História Céus e Mares - Capítulo 12


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Princesa de Esparta


Fanfic / Fanfiction Céus e Mares - Capítulo 12 - Princesa de Esparta


Arco I - Para o Mundo dos Céus
Parte VII - Eu te ensino a ver todo encanto e beleza que há na natureza num tapete a voar.

 

Depois de uma noite de sono horrível, ainda não houve mudança: seus cabelos ainda estavam como de uma super modelo e sua pele parecia de porcelana. Piper queria estar morta. Teria mudado de roupa se tivesse outra coisa pra usar, mas não, estava condenada àquele vestido decotado que a mãe escolhera pra ela. 

Drew estava sentada numa penteadeira, de frente para um grande espelho. "Então em todo caso, gente, quinze minutos até o café da manhã. O chalé não vai se limpar sozinho! E Mitchell, penso que você aprendeu a lição. Certo, querido? Então você está na patrulha de lixo só por hoje, tá bem? Mostre a Piper como é feito, pois tenho a sensação que ela terá esse trabalho em breve... isso se ela sobreviver à missão. Agora, ao trabalho, todo mundo! E é minha vez de usar o banheiro!"

Todos começaram a correr, fazendo camas e dobrando roupas, enquanto Drew recolhia seu kit de maquiagem, secador de cabelos e escova, e marchava para o banheiro, batendo a porta com força atrás de si.

Balançando a cabeça, Piper deu mais uma olhada ao seu redor. O chalé era como uma casa de boneca em tamanho real, com paredes rosa e elegantes janelas brancas. As cortinas de renda eram misturadas em azul e verde, o que obviamente correspondia aos forros e edredons em todas as camas.

Para piorar tudo trezentas vezes, ainda tinha O Pôster. O coração de Piper afundou, suas bochechas começaram a pegar fogo e ela desejou que pudesse arrancar aquela atrocidade da parede e comê-lo. Era o pôster mais ridículo de todos os tempos. Piper e seu pai deram uma boa risada com ele da primeira vez que o viram. Então o filme rendeu um trilhão de dólares. O Pôster apareceu subitamente em todos os lugares. Piper não podia fugir dele na escola, andando pela rua, nem na internet. 

REI DE ESPARTA -- sim, claro, por que não? Piper encarou o abdômen de tanquinho bronzeado. Seu pai vestia somente um saiote grego e uma capa roxa, e tinha uma espada na mão. 

Piper desviou os olhos para que ninguém notasse que ela estava olhando para ele. Tentou parecer ocupada mas sua mente focou-se em Lena, que fora a única pessoa genuinamente gentil para com ela depois da transformação. Deuses, Piper queria beijá-la, mas Lena parecia tão desconfortável, quase com medo dela.

Uma garota com tranças loiras e aparelho nos dentes correu com uma pilha de roupas nos braços. Ela olhou ao redor furtivamente como se estivesse entregando materiais nucleares. "Peguei essas roupas pra você," ela sussurrou.

O garoto que recolhia o lixo, Mitchell, disse, "Piper, conheça Lacy." 

"Oi," Lacy disse sem fôlego. "Você pode trocar de roupa. A benção não irá te impedir. Isso é só, você sabe, uma mochila, algumas rações, ambrósia e néctar para emergências, alguns jeans, umas camisas extras e um agasalho. As botas podem ficar um pouco grandes. Mas... bem... temos uma coleção. Boa sorte na tua missão!" Lacy despejou as coisas na cama e começou a ir embora, mas Piper pegou seu braço.

"Espere. Pelo menos me deixe agradecer! Por que está com tanta pressa?"

Lacy pareceu a ponto de ter um ataque de nervos. "Ah, bem..."

"Drew pode descobrir," Mitchell explicou. "Na noite passada, depois de você ser reclamada, eu disse que você talvez não não fosse tão ruim. Veja onde acabei. Mas mesmo que não te valha de nada, bem-vinda ao Chalé 10."

"Obrigada," Piper murmurou. 

"E há castigos piores," Mitchell alertou. "Drew pode ser muito persuasiva, entende? Não são muitos filhos de Afrodite que tem esse poder, mas ela é capaz de nos fazer agir de forma vergonhosa. Piper, você é a primeira pessoa em um longo tempo que pode resistir a ela."

