História Cellyu: You're the one - Capítulo 46


Escrita por: ~ e ~first_b_unicorn

Postado
Categorias Flavia Sayuri, Rafael "CellBit" Lange
Personagens Flavia Sayuri, Rafael "CellBit" Lange
Tags Cellbit, Cellyu, Flavia Sayuri, Rafael Lange, Sasa
Exibições 139
Palavras 2.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente sério, essa música é muito boa, vocês vão gostar. Eu viciei, aí não satisfeita, fui lá e viciei a Unicórnia também.
~Gabi

Música: https://youtu.be/VurhzANQ_B0

Capítulo 46 - Caçando pokémon.



Pov's Sasa

Já tem um tempo que eu venho falando com o Lipe pelo Whatsapp, ele me contou sua história: O pai dele engravidou a mãe e só aparecia um dia ou outro, era bem violento com ela e depois que o Lipe nasceu, ele sumiu de vez. Depois de passar 13 anos sumido, ele reapareceu e voltou pra casa, junto com a violência com a mãe. Antes de ir embora de novo, ele deu uma surra bem feia na mãe, por isso estavam no hospital aquele dia. Eu fiquei bem triste por ele, isso é bem chato e eu já passei por coisas parecidas. Mas o legal é que mesmo com tudo o Lipe sempre parece estar feliz, ele é bem legal, sabe? Hoje eu mandei uma mensagem pra ele perguntando se ele queria ir caçar Pokémon no Ibirapuera e ele topou. Como é final de semana, eu chamei a Maethe e o Alan pra virem com a gente conhecer o Lipe, acho que todo mundo vai gostar dele. Eu acho que também não falei que já tirei o gesso da perna, então vai ser legal lá no parque.

São 11 da manhã e o Rafael ainda tá dormindo no sofá. Digamos que ontem a noite eu não queria ele dormindo comigo, mas ele insistiu em ficar aqui em casa. O motivo é que ele trouxe o video game dele pra cá, fizemos uma aposta, eu perdi, ele aproveitou a oportunidade pra me pedir um beijo, eu fiquei com raiva (mentira) e me tranquei no quarto.  Eu não sei se acho fofo ou idiota da parte dele não querer ficar uns dois andares longe de mim pra dormir na cama dele e ter que dormir no sofá da minha casa. Eu vou acordar ele por que digamos que se ainda estivéssemos juntos, seria nosso aniversário de namoro e ele provavelmente me levaria pra sair. Eu não vou deixar nada aparente e ainda chamei nossos amigos pra virem conosco pra ver se ele não percebe. É, eu queria sair com ele no nosso "aniversário" mas não queria deixar aparente.

Sasa: Rafinha, acorda. Vamo almoçar fora? — Eu pergunto e ele vai abrindo os olhos devagar.

Rafa: Bom dia! Por que a gente vai almoçar fora?

Sasa: Por que eu chamei a Ma e o Alan e eles toparam. — Menti.

Rafa: Ah… mas você tá ligada em que dia é hoje? Seria nosso… — Eu interrompi ele.

Sasa: É, eu sei Rafael, agora vai tomar banho que a gente tem compromisso.

Ele riu e foi pra casa dele tomar banho. E não é que o idiota lembrou do nosso aniversário? Ou melhor, do que seria nosso aniversário. Eu ainda não sei muito bem, eu tô bem confusa sobre tudo. Eu amo ele, mas ele é tão idiota às vezes… Ou sempre. Eu preciso de ajuda, talvez eu converse com a Maethe hoje, ela pode me ajudar a decidir o que fazer com a minha vida.

Nós nos arrumamos e fomos encontrar a Maethe e o Alan em um restaurante que tínhamos combinado com antecedência. Eu e o Rafa chegamos primeiro, entramos, sentamos e eu mandei uma mensagem pra Maethe perguntando que horas eles chegariam. Adivinha? A Maethe disse que eles não vinham comer com a gente por que os pais do Alan chamaram eles para almoçar de última hora, então eles só nos encontrariam no parque. Ou seja, eu vou almoçar sozinha com o Rafa, no dia do nosso "aniversário". Que lindo pra minha cara. Parece que o universo conspira pra essas coisas acontecerem. Mas se fingirmos que não é nada disso, eu acho que vamos ser só dois "amigos" almoçando juntos e ponto.

