História Cellps - fall away - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Felipe Z. "Felps", Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, TazerCraft, Thiago Elias "Calango"
Personagens Felps, Mike, Pac, Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, Thiago Elias "Calango"
Tags Cellbit, Cellps, Celltw, Colegial, Felps, Mitw, Pkalanxinim, Tazercraft
Exibições 111
Palavras 3.548
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então, gente o capítulo saiu um pouco mais cedo, e espero que gostem :3

Capítulo 3 - I love them


Fanfic / Fanfiction Cellps - fall away - Capítulo 3 - I love them

Guaxinim pov:

Meu dia já começou maravilhosamente horrível quando aconteceu aquilo no vestiário, e eu tive que me fingir de cego pra não ver a merda que o Felps estava fazendo, durante a fuga do Cell falar normalmente com as pessoas, arrumando alguma desculpa, e depois no corredor tive que me fingir de idiota e aparentar que não estava vendo Felipe observando e meu xará ao lado que estava apenas querendo o matar.

É sério, eu não tenho uma estrutura emocional pra aguentar tudo isso.

Claro que vocês, meros expectadores, talvez não tenham entendido caralho nenhum, ou talvez eu que sou o lerdo que não conseguiria entender, mas isso não importa. O que importa é que eu assinei a minha sentença de morte.

“Ah, mas o que você fez?” MERDA, MUITA MERDA!

Há mais ou menos duas semanas atrás, — ou três, não sei direito — o Felps, que é meu melhor amigo de infância, me contou algo que me deixou literalmente de boca aberta. Nós nunca fomos de conversar na escola depois que o colegial se iniciou, porque ele me considera um animal falso e um péssimo exemplo, então na maioria das vezes ele me ignora aqui, já que não aguenta ver a minha falsidade.

 Olha, sinceramente eu me ofendo um pouco com isso, porque se parar pra analisar, eu sou um amorzinho de pessoa, mas não vem ao caso. Nossa relação se desgastou um pouco quando eu comecei a ir em algumas festas, no primeiro ano, — que também foi mais ou menos a época onde o Cell se mudou pra cidade e nós viramos amigos — e assim as coisas foram só piorando entre nós, principalmente depois que o Pac, outro amigo de infância, resolveu se revoltar ainda mais com a vida e se afastar de todo mundo, inclusive do Felps e de mim, porém mais tarde eu consegui o recuperar, com a ajuda do Cellbit, que viu algo especial nele.  Eu ainda não entendo muito disso, mas louco com louco se entende, deve ser por isso.

Acho que me perdi um pouco, mas o fato é que mesmo nos desgastando, e hoje estando no meio do último ano, nós ainda confiamos um no outro, e fora daqui somos ótimos amigos. Pela metade do ano passado ele me veio com a história de que achava que era bissexual, e que tinha beijado sei lá quem, porque até hoje ele não me contou, para manter a integridade do vagabundo, que pelo que ele disse ainda tá preso no armário, e não pretende sair tão cedo. Por uma parte eu entendo, tá foda gostar de rola nesse mundo sem ser massacrado, mas tudo bem. Essa história se finalizou, e ele continuou sendo... Ele, normalmente. E então, há duas ou três semanas atrás, ele me veio com a porcaria da história de que se apaixonou. Eu olhei pra ele com aquela famosa expressão do ‘fodeu’, porque sério, se apaixonar é pior que bater o dedinho na quina da mesa, mas minha expressão só piorou quando ele disse quem era a pessoa... Pois é, naquele momento eu tive até vontade de chorar ao saber que o meu amigo estava apaixonado por Rafael Lange, o ser humano mais falso que eu conheço.

“E eu sei que ele é hétero e tal, mas ele é tão fofo com as pessoas, e tem aquele jeitinho tão... Ah, você sabe. Eu só achei que gostaria de saber disso...”

Eu me lembro realmente todas essas palavras, do modo adorável que ele disse, e eu não sabia mais se ria ou se chorava, porque se havia uma pessoa iludida no mundo, essa pessoa era ele... Porém apenas consegui ficar sem reação, olhando para o chão com os olhos arregalados e a boca aberta. Juro que até fui na igreja pedir pra Deus tirar essa coisa dele, implorei, virei cristão fiel naquele momento, e parece que não funcionou.

Eu já o havia percebido olhando para o Rafael, mas considerei normal... Todo mundo olha pra ele, o tempo todo...

