História Chained (Imagine Baekhyun - EXO) - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, T-ara
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Jimin, Jin, Jiyeon, Jungkook, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, V
Tags Ação, Distopia, Ficção, Marechal Chan, Rei Baek I, Romance, Taehyung
Exibições 182
Palavras 4.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mecha, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei mais cheguei!!! <3 espero que gostem.

Capítulo 5 - Ato 5 - Medical.


Fanfic / Fanfiction Chained (Imagine Baekhyun - EXO) - Capítulo 5 - Ato 5 - Medical.

   {5}

Quando as palavras de Park Jimin reverberaram pela cabeça dele, o Marechal sentiu seu coração disparar em um sentimento desconhecido, mas que julgou ser de felicidade. A certeza que tinha sobre conhecer bem o seu próprio ser fora rompida violentamente, conjecturou. E, quando suas pernas longas estenderam-se para fora da pequena cabana seus olhos puxados colidiram-se desesperadamente contra o portão principal, em uma busca obsessiva pela estampa da garota a qual não sabia o nome. De forma gradativa, o portão denso de ferro foi se abrindo ao meio limitando-se apenas a uma parte de seu corpo, mas que um tempo depois, apareceu completa e inteiramente. Então ali estava você. A doce e frágil ____________________, a que salvaria o Marechal Chanyeol de seu óbito tão iminente. 

   Chanyeol on.

   Fui salvo da cova. Mas, aposto que se ela soubesse que eu morreria se não voltasse, asseguro que o faria, mesmo estando tão machucada. É muito orgulhosa, como eu. Antes que chegasse até mim, poupo-a do trabalho de andar, que na forma em que se encontrava era uma ação penosa. E sem ao menos perceber meu riso se desfez, mas não lembro nem mesmo de ter sorrido. Estranho. Quantos eu já vi nesse estado? Muitos. Mas, desde o começo ela me intrigava. O “por quê?” era apenas um questionamento sem resposta. E quando fitei seus olhos a dúvida somente se alteou. No momento de incompreensão a tal sentimento, meu corpo correspondeu desmembrando a rosa que para ela, parecia tão importante. Não acredito que estou me martirizando por isso. Já matei tantos, já fiz torturas cruéis e em nenhuma destas vezes eu me arrependi um pouco que seja. E agora, uma rosa mixuruca que significava muito para uma pobretona imunda me atormenta? É Marechal... Você realmente não está pensando coisa com coisa. E novamente meu corpo toma uma ação precipitada. Mas desta vez não era um simples desmembrar de rosa, e sim um abraço caloroso à menina jovem e inocente que estava a minha frente, banhada em sangue. Não acredito que fiz isso. Mas ela não retribuiu. Apenas fincou a cabeça em meu peitoral com a têmpora apoiada nas estrelas do meu uniforme, que ganhei em compensação de méritos. Acho que estava fraca demais. Deveria estar me empurrando. Batendo em mim. Entretanto, apenas relaxou seus músculos enrijecidos. Como se meu abraço a acalenta-se. Como se ele lembrasse alguém. Peço um obrigado, mas como de costume ela não correspondeu. Apenas se calou. E momentos depois, seu corpo desabou como um prédio sofrendo um impacto de um terremoto. Fui rápido o bastante para pegá-la em meus braços robustos e apurar que havia algo em sua barriga. Estava sangrando demais. O sentimento de angústia me tomou sorrateiramente me fazendo esfarrapar o vestido azul que haviam trajado nela. Vê-la de roupa íntima não me deixou sobre nenhum entorpecente, afinal não estava atentado àquilo. O real objetivo de desnudá-la era o ferimento grave em sua barriga. Após captar que se tratava de um ferro e que havia perfurado o estômago, meus olhos se esbugalharam. Portanto, saio berrando por Tao enquanto carregava seu corpo leve como uma pena.

   Chanyeol off.

