História Chain lovers - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~TuelhaOtaku109

Postado
Categorias Haikyuu!!
Personagens Asahi Azumane, Daichi Sawamura, Kei Tsukishima, Koushi Sugawara, Ryuunosuke Tanaka, Shouyou Hinata, Tadashi Yamaguchi, Tobio Kageyama
Tags Amizade, Daisuga, Drama, Kagehina, Lemon, Tsukkiyama, Yaoi
Visualizações 313
Palavras 3.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Pequena saia, grande problema


Não existia sensação pior do que a espera.

Nela, a angústia prevalesse somada a paranoia.

Paranoia. Outra coisa que pode te fazer cometer de um homicídio a um suicídio.

Os dedos frios, o incomodo no coração, algo que não havia cura ou alívio, mais persistente que uma alergia. Os suspiros constantes e a inquietação. Tudo de ruim que pode se imaginar ao mesmo tempo que nada.

O som do relógio parece, nessas horas, uma provocação, como se ele gritasse que faria o tempo passar mais devagar que o normal. E nada você pode fazer.

Talvez este seja o pior desfecho de toda situação que pode correr na vida humana. A impotência. Se sentir um completo nada. Parecer que tem as ferramentes nas mãos, porém não sabe manuseá-las.

Tudo que possa e deve te tirar de linha. Qualquer coisa que possa te derrubar, como se você fosse apenas mais um Rei de tabuleiro de xadrez esperando seu cheque-mate. Esperando o tabuleiro da vida trincar pouco a pouco com os golpes do universo - por que ele é um filho da puta de pior escala - até que finalmente se parta e tudo não passe apenas de uma insignificante matéria cósmica que passa as cegas diante dos olhos humanos.

Um nada, e ao mesmo tempo um tudo.

- Ela vai surtar se ficar sentada ali por mais alguns instantes. - Asahi encostou uma pequena lata de refrigerante em Kageyama, que a acolheu de bom grado.

Tobio amarrara suas expressões.

- Eu não me importo.

Azumane rira. Ajeitou um pouco dos fios presos em um coque frouxo.

- Está esperando aqui a quase meia hora.

Kageyama perdera seu dom de fala. Parecia que sabia o que deveria dizer, mas não as compreendia.

- Tanto faz.

Deixando q uma veia saltasse de sua testa, Kageyama simplesmente virou o rosto e abriu a latinha bebendo seu conteúdo, as pernas se esticaram deixando sua coluna em uma posição errada, e mesmo que ele soubesse que quilo não era bom não mudou para outra postura. Em um dos bolsos da frente aparecia a ponta de uma folha que chamou a atenção do ace

— O que é isso?

Ele disse inocente, puxando o papel para fora do bolso folgado

— não, devolve!

Antes que conseguisse recupera-la Asahi já lia seu conteúdo, expressando em seguida uma cara de espanto ao finalmente entender a insatisfação do menor

— Aulas de reforço?– Tobio arrancou de suas maos o papel, o amassando completamente ao guarda-lo novamente– reprovou em alguma matéria?

— Não– ele disse com velocidade, abaixando a cabeça em seguida como forma de respeito ao senpai– o professor só disse que eu deveria me esforçar mais...e aulas extras poderiam me fazer, não sei, me empolgar mais com as tarefas

— Mas e os treinos?

Tobio bagunçou os próprios cabelos descendo a maos ate o pescoço e o coçando como forma de mostar o nervosismo

— As aulas serão de noite... e serão em dias diferentes...

— Hm... — Azumane se dispôs a pensar — Bem... Entraram cinco novatas pelas bolsas de estudo de agora. Aiko deve ser inteligente já que ela conseguiu passar na prova.

— Ela é muito tapada! — respondeu mais que depressa — Não faz ideia de metade dos conteúdos que estudamos.

— Que coisa. Ao menos a Naomi é bastante inteligente, os professores gostam bastante dela. — Sentou ao lado do levantador que passou os dedos pelo próprio rosto irritado.

— Não tem um garoto?

— Você poderia falar com o Daichi.