Rafa: Vai pedir o que? —Ele pergunta me olhando sorrindo de lado, eu fico olhando pra ele por uns segundos e ele abre um sorriso perfeito.

Sasa: Qualquer coisa que você pedir eu como. — Eu digo devolvendo o sorriso.

Por fim só comemos mesmo. Eu mandei uma mensagem pra Maethe e ela confirmou que já estava indo pra o parque. Eu fui direto para onde tinha marcado com o Lipe e ele já estava lá.

Sasa: Lipe! — Eu digo e vou abraçar ele.

Lipe: Oi Sasa! — Depois que se soltou, ele foi cumprimentar o Rafa — Oi Rafa!

Rafa: Oi Lipe! — Falou enquanto apertavam as mãos.

Enquanto ainda nos cumprimentávamos, vi a Maethe e o Alan chegando. Eles falaram com o Lipe, pelo jeito todo mundo gostou dele mesmo. Passamos bastante tempo caçando Pokémon e depois deixei o Lipe conversando com os meninos, já que a Ma me chamou pra conversar em outro lugar.

Maethe: Bem legal o Lipe, né?

Sasa: O que você quer falar mesmo, hein? — Falei já tendo certeza que ela não veio falar do Lipe.

Maethe: E aí, como tá entre vocês dois? — Ela pergunta fazendo uma carinha maliciosa e logo depois exaltando a voz com um ar indignado — Sabe, eu tomei um susto quando o Alan me falou essa semana que o Rafael disse pra ele que tava na sua casa! Por que você não avisa nada pras miguinhas?

Sasa: Mas ele só foi lá pra me ajudar, o médico disse que eu poderia precisar de ajuda em algumas coisas e ele foi me ajudar, ué! — Eu falei enrolando.

Maethe: Ele foi ajudar, né? — Ela pergunta duvidosa e eu afirmo com a cabeça, ela ri e volta a falar — Querida, o Rafa contou pra o Alan e pra o Felps TUDO o que rolou lá na sua casa.

Sasa: Porra Rafael! — Eu murmuro baixo.

Maethe: Deixa o garoto, ele só tava animadinho… — Ela para um tempinho e volta a me olhar — Ele fez compressinha quente em você, que fofinho ele é, perdoa ele logo! — Ela fala apertando minhas bochechas rindo muito.

Sasa: Para de ser idiota, Maethe! — Eu falo rindo e tirando suas mãos das minhas bochechas.

Maethe: Olha, eu já sei que no final dessa conversa você vai perguntar o que fazer — Poxa Maethe, adivinhou! — então, volta com ele. Desculpa ele, vocês ainda são crianças, vocês saíram da escola a pouco tempo! Vocês acham que sabem de tudo, mas não sabem não. E olha aqui pra mim: não é só ele que faz besteira não! Pensa nas suas manhas de criancinha que ele nem reclama, no seu ciuminho besta às vezes, e ele te mima, te dá o que você quiser, ele pisou na bola uma vez e você faz isso com o garoto? Eu sei que na hora parece que ele fez a maior burrada do mundo, e talvez ele seja mesmo um idiota que tenha feito muita burrada…

Sasa: Você não tá ajudando Maethe… — Eu interrompo ela.

Maethe: Mas ele voltou pra te ajudar depois disso tudo. Isso não vale nada?

Pov's Rafa

O Lipe saiu correndo a uns 10 minutos, disse que a mãe tinha ido buscar ele por que tava ficando tarde e ele tinha que ir. Eu fui conversar com o Alan:

Rafa: Alan, é que assim…

Alan: É sobre a Sasa, né?

