História Certo e Errado (Larry Stylinson) (Edição 2017) (CORREÇÃO). - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Larry, Stylinson
Visualizações 75
Palavras 1.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo Dois.


Louis. 

Vancouver. Washington. Estados Unidos. América. Não sabia o que fazer. Estava desesperado, eu havia me mudado para Londres não faz nem um mês e já preciso ir para outro continente. Já vivi na India, Jamaica, Ibiza; mas nada era comparado a Washington, cidade grande, muito populosa. 

Enquanto descia as escadas, acabei escorregando em um pouco de neve, e fui de bunda pro chão. Mas que droga! A sorte é que ninguém viu. Juntei minhas coisas e levantei rapidamente. Comecei  a andar devagar, minha perna doía bastante por causa da queda. Eu tinha vontade de rir lembrando da cena, mas sempre me dava uma pontinha de ódio em lembrar dos quinze minutos que conversei com aqueles caras idiotas. Não levaram nada a sério. E eu me importo muito com isso, porque eles nem quiseram saber oque tenho pra oferecer.  Comecei a pensar na hipótese de que eles fizeram isso apenas por preguiça, eram muitas pessoas para serem entrevistadas, aceitaram logo a primeira que viram. 

Não me conformo com o fato de que me colocaram para editar uma revista local em uma cidade no fim do mundo. Decaí bastante. Onde foi que me meti? Se não aceitar esse emprego, mesmo que seja ruim, não surgirão outras oportunidades igual a essa. O salário é alto, mas vou precisar me esforçar para conseguir vender mil exemplares em quatorze dias. 

Quatorze dias não, no mínimo cinco, preciso elaborar muitos artigos para a primeira edição. Tem que ser um sucesso, me disseram que as pessoas gostam de coisas banais em revistas. 

O mercado estava bem lotado. Comprei cigarros e uma garrafa de vinho branco. Fui para casa mancando, era engraçado, em partes. 

Passei a tarde toda fazendo serviços domésticos, limpando os quartos, empacotando minhas coisas em caixas, seria bem difícil me despedir de Londres... Ainda mais de Ashellen, ela não aceitaria tudo isso, mas faz parte, a vida tem dessas. 

O telefone tocou na sala. Larguei tudo e fui para lá, pegá-lo. 

''ALÔ? Ah, é você...''

''Quem mais seria? Como foi a entrevista?''

''Nós podemos conversar mais tarde? Estou bem... Irritado hoje.''

''Certo. O movimento também está grande aqui, vou desligar, preciso atender as mesas. Se cuida.''

''Você também.'' Desliguei o telefone e em seguida acendi um cigarro, frustrado.

~*~

''Ted! Cuidado com as garrafas!'' De onde estava deitado, podia ouvir Ashellen chegando em casa com seu irmão. Levantei-me, em meio a toda aquela fumaça e retornei a sala. Eles me encararam, e simplismente sentei sobre o sofá. 

''Sejam bem-vindos ao meu fracasso!'' Ergui o cigarro, como se pudesse brindá-lo.

''Como assim fracasso, Louis? Você conseguiu o emprego?''

''Consegui.''

''Então por quê está dizendo isso?''

''Vancouver me espera.'' Ambos se entreolharam. 

''Pega três taças na cozinha, Ted.'' O homem assentiu, logo saindo dali. Ash tirou a blusa e sentou-se ao meu lado. ''O que foi que aconteceu?''

''Nada, eu só vou dirigir uma revista merda de Vancouver. Preciso me mudar para lá. Quanto tempo? Não sei, nem sei se quero aceitar esse trabalho.''

''Pense que será a maior oportunidade que receberá. Não vai ser tão ruim assim.''

''Vai, terei que me mudar.''

''E qual o problema?''

''Não posso te deixar aqui em Londres, Ashellen, vai ser complicado.'' Ted entregou as taças a nós e encheu de cerveja quente. ''Valeu, era tudo que eu precisava.'' 

