História CELLMITW - Don't Wait - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Rafael "CellBit" Lange, TazerCraft
Personagens Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Cellbits, Cellke, Cellmitw, Celltw, Gabieby, Mitw, Tazercraft
Exibições 84
Palavras 1.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Saga, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Uma noite maldita


  Quando algo extremamente interessante acontece, três coisas podem acontecer no nosso corpo e mente. E cada uma delas vai depender do que se trata, para determinar que tipo de reação teremos. 

  Primeira: você pode ficar surpreso. 

  -Pac? É você mesmo? -eu não conseguia acreditar que era ele mesmo. Afinal quando alguém que é muito próximo se afasta de repente é difícil esquecer. E ele era uma memória bastante fresca em minha mente. 

  -Claro... -ele tinha aquele mesmo sorriso gentil e doce de antes. Eu tentei identificar o restante de sua expressão mas estava escuro demais para isso. Meu corpo estava paralisado, eu queria conseguir abraçá-lo ou dizer algo como: que bom te ver, senti sua falta. Mas acabei não conseguindo fazer isso. Acho que tanto barulho e luzes acabou me deixando lento e confuso. A sorte era que Pac sempre foi espontâneo embora sentisse vergonha às vezes. 

Ele me puxou colocando as mãos em meus ombros e as encaixando em minhas costas. Eu acabei segurando sua cintura num abraço depois de processar a informação de que: faça alguma coisa, ele está te abraçando. O abraço dele era mais buscando acolhimento. 

  Pode parecer estranho, mas falo isso porque eu e Cellbit já discutimos sobre isso. Os tipos de abraço. A que ponto chegamos. 

A convivência nos deixou tão próximos que sabemos tudo um sobre o outro. Cellbit gostava de abraços onde um braço atravessava pela cintura e outro pelo ombro. Assim os corpos das suas pessoas se encaixavam completamente, como se fossem duas peças de encaixe perfeito. A pessoa que abraçava pela cintura acolhia e a que abraçava pelos ombros era acolhida. 

  Cellbit disse que esse não é o melhor forma de se abraçar. Acho que pensei demais porque não recebi os sinais que Pac deu sobre o abraço ter bastado. Ele já queria se afastar e eu de olhos fechados com o nariz em seus cabelos não percebi. 

  Outra coisa que. Notei nesse quase um minuto foi seu perfume. Não sei se vinha de seu cabelo oi de seu pescoço mas era muito agradável.  

  -Acho que está mesmo com saudades. -Ele observou. Isso bastou pra eu me desvencilhar. Alguém saiu de um dos quartos abrindo a porta, era possível ver seu rosto com a luz fraca e amarelada vinda dali. Ele sorria. 

  -desculpe, acho que estou meio lento. 

  -Bebeu demais? 

  -Não. Eu acho que são as luzes. Em fim... Quanto tempo... Você mudou bastante. 

  -Nem tanto. 

  -Claro que sim... Seu nariz parece menor seus cabelos mais alinhados...  

  -Eu devia ser mesmo terrível, hein? 

  Eu sorri. Voltei a encará-lo. 

A segunda reação que podemos ter é: retração. Eu tinha que sair dali. Estava me distraindo pelo fato de não ver Pac há anos. Precisava encontrar Cellbit naquele monte de gente. Ele não gostava de fazer certas coisas sozinho, ainda mais agora que nós moramos juntos e acabamos dependendo um do outro pra muita coisa. Pac era um ponto interessante mas Cell era prioridade. 

  A questão é que eu realmente estava tonto. O que era estranho, não me lembro de ter aceitado nada de ninguém. 

  -Mike? -Pac tocou meu braço. Não... Eu precisava ir... Mas tudo girava tanto... 

Senti seu corpo contra o meu. Ele estava me colocando junto â parede em oposição á escada para que eu não caísse. Ele segurava meus braços e olhava em meus olhos esperando uma resposta. Eu o encarei. 

  A terceira reação é o oposto da segunda e um dos extremos da primeira. É a atração. Eu queria ficar ali. Pelo menos até me sentir melhor para voltar. Tínhamos tanto que falar... Afinal foram mais de quatro anos afastados. Depois de mais de dez anos de amizade. Doía ver qie tomamos caminhos tão diferentes. 

Me deixei escorregar até tocar o chão ele ele se abaixou comigo. Ficamos assim até que minha pressão voltasse ao normal. Ele estava de frente pra mim, ajoelhado sobre os calcanhares. 

  -Então... Chapeuzinho vermelho? -perguntei. Ele me encarou dando especial atenção á minhas orelhas de lobo. 

  -Pois é... Coincidência, eu diria. -Ele se virou abrindo uma das garrafas e entornando em pequenos goles. Ergueu para mim, que recusei. Já estava mal o suficiente. 

  -Foi uma coincidência e tanto... Digo, nos encontrarmos aqui. 

Nós nos assustamos quando a porta do quarto ao lado foi aberta. Um homem fechava sua calça e uma moça sem sutiã descia sua blusa. Eles nos ignoraram completamente. 

Pac riu com a boca na garrafa. Ele saiu de cima dos calcanhares provavelmente sentindo uma certa câimbra. Se apoiou sobre a outra mão esticando as pernas. Ele continuava bebendo e me encarava de vez em quando. 

  -O que estamos fazendo nessa festa que não estamos nos divertindo? -Ele perguntou. Dei de ombros voltando a encarar seu rosto. 

