apenas os dois no meio da neve e aquele envolvimento que beirava ao celestial.

Não mais suportando a ausência de contato com seus lábios, Jeongguk atacou a boca de Taehyung num beijo carregado de paixão. E o outro não tardou em aprofundar o beijo, buscando a língua de Jeon enquanto tentava confirmar todas as palavras que foram ditas com aquele gesto. Jeongguk apertou o garoto que tinha os braços ao redor de seus ombros e o envolveu como se segurasse o bem mais precioso de todo o mundo. Taehyung era seu mundo.

Beijaram-se com avidez e ardor, transmitindo todo o amor e toda a saudade que sentiam daquele contato do qual definitivamente não poderiam viver sem.

Se separaram apenas quando sentiram a neve tocando em suas peles. Olharam-se cúmplices, com brilho nos olhos e um sorriso verdadeiro.

– Jeon Jeongguk eu te amo e preciso dos seus cuidados da mesma forma que eu preciso de japchae para sobreviver!  sorriu sincero   Me desculpe por achar que poderia seguir sem você... A partir de agora vamos compartilhar todos os momentos da nossa vida juntos.


E naquela noite, depois de muito tempo, Taehyung não chorou no silêncio do seu quarto até pegar no sono. O rapaz dormiu seguro e protegido no mais confortável dos abraços daquele com quem partilhava seu espírito.

 


Notas Finais


E aí, gostaram? Críticas construtivas são bem vindas.


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