— Ele tá sempre com a Yui na cola, é um saco.

O ace do time de Karasuno sentiu-se na obrigação de concordar e inspirou fundo.

— Bem, de qualquer forma, peça para Naomi então. Daí nem fica puxado e não te atrapalha em nenhuma das coisas.

— E se ela for expulsa do programa?

Azumane ponderou por alguns instantes e por via das dúvidas manteve-se quieto. Tobio fitou Shoyo por alguns instantes, umedeceu seus lábios e ergueu-se.

— É uma boa ideia?

Sua pergunta fora solta. Asahi tivera de pensar um bocado para entender que Tobio questionava se era boa ideia ir falar com o rubro sentado logo a frente.

— Se você se importa, vá. Se não, apenas deixe estar.

Engolir o seco foi a única forma de ,no minimo, disfarçar sua pouca fé naquela ideia. Sim, era provável que Hinata fosse daqueles alunos que fingem estar em outro mundo só para surpreender a todos com suas notas incríveis, mas sempre tem aquele porém, nem tudo é o que parece, mas também não é por isso que não possa haver excessão. Mas enfim, Tobio decidiu que não iria ficar só ali encarando as costas do rubro e resolveu ir lá de uma vez, com pouco menos que quatro passos conseguiu ficar na frente do menor, que o olhou desconfiado, sendo direto em sua pergunta

— O que você quer macaco?

— Não me fassa me arrepender de ter vindo aqui

— Desculpe, mas por acaso perdeu alguma banana na minha cara?

— Escute– o mais alto descansou a palma no caderno que Hinata tinha em mãos, deixando o limite para que não o derrubasse– eu já estou arrependido mesmo, então de qualquer formar vou lhe pedir esse favor, queria que me ajudasse em algumas atividade–

Antes mesmo que terminasse a frase, Shoyo retirou do sutiã um papel idêntico ao que Kageyama carregava

— Eu também preciso de reforço, e nem pense em pedir para Suga lhe ajudar, ela já será minha professora

O levantador ergueu uma de suas sobrancelhas ligeiramente confuso.

— Quem diabos é Suga?

Hinata fincou suas sobrancelhas. Por um breve momento havia esquecido de que não estava em Nekoma, por isso, Koushi não era conhecido por Suga.

— Naomi. Sugawara Naomi. Suga. Eu a chamo assim desde a infância. — coçou a nuca ao recordar-se de Kuroo chamando seu primo daquela forma pela primeira vez ao compará-lo com açúcar.

— Sugar... Suga... Sugawara...— pôs a cabeça para pensar e estalou os dedos — Eu sabia! — exclamou — Sabia que conhecia um Sugawara jogador de vôlei. É um carinha que joga no Nekoma como levantador. Ele é idêntico a Naomi!

— H-Hã?! — suas pernas congelaram. O medo açoitou seu corpo de uma maneira indescritível.

— Ele era realmente bom , fiquei admirado com as técnicas que ele usou

Por alguns segundos Kageyama se via desviando do verdadeiro assunto que veio tratar com a menor, não poderia perder muito tempo, tinha que resolver de vez aquela história das aulas extras, se tivesse alguém que lhe ajudasse não precisaria realiza-las e seu amado vôlei não estaria correndo risco de ser interrompido. Quando o moreno voltou a fitar Hinata via que as pernas do mesmo se tremiam a ponto de não conseguirem manter seu corpo em pé, Shoyo tentou disfarçar batendo o pé no chão como se estivesse apressado ou ansioso

— Sim sim, ele também é nosso primo, eles são extremamente próximos, acabaram pegando muitas semelhanças– Shoyo rodou os olhos pelo local vendo ao longe o platinado passar com uma pilha de livros em mão – e olha só, falando em prima veja lá quem apareceu, com licença que irei ajuda-la

Ele falou com velocidade tentando passar por Kageyama que lhe impediu segurando seu braço fino

— Espere, estamos na mesma sala, temos as mesmas matérias, não seria um problemas termos aulas com ela

Hinata se virou enfurecido dando um forte tapa na grande mao que segurava seu corpo, deixando a vermelhidão no lugar atingido

— Naomi não tem tempo para isso, ela vai me ensinar porque dormimos no mesmo quarto, o que facilita muito as coisas

— Esta com ciumes dela?