   Em seguida, o homem chamado a berros, sai assustado ao ouvir o seu nome ser anunciado em total desespero pela voz grave que reconheceria em qualquer lugar. Por um momento estranhou. O homem mais renomado do Exército Norte-Coreano não se exaltava perante qualquer situação, sempre é calmo, astuto e mantêm a compostura diante das situações mais complicadas. Ao vê-lo entrar na ala médica, a qual havia voltado depois de preencher um buraco no estômago devido à fome, os olhos de Tao se depararam com uma feição tão distinta da que sempre ocupava a face do Marechal que quase riu se não fosse pela quantidade colossal de sangue pingando no chão. E ela pertencia a uma jovem garota desmaiada. Até aí tudo bem, como médico-chefe está acostumado a tal tipo de gravura. Mas e quanto a Chanyeol? Qual era o motivo aparente de tanta desorientação? Pelo que sabe de seu melhor amigo, ele não tem nenhum parente tão importante. Ignorou os questionamentos, entretanto oferecendo total atenção a você.

— Que berreiro é esse Chanyeol? Nunca vi você assim. Quem é ela? - Tao desliza o olhar pela cena mais inédita: seu amigo, conhecido como carrasco pela maioria, pondo cuidadosamente e gentilmente uma jovem, provavelmente pega na rotineira invasão mensal aos vilarejos, sobre a maca branca do seu consultório levemente destruído.  Ele não entedia mais nada.

— Um fragmento de ferro atingiu o estômago dela. Tao, ela não pode morrer, é um Ressonante, e não estou a fim de sentir a fúria de Baek. - Então rapidamente juntou dois mais dois. Ela era a Ressonante fugitiva. Ela que indiretamente mataria Chanyeol. Ela que deixou sua amada ala médica em destroços. Mas aquela preocupação mórbida não era por conta de sentir a fúria do jovem Byun caso ela morresse. Não se humilharia assim. Também, a preocupação não era porque ela o salvou voltando para ali e agora ele a trataria bem como se devesse algo a ela. Chanyeol não é grato a nada e nem a ninguém, mesmo que este tenha salvado sua pele. Portanto, a razão era um enigma.

   Colocando seus ensinos medicinais a postos, o médico leva a maca até a sala mais próxima. Busca então em uma bancada cheia de aparatos tecnológicos medicinais um aparelho. Ao explorar a bancada de aço com os olhos, Tao encontra o que queria. Tratava-se de um aparelho pequeno e cinza que gerava uma luz verde a laser, um raio-x compacto.

   Transcorrendo o instrumento pelo local lesionado, Tao compreendeu o quão grave era o seu quadro, o da garota dos garbosos fios enegrecidos. As vistas do ilustre Marechal miravam cravejadamente no melhor amigo em total ânsia por suas palavras, ou melhor, o significado delas.    

— É mesmo um destroço, parece ser de carro e ele perfurou o estômago. A hemorragia interna está atingindo outros órgãos, além disso - Ele transcorre o raio-x compacto pelo ombro assustadoramente arroxeado de Jihee. - Ela fraturou o ombro, especificamente a cabeça do úmero e um tendão do manguito rotador. - Provavelmente o Marechal não havia entendido nenhuma palavra que saiu da boca de Tao. Seu pensamento terapêutico não estava funcionando naquele momento, muito menos o anatômico. Lembrar a anatomia do ombro e a importância de lesões nas partes constituintes do mesmo era irrealizável. Só queria ouvir um “ela ficará bem” ou “ela não ficará bem”. O melhor amigo, no entanto entendeu o recado oculto somente pela feição dele. - Bom, acho que ela tem chances por ser Ressonante e também com a tecnologia disponível...

A reação do homem de vasta altura foi um suspiro de alívio, porém prontamente tentou mascarar o ar escapado de seus lábios com um sorriso sem jeito.

— Vou beber alguma coisa, faça o seu melhor. - Respira fundo apenas concordando e saindo da sala. Já havia passado muita vergonha por conta de seu subconsciente e não queria passar por outra. Mas não era vergonha alguma na frente de Tao, o homem do rotineiro jaleco branco só não estava acostumado a ver atos gentis e humanos vindos dele. E o fato de beber sempre quando está nervoso denuncia ainda mais sua preocupação mal acobertada.

____________________ on.

   Minhas pálpebras se desprenderam levemente depois de alguns minutos. Meu corpo situava-se na mesma maca branca de antes, mas desta vez algemas não estava me acorrentando. A dor circulava por toda minha extensão corpórea, no entanto ela se devotava em maior intensidade a minha barriga. Queria expor toda essa dor, mas nem minhas lágrimas se rebelavam. Mesmo com a visão fraca que via na totalidade tudo fosco, eu podia enxergar nitidamente o semblante do Marechal. Sentia que ele estava temeroso. Sentia que estava preocupado. Suas sobrancelhas levemente contraídas, seu lábios retorcidos... Que cena. Deveria registrar esse momento humano dele. Seus olhos estavam tão inertes ao médico que não percebeu que os meus estavam entre abertos, seus globos oculares giravam a cada movimento de Tao, seguindo-o.