''Sabe, Louis...'' Ted parou e deu um gole na cerveja. ''Acho que você deveria aceitar esse emprego, nem que fosse no inferno. O salário é algo que ninguém rejeitaria.''

''Eu não penso em dinheiro.'' Comentei. ''É meio humilhante para mim saber que depois de todo meu esforço, de alguém passar a perna em mim, me chamaram para uma revista desnecessária.''

''Mas sobre o que é ela?''

''Coisas sobre homens que todo mundo já sabe. As pessoas não vão querer comprar esse fracasso. Estou enrascado, fim de carreira.''

''Eu vou preparar uma festinha de despedida para você.''

''Valeu, Ted, mas não vou embora agora, ainda tenho um tempo para pensar...''

''Louis, faz dessa revista a melhor de todas. O público alvo não precisa ser pessoas tolas que irão comprar a revista por dois dólares, sentarem em uma cadeira de uma cafeteria e ler besteiras. Eu conheço seu potencial, sei que pode atingir até presidentes, se quiser.''

''Só se for falando mal de seus trabalhos ou cantando suas esposas.'' Recostei-me, frustrado. 

''Uma coisa que eu sempre digo é: Não dá para seguir em frente se...''

''Você não confiar e sí mesmo.'' Concluí sua frase, pensativo. 

Não confio em mim mesmo. Da última vez que editei um artigo para uma revista local de Veneza, fui processado e tive que pagar uma nova tela de quarenta e duas polegadas para uma senhora que passou um pedaço de limão na mesma, achando que iria limpar a tela. No final, ficou toda manchada e não foi capaz de enxergar mais nada. Ela entrou na justiça e conseguiu que fechassem a revista. 

E o artigo nem era meu. Havia comprado de uma outra produtora de conteúdo que disse que testou em sua casa e deu certo. Outro problema foi que aquela senhora pensou que suco de limão retirava qualquer mancha, e passou também em seu sofá caríssimo transportado da Malásia, a mancha ficou ainda mais escura e o sofá tinha odor de vinagre. 

Eu não estava procurando algo como escrever sobre homens e suas qualidades. Homens não tem qualidades, tem táticas e estratégias para não se darem mal. Eles não são inteligente, e na maioria das vezes são nojentos. Acredito que pessoas não gostariam de ler verdades, gostam de ler coisas que agradam seus olhos. 

''Vou dormir, amanhã de manhã penso sobre isso. Preciso estar em Vancouver o quanto antes.''

''Só espero que faça o que acha melhor.'' Ash sorriu, como se quisesse me confortar. ''Boa sorte, espero que você aceite esse trabalho, tenho certeza de que não vai se arrepender.'' 

~*~

''Adoro acordar de manhã e dar de cara com uma atriz pornô cozinhando de calcinha e sutiã.''

''Bom dia para você também. Eu não tive tempo de me trocar ainda, mesmo que tenho que sair daqui meia hora. Bem que você poderia sempre fazer o café, não?''

''Sabes bem que não sei cozinhar direito.''

''Homens.'' Ela revirou os olhos, servindo-me uma panqueca americana. ''Prova. Então, já pensou sobre a proposta de emprego?''

''Passei a noite e a madrugada pensando nisso... Não vai ser tão ruim assim.''

''Eu sabia que você iria aceitar isso. Conhecer lugares novos sem pagar nada é sempre bem-vindo, hm?''

''Mas te deixar aqui em Londres... Não sei.''

''Pare de ser confuso, você pode experimentar ficar uma semana lá, se não gostar, pede demissão.''

''Eu não tinha pensado nisso, obrigado pela dica.''

''Você vai dizer ao Mark que vai embora?''

''Mark... Eu n-não sei... Acho melhor não dizer, nós não temos nada, não vai fazer diferença.''

''Se você acha.'' Praticamente enfiei toda aquela panqueca na boca, logo levantando-me. ''Onde vai?''

''Arrumar minhas malas, Vancouver me aguarda.'' Ashellen riu, assentindo. 



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