História Céu e Inferno - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Céu, Inferno, Os Sete Demônios, Sobrenatural
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente peço desculpas pela minha sumida, entrei em mais uma crise de depressão e fiquei sem vontade de escrever, mas estou de volta com mais um capítulo.

Capítulo 5 - O Primeiro da Lista


P.V.O Judas

                Foram exatamente doze horas para criar o armamento mais perigoso desse mundo, e muito sangue meu. Era pra eu ter morrido por perder tanto sangue assim, mas Maggor e Abaddon se revezaram para me curar a cada meia hora enquanto a Charlotte cuidava de preparar o armamento. Maggor e Abaddon conseguiram duas espadas – sabe-se lá de onde – e duas armas AK-47. É tanta arma que vamos matar todos os residentes do inferno hoje! Depois de cumprir com o meu trabalho ganhei um devido descanso deitado na cama fodida desse barraco velho, mas tenho que admitir que já dormi em lugares piores do que esse aqui. No momento, tudo o que me importa é encontrar a Maria e matar o safado do pai e dos irmãos dela.

                Enquanto estou deitado na cama passando a mão onde estava minhas cicatrizes, que agora não há mais nada, nem mesmo a dor, vejo Maggor tentar rastrear qualquer demônio por perto para irmos atrás dele e fazer ele abrir a boca. Não faço ideia onde Abaddon ou Charlotte estão, mas acredito que não foram tão longe assim.

                -Achei! – Maggor grita em comemoração e eu olho assustado para ele.

                -O quê? – Eu pergunto.

                -Azazel. – Ele diz e me recordo vagamente de seu nome.

                -Onde ele está? – Saio da cama num pulo e vou até ele.

                -Ao que parece está na Austrália. – Maggor diz. – Pelo visto Lúcifer está realocando seus demônios para nos despistar.

                -Bem, ele fracassou dessa vez. – Digo dando um sorriso sádico a ele. – Chame os outros dois, vamos agora mesmo para a terra dos cangurus.

                Charlotte e Abaddon não demoram a voltar para a casa velha, não sei onde estavam, mas ambos possuem cheiro de comida. Torta de Cereja e sorvete de creme. Como não sei apartar sou levado por Maggor até a Austrália, mais precisamente em Melbourne. Aqui ainda é madrugada e como nessa parte do mundo é verão eu preciso de roupas mais adequadas para a temperatura local, que agora se encontra em vinte e cinco graus. Eu acho que leram a minha mente e vejo nas mãos de Maggor roupas para o calor e dou um sorriso travesso, cada um pega a sua e trocamos de roupa rapidamente no beco em que apartamos.

                A madrugada vai dando lugar a manhã quente dessa parte do mundo e começamos a caçar. Sei que antes de começarmos essa caça Azazel estava na Coréia do Norte sabe-se lá o que estava aprontando, mas com certeza coisa boa não era, e é muito estranho ele vir parar aqui. Graças ao beijo meu olfato está muito apurado, porém ainda não achei seu rastro. Com certeza ele está longe. De qualquer forma, será muito difícil encontra-lo aqui. Melbourne é uma cidade grande e populosa e somos apenas quatro.

                -Esperem... – Eu digo e os três se viram para mim. – Precisamos nos separar.

                -O humano tem razão. – Maggor diz. – Estamos em muita desvantagem aqui, e ele pode está em qualquer buraco dessa cidade.

                -Você tem certeza Judas? – Charlotte me pergunta preocupada. – Azazel é perigoso demais para você ir sozinho atrás dele.

                -Sei disso. – Digo sorrindo. – Por isso vamos em duplas, será mais fácil e rápido assim, e o primeiro que o encontrar é só avisar aos outros.

                -Pode dar certo... – Abaddon diz. -... Ou não... Mas só iremos saber se fizermos. – Ele diz relutante e olha para Charlotte. – Eu vou com Charlotte para o norte da cidade, você e Maggor vão para o sul, para as docas.

                -Tudo bem então... – Maggor diz e sua voz vacila no final. Estranho.

                -E Maggor... – Ele se vira e encara Abie preocupado. – Tome muito cuidado!

                -Pode deixar. – Ele diz e me arrasta junto com ele e apartamos para um lugar frio e úmido.

                A parte sul de Melbourne já está começando a clarear com a luz do dia, e ao longe ouço barulho de navios entrando e deixando o porto, e sinto o forte cheiro de maresia e peixe, o mesmo cheiro que tinha em Bay Side. Começamos então a vasculhar possíveis lugares que poderiam ser toca para Azazel, desde armazéns abandonados a até simples casas de pescadores. Tudo é possível para um Demônio como ele. Na maior parte do tempo ele se mantém quieto, nem mesmo uma única ofensa a mim ou a qualquer pessoa que cruza com a gente na rua. Maggor está escondendo alguma coisa de mim. Sempre consegui ver quando uma pessoa estava mentindo, e Maggor está fazendo isso nesse exato momento. Não sei o que ele está escondendo, mas pode ser qualquer coisa, até uma armadilha para me jogar nas garras de Azazel. Não posso perguntar uma coisa dessas logo de cara, daria muita bandeira que já sei que ele está fazendo, mas como se pergunta uma coisa dessas a alguém, principalmente sendo um demônio como Maggor? Difícil. Tento achar algum assunto para conversarmos enquanto estamos caçando, mas é difícil já que não temos nenhum assunto em comum, então decido permanecer quieto, pelo menos por enquanto.

