História Certamente isto não é um conto de comédia - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Brasileiro, Comedia, Conto, Exterior, Futebol!, Inglaterra
Exibições 21
Palavras 3.323
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esta história é um pequeno conto. Meu único intuito é saber que serviu para dar uma relaxada à você leitor, seja com um sorriso tímido ou altas gargalhadas. Devo ainda ressaltar que a ideia de escrever esta história se originou depois de dois momentos: 1. relato de um amigo que foi para a Inglaterra e passou por quase tudo isso (dei uma melhorada na situação); 2. depois de ler o livro É Duro ser Cabra na Etiópia de Maitê Proença. Enfim, isto é para vocês, divirtam-se!

Capítulo 1 - Sempre desconfie de uma Lagosta de Fukushima


Bom, não tem um meio muito formal de começar essa história, portanto vou falar brevemente de mim antes de tudo. Sou carioca, nascido em São Cristóvão, descendente de italiano (considerem o nariz meio grego), vascaíno de coração e assim como muitos garotos brasileiros um jovem que sonha em fazer do futebol seu ganha pão. Pois bem, entrei num time, fui subindo até que um ano atrás fui vendido para um time da terceira divisão da Inglaterra. Meu inglês é uma merda, merda suficiente para não passar fome, mas merda mais que suficiente para pensar que pretend significa pretender. Fui vendido à preço de banana, mas não me abalei, estava ganhando a vida na terra da Rainha em plenos 19 anos de idade – mas pode acreditar tem garoto que aos 14 pega os pano de bunda e vai pra Grécia ou Turquia tentar a sorte – eu não era pouca merda, era uma merda com classe.

A vida longe de tudo é difícil, eu mal entendia o que a mulher no aeroporto me disse ao chegar em Londres, podia jurar que ela estava pedindo para me revistar e quando levantei a camiseta para mostrar que não estava portando nenhuma arma ou objeto suspeito surgiram 2 brancos enormes, do tamanho de uma geladeira Brastemp, carecas e com olhar de um leão mirando a pobre gazela comendo inocentemente sua graminha pouco temperada na planície. Na hora que um desses neo-nazistas de olhos claros abriu o braço eu já tremi, cacete imagina só, um tapa de qualquer um deles eu virava strogonoff. Felizmente o sujeito abriu o braço só para indicar que a mulher queria meu passaporte e demais documentos, que ficaram visíveis no momento que levantei a camisa e estes encontravam-se quase caindo do bolso frontal do jeans escuro. Sabendo do meu nível impecável de inglês que serve muito mal para eu perguntar “Whats your name?” ou “Do you like football?” (e se errei em alguma dessas frases já sabemos o motivo) podemos prosseguir.

Então, arrumei minha vida aqui nesse ano que passei. Sou do time de base (vide juniores, vide um bando de moleques sendo treinados enquanto chupam o dedão e torcem pra virar profissional).No primeiro trimestre de minha estadia aqui conheci uma inglesa. Linda de morrer, fios ruivos lisos caindo feito a dança das pétalas de rosa no jardim de Vênus, pele branca alva, corpinho violão, tinha até uma gordurinha localizada, mas eu prefiro mulheres e não palitos. Obviamente não me imaginem sendo esmagado numa cama pela Vovó Zona! Foi amor à primeira vista, Mary ou Marilene como à chamo carinhosamente e aproveitando para fazer piadas relacionados à vinho, tainha e muito sexo (e antes que atirem a primeira pedra eu sei que a tradução literal para Mary seria Maria, mas eu chamo de Marilene sim, afinal é minha namorada).

Nos damos muito bem, mas após 6 meses de namoro eu fui convocado para o front de batalha, o momento em que se separam os garotos dos homens, sim, Marilene me convidou para um jantar em sua casa, onde grande parte de sua família estaria, onde eu me depararia com seu pai e prontamente pediria autorização ao Chefão para ter a honra e prazer de cortejar sua nobre princesa. Para falar numa linguagem mais clara e bem brasileira/carioca, eu tava fodido, simplesmente isso. Imaginem só, eu jogo bola num time de terceira divisão, sou brasileiro, moro numa casa com 5 garotos (1 angolês, 1 português e 3 ingleses) que assim como eu vieram tentar a sorte aqui. A família dela é bem tradicional, ela está no quinto período da faculdade de engenharia automotiva e estagia numa filial da Peugeot, o pai dela é militar condecorado com toda aquela coleção de medalhas que parecem tampinhas de garrafa com fitinha e a mãe dela é policial. Devo então relembrar à vocês, eu estou fudido.