   Ele está preocupado em perder uma arma. Em perder um Ressonante. Já entendi que somos valiosos para vocês, e por isso iremos receber o melhor tratamento possível e em troca damos nossas forças em prol dos objetivos do Exército. O rosto de pena dele me causa náuseas. Não é pena de mim, é tristeza porque um Ressonante pode morrer. E é isso que eu espero. Espero não sobreviver. Nunca lutarei ao lado de vocês. Taehyung não se orgulharia se eu vivesse para isso, e acima de tudo, eu também não.  O médico de jaleco estava centralizado no ferimento em meu ventre, depois de dizer algo que não compreendi muito bem, felizmente Chanyeol se retirou da sala. Aquela aflição imunda dele estava me corroendo. Então ao ver sua corpulência se afastar ainda mais da maca em direção à saída, minha mente me lembrou. Lembrou-me do que eu faria de tudo para esquecer se soubesse que tive tal sentimento. O abraço. O abraço dele a meu corpo. O abraço que lembrou o de Taehyung. E que, eu aceitei de bom grado ser abraçada por ele e que estava imaginando meu querido Tae ali. Puno-me mentalmente, gritando comigo mesma.

   Enquanto minha consciência tratava de me recriminar pelos sentimentos inadmissíveis, o médico caloroso estava compenetrado em seu trabalho atual: tirar o objeto do meu estômago.

   Mas o ato dificultoso não foi realizado por suas mãos pálidas e finas. Transferiu-me com a ajuda de um robô para uma máquina ao lado com sutileza. A princípio não vi mudança. Apenas continuei deitada em uma maca mais confortável, porém, posteriormente, algo me cobriu. Assusto-me. Após ouvir as trancas do equipamento ativadas, percebi estar em uma cápsula. Ela funcionava de acordo com as ordens faladas do médico, e uma delas foi: -“operação cirúrgica na boca do estômago”- Uma luz azul tecnológica apareceu fazendo-me piscar os olhos que doeram levemente por conta do brilho vindo repentinamente a minha vista. Várias projeções do meu corpo, batimentos cardíacos, as várias formas possíveis de cirurgia eram mostradas para mim, e para o homem de fora também, suponho. Ele conversava com a voz masculina presente no aparelho, como se fossem dois médicos em uma sala cirúrgica. Toda essa tecnologia é incrível.

   Após pensar satisfatoriamente, o homem do jaleco branco escolhe a melhor forma de fazer a cirurgia. Portanto as seguintes palavras ecoaram: - “tudo bem senhor Tao. Utilizando o método 001, farei o possível para atender a suas expectativas.” “sei que irá Tom, é um cirurgião de primeira e meu melhor assistente.”- Respondeu o médico, ou melhor, Tao. Pelo nome exótico o homem gentil não é coreano.

   Tom fez todo o procedimento certo, presumo após ele dizer que a operação foi um sucesso. Quando não senti mais a dor fina e aguda e nem o fragmento ali, senti um alívio tão grande que lágrimas involuntárias despencaram de meus olhos exaustos. Uns detalhes a mais e as trancas do equipamento se desprendem num estalo permitindo o encontro dos meus olhos com a luz do teto e o oxigênio frio.

— Você está melhor? - Tao pergunta calmamente, em um tom baixo e tranquilizante num arquear leve de sobrancelhas. Dava batidinhas fracas em meu rosto, pois eu estava consciente do que passava, mas meus olhos estavam mortos, sem vidas e parados. Com uma lanterna verificava os mesmos, percebendo algum sinal vital importante. Não respondia embora quisesse, falava somente comigo mesma, mentalmente. A sensação era de ser uma sonâmbula, estava longe, muito longe da realidade embora ouvisse e visse-a.

— As pupilas não estão nem se contraindo ou dilatando, mas seus olhos piscam... - Ouço a voz analista bem perto de mim. Preciso respondê-lo. Força ___________________!

— Sim... – Respondo inaudivelmente. Mas aquilo pareceu me acordar para a realidade, e uns longos segundos seguidos premendo os olhos os meus sentidos se recobram. Principalmente o da audição. Estava escutando tudo abafado em um eco distanciado.   