— Claro que não! Sei muito bem que minha prima não teria o péssimo gosto de escolher um macaco burro, ignorante e machista como você

— Eu não sou machista! — bradou convicto. Segurou ambos os braços do rubro e o jogou contra a parede. O prendeu ali. Suga largou seus livros quase que de imediado perplexo com a cena, parecia que seus membros apendiculares não haviam recebido neurotransmissores para aquela situação.

— Me larga! — seus órbes ergueram ao levantador, que o fitou sem desviar suas ires azuis um só instante. As respirações estavam próximas demais, quase que num nível perigoso.

— Não irei largar. — irritado, o prendeu ainda mais. — Eu tentei ser legal com você, tentei mesmo e não faço ideia do porque me odiar tanto.

— Você que me odeia! Esbarrou comigo e já foi logo xingando!

Suga iria intervir, entretanto, Asahi que até então apenas observava segurou sua cintura barrando-a. Soltou apenas um sussurro para que deixasse que eles se resolvessem.

— Você que ficou toda bravinha — retorceu suas feições. Shoyo colocava toda a sua força para que pudesse se soltar.— Não vou soltar até conseguir as aulas.

— Vai morrer ai!

Kageyama utilizou o polegar e o indicador para apertar as bochechas do menor que tentava lhe empurrar o maximo que podia

— Diz que vai me ajudar!

Hinata negou com a cabeça

— Não vou te largar ate dizer que vai me ajudar!

O rubro fechou os olhos e continuou negando, mesmo que suas bochechas estivessem sendo esmagadas e que aquilo estivesse doendo mais que um cascudo, ele não queria, e não iria, desistir facilmente, se não seu nome não seria Shoyo Hinata, ao invés de falar qualquer coisa, somente abriu um pouco a boca deixando que a baba molhasse a palma que segurava seu rosto

— arrgh, que nojo

Tobio logo o largou, sacudindo a mão para tirar aquela coisa molhada limpando a palma na saia do camisa dez

— Pervertido! Não use minha saia para suas nojentices

Cada um puxava a saia para um dos lados, faziam aquilo com tanta força que ficaram com os rostos vermelhos, no final a única coisa que os parou foi o som do descido se rasgando

Hinata, envergonhado, segurou ambas as pontas da vestimenta no inútil intuito de se cobrir, Kageyama virou-se de costas depressa. Seu coração errara uma batida, que fora suficiente para deixá-lo um pouco mais desconcertado.

— Desculpe...

Shoyo apenas desatou a correr desesperado pelos corredores, onde, logo depois seria perseguido por Suga até o dormitório.

A única coisa que tanto Asahi quanto Kageyama poderiam fazer agora era somente encarar a face um do outro, na tentativa de, alem de entender o que aconteceu naquele momento, saberem o que fazer dali por diante com Tobio carregando a tal culpa de ter rasgado o uniforme da novata.

Não demorou muito para Suga parar em frente a porta do próprio quarto, no qual o mesmo estava trancado, tentando abrir diversas vezes, batendo na porta de maneira que não chamasse a atenção de todo mundo mas não conseguia respostas do garoto, que ele tinha absoluta certeza que estava ali, após chamar seu nome varias vezes lembrou-se finalmente que tinha a droga da chave com ele esse tempo todo, mesmo que estivesse se tremendo um pouco por causa do sangue que fervia, conseguiu abrir a porta, deparando-se somente com uma figura baixinha, encolhida na cama que ficava acima da que pertencia ao platinado

— Hinata– Suga voltou a trancar a porta, não queria qualquer visita naquele momento– O que foi aquele escândalo com você e Kageyama?

– Foi tudo culpa daquele cabeça bagre!

O rubro vosiferou com a voz embargada, enquanto continuava tentando esconder as lagrimas pesadas que Suga já tinha percebido no momento que pós os pés no quarto, subiu a pequena escada, não ousando sentar-se próximo a criaturinha frágil que estava ali, se contentando em ficar somente nos degraus

— Porque discutiram?