                Andamos quase três quadras completas e nada dele, é foda! Geralmente quando saía para caçar com Maria levava apenas meia hora ou uma hora para encontrarmos a nossa caça, mas Azazel não, esse é esperto. Até demais. Até onde eu sei ele é o Demônio que causa metade das guerras entre a raça humana, e alguém com uma inteligência na arte da guerra sabe se camuflar muito bem para não ser pego pelo inimigo. Estamos fodidos se não o acharmos logo. Fico me perguntando se Abaddon e Charlotte já o encontraram, ou se foi o contrário. Espero que seja a primeira opção, não posso perder eles. Tudo está indo bem até eu sentir o cheiro de enxofre misturado com pólvora para canhão. É ele, Azazel está próximo! Sorrio em comemoração, mas Maggor não, sua expressão fica tão séria quanto a de Abaddon quando é contrariado. Se estiver com medo é compreensivo, está sendo caçado a mais de um século pela sua própria raça, até eu sentindo medo numa hora dessas.

                -Garoto haja o que houver quero que você corra para Abaddon e Charlotte, eles vão te tirar daqui. Entendeu? – Ele se vira para mim e pelo seu olhar já posso ver que não está tão confiante a sua sobrevivência hoje. Admito que nem eu estou.

                -Fica tranquilo, temos armas capaz de matar ele. – Eu retiro do meu casaco meu punhal e mostro a ele, sei também que ele pegou uma arma, mas não sei qual. – Iremos sair vivos daqui e com informação o suficiente para irmos atrás do Lúcifer e para tirarmos a Maria de lá.

                -Só me diga que se eu for pego você vai atrás deles guri! – Ele diz mais ríspido dessa vez.

                -Tá, como quiser. – Eu digo e ele volta a andar, mas não posso deixar essa oportunidade de saber qual a mentira que ele está escondendo de mim passar assim, sem mais nem menos. – Maria me disse que você está sendo caçado há muito tempo, que crime você cometeu para te acontecer isso?

                Ele fica chocado, mas nem tanto, talvez ter sido pego de surpresa é melhor. Ele me olha confuso, mas não vai me machucar.

                -Assim como Maria, eu não fiz nada. – Ele diz calmo. – Eu tinha apenas cento e trinta e sete anos quando vieram atrás de mim, por não fazer exatamente nada.

                -Você era muito novo na época não era? – Eu fico impressionado de como eles falam como se ter cento e trinta e sete anos fosse à mesma coisa de ter sete ou oito anos.

                -Estou sendo caçado desde o século dezessete, garoto. – Ele diz encarando o próprio reflexo no vidro de um carro. – Sou igual à Maria. Sou filho de um demônio, mas não filho de Lúcifer. – A revelação me choca. – O demônio que me pôs nesse mundo possuiu a minha mãe no final do século quinze por nove meses, e então quando eu nasci minha mãe morreu no parto e ele deixou o corpo dela depois de morrer.

                -Acho que nem ela sabia disso. – Essa é a única coisa que digo a respeito dessa revelação. Maggor é caçado por não fazer nada, seria cômico se não fosse trágico uma coisa dessas.

                -Lúcifer nunca falou de mim para nenhum dos seus filhos, só falou que eu era perigoso e que deveria ser encontrado e morto, assim como falou para toda a sua corte. – Maggor diz enquanto tira sua atenção do reflexo para mim. – Eu nunca fico no mesmo lugar por muito tempo por causa dele, nunca... – Por um instante ele para de falar e começamos a ficar tensos, sinto o cheiro forte de enxofre vindo em nossa direção, e não é de Abaddon. – Temos companhia.

                Não é preciso esperar muito e sacamos nossas armas e vejo qual ele escolheu, a minha trinta e oito totalmente reformulada feita para mim e para ele. Estamos em uma rua deserta, nela só tem algumas lojas que ainda estão fechadas e os armazéns, mas posso sentir a presença de outra coisa aqui com a gente. Eu me viro e vejo um homem alto e moreno parado na esquina, bem atrás de Maggor. Ele se vira e seus olhos ficam estáticos ao vê-lo, e então Maggor tira a trava da arma e aponta para ele, disparando três tiros contra ele, mas o infeliz para as balas no ar, com apenas um movimento de suas mãos e joga contra nós dois, mas não nos causa nada, muito pelo contrário, as balas quebram no momento em que se encostam a nossas peles. Sinto o cheiro de mais enxofre, me viro e encaro mais dois atrás de nós. Não sei qual deles é Azazel, mas sei que se não fizermos nada logo estaremos mortos por eles. Não trouxe apenas o punhal, como também uma pistola d’água cheia de água benta, a retiro do casaco e disparo contra eles, que caem no chão com a pele queimando e gritando de dor. O outro demônio vê e começa a vir até a gente e levanta sua mão esquerda, fazendo-nos ser jogados em cima de um carro que estava parado do outro lado da rua. A dor começa a agir, mas não posso parar agora. Recolho a pistola e miro nele, mas ele me faz ficar parado no ar e começo a sufocar. Não demora e minha visão começa a ficar turva, mas então algo acontece, ele me solta e me faz encarar seus olhos vermelhos.

                -Azazel vai adorar ver vocês. – Ele diz com um sorriso sádico, e por fim desmaio.



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