Saí do treino físico no final da tarde, o cabelo ainda pingava um pouco do shampoo de abacate que usei muito bem, porque minhas mãos estavam tremendo ao imaginar que de um lado da mesa teria uma escopeta e do outro um revólver apontado para mim. Peguei minha melhor roupa, mas sem parecer um pinguim. Camisa social branca com um jeans claro e tênis brancos, nike só para dar uma ostentada, por cima da camisa um casaco de pano, meu casaco da sorte porque no dia em que fui fazer a prova final de matemática do último ano do ensino médio e estava empacado na última questão enxerguei o número 42 nele e havia esta opção na prova. Aquela questão me fez ficar com o 7 cravado na média e não repetir o último ano. Voltando ao que interessa. Subi na bicicleta e pedalei os quase 10 km até a casa dela. Na verdade, um apartamento muito bem localizado na área nobre da cidade, parecia que tiraram um prédio de Dubai só para variar um pouco e colocaram ali.

“Eu não vou fazer isso, eu vou para casa...”; pensei meio que me escondendo do porteiro. “Mas se eu não fizer isso...”; relutei. Fiquei na indecisão básico do vou ou não vou, vou ou não vou, vou ou não vou e quando eu estava quase decidido em desistir com quem topei? Lá estava Marilene estacionando seu carro e saindo de mãos dadas com um projeto de gente de cabelo ruivo e cheio de sardas no rosto. Não sabia onde esconder minha cara e fiquei tentado a imitar um avestruz, mas a imagem de minha amada quase tropeçando no meio fio e indo abaixo com o garotinho e a garrafa de vinho provavelmente recém comprada me fizeram partir em seu resgate e ajuda-la.

Me pergunto como fui me meter nessa, eu amo essa mulher, um dia até sonhei que me casava com ela, tinha 3 filhos e morávamos em Madrid, certamente o ponto alto do sonho era jogar no Real Madrid, porque Real Madrid é Real Madrid. Pensando bem acho que tenho de honrar minhas bolas, imagina só o que um possível antepassado romano iria pensar: “Sério que você é meu parente? Eu aqui lutando até a morte contra bárbaros e você com medinho só porque o pai e a mãe da garota devem ter no máximo uma escopeta te esperando? ”; é, pensar nisso não ajudou muito. Pegamos o elevador e subimos todos os 22 andares até chegar no dela. Assim que pus o pé para fora já senti a aura pesada, a energia maligna vindo em minha direção e tentando me sufocar feito uma sucuri enrolando sua presa até ouvir os ossinhos gritarem em agonia, feito estalinhos jogados no chão durante as festas juninas.

Foram no total 34 passos até a porta de sua residência, até aqui eu já parecia Thorin aprontando-se para sua batalha contra um exército de Orcs, e se você não sabe quem é Thorin e nunca leu ou assistiu O Hobbit, imagine-me como um anão muito puto com barba longa, cara de jaguatirica e armado até os dentes. Assim que entrei fui recepcionado pelo Cérbero, a forma carinhosa que encontrei de chamar o Pinscher endiabrado deles, as orelhas do cachorro eram tão eretas e inclinadas que pareciam chifres, era sem dúvida uma criatura maligna e tenho completa convicção que tentou abocanhar meu calcanhar sorrateiramente, mas ficou com os dentes presos na calça e tentou disfarçar fazendo festa, mas aposto todas as minhas economias que tinha algum plano maligno desenhando-se em sua mente,

