História Certas Liberdades - Capítulo 15


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Categorias Naruto
Personagens Hashirama Senju, Itachi Uchiha, Madara Uchiha, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha, Shisui Uchiha
Tags Drama, Hashimada, Madahashi, Narusasu, Romance, Sasunaru, Sasunarusasu, Shiita, Shisuiita, Uchihacest, Yaoi
Exibições 133
Palavras 1.896
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Lemon, Mistério, Orange, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii amores!

Bem, antes de tudo, saibam que vou responder direitinho todo mundo!

Queria dizer aqui nas notinhas que esse capítulo está me desagradando, eu sinto muito, mas essa semana foi louca demais e eu não consegui inspiração alguma para escrever! Me desculpem mesmo. Eu espero que, de qualquer forma, vocês gostem do capítulo!

Vejo vocês nas notas finais! Me perdoem por ser sempre tão bagunçada com a qualidade da escrita! :(

Espero que gostem e, principalmente, não deixem de comentar! (Ok, vocês sabem, comentários de qualquer tipo, grandes, pequenos, críticas construtivas, elogios, preciso saber a opinião de vocês!)

Beijos! s2

Capítulo 15 - Capítulo XV


Capítulo XV

 

 

 

— Tem certeza que quer insistir nisso? — Hashirama questionou, observando a seriedade do esposo enquanto o mesmo dirigia.

— É claro que tenho, nós precisamos achar o moleque e esse tal de Nagato é nossa única chance. — o homem pontuou sem sequer olhar nos olhos do outro.

— Madara, você não acha que tem algo estranho nessa investigação do Orochimaru? — o Senju insistiu, fazendo seu marido emitir um suspiro impaciente.

— Não, por que teria? — o Uchiha se manteve irredutível, mantendo o foco no trânsito e ignorando completamente o olhar de indignação do outro.

— Você realmente não desconfia de nada?! Você sabe de alguma coisa, é? — o questionamento de Hashirama fez com que seu esposo exitasse por meros instantes e logo o mesmo lhe retribuiu o olhar sincero, fitando-o sem sequer se preocupar com o volante.

— Não Hashirama, eu só estou tentando salvar um garoto e evitar que mais alguém da família desapareça sem dizer nada. — o Uchiha olhava no fundo dos olhos de seu marido naquele instante, fazendo o outro se assustar com a sinceridade de suas palavras.

A família Uchiha era realmente interessante, em uma hora eles decidiam que jamais iriam externalizar suas emoções e do dia para a noite estão sendo sinceros e falando verdades aos quatro ventos. Ao menos fora isso que o Senju pensara que havia acontecido.

— Você acha que seu irmão têm relação com isso? — perguntou, deixando claro em seu olhar que aquela seria a última indagação da tarde.

— Eu não sei, amor. Eu não sei. 

Os dois já haviam visitado três cidades vizinhas em menos de dois dias. Cada uma delas possuía um ou dois lares, mas em cada um dos que pisaram, avaliaram o histórico com paciência e atenção, porém não havia sequer sinal de que uma criança ruiva como Nagato. Aquela coloração natural de cabelo era realmente rara, ao menos isso facilitava no momento de procurarem por fotos e afins.

Ninguém parecia querer desistir tão cedo.

Sakura, por exemplo, estava se empenhando ao máximo para driblar os sermões dos pais e ir correndo prestar algum apoio ao Sasuke e sua família, inclusive, naquela mesma tarde o pai e a mãe da garota iriam na casa dos Uchiha para se inteirarem do assunto e até prestarem auxílio para os mesmos. A rosada estava mesmo se empenhando no que podia para que encontrassem Naruto.

 

 


 

 

— Shisui? — seu namorado o chamava, cutucando-lhe o corpo com delicadeza na tentativa de descobrir se o mesmo estava desperto ou não.

— Sim? — o homem respondeu com uma voz sonolenta, virando-se de lado na cama e encarando o outro.

— Podemos conversar? — questionou, obtendo um longo bocejo como resposta.

— Sim, podemos. — o Uchiha respondeu após bocejar. — Sobre o quê? — perguntou, fingindo-se de desentendido, como se não soubesse realmente sobre o que deveriam falar.

— Sobre o Sasuke. — afirmou, recebendo um olhar entediado da parte de Shisui.

— Itachi — o mais velho arrastou o corpo pela cama para que se aproximasse mais do parceiro e olhasse no fundo de seus olhos. —, nós sabemos que essa situação é preocupante, que precisamos nos esforçar ao máximo para encontrarmos Naruto, mas isso não significa que devemos pegar no pé dele.

