História Chained (Imagine Duplo Chanyeol e Baekhyun - EXO) - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Black Pink, CL (Chaelin Lee), EXO, Got7, K.A.R.D, Monsta X, Seventeen, TWICE
Personagens B.M, Baekhyun, Chanyeol, D.O, G-Dragon, Hansol "Vernon" Chwe, J.Seph, Jackson, JB, Jennie, J-hope, Jihyo, Jimin, Jin, Jisoo, Jiwoo, Jiyeon, Jungkook, Jungyeon, Junhoe, Kai, Lay, Lee Chaelin "CL", Lisa, Lu Han, Mark, Min Hyuk, Momo, Nayeon, Rap Monster, Rosé, Sana, Sehun, Seungcheol "S.Coups", Show Nu, Somin, Suga, Suho, Tao, V, Xiumin, Yugyeom
Tags Ação, Baekhyun, Bts, Chanyeol, Distopia, Ditadura, Drama, Evolução Humana, Exo, Ficção Cientifica, Futurista, Imagine, Militarismo, Poder, Pós-cyberpunk, Rebeldes, Revolução, Romance, Sci-fi, Tecnologia
Visualizações 373
Palavras 4.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Shounen, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Woaaa! Voltei! Queria dizer que este capítulo é totalmente para as #TeamBaek já que 95% dele é entre a S/N e o menino Byun.

A capa é como eu imagino o Baek na fanfic, com a aparência de Lotto.

O prato está servido então podem se deliciar!

Capítulo 19 - Ato 19 - Aproximação.


Fanfic / Fanfiction Chained (Imagine Duplo Chanyeol e Baekhyun - EXO) - Capítulo 19 - Ato 19 - Aproximação.

{19}

O ambiente estava nem leve nem tenso. O silêncio se tornou um sutil acompanhante durante longos um minuto e meio. Mas, Baekhyun repentinamente o expulsou ao fazer uma indagação.

— O que foi isso? - Os olhos dele afrontavam os seus visceralmente. Ele não estava com raiva, ele estava confuso.

— Isso o quê? - Ironizou fingindo não saber. - Só estou sendo gentil com nosso mais novo membro. - Você respondeu, dando de ombros enquanto continuava a comer o café da manhã, ignorando o olhar invasivo e sério dele.

— Gentil? - A pergunta saiu como um sopro. - Por que eu não consigo acreditar? -Questionou deixando o ceticismo evidente. Baekhyun semicerrou os olhos se aproximando um pouco mais de você ao apoiar os cotovelos na mesa, entretanto sua postura desmanchou-se alguns segundos posteriores. O jovem suspirou fundo relaxando. - Bem obrigado, eu estava a ponto de dar um troço. Não estou acostumado a esse tipo de coisa.

— Ah tava na hora já. - Você riu ao vê-lo admitir. - Eu quero ajudá-lo, imaginei que estaria nervoso já que é bem solitário.

— Ajudar? Isso sim é muito difícil de acreditar, ninguém em sã consciência me ajudaria. - Riu sarcástico recostando as costas na cadeira. - Eu fui um idiota com você lembra? Você não tem motivos para fazer isso.  

— Ah! Isso é verdade, todo mundo te odeia, no entanto eu não sou como a maioria que oferece seu ódio logo de primeira. Eu gosto de ver as coisas de diversos ângulos antes de julgar. - Sorriu escancaradamente. - Bem acho que até algum tempo atrás você não reconheceria isso. Sim você foi cruel.

— É... Desculpe-me. De verdade. Acho que fui muito bárbaro em ter acabado com sua mão, naquela situação eu também acho que agiria do mesmo jeito ao ser confrontado por um idiota de manto vermelho. - Ele sorriu tímido.

O “acho que” encabulou-a. Apesar disso você ignorou as duas palavras ditas naturalmente. Mesmo que esteja evidente que sim, ele foi desumano, ainda era muito cedo para que ele reconhecesse isso. Você esperaria pacientemente pela certeza, se um dia ela viesse.