Respirei fundo, acho que só a sala dela deveria ser o cubículo onde eu e mais cinco viviam, o chão era coberto por um tapete persa que deveria ser mais caro do que todo o dinheiro que eu poderia arrumar caso me prostituísse ao longo de uns 20 anos. O apartamento era basicamente coberto por madeira e algum outro material nobre demais para que eu pudesse identificar. Eram tantas coisas caras reunidas e eximiamente arrumadas que devo ter tido uma paralisia emocional, você deve ficar assim ao entrar na capela cistina, por exemplo. Enfim, engoli a saliva de novo, o garotinho que acompanhava Marilene soltou de sua mão e correu gritando “daddy daddy”; instantaneamente em minha mente soou o funk: ”ACABOU O KAÔ, O GENERAL CHEGOU, O GENERAL CHEGOU!”; e se você pensa que os seguranças que me recepcionaram no aeroporto eram intimidadores, você não viu meu sogro. Ele era um armário, vestia colete e gravata, cabelo meticulosamente penteado para o lado, farto bigode no rosto. Veio acompanhado de sua esposa, você já viu Hades não ficar ao lado de Perséfone? Minha sogra devia ter cedido todos os genes para a filha, porque ela era realmente uma musa, uma deusa grega. Se eu namorava Atena agora me deparava com Afrodite, ou melhor, se eu namorava a Nova Loira do Tchan agora eu encarava a Miss Universo. Felizmente sou um homem fiel e comprometido e acima de tudo respeitoso. Fora que estava muito contente com meu relacionamento.

Dei mais alguns passos em direção ao senhor pensando de o cumprimentava com uma continência, uma reverência, um aperto de mão ou se me ajoelhava em seus pés suplicando pela minha vida. No fim, foi apenas um aperto de mão e pelo menos naquele confronto saí vitorioso, pude sentir que meus calos ásperos na mão eram superiores aos dele, agradeço por passar as férias ajudando meu tio Zé em sua madeireira quando era mais novo. Só que neste contato imediato de 1º grau percebi um perigo iminente à minha vida. O homem tinha a tatuagem na lateral do pescoço escrito “Forever Blue” e ao lado o escudo do Chelsea. Em contrapartida em meu pescoço havia um colar com o escudo do Arsenal. Explicando a situação, são dois times ingleses grandes e que tem certa rivalidade, não tão grande quanto Vasco e Flamengo, mas o suficiente para atrapalhar meus planos. Escondi o cordão dentro da camisa assim que tive a sorte.

Passei o olhar pelo local. À direita havia a sala de jantar e dentro dela pelo menos meia dúzia de pessoas. Pareciam apenas me aguardar e logo me cercaram quando notaram minha presença. Fui apresentado e tudo mais, mas ainda me sentia como um resto de carniça em meio à urubus. É rapaz, rapadura é doce, mas é dura.

Fomos à sala e ficamos conversando, de um lado o cachorro do Hades indo e vindo enquanto me encarava feio, do outro o garotinho de antes que subiu conosco e agora descubro que é o irmão mais novo dela, o garoto não parava de correr e tentar me fazer brincar com ele, lembrete para não dar muita confiança para crianças, você brinca com elas por 3 minutos e elas pensam que você é o Peter Pan. Sem contar os parentes que quando não me perguntavam alguma coisa conversavam entre si e meu inglês limitado, mesmo depois de 6 meses ali, não dava conta de tantas informações. Quem poderia saber o que se passava na cabeça deles? Não duvido que podia até existir uma máfia, ou melhor, um assembleia analisando cada movimento e palavra minha para depois se reunirem com o Chefão e debaterem sobre minha presença. E enquanto eu buscava me enturmar a desgraça do cachorro não parava de mastigar meu tênis.