"Muito persuasiva..." Piper engoliu em seco. "Você está falando sobre, tipo, uma capacidade de fazer as pessoas te obedecerem? Ou... lhe dar coisas...?"

"É," Mitchell disse. "Ela pode fazer isso."

"Então é por isso que ela é a conselheira-chefe," Piper supôs. "Ela convenceu todos vocês?"

"Não, na verdade ela herdou o posto quando Silena Beauregard morreu na guerra. Drew era a segunda mais velha. A campista mais velha automaticamente consegue o posto, a menos que alguém há mais tempo no acampamento ou com mais missões completas queira desafiar, no caso em um duelo, mas dificilmente acontece. Resumindo, estamos presos com Drew no cargo desde agosto. Ela decidiu fazer algumas, er, mudanças no jeito que o chalé anda.

"Sim, eu decidi!" Subitamente Drew estava ali, encostada no beliche. Lacy chiou como um porquinho-da-índia e tentou correr, mas Drew estendeu um braço para pará-la. Ela olhou para Mitchell. "Acho que você esqueceu um pouco de lixo, querido. Talvez seja melhor repassar tudo."

Piper olhou para o banheiro e viu que Drew despejara tudo da lixeira do banheiro no chão. Mitchell fez uma careta de enojado. Ele olhou para Drew como se estivesse prestes a atacar, mas finalmente vociferou: "Certo."

Drew sorriu. "Viu, Piper, querida, nós somos um bom chalé aqui. Uma família unida! Silena Beauregard, no entanto... fique sabendo. Ela estava secretamente passando informações para Cronos na Guerra dos Titãs, ajudando o inimigo." Os olhos de Drew eram tão frios quanto aço. Piper teve a sensação de que ela estava olhando direto na sua alma, puxando seus segredos. Ajudando o inimigo. "Nenhum dos outros chalés fala sobre isso. Eles agem como se Silena Beauregard fosse uma heroína."

"Ela sacrificou sua vida para fazer a coisa certa," Mitchell resmungou. "Ela era uma heroína."

"Uh-hu," fez Drew. "Outro dia na patrulha do lixo, Mitchell. Mas voltando, Silena perdeu o foco do significado de nosso chalé. Nós formamos casais no acampamento! Então os separamos e começamos tudo de novo! É a melhor diversão de todos os tempos. Não nos envolvemos em coisas como guerras e missões. Eu certamente não fui a nenhuma missão. Elas são uma perda de tempo!"

Lacy levantou a mão nervosamente. "Mas na noite passada você disse que queria ir..." Drew olhou para ela, e a voz de Lacy morreu.

"Acima de tudo," Drew continuou, "certamente não precisamos de nossa imagem manchada por espiões, precisamos, Piper?" Piper tentou responder, mas não pôde. Drew parecia ler Piper como um livro aberto. "É uma pena que você não ficará por aqui. Mas se você sobreviver a tua pequena missão, não se preocupe, eu vou encontrar alguém para ficar com você. Talvez um daqueles garotos brutos de Hefesto. Ou Clovis? Ele é bastante repulsivo." Drew olhou para ela com uma mistura de pena e desgosto. "Honestamente, eu não achava possível Afrodite ter uma criança feia, mas... quem era o teu pai? Ele era algum tipo de mutante ou-"

"Tristan McLean," Piper vociferou. "Meu pai é Tristan McLean."

O silêncio que se seguiu foi gratificante por alguns segundos, mas Piper sentiu vergonha de si mesma. Todos viraram o rosto e olharam para O Pôster.

"Ah meu Deus!" metade das garotas gritaram ao mesmo tempo.

"Ele é tão gato para um sujeito velho," uma garota disse, então corou. "Foi mal. Ele é teu pai... Isso é tão estranho!"

"É mesmo," Piper concordou.

"Você acha que poderia me arranjar um autógrafo?" outra garota perguntou.

Piper forçou um sorriso. "Sim, sem problemas," conseguiu dizer. 

A garota guinchou de animação, e mais pessoas surgiram a frente, perguntando várias coisas ao mesmo tempo.

"Você já fez o ritual de passagem?"

Essa pegou Piper despreparada. "Ritual do quê?"