— Eu não estou pegando no pé dele, só estou preocupado com meu irmão. — Itachi rebateu, adquirindo uma cara de poucos amigos. 

— Você conhece Sasuke, sabe que preocupação demais não faz bem pra ele, sabe que se insistir vocês vão acabar brigando, é isso que você quer? — questionou o namorado, mantendo a mesma expressão facial e inalterando o tom de voz.

— Não… — o homem suspirou, admitindo mentalmente que Shisui tinha razão. — Mas são tantas coisas que me preocupam, Shisui. — o rosto do Uchiha denunciava sua sinceridade.

— Então fale pra mim que coisas são essas! — o outro respondeu animadamente, acariciando os fios de cabelo bagunçados do primo e iniciando um cafuné no mesmo.

— Eu deveria ligar pra minha mãe? — perguntou calmamente, como se as tensões de seu corpo fossem se aliviando conforme recebia o carinho, os olhos do Uchiha se fecharam lentamente e o rapaz passou a contemplar em silêncio.

— Eu tenho medo do quão Fugaku consegue controlar, ele não é flor que se cheire e se ficar sabendo onde estamos ou o que está acontecendo, com certeza viria atrás de nós.

— E Orochimaru? — Itachi questionou sem sequer piscar.

— Ele é nossa única opção, quem sabe não podemos encontrar esse tal de Nagato? — Shisui pontuou, demonstrando imensa esperança.

— Espero que sim. — Itachi se aproximou um pouco mais, eliminando a pequena distância que separava os dois corpos e recostando seu rosto sobre a dobra do pescoço de Shisui.

O mais velho beijou-lhe o cabelo, deitando seu rosto sobre o travesseiro e apreciando em silêncio o calor que a respiração do namorado causava em seu pescoço. 

 

 


 

 

Hashirama e Madara estavam realmente frustrados, e não era para menos, afinal, ambos haviam visitado dois lares naquele mesmo dia e não havia sequer um sinal de vida sobre o paradeiro de Nagato, o tal irmão de Naruto. Se dependesse apenas de Hashirama ele e o esposo ainda estariam na estrada em busca de orfanatos para visitarem e fichas para serem avaliadas, mas já era tarde e os dois se apressaram para que chegassem em casa a tempo de conversarem com os pais de Sakura. Shisui e Itachi poderiam muito bem lidar com a situação sozinhos, mas os outros dois adultos achavam que era extremamente necessário que estivessem ali e assim o fizeram. 

Sasuke provavelmente estaria dentro de seu quarto em introspecção, e se revoltaria com qualquer tentativa de ser tirado dali. Tsunade havia voltado para a própria casa, aconselhada pela própria Orochimaru de que não faria bem para a mulher se continuasse tentando ajudar. A Senju havia proposto que chamassem a polícia, mas Orochimaru recusou prontamente, afirmando que não queria envolvimento policial em seus casos, sendo assim, a mesma perdeu grande parte das esperanças e, para que se distraísse do atual impasse em sua vida, cobriu os plantões no hospital em que trabalhava, era mais agradável trabalhar ao lado de um velho grisalho e irritante do que ter de lidar com o desaparecimento de um filho.

Orochimaru, por sua vez, alegou que não poderia estar presente, justificando que estaria ocupado com investigações e assuntos pendentes. Ninguém na casa além de Madara confiava plenamente na detetive e, por mais que ela fosse de grande ajuda, as tensões de uma pequena “reunião” seriam drasticamente diminuídas com a sua ausência.

Só restavam na mesa de jantar os pais de Sakura, conjuntamente com a garota, e a família Uchiha, exceto por Sasuke, quem achara extremamente desnecessário que se reunissem com os Haruno, mas preferiu não o dizer face a face para poupar a amiga de cabelos róseos.
Shisui e Itachi eram, sem dúvidas, os mais observadores, e notaram logo de cara a diferença gritante na aparência física de Sakura para com os pais. Não que estivessem esperando que os mesmos possuíssem madeixas cor de rosa, mas também não imaginavam que eram tão opostos, desde o porte físico até detalhes do rosto. Talvez fosse por conta disso que ambos tiveram súbita vontade em auxiliarem no caso de Naruto quando surgiu a busca por um garoto órfão... Com aquela nova informação um leque de opções se abrira para a busca de Nagato, mas Itachi, antes que o namorado pudesse manifestar qualquer pensamento, já o advertiu com o olhar: eles não poderiam tirar conclusões precipitadas dentro de um assunto tão delicado.