— Não, você ainda não pode sentar! - Fala apavorado ao ver-me fazer um deslocamento almejando sair da posição de dormir. - Os pontos podem abrir. - Me toca carinhosamente me deitando de volta. - Fique aqui, sei que a maca da máquina é mais confortável. 

— Meu ombro está doendo. - Digo sem exalar um tom de reclamação.

— Cuidarei disso agora. O removimento do fragmento era primordial. As perfurações em seu estômago foram substituídas por uma camada acrílica de ferro que imita a textura e as funções do mesmo. É só esperar que o estômago não rejeite o implante e que se cicatrize com ele. - Assento com a cabeça enquanto ele pegava analgésicos, e outro pequeno aparato parecido com o raio-x compacto.

— Então... Foi você que destruiu minha ala médica? - Pergunta em um tom brincalhão arrastando uma cadeira em sua direção apenas com um movimento da mão, ela flutuava no ar a poucos centímetros do chão.

— Sim. - Sorrio sem jeito, mas não me desculpo. Ele parece legal, é um médico, por isso suponho que salva vidas. Mas o fato de trabalhar para o Exército Norte-Coreano me faz pensar se ele não participa de experimentos inumanos. Ou talvez faça isso apenas prezando pela própria vida nesse sistema comunista em que você precisa cooperar mesmo não concordando.

        — Fez um trabalho esplendido. - Ele gargalha aplicando analgésico. - Você é muito poderosa... Primeira vez que um sonífero ou remédio formulado por mim falha em alguém. Talvez eu faça testes em você e use seus anticorpos, que são muito bons por sinal. Resistir tendo perdido tanta quantidade de sangue não é humano e nem um privilégio para Ressonantes, bom, somente para aqueles especiais, como você. - Nossa ele não cala a boca. Não sei se qual é a dele. Está sendo amigável ou planeja algo? Depois do que passei não consigo confiar em nenhum que trabalhe para o Exército. Se ele quer minha confiança não irá consegui-la tão fácil. Mesmo assim resolvo conversar com o aparente bom e gentil médico.

— A máquina o chamou de Tao. É seu nome? De que país veio, pelo nome não é coreano. - Pergunto, ele sorri calorosamente.

         — É sim. Na verdade é Zitao, Tao é apenas um apelido. Sou chinês, mas nasci aqui. Meus pais se mudaram para cá, tinham um fanatismo descomunal pelo comunismo norte-coreano. - Ele revira os olhos. - Mas não levaram em conta que o filhinho deles talvez não quisesse viver em um país comunista e servir ao Ditador. Tenho 27 anos caso seja de sua curiosidade. E você, destruidora de alas médicas, qual é a sua história? - Ele me lança um olhar desafiador e engraçado ao mesmo tempo. O aparato expele uma agulha grossa que penetra meu ombro chegando ao local prejudicado, acho. Não sentia nada, assim não poderia dizer com certeza.
- Essa massa irá reconstituir o osso em algumas horas. - Ele retira a agulha descartando-a em um lixo especial, conseguinte, enfaixa meu ombro com ataduras. - Levante um pouco o ombro, por favor. 

— Sou _____________________, vim de um vilarejo pobre, onde o canibalismo era vital. Vivíamos felizes, mas quando descobriram nosso esquema de roubar comida da capital... Eles ficaram sem saída. Nunca comi ninguém, não era forte o suficiente para isso. Taehyung, meu melhor amigo, um irmão na verdade, tentava me fazer comer e eu deveria tê-lo ouvido. Se não tivesse enrolado e ido comer, eles não nos achariam ali quando vieram repentinamente levantando a areia do chão. Os Oficiais Generais não teriam me achado e nem... - As lágrimas brigam contra minhas pálpebras. Quero chorar. Irei chorar. - E nem o matado. - Tao seca cuidadosamente uma única lágrima que escorre tortuosamente pelo canto do meu olho esquerdo.

— Vocês sofrem tanto. São jovens, não estão preparados para a guerra, ver pessoas morrerem, treinarem. Não chore, seja forte, um dia isso pode acabar. - Os lábios se descolam e o sorriso amigável se revela novamente. Não sei por que, mas o relaciono a uma figura paterna. - Creio que a ditadura pode morrer para sempre, e tudo isto ser apenas uma fase distante na história dos norte-coreanos. Esse pensamento é impossível, no entanto, visto que a divisão da Coreia ocorreu em 1948, totalizando 270 anos de pura ditadura.