As garotas e garotos riram e empurraram um ao outro como se fosse um tópico embaraçoso. "O ritual de passagem para uma criança de Afrodite," um explicou. "Você faz alguém se apaixonar por você. Então quebra seu coração. Termina o namoro. Quando fizer isso, provará que é digna de Afrodite."

Piper olhou para a multidão para ver se eles estavam brincando. "Quebrar o coração de alguém de propósito? Isso é horrível!"

Os outros pareceram confusos. "Por quê?"

"Ah meu Deus!" uma garota disse. "Aposto que Afrodite quebrou o coração do teu pai! Aposto que ele nunca mais amou ninguém de novo, amou? É tão romântico. Quando fizer teu ritual de passagem, será como nossa mãe!"

"Esqueça isso!" Piper disse, um pouco mais alto do que pretendia. Os outros recuaram. "Eu não vou quebrar o coração de alguém só por causa de um ritual de passagem estúpido!"

E isso, obviamente, deu a Drew a chance de retomar o controle. "Bem, aí está ela!" ela se intrometeu. "Silena disse a mesma coisa. Ela quebrou a tradição quando se apaixonou pelo garoto Beckendorf, e continuou com ele. Se você me perguntar, foi por isso que as coisas acabaram tragicamente para os dois."

"Não é verdade!" Lacy chiou, mas Drew olhou para ela, e ela imediatamente misturou-se de volta a multidão.

"Pouco importa," Drew continuou, "porque, Piper, querida, você não poderia quebrar o coração de alguém nem que quisesse. E essa história de Tristan McLean ser teu pai... que forma mais primitiva de mendigar atenção."

Várias pessoas piscaram incertas. "Você quer dizer que ele não é o pai dela?" alguém perguntou.

Drew revirou os olhos. "Por favor. Agora é hora do café da manhã, gente. E a Piper aqui tem que começar aquela pequena missão. Então vamos fazer suas malas e tirá-la daqui!" Drew dispersou a multidão e colocou todos para se mexerem. 

Mitchell e Lacy ajudaram com a mala de Piper. Eles até guardaram a porta do banheiro enquanto Piper entrava e mudava para uma roupa de viagem melhor. Ela prendeu sua adaga, Katoptris, no cinto. Quando Piper saiu, se sentia quase normal novamente. Ela também notou que O Pôster fora amassado e jogado no lixo. Piper ficou aliviada.

Quando Drew a localizou, ela fez um falso aplauso. "Muito bem! Nossa pequena missionária vestida em roupas vagabundas novamente. Agora, vá! Sem necessidade de comer o café da manhã conosco. Boa sorte com... seja o que for. Tchau!"

Piper colocou a mochila nos ombros. Ela podia sentir os olhos de todos enquanto andava até a porta. "Sabe, vocês não tem que seguir as ordens de Drew," ela os informou. 

Todos se mexeram, incertos. Várias olharam para Drew, mas ela pareceu muito aturdida para responder.

"Hã..." alguém disse, "ela é nossa conselheira-chefe."

"Ela é uma tirana," Piper corrigiu. "Vocês podem pensar por si mesmos. Ser filho Afrodite é muito mais que isso."

Alguns ecoaram as palavras dela como um hino.

"Gente!" Drew gritou. "Não sejam estúpidos! Ela está usando a persuasão!"

"Não," Piper disse. "Estou usando a verdade."

Drew zombou dela. "Talvez você tenha um pouco de poder, Senhorita Princesa de Esparta. Mas você não sabe da primeira coisa sobre Afrodite. Você tem essas grandes ideias? O que você acha que representamos nesse chalé? Diga a eles."

"Não é isso aqui," Piper conseguiu dizer. "Afrodite não pode ser só isso." Então ela virou e saiu correndo antes que os outros pudessem vê-la corando. Piper prometeu a si que nunca, jamais voltaria a aquele chalé. Ela correu pelo gramado, sem saber onde estava indo... até ver o dragão descendo do céu. "Leo?"

Ali estava ele, sentado em cima de uma máquina mortífera gigante de bronze, sorrindo feito um lunático. Antes mesmo que ele pudesse aterrissar, o alarme do acampamento soou. Uma trombeta de concha soprou. Todos os sátiros começaram a gritar ”Não me mate!” 