“É melhor um “acho que” do que um “não””

— Já te perdoei há muito tempo. Não sou de guardar rancor. - “Bem, parcialmente sim.” Agora era a sua vez de encará-lo profundamente nos olhos. - Não sei se é impressão minha, mas percebi que você está muito feliz. O que aconteceu? Claro se você quiser me contar. - Complementou rapidamente.

Baekhyun nem hesitou. Ele estava doido para compartilhar com alguém a sua felicidade, dizer o que o deixara tão animado e alegre como nunca fora em toda a sua vida e, quanto, a você, bem, ele simplesmente confiava em sua pessoa, mesmo não tendo provas em relação a isso. Ele somente sentia que poderia confiar em você. Não é um argumento convincente porque nós sempre nos enganamos, porém no momento ele não estava ligando para este fato.

— Ah, não é um equívoco seu. Eu realmente estou de bom humor. Estou me sentindo realizado eu lutei por isso desde criança e finalmente o consegui, logo hoje numa despedida... - E então ele sorriu todo abobado ficando ereto e começando a comer à medida que olhava para o além, perdido em seus pensamentos. - Eu e meu pai não nos dávamos muito bem, por isso eu fazia de tudo para ganhar a aceitação dele, mas antes de vir para cá depois de tanta persistência e usando vários meios eu finalmente consegui esse reconhecimento. A gente se acertou. Não vejo a hora de podermos conviver como pai e filho como eu sempre sonhei e imaginei todas as noites antes de dormir.

Você ficou tocada com a cena que via. Parecia ser outra pessoa, no entanto, só se tratava do verdadeiro Baekhyun.

— Você e seu pai não se davam bem? - Você questionou internamente atônita, porém externamente agindo com naturalidade após um gole de leite descer por sua garganta. Nunca se passara pela sua cabeça tal possibilidade embora já tivesse reparado uma certa frieza entre os dois, uma falta de comunicação, de apreço, distância.

— Não mesmo, ele sempre me odiou. Na verdade, nem com a minha mãe eu tenho uma boa relação. Ela me trata como seu eu nem existisse, como um fantasma que vagueia pela mansão assombrando-a. Nunca tivemos um contato se quer, somente na hora das refeições. Era difícil uma criança querer abraçar sua mãe, porém não poder sendo que ela estava bem ali ao seu lado, pois simplesmente ela não gostava disso. Roger, meu robô, foi quem me criou. Ele fazia todo o papel de Jiyeon só que é muito diferente de uma mãe de verdade. Eu sentia falta de calor humano. - O garoto abaixou os olhos, tristonho lembrando-se de seu passado trancafiado na mansão longe de tudo e de todos.

— Ah... Que horrível. Pode não parecer, mas isso deixa traumas. Desculpe-me, não queria te fazer lembrar disso. - Você lançou-lhe um olhar confortador, o rapaz sorriu em resposta. - No meu caso eu perdi minha mãe muito nova... Apesar de viver na pobreza ela e meu pai eram excelentes. Eu era a pessoa mais feliz do mundo. Eu não tinha tanta luxúria como você, mas eu tinha tanto amor que fazia o restante das coisas serem apenas problemas suportáveis nos quais sempre dávamos um jeito.

— Você morava num vilarejo, não é?

— Sim. Um dos vários vilarejos desérticos espalhados pelo país. Você vê areia e mais areia, ossos de humanos e animais, barracas construídas precariamente, cheiro ruim o tempo todo, comida escassa... É horrível. O inverno sempre é pior, muitos morrem de frio.

Baekhyun nem mesmo tinha conhecimento de tais coisas sobre seu próprio país. Ele sabia muito bem que os vilarejos no interior do país eram pobres, mas não de uma forma tão crítica e extrema. O pesar e o sentimento que os seus olhos passaram a ter atingiram-no de uma forma nunca anteriormente.

— E... Os militares... Como é quando eles vão lá? - Baekhyun mudou de posição mostrando-se pronto para ouvir a verdade antes nunca conhecida inteiramente por ele.