Não, o Felps nunca soube nada sobre o Cellbit, ele até então achava que eu também era falso com ele, que escondia tudo... Essas coisas. Já o outro não sabe da existência da minha amizade.

Tudo já estava fodido, mas como a vida é maravilhosamente bela... Dois dias depois eu briguei com meus namorados, e como o Cell estava em uma festa se entupindo de álcool, eu fui para a casa do Felps, pra fazer o quê? Exatamente o mesmo, só que aproveitando pra chorar e reclamar da vida. De início fui recebido com um “Já falei pra não trazer bebida pra minha casa”, mas fui bem em o convencer de me deixar ali, e apenas ficar perto de mim, porque eu quando bebo viro uma pessoa extremamente carente. Virando garrafas e chorando, contei a ele sobre o abuso que eu achava que o meu relacionamento estava sendo, e o quão minha cabeça estava cheia com tanta coisa acontecendo. Ele sempre foi um ótimo amigo, e um ótimo ouvinte, e até conseguiu dar uns conselhos, que eu nem lembro quais foram, mas tenho certeza que ele deu. E então, chegou o momento onde eu disse “Eu também tô preocupado com o Cell...”, é uma das únicas frases específicas que eu me lembro de ter dito, e a que mais fodeu tudo, já que ele perguntou o porquê, e eu, como um bom e típico bêbado, comecei a falar tudo. Não as coisas normais, do tipo: “Ele é um falso, para de se iludir”. Mas o que eu disse foi mais detalhado... Detalhado até demais. Acho que no fundo uma parte de mim o queria tirar da ilusão, que talvez essa parte não aceitasse que o meu considerado melhor amigo estivesse apaixonado por um idiota, e que talvez se ele soubesse de tudo, desencanaria dessa paixonite e continuaria a vida dele, com o futuro perfeito que ele sabe que pode ter. É, essa parte de mim venceu.

Eu contei sobre o teatro, sobre o que eu acho que seja uma doença, sobre quando ele fica sem controle, sobre em quem e como desconta sua raiva, sobre ele e o Pac, sobre drogas, sobre a sexualidade, sobre os problemas em casa, até sobre quando ele fica triste e chora, só querendo que alguém vá o abraçar falando que tudo vai ficar bem, contei sobre o fato de ele nunca assumir nenhum de seus erros para nós, em resumo... Eu contei tudo.

A reação dele foi esperada, já que ele ficou mais confuso do que cego em tiroteio, e depois de ficar uns cinco minutos encolhido no canto do quarto segurando a cabeça e olhando para o chão, ele disse o seguinte: “Ele precisa de ajuda, eu preciso ajudar”. Deixei bem claro o fato de ser impossível fazer isso, mas ele não me ouviu.  

No dia seguinte quando eu acordei me senti um lixo, porque eu lembrei do que tinha dito, e o quanto eu fui estúpido por isso. Eu sei que o Felps nunca contaria nada, mas mesmo assim eu fiz algo horrível com o meu amigo... Eu me senti mal por isso, porque não importa como ele seja, eu o amo, e tenho quase certeza de que lá no fundo ele pode ser uma ótima pessoa, sem essa máscara. Talvez seja um pouco daquela tal de Síndrome de Estocolmo, mas eu não ligo... Eu preciso dele, ele precisa de mim, não importa o jeito que às vezes ele me trate.

Tomei um remédio, já que a casa do Felps parece uma farmácia, — já que a mãe dele é psiquiatra e acho que obsessiva por medicamento, também — e assim tentei me livrar da dor de cabeça insuportável, que eu merecia estar tendo. Tentei conversar com ele, mas o idiota pareceu maluco, olhando pra parede sem falar nada, parecia que nem piscava, e eu já estava ficando com medo. Deveria tê-lo deixado assim, porque logo depois de acordar do transe ele me encheu de perguntas, e eu quis realmente estar morto. Implorei para que ele esquecesse de tudo o que eu havia dito, mas era tanta informação que eu tinha certeza de que ele não esqueceria, e ele não esqueceu.

“Eu posso pedir ajuda pra minha mãe”. Do nada ele sugeriu isso, e eu realmente percebi a merda que eu havia me metido, profundamente.