Finalmente o jantar ficou pronto, deixei minha mochila com carteira, celular e outros pertences num canto da sala, até ouvir um som diferente. Um som que não combinava com o ambiente, era como tocar música de motel no dia da visita da família no asilo mais próximo. Foi triste, mas quando as ondas sonoras saíram da sala e colidiram contra meus tímpanos e o cérebro decodificou a mensagem como: “As mina aqui do baile, se prepara para sentar...”; eu torci para aquilo não estar acontecendo, mas de fato estava. Inicialmente nenhum deles percebeu, mas quando falou sentar todos notaram o som exótico vindo da sala. Presságios de um infarto, me vi sendo escalpelado, usando minha pele como tapete. “Rebolando desse jeito, vai me fazer delirar...”; mais da música veio. Fui rápido, olhei para todos, faltavam  2, Cérbero e o garoto. Pedi licença e parti em desespero para a sala, devo ter ultrapassado o recorde dos 100m do Usain Bolt porque nem eu sei como consegui tamanha façanha desviando dos móveis, tomando o celular e pausando a música antes do Nego Bam cantar o “AHHHH EU VOU GOZAR”. Gráças a todas as divindades existentes no universo eu lembrei que eles eram ingleses e que não entendiam absolutamente nada da música, mas como quando há esmola demais o santo duvida, tive de aguentar o irmãozinho de Marilene me indagando profundamente  o que era aquilo. Eu poderia dizer qualquer coisa, mas havia uma plateia esperando a grande resposta tive que pensar rapidamente: - It’s a song about one man, womans and a lot of putaria.- (puta que pariu, saiu sozinho, não pensei antes de pensar. Não tinha como explicar, meu inglês já era merda, ainda tentei dizer que era uma música sobre um homem, mulheres e muita...muita...putariia). Logicamente a próxima pergunta foi o que era putaria.

Me ajoelhei, senti várias estacas fincando-se sobre minha carne pelas minhas costas, não ousei olhar para trás porque sabia que teriam todos os parentes dela esperando uma resposta plausível para a desgraça da merda que eu acabei de fazer. Pousei delicadamente a mão sob o ombro do meu cunhado de uns 7 ou 8 anos. Eu queria estar menos ferrado, mas isso deve ser impossível, nem se eu tivesse que dançar pelado imitando a Dercy Gonçalves com uma coroa de bananas na cabeça e acompanhado por gorilas travestis para todos os meus professores e chefes eu estaria ferrado igual. Não dá para explicar alguma coisa para uma criança, sempre virão um milhão de “porquês” e você eventualmente vai se embolar e gerar uma bola de neve. Como sair dessa situação?  Não me pergunte, nem eu mesmo sei. – When a man and a girl love each other... – balbuciei isso soou meio pedófilo não foi? Homem e garota, cacete alguém me dê um tiro. – Look...- nada vinha de bom, era hora de medidas desesperadas, ele tinha uns 7 anos ou por aí só há um jeito de sair sem que esse garoto infernizasse minha breve estadia ali. – Forget this, it’s all about girl stuffs. You wanna be a little girl? – (Esqueça disso, isso é tudo coisas de meninas. Você quer ser uma meininha?) rapidamente com minha habilidade linguística escassa dei um jeito. O garoto fez uma careta e pareceu se contentar com a resposta. Vitória para minha pessoa, finalmente um ponto positivo.

Voltamos para o abatedouro, a sala de jantar. Posicionei-me entre minha namorada e a porta de saída, se o pipoco comesse pelo menos teria mais chances na fuga. Rapidamente notei uma hierarquia se formando, nas pontas da mesa estavam os reis, o pai e a mãe. Ao meu redor condes e barões, ao meu lado a única pessoa que talvez queria salvar minha vida e abaixo da mesa o diabo mordendo meu pé, o maldito pinscher.

Mirei a sopa de batatas e o pão caseiro, tudo tranquilo, aparentemente nada espantoso conversava discretamente segurando a mão de Marilene por baixo dos panos. Aí veio a forca, surgiu a mãe de Mary, com o prato principal, era Lagosta, uma baita lagosta diga-se de passagem. O bicho enorme, aquela porra deveria ter saído das profundesas de Fukushima ou então do sub-solo de Chernobyl, não era possível. O pior de tudo, é que se há uma coisa que eu realmente odeio nessa vida é frutos do mar, não é possível, de camarão, à peixe, à lagosta e qualquer outra coisa que nade e tenha guelras sem chance alguma. Mas como dizer isso na frente de tudo? Cutuquei discretamente minha mulher e informei a ocorrência, o que eu ganhei como resposta? “Se você não comer esqueça nossos meses de namoro”; lógico que em inglês e por isso pode ter alguma divergência entre o que ela falou e eu realmente entendi.