O dragão desceu no meio do gramado e Leo gritou: "Está tudo bem! Não atirem!"

Hesitantemente, os arqueiros baixaram os arcos. Os guerreiros recuaram, mantendo as lanças e espadas prontas. Ninguém parecia ansioso de chegar perto.

O dragão era imenso. Ele resplandecia no sol da manhã como uma escultura. "É lindo," Piper murmurou. Os outros semideuses a olharam como se ela fosse louca.

Leo escorregou calmamente das costas do dragão. Ele ergueu as mãos como se rendesse, exceto que ainda tinha aquele sorriso louco no rosto. "Terráqueos, eu venho em paz!" ele gritou. Estava tão sujo que Piper só conseguia enxergar seus olhos vermelhos. Parecia ter passado a noite em claro. Mas estava absolutamente deliciado. "Festus só está dizendo olá!"

"Essa coisa é perigosa!" uma garota de Ares gritou, brandindo sua lança. "Mate-o agora!"

"Abaixe essa arma!" alguém ordenou. Para a surpresa de Piper, era Lena. Ela abriu caminho pela multidão, flanqueada por Anthony e aquela garota do chalé de Hefesto, Nyssa. Lena olhou para o dragão e balançou a cabeça em admiração. "Leo, o que você fez?"

"Encontrei uma carona!" Leo sorriu. "Você disse que eu podia ir na missão se eu te conseguisse uma carona. Bem, eu consegui um bad boy voador metálico classe A! Festus pode nos levar para qualquer lugar!"

"Ele... tem asas," Nyssa gaguejou. 

"É," Leo disse. "Eu as encontrei e as recoloquei."

"Mas ele nunca teve asas. Onde você as encontrou?"

Leo hesitou, e Piper pode ver que ele estava escondendo algo. "Hã... na floresta," ele disse. "Consertei a maioria os circuitos, também, então ele não vai mais ficar confuso."

"A maioria?" Nyssa perguntou.

A cabeça do dragão contraiu. Ele se inclinou para um lado e um líquido preto, talvez óleo, vazou do seu ouvido, caindo sobre Leo. "Só alguns ajustes para resolvermos," Leo disse.

"Mas como você sobreviveu...?" Nyssa ainda estava olhando para a criatura com pavor. "Digo, ele cospe fogo-"

"Eu sou rápido," Leo deu de ombros. "E sortudo. Agora, estou na missão, ou o quê?"

Lena coçou a cabeça. "Você o chamou de Festus? Você sabe que em latim, ‘festus’ significa ‘feliz’? Você quer partir para salvar o mundo no Dragão Feliz?"

O dragão se contraiu, tremeu e bateu as asas. "Isso é um sim, cara!" Leo disse. "Agora, hã, eu realmente sugeriria que fossemos, gente. Eu já peguei alguns suprimentos na... hã, na floresta. E todas essas pessoas com armas estão deixando Festus nervoso."

Lena franziu a testa. "Mas não temos nenhum plano ainda. Não podemos simplesmente-"

"Vá," disse Anthony. Ele era o único que não parecia nervoso. Sua expressão estava triste e saudosa, como se isso o lembrasse de tempos melhores. "Lena, vocês não tem muito tempo e nem deveriam manter um dragão nervoso esperando. Esse é certamente um bom presságio. Vá."

Lena assentiu. Depois olhou para Piper. "Pronta?" 

"Pode apostar."

Voar no dragão era a experiência mais maravilhosa de todos os tempos, Piper pensou. Lá em cima, o ar era frio congelante; mas o metal do dragão gerava tanto calor que era como se estivessem voando numa bolha protetora. Eles sentaram em fila única: Leo na frente, depois Piper, então Lena, e Piper estava bastante ciente de Lena logo atrás dela. 

Leo usava as rédeas para conduzir o dragão no céu como se tivesse feito isso a vida inteira. "Legal, né?" Ele olhou para trás e sorriu para eles.

"Alguma ideia de pra onde estamos indo?" Piper perguntou temendo a resposta.  

"Encontrar o deus do Vento Norte," Lena disse prontamente. "E perseguir alguns espíritos da tempestade."



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