— Eu estudei um pouco disso na escola do meu vilarejo, mas não lembro muito bem, até porque ensinos que não falem sobre o Ditador são proibidos. Mas nossa professora era uma mulher rica que ajudava os vilarejos. Agora, como ela tinha acesso a essas informações era um segredo total. - Comento.

— Chanyeol ficou preocupado com você. Estou pasmo com isso. - Está se iludindo. Gargalho.

— Ele ficou porque eu sou útil para vocês. - Dou de ombros. - Só vejo maldade naquele ser, não há um ato bondoso que venha dele sem que seja por algum motivo que o beneficie.

— Como pode dizer com tanta certeza? - Ele ri se divertindo, ao que parece. - Conheço Chanyeol desde quando fomos simples soldados, e nunca o vi se importar com alguém. Ele sempre foi neutro. Não acho que ele seja tão mau assim, e nem tão bom. É egoísta, orgulhoso às vezes cruel e violento. É quieto e... - Ele desiste. - Um mistério a ser desvendado. Indecifrável. Ninguém sabe quem é o verdadeiro Marechal Chanyeol, nem suas intenções. Acho que você despertou algo de bom nele. Mas tome cuidado, a personalidade dele é muito instável. - Estreito os olhos com a declaração dele, não sei o que falar. Não consegui ler o Marechal como fiz com os outros três. Portanto, quero e preciso manter o máximo de distância possível dele.

— Eu não tenho tanto poder assim Tao. Eu? Uma garota burra e inútil trazer algo de bom à tona de um homem terrível? Sou um lixo que será bem usado de acordo com a mente de vocês e nada mais que isso Tao. - Abaixo os olhos.

— Não use “vocês”, eu não concordo com isso. - Retorce os lábios em desgosto. - Seja mais autoconfiante, tenha autoestima. - Ele apoia o indicador no meu queixo me fazendo olhá-lo. - Acredite em mim. Se realmente você derreter a camada de gelo que mantém congelado a verdadeira identidade de Chan... Ah! Adoraria conhecê-lo melhor. Mesmo sendo melhores amigos, ele não se abre muito, é sempre ao contrário. - Ri. - Irei deixá-la, durma um pouco. - Beija minha testa passivamente e se esvaí apagando a luz.

___________________ off.

   Enquanto os flashs da conversa com o bom médico perambulavam pela cabeça de Jihee o sono começou a sobrevir sobre a mesma, lento e sepulcral. Seus olhos se fecharam vagarosamente fazendo-a entrar em um sono arraigado. Matutar em cima das palavras de Tao não era a melhor opção para uma pessoa recentemente operada. Necessitava de um bom descanso. Tinha que estar preparada para a vida que teria a partir dali.

   O bom médico de figura paternal, assim que completou excepcionalmente sua tarefa foi encontrar o melhor amigo. O Marechal Chanyeol estava sentado debaixo de uma grande árvore um pouco exclusa do resto acampamento e, em suas mãos um copo de uísque e pedras de gelo boiando sobre o líquido marrom. A garrafa de vidro estava ao seu lado, caso a vontade de beber mais lhe sobreviesse. Após lamber os lábios tirando os resquícios da bebida que mais gostava avistou Tao vir em sua direção.

— Como você adora essa árvore. - Se senta debaixo da sombra. - Fica tão longe do acampamento. - A vista que tinham da grande árvore era toda a extensão do local. As construções e os soldados trabalhando sem parar.

— Pela sua cara ela não morreu. - Ri de leve. - Você fez um milagre. Achei que ela não sobreviveria.

— E por isso você está aqui, sozinho? Estava se preparando mentalmente para eu dar-lhe a notícia da morte dela? - Tao gargalha. - Não fiz um milagre, os anticorpos são muito evoluídos, e ela apresenta um leve teor de autocura. Não é à toa quando dizemos que os Ressonantes ainda não evoluíram por completo, isso é só o começo. A nova raça humana tende ser mais promissora que o Homo Sapiens, é triste, mas parece que nossa espécie está perto do fim, porém, tudo o que fizemos ficará marcado na Terra. Até hoje fomos à raça que mais conseguiu conquistas e progressos. - Ele respira fundo. - ___________________ é forte e determinada. Está sofrendo muito também e possui um ódio amargoso de vocês.