Rafa: Bem isso… De vez em quando eu vejo que ela tá bem confusa, primeiro ela vem querendo me abraçar, me beijar, toda fofinha, depois ela quase me expulsa de casa e aí ela pede desculpas e me abraça de novo! — Eu digo rindo — Sei lá mano… É tipo uma tpm eterna!

Alan: Rafa, dá um tempo pra ela. Primeiro tem aquela confusão da Victória, da Helena, depois ela sofre um acidente e você sabe que a mãe dela, a única família que ela tem, tem grandes chances de morte. Você não acha que ela tem o direito de estar confusa?

Rafa: Vendo assim… — Eu olho pra o lado e vejo a Sasa vindo em nossa direção com a Maethe. — Cara, valeu.

As duas chegam perto de nós e fomos sentar em uns bancos que tinham perto. A Sasa do meu lado e a Maethe do lado do Alan. A Sasa pegou minha mão, botou em seu colo e ficou fazendo carinho. Estava tudo bem, só que meu celular toca. Eu percebo que é do hospital, eu dei meu número como o da Sasa, eu achei que se o pior viesse a acontecer, seria melhor que eu dissesse pra ela do que ela ouvir isso de uma recepcionista mal humorada. Eu fiquei com bastante medo, mas inventei uma desculpa e disse que precisava atender. Eu fui pra um pouco longe e atendi.

Ligação on

Rafa: Alô, aconteceu algo com a dona Shirley?

Recepcionista: Ela apresentou estabilidade para acordar do coma induzido e os médicos já estão providenciando isso. Quando você chegar ela provavelmente já estará acordada.

Rafa: Obrigada.

Ligação off

Eu fiquei bem feliz e obviamente fui contar pra ela.

Rafa: Amor — Eu vi que a Maethe e o Alan olharam rindo pra mim, e a Sasa com uma cara de "é o que?" — Desculpa, eu tô animado! Sasa, sua mãe vai acordar!

Ela levantou rápido, grudou no meu pescoço e me deu um selinho. Eu vi que depois ela me olhou meio assustada, mas depois riu.

Maethe: O que vocês tão esperando? Pro hospital, os dois, agora!

A gente riu e perguntou se eles não queriam ir também, mas eles disseram que iam ficar no parque mais um tempo. Nós fomos pra lá o mais rápido que pudemos e subimos (já tínhamos nos cadastrado como acompanhantes da dona Shirley). Chegando no quarto dela, a Sasa simplesmente caiu no choro, mas de emoção. Quando a mãe viu ela, também ficou muito feliz. As duas tinham um sorriso muito grande no rosto.

Sasa: Mum — Ela falou abraçando muito forte a mãe, deitada na cama. Ela ficou um tempo assim e eu ouvia seus soluços altos, mesmo com a cara enfiada no pescoço da mãe. — Eu tava tão preocupada, mãe! Eu vinha aqui te visitar todo dia e…

Shirley: Calma amor. — Ela fala baixo, como se ainda não tivesse se recuperado totalmente. A Sasa se solta do abraço e a olha — Eu tava te ouvindo o tempo todo, eu sei que você vinha aqui.

Eu peguei uma cadeira que tava encostada na parede e levei pra Sasa sentar do lado da cama. Ela agradeceu e eu fiquei em pé do lado dela.

Shirley: Rafa, você também, brigada por cuidar dela. Ela sempre falava de você quando vinha conversar comigo.

Sasa: Mãe! — Ela fala corada e depois diz envergonhada — Brigada Rafa.

Eu sorrio agradecendo. Eu digo que vou dar uma volta e deixar elas duas ali conversando. Eu começo a caminhar no hospital, com a imagem do sorriso da Sasa em mente, como ela pulou no meu pescoço de felicidade quando eu contei que a mãe dela acordaria. Eu também estava feliz por sua mãe ter acordado, no caminho pra cá ela tava tão animada! É bom ver ela feliz assim de novo. Depois de caminhar um pouco, eu decido voltar ao quarto.

Sasa: Rafa, fica aqui com ela um pouquinho que eu vou no banheiro.

Eu concordei e ela saiu. Eu sentei na cadeira e a dona Shirley começou a falar comigo.