Ele quis ajudar, e ao passar do tempo eu percebi que isso não iria mudar de jeito algum, e que estava decidido de conversar com o Sr. Mau exemplo e pedir pra ajudar, mas também deixou claro o fato de que não iria me colocar no meio disso. Mas ele só não percebeu... Que eu que causei isso. Eu que fiz o favor de expor ele só por estar bêbado e triste... E me arrependo até hoje.

Há uma semana Felps o encontrou em uma festa, e eu não sei se fiquei mais surpreso por ele estar em uma festa, ou mais surpreso pelo que ele fez. A semana continuou calma, mas eu sabia que no fundo ele estava planejando algo, mas não quis me envolver mais... Eu no momento havia virado uma coisa obsoleta. Até hoje, que com essa aproximação que ele teve, e conhecendo meu xará do jeito que conheço, posso assegurar de que a minha tomação de cu tá só começando, e se ele descobrir que fui eu quem contou... Eu sou uma pessoa oficialmente morta. Provavelmente Rafael me pergunte coisas sobre o Felps, já que eu ‘sei de tudo’, e nisso eu vou ter que me virar... E sinceramente eu não sei o que fazer, porque a única coisa que eu quero é o abraçar e pedir perdão por ter contado essas coisas, ou tentar parar o Felps antes que a merda maior aconteça. Sério, o bilhete que Felipe jogou na mesa alheia me deixou extremamente nervoso sobre o que talvez possa ter acontecido enquanto eu os deixei, e então eu comecei a suar, e agora estou aqui quase enlouquecendo tentando raciocinar algo de útil que eu possa fazer.

É um pouco confuso, mas por minha culpa tudo pode desmoronar e trazer grandes problemas, para todo mundo.

 

No momento o loiro dorme no lugar à minha frente, e me estiquei um pouco para que pudesse o fazer um carinho. Provavelmente isso tenha deixado o apaixonado com ciúmes, mas ele entende que minhas intenções com essa criatura demoníaca estão apenas na amizade. Olhei pra trás por curiosidade, consegui o ver sorrindo em nossa direção, e isso me deu ainda mais aperto no coração. Eu não quero que eles se machuquem... E eu sei que é inteiramente possível de acontecer algo assim, e que ninguém sairá invicto.

_ X _

Depois de terminar a aula de matemática, e ter mais duas de português, finalmente o sinal para o intervalo tocou, mas meu amiguinho continuou dormindo, e durante esse tempo todo permaneci nervoso pensando como talvez seria a minha morte.

Me aproximei dele, me agachando ao seu lado, e mexendo carinhosamente em seu cabelo, pedi para que ele acordasse, e mesmo não funcionando tão bem, eu sorri.

— Ele é fofo... — Felps passou por mim, sorriu um sorriso meio triste, fez igual a mim, deixando um breve carinho no adormecido, e assim saiu pela porta em seguida.

Eu realmente sinto muito por isso ter acontecido com ele, porque eu não sei a sensação de me apaixonar por um filho da puta enrustido, mas deve ser bem ruim.

— Levanta, preguiçoso. — falei calmo, e depositei um beijo em sua bochecha.

Depois de algumas sacudidas, resmungos e bocejos, ele finalmente se levantou, com aquela cara toda amassada de havia dormido por uns 3 dias seguidos. Parecia estranhamente feliz pra alguém que havia acabado de ser acordado, mas eu não estou no meu direito de questionar.

— O que eu perdi? — perguntou sonolento.

— Nada... — o respondi simples.

— Ainda bem... — comentou e soltou outro bocejo.

— Eu vou lanchar com o Pac. — disse enquanto íamos saindo da sala, porque eu quero ficar o menor tempo possível perto dele antes de pensar em alguma coisa.

Ele concordou com a cabeça, e seguiu seu caminho, possivelmente indo até o banheiro para lavar o rosto. Lógico que eu estava me cagando ali, mas o meu teatro é bom o suficiente para ele ficar sem desconfiar que há algo errado.

Eu o achei estranho, primeiro porque ele não dorme em sala de aula, e segundo por ele acordar com um humor bom.

Caminhei até onde sei que o Pac fica nos intervalos, sozinho, e me sentei ao seu lado assim que cheguei até a pequena mesa de pedra um pouco isolada das outras. Sempre com o olhar cabisbaixo, ou de quem tem raiva, ele observava o nada.

— Não deveria estar aqui. — falou se virando para mim, com sua expressão séria.

— Eu já falei que não importa o quanto você insista ou que não goste, eu não vou te deixar sozinho aqui. — respondi encostando meu ombro com o dele.