Madara e Hashirama, alheios às discussões que seus sobrinhos travavam naquele momento, dialogavam calmamente com os pais de Sakura, relatando para os mesmos sobre toda a trajetória dos últimos dias, os locais que visitaram, as informações que conseguiram, a preocupação com o desaparecimento de Naruto, todos os mínimos detalhes. Só pararam de falar quando o pai de Sakura fez menção de continuar.

— Vocês me disseram que visitaram o único orfanato da cidade, mas vocês sabem que existe outro, né? — o pai de Sakura questionou, como se quisesse ter certeza de algo.

— Como?! — Hashirama perguntou por impulsividade.

— Sim. — o outro continuou, recebendo um olhar suplicante de Sakura e sorrindo para a filha em resposta. — Vocês não devem ter ouvido falar pois fica numa área carente da cidade e portanto ninguém dá a devida importância, mas o lar funciona desde 1990 e mesmo com imensas dificuldades permanece firme e forte.

— Com licença, o senhor poderia me dar o endereço? — fora Shisui quem se impôs, e o pai da garota retirou do bolso da camisa um papel e caneta, anotando os dados e entregando-os na mão do Uchiha, que se impressionou com a precisão das atitudes do outro.

 

 


 

 

Sasuke achava ridículo a forma como, todas as noites nos últimos dias, por mais que ele tentasse, seu sono jamais vinha na hora certa. Fazia algum tempo que o Uchiha passava horas se revirando na cama sem conseguir dormir. Por mais que morresse de cansaço sua mente não lhe deixava em paz um minuto sequer e o adolescente estava a ponto de atirar contra a própria cabeça.

Provavelmente não era só Naruto, ao menos ele dizia para si mesmo que não era, mas no fundo sabia que o criador e principal razão da sua insônia era o namorado. Porém, sua consciência gostava de lhe iludir e o Uchiha não negaria que estava preocupado com a busca por Nagato, com o emocional de Tsunade e com a forma como era tratado por Sakura, mas aquilo tudo possuía uma única razão maior que definitivamente lhe tirava o sono: o desaparecimento de Naruto.

Não fazia sentido algum! Por que sequestraram Naruto? Afinal, essa era a única causa plausível para seu sumiço, um sequestro. Mas por quê? Qual era a razão?! 

A única pessoa que Sasuke conhecia que era realmente capaz de realizar algo do tipo estava distante dos dois e sequer conhecia Naruto, além do mais, o Uzumaki não tinha nenhum histórico que envolvesse confusões que chegassem ao nível de um sequestro, e mesmo assim seus pais haviam sido assassinados.

Falando também em distância, Sasuke não conseguia entender o porquê de não pode falar com sua mãe. Em partes entendia, o Uchiha não era um idiota e também já havia conversado com Itachi e Shisui sobre o assunto, porém mesmo assim algo lhe dizia para que ligasse para a mulher, contasse tudo o que acontecera, pedisse conselhos e esperasse o momento em que ela chegaria no portão de sua casa abraçando-lhe e consolando-lhe, mas Mikoto não era a única pessoa que Sasuke esperava que passasse pela porta e viesse ao seu encontro, e mais uma vez o adolescente voltava para a estaca zero, Naruto.

Esperava todos os dias, como um cachorro que espera o dono voltar do trabalho, que Naruto aparecesse através do portão e lhe pedisse desculpas pelo desaparecimento, mas sabia que aquilo não aconteceria tão cedo. Tinha medo que talvez jamais acontecesse.

Era desesperadora a forma como Sasuke não conseguia parar de pensar em todos os pormenores da situação a cada segundo de sua vida, e era desesperador saber que aquela madrugada seria mais uma noite mal dormida. Era mais desesperador ainda saber que ele acordaria pela manhã e olharia através do portão de casa mas não ousaria sair dali. Faziam alguns dias que o Uchiha não ia ao colégio e muito provavelmente estava correndo o risco de receber uma advertência, mas pouco se importava com esse detalhe já que, mais uma vez, haviam assuntos mais desesperadores para tratar.

 

 

 

Continua...


Notas Finais


E então meus amores, o que acharam? Conseguiram entender o capítulo? Ele acabou sendo o reflexo de algumas crises reflexivas sobre essa Fanfic com uma pitada de semana de provas em cima de tudo, por isso estou realmente com medo de que não esteja bom o suficiente. O que me dizem?

Por favor, não deixem de comentar! Amo muito vocês, e peguem leve nos comentários! ahsuahsh s2


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