É desesperador. Você não sabe se vai ser pego ou se vai conseguir escapar mais uma vez. Não sabe se vai ser levado e deixar sua família para trás e nunca mais vê-la. Geralmente sabemos os dias certos, mas quando escutamos o barulho dos camburões... - Você umedece os lábios passando a língua sobre eles. - Sentimos-nos encurralados. Paramos de fazer tudo o que fazemos para nos esconder, gritamos, muitos levam tiros, você nem imagina a dor de ver um ente querido seu caído no chão enquanto toda a sua vida o abandona a cada gota de sangue que sai de seu corpo. Nós já nascemos carregando esse medo, pois sabemos que estamos fadados a isso. Já sabemos nosso destino antes mesmo de nascer...

— Eu nunca parei para pensar nisso. - Ele admitiu enquanto encarava seus dedos. - Estive no lado bom da coisa, no apogeu, mas mesmo assim eu não tenho uma vida feliz. Eu só fazia o que via os outros fazerem, como tudo é desde a implantação da ditadura. E eu sei por que eu fazia isso. Eu era tão obstinado a conseguir a atenção de meu pai e mostrá-lo que eu era capaz, que isso acabou me cegando. Eu era tão obcecado que fazia tudo para ele, mas nem sequer parava para pensar sobre meus atos, em como eu me sentia em relação a isso. Eu tinha o único objetivo que era conquistar a amizade, o amor dele. - Baek olhava para um ponto fixo refletindo alto até demais. - Agora, que eu consegui este feito milagroso eu estou me vendo sem nenhum objetivo, como se eu não tivesse mais com o que me ocupar. Eu vivia para chamar a atenção de meu pai e agora que eu conquistei isso e estou de cabeça vazia eu estou começando a reparar em outras coisas.

— Hum... Interessante. - Você sorriu, contido. Ele estava começando a ter consciência, a analisar melhor. “Ora, ora... Parece que estamos tendo um progresso muito significativo, não é mesmo Baekhyun?” - Então... Que conclusões você tira disso? O que você quer agora? - Defrontou-o. A energia que você emanava e a sensação de ter os seus olhos sobre o corpo dele praticamente obrigaram o jovem Byun a levantar sua cabeça e a olhá-la também.

— Eu não sei... Preciso pensar. - Ele concluiu depois de cinco segundos. - Não estou pensando em me voltar contra meu pai agora que ficamos próximos. Eu não sei se estou satisfeito com a ditadura ou se eu a abomino.

— Tudo bem. - Afirmou nem um pouco desapontada pela resposta, pois você esperava esse dualismo vindo dele, entretanto, logo ele desceria de cima do muro e ficaria num dos dois lados. “Não acho que seja impossível e sim complicado. Porém eu vou fazê-lo se juntar a nós. Agora que vi um pequeno indício de uma pessoa diferente, uma pessoa boa, eu estou imensamente disposta a explorá-lo. Vou trazer o que há de melhor em você, Baekhyun. Se depender de mim, nunca mais ficará sozinho.” - No entanto, você está novamente pensando primeiramente em agradar seu pai e se esquecendo de pôr acima disto a sua posição, sua opinião em relação a isso. Procure ler você mesmo em vez das pessoas. Faça daquele ditado “o feitiço se voltou contra o feiticeiro” o seu aliado, nessa circunstância ele é um formidável cúmplice. Você consegue saber o que as pessoas sentem e deduzir o que elas pensam por conta do seu poder de Ressonante, mas você nem mesmo se conhece. Você não tem vida se não conhece suas próprias vontades. Use seu poder contra si mesmo e descubra quem você é e o que quer, porque infelizmente ninguém pode realizar este trabalho em seu lugar. E você verá, mais tarde, a quantidade de méritos que conquistará. Um deles é se sentir bem com você mesmo.

E quando caiu em si após o jorro de encorajamento, você estava com seu tronco elevado para frente e seu indicador tocando o peito do rapaz como uma tênue menção ao interior dele.

Sendo assim, o tempo congelou por segundos, ou quem sabe para vocês, décadas.

Uma brisa gélida os banhou severamente e apesar do leve arrepio os dois continuaram do mesmo modo. Imóveis, silenciosos, curiosos, chocados. Continuaram sendo observadores leais um do outro por um tempo incontável porque estavam pensando longe.