— Tem o Cellbit. — soltou esse argumento, porque ele sempre tem o de ‘ele é mais importante do que eu, vai lá ficar com ele’.

— Ele tem todo mundo...

— E eu só tenho você... É, faz sentido. — fui respondido antes de terminar minha frase.

Ele parece ainda mais triste hoje, e isso me deixou ainda mais angustiado do que eu já estava.

— Você não foi pra aula... — comentei deixando minha voz um pouco séria.

— Eu não quis ir. — disse se debruçando na velha mesa.

É normal ele faltar, mas todos sabemos que isso o traz problemas.

— Entregou aquilo pra ele? — questionei olhando um pouco em volta.

— Sim. — foi simples em sua resposta.

— Okay...

— Depois fala pra ele que eu entrego mais, se ele quiser... — acrescentou após um tempo.

Tarik desde o primeiro ano começou a meio que traficar drogas pelo colégio, e até hoje nunca foi pego nisso. A raiva que ele tem dessa gente o faz bem feliz em distribuir drogas que possam matar alguém de overdose, o que eu acho que seria o sonho dele.

Eu odeio essa gente que o despreza e acha que ele é um lixo... É só o jeito dele que é um pouco diferente, as pessoas não precisavam maltratar esse assim... Mas o fizeram, e hoje ele quer plantar uma bomba aqui pra ver pedaços de adolescentes voando pelo céu, e eu o ajudaria. Grande parte das coisas que ele faz, o resto gostaria de fazer, mas eles não têm coragem suficiente pra isso.

— Se entendeu com o Mike? — perguntei me referindo à briga.

— Nunca. — falou depois de uma risada sarcástica.

Eu ri do mesmo jeito, porque é o que sempre vou fazer quando o assunto for ele.

 

Sentem que lá vem mais história.

Em um dia estava eu, Cellbit, Pac, Mike e mais umas pessoas em uma festa, que não fazem parte do acontecimento. Eu só conseguia ver todo mundo bêbado, e era tanta gente se pegando que eu já comecei a achar que organizariam uma suruba. Estava a procura pelos meus namorados, que deveriam estar se pegando por aí, mas não os encontrei. Na verdade o que eu encontrei foi o Mike e o Cellbit se beijando em um dos quartos da casa, em cima da cama, e parecia que não iriam parar aquilo só ali, novamente meu queixo foi no chão, porque essa eu não esperava. Havia o Pac, um jovem bêbado me ajudando a procurar dois idiotas pelo qual eu morreria, que acabou entrando no quarto comigo, e a reação dele foi tão inesperada que novamente... É, não preciso repetir que eu fiquei PAS.SA.DO.

Ele saiu correndo do quarto, eu decidi esquecer as duas pessoas inimagináveis se beijando e as duas rolas que me pertencem, e corri atrás dele, porque sério, mais confuso do que eu, impossível. E então eu achei ele, e ele estava chorando, tinha tanta raiva, e eu não sabia o motivo, e ele não dizia, até porque ele disse não saber o motivo de estar chorando, e mais confuso fiquei. Pensei na hipótese de ele gostar do Cellbit, mas ele sempre deixou bem claro que a única coisa existente neles é a amizade toda colorida, e então me veio a revelação bombástica... Eu descobri que ele gosta do Mike, e nem ele mesmo sabe disso.

No outro dia ele não se lembrou de nada, e já estavam brigando de novo. Ninguém se lembrava de nada, só eu, o único ser humano sóbrio naquela porra. Cellbit não lembra que beijou Mike, ou até mais coisas que fizeram, que eu não duvido... Pac não se lembra de gostar do Mike e ter visto a traição do crush, e eu ainda não sei onde aqueles dois delinquentes se esconderam naquele dia.

Às vezes eu agradeço por ele não se lembrar, porque tenho a certeza de que se ele descobrisse sobre os seus sentimentos, provavelmente se mataria, e eu não digo isso brincando. 

Ele é bem foda-se pra vida, igual ao Cellbit... Eles não se importam se vão morrer hoje, semana que vem ou daqui dez anos... Eles não ligam pra isso, mas eu sim. Às vezes eu só gostaria que eles quisessem ficar vivos, por mim... É, eu gostaria de pedir que eles fiquem vivos por mim. Porque não importa quem eles são, eu ainda amo esses idiotas, e vou protege-los. 