— Tao, não quero detalhes da personalidade dela com base na sua leitura. Quero saber seu quadro médico, ela poderá sair daqui a quantos dias? - “__________________? Esse é o nome dela?” pensou ele. Presumiu que os dois conversaram bastante visto que até o nome ele perguntou. Ele sempre foi assim, seu trabalho de salvar vidas era feito com muito carinho não importa quem fosse o paciente. A atenção que dá a eles causa nervoso no Marechal. Ele acha uma tremenda bobeira, acha desnecessário dá muito amor para quem você nem conhece.

— Nossa... Que grosso. - Ele sorri de lado. - Amanhã mesmo ela estará ótima. Você vai levá-la para lá? - Chan assente com a cabeça oferecendo um copo da bebida para o homem de jaleco branco ao lado que recusa espontaneamente.

— Claro! - Responde como se fosse óbvio. - A sede irá tratá-la melhor. Só ficamos nesse acampamento no período de recolha das crianças e a implantação do chip. Após esse período voltamos para a base sede. Todos os outros Ressonantes estão lá, então ela também tem que se juntar a eles. Só quero assisti-la progredir e quão bem conseguirá ir o treinamento. - Se levanta seguido de um espreguiço.

— Vai vê-la? - Tao pergunta vendo a disposição do amigo. - Ela está dormindo.

— Melhor ainda. Preciso fazer algo. Se não o fizer essa noite não durmo. - Tao estreita os olhos, curioso.

— Onde estão os outros três? - Questiona se referindo aos outros três Oficiais Generais.

— Dando pequenas instruções aos novos soldados. As crianças corresponderam bem à implantação do chip, agora são nossas. - Chanyeol coça o nariz rapidamente e começa a andar de volta para o acampamento. - Tchau, tchau.

— Me diga! - Exclama fazendo Chanyeol se virar para trás. - Esse mês eles irão adotar mais "esposas?" - O desgosto era claro no tom da voz.

— Com certeza. No meio daquelas crianças possuem meninas bem bonitas. JungKook com certeza vai pegar uma, ele nunca está satisfeito. Ano passado engravidou uma, mas a fez abortar. E bem, o chip tira a memória das crianças não os sentimentos. Pode entender como ela se sentiu. Na verdade muitas não se sentem mal, pois não lembram de nada. As memórias falsas as fazem pensar que nasceram aqui. Mas nós sabemos a verdade. De onde vieram e como se sentiriam se estivessem com as verdadeiras memórias. Posso ser um homem horrível, mas não um estuprador de garotinhas. Existem muitas mulheres por aí.

— Você é um mistério. Bom para algumas coisas, mau para outras. - Chanyeol somente ri se retirando dali.

= = =

  Os passos leves com os quais adentrou a sala hospitalar o fizeram parecer um pai que foi conferir se sua filha estava dormindo bem, e foi exatamente o que pensou. Fitando-a ali, tão frágil dormindo profundamente o fez sorrir minimamente. E então estava pronto. Torcendo para que você não despertasse, o Marechal se aproximou ainda mais, colocando na palma de sua mão uma pétala vermelha. Uma pétala vermelha que ele guardou, mas que não tinha conhecimento do mesmo. Mas aquele leve toque bastou. Bastou para que você acordasse do sono denso. Quando a vista focou, encontrou as costas esguias que conhecia bem. Reconheceu a pétala, pousada delicadamente na palma da mão. Uma pétala vermelha, como a rosa que Tae havia lhe dado de aniversário. Lembrou-se que o Marechal havia a massacrado com suas imensas mãos. Por que ele estava entregando a única coisa que sobrou dela? A visão de suas costas estava se esvaindo. Não poderia deixar que fosse embora. Não diante daquele ato inexplicável.

— Chanyeol! - O chama velozmente. Ele arregala os olhos, se vira para trás fitando-a numa expressão espantada.

— Olá... __________________. - O pronunciar de seu nome nos lábios dele fizeram-a estremecer. Perplexos, os dois se encaram, vivamente. 


Notas Finais


Próximo capítulo realmente vai demorar... Minhas provas gente ;-; mas depois estou livre UHULLL
Próximo cap Chanyeol vai explicar a história dos Ressonantes para vocês.
Vocês se shippam com o Chan ou com o Baek??

Kiss <3


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