Ele nunca havia ouvido palavras tão bem seletivas e tão bem motivadoras em toda sua vida. Agora ele sabia como era essa sensação. De ter alguém ao seu lado que acredita em você, nos seus talentos, na sua capacidade.

Os olhos castanhos e puxados dele arderam e imploraram miseravelmente e incansavelmente para deixar umas gotas de água de emoção acortinarem as bochechas de Baekhyun durante alguns segundos.

Mas ele não as mostrou sua piedade. Ele as minguou fazendo-as se extinguirem gradativamente.

“Ela não me vê como um caso perdido. Mesmo depois de tudo ela crê em mim, algo que nem mesmo meus pais fizeram.”

Baekhyun se calou, pois não sabia o que dizer por que simplesmente não havia o que falar. Só a sua quietude e o sorriso leve já o faziam um livro aberto. Não precisava de palavras.

E quando sua boca estava prestes a dizer algumas palavras, ele as deglutiu para si mesmo, pois não era necessário palavras. Você estava certa, ele sabia. Você conseguia fazer as pessoas refletirem sobre si mesmas, sobre seus atos e sobre suas verdadeiras vontades. Você parecia entender o outro e o fazia persuadi-lo contra si mesmo.

“Você é danada, ____________________.”

Sendo o encantamento quebrado, os dois voltaram a suas posições iniciais. Acanhados, o silêncio voltou a acompanhar os dois até que terminassem suas refeições. A garota, vulgo você, sorria internamente ciente de que aquilo mexeria com ele e que a sua desconfiança virara certeza.

“Ele realmente tem problemas... Essa obsessividade em relação ao seu pai é um forte motivo para ele ser assim.”

Quando terminaram, ambos os corpos prostraram-se de pé, você, portanto, decidiu abrir uma porta para uma nova conversa.

— Sabe qual é a sua turma?

Ele negou com a cabeça, enérgico enquanto pegava a sua bandeja e juntamente a dele, as jogou dentro de um orifício metálico e quadrado de um cano grosso de um metro que se estendia do chão.

— Você pode olhar na pulseira... Ah! - Exclamou após lembrar-se de que ele não a possuía. - Você não tem, vamos perguntar ao Jimin então.

Ao mesmo tempo a menina lembrou-se instantaneamente que deveria falar com o General de Divisão sobre a Vanguarda. Jimin era um ótimo aliado para o grupo rebelde por ter informações valiosas pelo contato direto com o Exército.

Ambos saíram, mas não houveram de procurar o General de Divisão, pois há alguns metros de distância ele estava parado como se montasse guarda. Seu corpo estava ereto e firme no meio do grande pátio enquanto desfrutava de um cigarro. Você tomou à frente dando passadas largas, entretanto antes mesmo de chegar até o homem, ele percebera a sua presença.

— Estou esperando você, preciso lhe apresentar cada canto da sua nova morada. - Ele se pronunciou ignorando a menina e olhando fixamente para Baek que se encontrava a alguns passos atrás. A neblina cinza e espessa escoava para fora de sua boca se dissipando no ar.

— Não precisa disso. Eu mostro a ele, só queríamos saber a turma em que ele está. - Interrompeu você se pondo na linha de visão de Jimin que o ligava a Baekhyun o forçando a olhá-la. Depois de um tempo, ele deu seu veredicto.

— Tudo bem, assim eu poupo meu tempo. Ele está na mesma turma que a sua e vocês tem aula de inglês agora. Mas como você é nova e as aulas já estão bem avançadas, terá de ter umas aulinhas com sua treinadora virtual.

— Certo. Obrigada, senhor. - Disse acenando com a cabeça. Você deu as costas guiando-se até a Ala de Lazer. - Estamos na mesma turma. Que ótimo.

— Onde estamos indo? - Ele questionou perdido enquanto olhava a 360º.

— Ala de Lazer, você o escutou preciso aprender inglês e bem rápido. Bom, você pode ir para a sala de aula já que não é um leigo na língua. - Você riu ao vê-lo dá uma corridinha para alcançá-la.