Continuei me lembrando de cada detalhe daquele dia, mas parei após meu celular vibrar, e li a mensagem que havia chegado.

Felps: Eu dei um remédio pro Cellbit, e por favor... Fica de olho nele pra ele não tomar muito. É sério, é importante não tomar mais de um comprimido por dia, isso pode ser bem ruim. Eu esqueci de te dizer, mas, Guaxinim, por favor... Não deixa nada acontecer com ele. <3 

— Puta merda... — falei em um impulso, e guardei o celular em meu bolso da frente, já imaginando altas merdas que podem acontecer, ignorando até o fato fofo de ele se preocupar tanto. 

— Que foi? Pac perguntou do meu lado. 

— Nada... — respondi apenas isso, porque eu sei que ele não vai fazer perguntas, ele não se importa muito. 

— O Pk tá vindo pra cá. — Como o esperado, ele ignorou e cochichou para mim. 

Olhei em volta, e assim consegui o ver, e sorri após isso, acabando por esquecer do que havia acabado de ler. 

— Oi. — falei com uma voz fofa, e ele se sentou do meu lado. 

— Oi. — retribuiu meu modo de falar, e me abraçou de lado. 

Aproveitei o lugar ser bem afastado e isolado, e assim segurei no queixo do garoto de pele alva que me acolhia, o puxei lentamente, e assim nossos lábios se encostaram suavemente. 

— Se for pra se beijarem é melhor saírem do meu lugar, porque eu vou bater nos dois. — logo o ranzinza se manifestou, acabando com a graça da minha vida, fazendo-me separar o que estava fazendo. 

— Chato... — reclamei um pouco emburrado. 

— Ah, vai pro inferno com esse seu drama. — me disse, e logo colocou os fones de ouvido, me fazendo rir. 

Acho que muita gente reclamaria do fato de eu ter dois namorados e os dois me terem, mas... Olha, a vida é minha, e desde que a pessoa alheia possua interesse em mim e eu nela, nada vai me impedir de sair por aí usando a MINHA boca e o MEU corpo. Eu amo eles, isso é o suficiente, e eu não tenho culpa de o meu coração ser grande e acolhedor e que consiga amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Sei que pode ser um problema, mas não é no momento, e eu estou feliz assim, não importa se nós brigamos à cada semana, ou se às vezes ficamos com ciúmes uns dos outros, isso acontece. 

— Ei, não tá com fome? — Matheus perguntou sempre de sua forma fofa. Ele é uma das únicas pessoas que bêbadas ou falando palavrão ainda conseguem ser fofas. 

— Não, e você? — tentei falar do mesmo nível. 

Respondeu balançando a cabeça negativamente, e sorri em seguida. Novamente voltei a me lembrar do Cellbit... Eu preciso salvar ele, e preciso fazer ele não me matar. Olha... A vida não é fácil. 

— Não esquece que mais tarde nós vamos falar com ele. — Pk me lembrou isso, cochichando em meu ouvido. 

— Não sei se me sinto preparado pra isso. Ele gritou comigo... — por uma parte eu me sentia nervoso, mas por outra era mais pro magoado. 

— Comigo também, mas você sabe... Nós sempre nos resolvemos. — completou, se levantando em seguida. 

— Eu vou procurar o Alan, ele queria me mostrar uma coisa. — disse e se abaixou um pouco, me enchendo de selinhos. 

— Eu já avisei! — Pac voltou a prestar atenção em nós, e disse com uma voz um pouco mais irritada. 

— Espera aí. 

Ao falar isso, me virei pro Pac, e lhe dei um beijo na bochecha, que ele sorriu ao receber. 

— Sempre aqui, lembra? Não vou te forçar a ficar comigo, mas você sabe que eu tento, e se precisar... Aqui estou! — me despedi dele, e logo saí ao lado de Matheus para a ala mais povoada. 

Eu não o deixaria, mas ele prefere ficar sozinho em alguns momentos, e eu preciso saber respeitar. Agora já tenho muitos problemas, e tudo vai piorar se eu tentar forçar qualquer barra da minha vida. Eu só preciso de uma resposta pra conseguir me salvar e salvar os outros... 

Continua...


Notas Finais


Eaew, quem acha que o Guaxinim vai tomar know cu? :v
~Poesé, Brasil

Hey, obrigada por ler e me doar um pouco de seu tempo. :3
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Twitter: @Louisraba_


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