Começaram a repartir a lagosta e adivinha que parte me mandaram desovar? A pinça, garra ou seja lá o que for aquele instrumento de Satã, mais um pouco e aquela coisa era do tamanho da minha cabeça. Fui enrolando, comi mais da sopa de batata e até experimentei o que parecia ser arroz com algumas coisas. Só que o tempo passa, passa rápido até e a merda da Lagosta não some. Só então fui entender que para a família dela, toda rica e pomposa e a desgraça da Lagosta era tipo aquele Frango de Padaria ou Galeto que você come num sábado ou domingo e de repente surge família, tio distante, avó, periquito, cachorro e até o Darth Vader para tirar uma casquinha do frando, arroz e farofa, com sorte um feijãozinho também. De modo mais pomposo, era aquela refeição que reúne a família toda.

Eu não ia comer aquilo, de jeito nenhum, então uma solução pouso do plano das ideias tão descrito por Platão. O cachorro! Olhei de forma desesperada e esperançosa para de baixo da mesa, mas o Cérbero abandonou os portões do Hades. O ponteiro rodava tinha de achar o cão! Ele foi encontrado à leste, me aprecei em chama-lo estalando os dedos, mas sem resultado. Deveria mudar a tática, a Marilene Mãe notou, precisava ser mais sutil, peguei um bolinho de algo que desconheço e ofereci, o cachorro, sem sacanagem, olhou para mim, olhou para o bolo, mirou o fundo dos meus olhos, passou a língua no focinho e virou a cara com o maior estilo de “Foda-se”. Que chamem um exorcista para essa criatura profana!!

De repente parecia que todos estavam me olhando, eu praticamente parecia estar tendo um ataque epiléptico tentando chamar a porcaria do cachorro que me esnobava cada vez mais e sem dó nem vaselina. Depois daquilo parte de mim meio que sabia, era Game Over, não havia mais esperanças, era comer aquela desgraça ou fazer a desfeita, e então, magicamente, um milagre caiu dos céus. Deus foi piedoso comigo e enviou um anjo em meu socorro. Um estrondo veio da cozinha, as pessoas trocaram olhares e logo em seguida ouviram o som do choro. Correram para ver o que era e eu logicamente caguei pra situação. Aproveitei tal benção sem titubear, tomei a parte esquartejada do bicho entre meus dedos e joguei na janela com toda a minha fúria. Fiz o sinal da cruz e comemorei mais do que se tivesse feito o gol de desempate no final de um campeonato.

Fiquei sabendo no desenrolar do jantar que o garoto foi mexer numa panela e derrubou todas em cima de si, ele ficou bem e eu, melhor ainda. Ainda tive a cara de pau de dizer que o jantar foi muito bom enquanto era guiado por eles até a saída. Mas prestem bem atenção, se há algo que existe nesse mundo é o carma. Minha avó já dizia: “Aqui se faz, aqui se paga”. Sabe aquele gordinho tentando cortar a unha do pé e de repente caí, vira um tatú bola e não volta mais? Isso só acontece porque em algum momento ele riu de um gordo e agora o destino voltava só para enfiar o deus mor das Lagostas recusadas em busca de vingança. Bem na saída, pouco além do portão estava a pinça, fiquei petrificado, mas não dá para explicar o inexplicável. Engoli o choro e tomado pela raiva, dor, frustração, angústia arrumei uma macaquice para passar a frente dos meus sogros e chegar lá fora antes de todos para dar o chute mais potente que aquele que quebrou a perna do Anderson Silva, mais forte que qualquer batida de falta do Cristiano Ronaldo ou do Roberto Carlos e mais fatal que um chute no saco em briga de rua. A lagosta voou, que vá para Marte se necessário!

Felizmente, tudo terminou bem. Apenas fiquei sem sexo por um mês e tive de encarar minha futura mulher mais puta que na TPM quando contei. Mas bem, não me arrependo de nada.


Notas Finais


É só isso, espero que tenham pelo menos dado um sorriso tímido e, por fim, obrigado por lerem!


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