Hinata engasgou com o choro abundante. Parecia que sua explosão saíra na hora certa. Mal podia manter seus olhos apertos por conta da persistência das lágrimas.

— Ele queria porque queria que você desse aulas de reforço a ele! E disse que não iria me soltar até que eu concordasse!

Bradou e Sugawara calou-se. Se fosse seguir a linha de raciocínio de uma pessoa não infantil com toda certeza causaria um conflito pior do que já era. Inspirou e tentou buscar alguma coisa em sua mente que pudesse reverter ou amenizar a situação.

— Nikuman ou chocolates?

Shoyo erguera seus olhos no instante em que ouvira as palavras, seu queixo tremeu, engatinhou até que alcançou o pescoço de Koushi. O agarrou e deixou suas lágrimas sobre a camisa do rapaz.

— Eu odeio ele. Ele me irrita, é um grosso!

Suga, que estava de costas para o rubro virou a cabeça um pouco para que pudesse lhe beijar a testa.

— Vai ficar tudo bem, ok? É só ignora-lo.

- E-eu sei...

Shoyo aproveitou a oportunidade de estar perto da audição de suga para poder lhe ditar as palavra em sussurros, que ainda travavam graças aos soluços

- o problemas não é comigo, por mim eu passaria direto sem nem precisar virar a cara, mas ele...ele está sempre ao meu redor, parece até que me persegue, e agora com essa ideia sem sentido sobre as aulas

O jovem interrompeu a si mesmo, balançando a cabeça e espalhando as madeixas ainda mais por cima do ombro do mais velho, que entendeu o recado, soltando-se cuidadosamente do abraço para poder descer as escadas

- vamos falar disso depois, agora vou comprar algo para alimentar a fera

Hinata deu seu melhor sorriso como resposta, esfregando as costas da mão no nariz que escorria, usando o resto do braço para enxugar as lágrimas

[...]

Já faziam exatos vinte minutos contados no relógio da parede em forma de gato que Suga havia saído sem retorno.

O rubro que terminava de retocar a maquiagem para as aulas do período da tarde não sabia o que deveria fazer. Tamborilava seus dedos na mesa a medida em que os segundos passavam. Alternava entre o batuque persistente e o trabalho quase terminado em seu rosto.

Finalizou com a máscara de rímel e ergueu-se com uma saia que não pertencia ao seu fardamento. Inspirou fundo, estava frustrado.

Com toda certeza aquilo renderia algumas detenções ou coisa do tipo e claro, Shoyo não estava em posição de poder cometer deslizes.

Alguns socos fracos contra a porta se propagaram pelo quarto, Hinata, que agora estava de pé para abrir a porta se vira de um todo estatelado diante da figura cabisbaixa a sua frente.

O levantador de Karasuno não sabia que o que era culpa, cometer erros e tampouco fazia ideia de como se desculpar com alguém, muitos diziam que ele vivia de um complexo de superioridade. Um alguém que não comente erros, uma máquina programada.

As bochechas brancas esfoguearam, não pela vergonha ou timidez em tê-lo perto, mas sim pela raiva irredutível que acometera cada neurotransmissor seu.

Antes que xingasse, até mesmo pensasse em xingá-lo, Tobio erguera um uniforme escolar dobrado que exalava cheiro forte de sabão. Parecia que havia sido lavado recentemente.

O dom da fala perdeu-se da boca de Shoyo, que, ainda atônito batera suas pestanas num ínfimo toque de expressividade.

Sua visão se alternava entre o rosto de Tobio e a vestimenta que trazia em mãos, não conseguia acreditar naquilo, por alguns segundos se sentiu culpado por pensar em chuta-lo daquele local, sabia que era errado julgar os outros, mas era que as vezes o pessoal realmente não colaborava.

O saquinho plástico que guardava a farda era amassado pelo nervosismo de Kageyama em imprensa-lo entre seus dedos, a roupa ficava engiada conforme o silêncio se prolongava, sendo finalmente impedido pela tosse forçada que o mais alto deu

- Então, sobre o que aconteceu...