Shirley: Ela te ama, sabia? Ela só tá um pouquinho triste com umas coisas que você fez, mas eu conheço ela. — Ela para um pouco antes de voltar a falar — Rafa, você cuida dela pra mim?

Rafa: C-como assim dona Shirley? — Eu pergunto assustado e ela pega uma das minhas mãos.

Shirley: Olha, os médicos já me explicaram tudo. Eu estava muito bem durante o coma, estava com todas as condições ótimas para acordar, mas eu tive uma parada cardíaca quando estavam me acordando do coma, os médicos conseguiram me acordar e me deram medicamentos para que eu ficasse bem por um tempo. Eu não tenho muitas chances, Rafael.

Rafa: Mas você vai conseguir, não seja tão pessimista.

Shirley: Rafa, eu não estou sendo pessimista, eu estou falando a verdade. Eu fiz medicina, eu conheço os termos, eu sei tudo o que me disseram, a qualquer momento eu posso morrer. Tente falar isso pra ela por mim, prepare ela para o pior.

Rafa: Não, não é verdade. — Eu falo tentando afastar a realidade.

Shirley: Mas o mais difícil disso vai ser deixar ela aqui. Ela é tão frágil e forte ao mesmo tempo, mas todo mundo precisa de amparo, ela também vai precisar. Seja forte por ela quando ela não puder Rafa… — Ela desmaiou nesse instante.

No momento eu comecei a apertar como doido o botão para chamar as enfermeiras, mas como estavam demorando, eu abri a porta do quarto e chamei uma que estava no corredor. Ela botou algum medicamento na veia dela e disse que ia acordar em pouco tempo. Eu corri pra procurar a Sasa, dizer que a mãe tinha ido dormir um pouco, por ordens médicas e que iríamos pra casa. Por sorte eu achei ela no andar de baixo tomando água. Disse sobre a mãe ter ido "dormir" e ela falou que estava tudo bem. Na volta pra casa eu pensei em contá-la o que a mãe dela me disse, mas ela tava tão feliz que eu não quis acabar a alegria.

Sasa: Rafa, brigada por me ajudar por esses tempos. Desculpa se eu tô confusa, é coisa de mais acontecendo. — Ela fala me abraçando assim que chegamos na casa dela. Eu aperto mais o abraço pensando como vou contar pra ela.

Pov's Sasa

Parecia que tudo estava melhorando. Eu estou tão feliz! Eu pensei que eu ia perder ela, mas parece que não! Chegando em casa eu abraço o Rafa, agradecendo por tudo o que ele fez. A Maethe conversou comigo no parque e minha mãe também falou comigo sobre ele. Ela disse que ele ia me ajudar se eu precisasse, e eu sei que ele vai.


Notas Finais


Gente, como eu sou enrolada eu meio que só tô mandando memuextinho de agradecimento pelos 100♥ hoje.
Então né, 100 é mta coisa. Tipo 100 pessoas que reconheceram nosso trabalho, isso é mta gente. Você tem um espacinho no meu coração. Uma das melhores coisas pra quem faz qualquer coisa é ter o trabalho reconhecido, não importa o que seja, mas só por alguém elogiar ou até mesmo criticar já mostra que vocês gostam e se importam. A gente dedica bastante tempo das nossas vidinhas de estudantes pra escrever essa história, então ter alguém que reconhece isso significa tanto que vocês nem imaginam (ou imaginam, né?). Então, como vocês podem ter percebido, ou não, eu não sou muito boa com relações interpessoais, então escrever um textinho como esse agradecendo já é grande coisa. Brigado, se você tá lendo isso, por que você tirou um tempinho pra fazer isso.
Ps.: Tem uma música que eu vou pedir pra Gabi deixar o link (Gabi: A música tá no começo do cap) pra quem quiser ouvir. A música só é bem politicamente errada, tipo, tem assassinato, necrofilia entre outras coisa mas é mto legal. Vejam a tradução da música.
~ Amanda.

Boa leitura :)


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