História Centro do mundo - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abandono, Dor, Exo, Mudança, Sehun, Vida Nova
Exibições 9
Palavras 1.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lírica, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura ♡

Capítulo 3 - De manias involuntárias o ser humano é cheio


Fanfic / Fanfiction Centro do mundo - Capítulo 3 - De manias involuntárias o ser humano é cheio

Point Of View Toshi Bunmei

 

Eu não havia desistido, não havia nem mesmo começado a lutar e sinceramente,  não começaria tão cedo quanto você imagina, se é que está imaginando. Ele havia me levado para a casa dele,  era uma casa grande, mais do que eu pensei que poderia ser. Bom, aquilo era um feito, já que eu disse que não iria junto a ele nem mesmo morta.

— Não parece ser tão difícil assim me acompanhar, não é mesmo? — apenas observo aquela grande barreira que ele possuía, aquilo aos meus olhos era um certo tipo de defesa, eu sabia como aquilo funcionava. Havia algo errado com esse garoto.

— Pense o que quiser — digo segurando a alça da minha bolsa.

— Estou pensando! — que bom. Aquilo me afirmava que ele tinha um cérebro. Olho em volta e, o que vejo não é muito de meu agrado.

— Sempre eres assim tão bagunceiro? —  pergunto arrumando algumas poucas coisas sobre a mesa branca.

— Bom, é, sou — concordo com a cabeça um tanto relutante em colocar minha mochila sobre aquela mesa, decido deixa-la sobre meu ombro.

— Onde vou ficar? — pergunto arrumando meu cabelo.

— Onde quiser ficar — nossa.

— Não conheço nada nesta casa, se quiser me mostrar eu agradeceria. — digo com arrogância.

— Você tem um par de pernas, se vira — em meio de tanta irritabilidade pego um papel com algo um tanto legado e volumoso dentro e jogo em sua direção, acerto o meio do seu peito.

— Ah! Não lembrava desse sanduíche — ele abre o pacote, quase vomito com o cheiro.

Definitivamente não está sendo o melhor dia da minha vida, sinceramente eu não quero mais está na merda desse mundo imundo. Ao perder cinco minutos da minha vida sem interesse finalmente encontro um quarto legal (limpo) na qual eu possa ficar.

Coloquei minhas poucas roupas arrumadas no guarda roupa e algumas outras coisas sobre a estante que havia no final do quarto, era um cômodo bonito e bastante ou muito pequeno, mas acho que era o melhor que aquela casa poderia me oferecer, ainda mais tento o dono muito cuidadoso que tem.

Olhei ao lado e vi a grande janela que havia no quarto,  ela me lembrava algo, acontecimentos de meses atrás quando eu ainda era alguém que o mundo notava.


           Flashback On

 

As meninas não paravam de entrar e sair do quarto, era minha festa de dezoito anos e todos estavam ansiosos para aparecerem em suas fotos de Instagram, eu queria mesmo era aparecer em alguma capa de revista, o que logo se poderá ser possível.

— Quer algo? — me viro em direção de Rose.

— Óbvio. Eu quero toda a fama que alguém pode ter — ela segura a bandeja com segurança.

— Sinto muito mas isso não está disponível no cardápio — pego a bandeja nas mãos e a jogo para longe da garota a minha frente.

— Se não tem o que eu quero no cardápio — a olho por cima do ombro — então é melhor nem aparecer — ela anda até a bandeja com seus olhos levemente marejados, as meninas observam a mesma ir embora.

— Você foi muito dura, Toshi — reviro os olhos.

— Não perguntei sua opinião, Satte — o ser humano é frio mas o que vive dentro de mim não é de sua importância e muito menos de seu interesse, não á nada que me faça mudar, sinto muito por não ser o que querem que eu seja.

Me olho no espelho. O quarto estava cheio de pessoas mas para mim, pareceria está tão vazio quanto uma sala em branco somente comigo dentro dela. A menina de cabelos rosa desbotado a frente do espelho era morta, fria e gelada como um cubo de gelo maciço, chega até mesmo queimar ao toque. Era doloroso. Era a verdade que eu não conseguia aceitar.

— Vão — digo rapidamente. 

— Mas você disse para irmos somente quando estivesse pronta — argumenta Satte.

— Mas eu não estou e quero que vão na frente, logo terminarei de me arrumar — minha cabeça estava estourando e ouvir a sua voz não me acalmaria nem um pouco.

Meus pulmões pareciam dar pouca importância ao ar que entrava pelos mesmos, eu conseguia me sentir sem oxigênio, estava morrendo sufocada com  aquilo que estava preso dentro de mim, com aquela angústia sem fim. Com as palavras que ela soltou antes de cair de seu ato da plena loucura. 

Eu sinto por não ter caindo junto a suas palavras. Por não ter sentindo o vento atingir a minha pele e o meu corpo magro atingir o chão com força. Sinto por não ter ido.

— As meninas disseram que ainda não está pronta, Toshi. O que houve? — minha língua está pronta para responder, mas, por bem, repreendo minhas atitudes e pensamentos.

— Só faltava o batom — deslizo a cor vermelha cremosa pelos lábios — já estou pronta, pai! — um pequeno sorriso aparece, foi o único de poucos. Andamos até o salão, todos pareciam está se divertindo enquanto eu dava pequenos sorrisos a quem quisesse me olhar e olhar o pequeno reflexo que transparecia naquele momento...

 

Flashback Off

 

Voltei em direção a sala onde o vi pela última vez, espero que não esteja lá, pena que também espero que esteja.

— Está com fome? — consigo conter meu susto antes que ele note. Sihman sai de trás de mim com uma pequena bandeja com bolinhos de arroz de trás de mim.

— Um pouco — puxo as mangas do meu casaco. De manias involuntárias o ser humano é cheio.

— Sei que esse seu pouco quer dizer muito — o olho de relance. Bom saber que ele sabia.

— Vamos — ele dá as costas sutilmente enquanto vai um tanto para o lado, talvez imaginando que eu ficasse ao seu lado enquanto andava, mas o que fiz foi segui - lo.

— Pode se sentar. Se quiser — ele fala com certa ironia, não estava mais tão sujo quanto quando entrei, mas, ainda assim estava um tanto sujo. Pego um pequeno pano que estava sobre a mesa baixa e passo no lugar em que eu iria sentar, depois de limpo me sento no pequeno espaço mais claro no chão.

— Vou pegar o chá — diz deixando a bandeja sobre a mesa. Minutos se passaram e desde então estou sentada neste chão um tanto sujo, fazem cerca de dez minutos completos que vejo a fumaça dos bolos de arroz subirem.

— Desculpa a demora. Me conte sobre você — o que ele queria saber que não soubesse?  Havia algo errado em seus olhos e em tudo que estava a minha volta.  



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