O rapaz passou a mão na nuca, bagunçando os cabelos detrás da cabeça

- Sim...- Shoyo falava formando um sorriso vitorioso no rosto pequeno, ainda corando em resposta das ações do outro- ...sobre o que aconteceu, prossiga

- Eu...eu acho que estava, um pouquinho errado, e...que fui meio bruto até, exagerei

-sim, acho que devo concordar, mas isso, trouxe somente para mostrar?

- ah, sim, pegue

O moreno lhe entregou a farda, tentando ao máximo não expor as mãos trêmulas e a pele que esquentava mais

- Acho melhor experimentar agora -o camisa nove disse colocando os pês para fora do quarto- qualquer coisa eu vou lá trocar

- Ok. Espera aqui fora dai a gente vai junto. - afastou-se. Rumou ao banheiro, retirou a saia normal pondo a do uniforme. Servira como uma luva, entrementes, assim que saira do banheiro Kageyama, que sentou-se na cama enquanto esperava, amarrou suas feições.

- Ficou curta.

Shoyo olhou para a saia e a viu do tamanho que era a antiga.

- Mas é do tamanho da outra.

Tobio inspirou.

- A outra também era curta. Os meninos ficam olhando toda vez que você se abaixa.

Shoyo pestanejou tentando compreender o problema. Usava calcinha, não mostrava nada demais!

- Arranca os olhos deles então. - deu de ombros.

- Você quem sabe. - ergueu-se um bocado irritado, mas decidiu se controlar - Vamos antes que a gente se atrase.

— errr, claro...– shoyo uniu as pernas e passou a mao nos fios falsos de sua peruca, tentando conter a estranha vontade de sorrir abertamente para o maior, pela primeira vez entendeu do porquê a sensação de ter "borboletas" dentro de si obter esse nome– Obrigado, sabe, pela farda, achei que tinha feito de propósito

— Não me rebaixe a esse ponto– Tobio saiu do cômodo, esperando que o ruivo saísse no corredor

— Eu sei eu sei, mas existe pessoa pra tudo. De qualquer forma, tenho que lhe agradecer de alguma maneira – fechando a porta e guardando a chave, foi ate Kageyama lhe dando um sorriso travesso e passando em sua frente na direção das salas– quer lanchar comigo? Posso pagar, contanto que não seja de exageros

— Eu costumo comer sozinho, geralmente é uma coisa básica como um ou dois bolinhos e uma caixa de leite

— Ótimo – Hinata empurrou o outro com seu ombro, de maneira que incentivasse a ideia dos lanches– Hoje é dia de norimaki, podemos pedir alguns e comprar sua caixinha de leite

[...]

A noite já caíra. Sugawara não havia aparecido até então. O quarto dos rapazes estava cheio demais para o gosto do rubro. Asahi estava num canto, Daichi noutro e Kageyama ao seu lado.

Todos igualmente preocupados com o sumiço tão sem sentido do garoto.

- Que droga, isso não costuma acontecer - levantou-se da cadeira, andou de um lado para o outro roendo suas unhas. - Que droga!

- Calma, ela vai aparecer. - Asahi tentou persuadi-lo

Daichi olhou de Hinata ao melhor amigo, seus olhos estavam embalados em culpa. Por algum motivo sentia-se responsável pelo ocorrido entre as duas garotas.

Não demorou mais que dez minutos para que Suga adentrasse o quarto feroz, ao mesmo tempo que desolado. Seus olhos estavam vagos e tristonhos, como quem iria chorar.

Asahi foi o primeiro a ir ao seu encontro, segurou-lhe os ombros e olhou bem para a face atordoada.

- Me deixa, por favor. Eu quero ir ao banheiro - o polegar largo correu por seu rosto. Azumane deu-lhe um beijo na testa e o deixou correr para o banheiro.

Suga arrancou as roupas femininas, sentou-se debaixo do chuveiro e desatou a chorar. Soluçava com um ardor doloroso em seu peito que parecia estar sendo esmagado.



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