  O mesmo colocou a garrafa de lado, murmurando algo sobre dor nas pernas. Ele engatinhou até a cesta de quatro, deixando a garrafa ali. Deixou junto sua capa alegando que a mesma o incomodava. Ele voltou e deitou em mim. Apoiou sua cabeça em meu peito encaixando seu corpo. Entre minhas pernas. Esse gesto remeteu á alguns anos atrás quando ele fez o mesmo na praia. 

  Nossos colegas de sala encararam a cena, inclusive Cellbit. 

  -Cellbit. Eu preciso encontrá-lo. -Me alarmei. 

  -Mike isso é uma festa. Ele deve estar melhor que nós. -Pac respondeu com uma voz um tanto quanto confusa. Ele inclinou sua cabeça para cima tentando me olhar. 

Ele parecia o mesmo. Como se aquela fosse novamente nossa festa de formatura e não tivéssemos nos separado. Pac deu um leve sorriso sem mostrar os dentes se aconchegando ainda mais. Se nosso loiro estivesse ali seria um momento completo. Espero que ele esteja se divertindo. 


  Se tem uma coisa que não consegui fazer foi me divertir. De minutos em minutos vinha alguma mulher jogar conversa fora, alguém me oferecia alguma bebida ou um casal chegava praticamente trepando perto de mim. 

  Além de me fazer vir sozinho Mike me deixou sozinho. Não fez a minima questão de falar comigo ou pedir desculpas. Eu tirei a capa, também as malditas próteses. E como minha fantasia consistia praticamente nisso voltei a me sentir uma pessoa normal. Já passava da meia noite e eu queria ir embora, mesmo sabendo que até sete da matina ainda haveria gente ali. Estava emburrado, cansado e queria abraçar meu travesseiro para gestantes. Mesmo não sendo uma gestante, eu tinha um. Era uma ótima companhia, inclusive. 

  Decidi procurar Mike para dizer que estava indo. Não queria ouvir um discurso -provavelmente falso - de ele estar preocupado comigo e blá blá blá. Eu tentava localizá-lo e não parava de tropeçar e esbarrar nas pessoas. Procurei no andar de baixo até que Phillip me parou. Ele era o famoso gay assumido da faculdade. Tinha cabelos de um ruivo escuro e discreto, poucas sardas no nariz afinalado e perto dos olhos verdes. E sim. Dava em cima de mim. 

  Eu tentei ignorar sua mão em meu peito, mas ele não deixou. Me empurrou na parede. 

  -Não me disse que viria. 

  -Ótima observação mas eu estou de saída. 

  -tão cedo? Bateu o sino da cinderella e você precisa ir antes que a carruagem vire abóbora? 

  -Alguém beija esse sapo, por favor. -Falei me referindo à ele e me afastando. Eu não queria ser rude com ele. Ele era simpático mas eu não estava num bom dia. 

Subi as escadas e não foi difícil encontrar Linnyker. Ele estava com alguém. Essa pessoa o abraçava pelos ombros. Eu fui para o outro lado tentando ver melhor a cena sem ser visto. Phillip que me seguiu passou a mão no meu peito antes de entrar num banheiro, deixando a porta aberta. Enquanto me distraí com isso e continuei encarando aquela cena, os dois estavam no chão. O outro garoto sentou no colo de Linnyker enquanto o outro fazia carícias em seus cabelos. 

  Era assim que eu queria estar. Talvez em casa, vendo um filme juntos. Aquele era o meu lugar. 

  Os dois conversaram por um longo período e era impossível escutar pela distância e música. Uma leva de pessoas passou na minha frente, rindo e falando alto. Quando pude voltar a ver, encontrei Mike beijando aquele garoto. 

  Talvez afinal ele gostasse de homens. Mas não de mim. 

Vendo aquilo, me virei para o banheiro tentando encontrar Phillip. Ele estava escorado na parede conversando com um cara. Eu o puxeo pelo braço abrindo o banheiro. Assim que tranquei a porta e ele entendeu a mensagem, começamos a tirar nossas roupas. Num instante entre beijos, chupões e mordidas, já estávamos sem nenhuma roupa. Eu não pensava em nada. Estava com raiva. Cansado de ser deixado de lado. Era uma festa todos faziam o que queriam. 

  Ele tirou um pacote de sua calça no chão. Virou de costas e eu segurei firme seu quadril enquanto ele apoiava as mãos na pia. 

Fui rápido e com força, escutando seus gemidos. Não demorou pra que eu gozasse. No espelho, apesar da pouca luz eu vi meus olhos. Assim que o prazer passou, eles ficaram inexpressivos novamente. E por dentro, apesar de ainda mais cansado que antes, estava com raiva. Phillip se ergueu vestindo a calça. Ele murmurou coisas que eu sequer ouvi. Eu não ouvi nada. Não respondi e ele pareceu não notar muito também. Talvez estivesse feliz pelo sexo com um dos caras que as meninas mais curtem subi minha calça e colquei a blusa no corpo. Fechei o ziper abrindo a porta e saindo dali como se nada tivesse acontecido. 

  Só me dei conta de tudo quando já estava na rua, indo à pé pra casa. 

Maldita festa, maldita fantasia, maldito Philip... Maldito Mike. 

  Mas acho que o maior estúpido nessa noite ridícula... Fui eu mesmo. 

  



Notas Finais


Deixando claro que não tenho experiência nenhuma com isso sorry
Espero que aos poucos melhore e alguém goste. Obrigada se chegou até aqui :D


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