— E sentir as pessoas me olhando, me repugnando, pensando nas piores coisas e querendo ou tentando me matar durante toda a aula? - Ele arqueou as sobrancelhas, divertido. - Não, obrigado, mas essa eu passo. - Vou ficar com você, é a única que eu conheço aqui.

— Se depender de mim seu círculo de amigos ainda vai crescer bastante.

Os dois riram cúmplices e seguiram daquele jeito para o local a qual queriam ir. Ao chegar lá vocês pararam na sombra grande de uma árvore muito bonita com um verde gritante dando cor à suas folhas.

— Bem... Segundo Shownu eu preciso apertar um dos botões da pulseira para ativar o meu treinador virtual... - Você analisava a pulseira minuciosamente e o rapaz também a acompanhava curiosamente. - Acho que é o vermelho. - Pressionou firme e soltou o botão diminuto e roliço.

Imprevistamente, um holograma se abriu sobre a pulseira. Era uma tela escrita “Sistema de Treinador Virtual.” Uma voz feminina e mecânica começou a soar.

“— Seja bem-vinda ao Sistema de Treinador Virtual querida ___________________. Aqui você poderá escolher as características de seu treinador pessoal. Vamos começar?”.

Você trocou dois olhares curiosos com Baekhyun antes de responder um sim fraco.

“— Primeiro escolha o sexo.” - A tela mudou e você clicou na imagem do símbolo feminino em rosa. “- Aqui tem diversas características físicas, você pode escolhê-las. Se preferir fazer à imagem de uma pessoa que você gosta como um clone é só me mostrar uma foto da mesma e um áudio de sua voz.” - Contraiu as sobrancelhas, um pouco surpresa. Caso não soubesse que Tae está vivo, provavelmente o clonaria. Mesmo se tratando de uma ilusão e não do de verdade isso a ajudaria um pouco na dor. Entretanto, você teve uma ideia. Você faria um clone de sua mãe. Ainda pensando a respeito, tirou do bolso vagarosamente uma foto antiga e pequena de sua mãe que se encontrava dentro de um círculo oval enferrujado.

— É a sua mãe? - Baekhyun passou a encarar cravejadamente a foto reparando nas semelhanças entre as duas.

— Sim. - Confirmou levando a foto a altura da tela. Um lazer azul passou três vezes sobre a foto fazendo um scanner dela. Logo a garota dos fios enegrecidos viu a foto de sua mãe dentro do holograma de tela.

“— Por último escolha as características emocionais, seus gostos e personalidades.

Efetuada a escolha, uma silhueta foi ganhando forma enquanto se formava no ar até se tornar uma pessoa. Você deu uns passos para trás atordoada com a colossal semelhança. Parecia estar vendo sua mãe mesmo, como se ela nunca tivesse morrido e sim estado com você durante todo esse tempo e só decidiu mostrar-se agora.

— Olá _________________. - Falou, e o torpor foi quebrado instantaneamente, porque o tom de voz era completamente diferente.

— Olá, Jihyo. - Respondeu, timidamente. Baekhyun estava bem ao seu lado imóvel e calado, apenas observando a cena. Nem dava ao menos para ouvir sua respiração.

— Fico feliz que tenha me feito à base de sua mãe. Vou me esforçar para me parecer com ela.

— Não. Não precisa. Só seja você mesma treinadora. - Sorriu complacente. - Podemos começar com as aulas de inglês.

— E eu posso ajudar. - Baek estendeu a mão como se estivesse se candidatando com um largo sorriso nos lábios. - Fui praticamente alfabetizado em inglês.

= = =

— Só estávamos esperando você, acabou de mostrar a Cidade para o garoto?

Indagou o Marechal Chanyeol enquanto se servia de um copo de uísque ao ver a porta se abrir e dela sair o General de Divisão. Os Quatros Oficiais Generais agora estavam reunidos numa sala privada de diversões onde os militares desfrutam de seu tempo livre – coisa que raramente possuem – todos ficaram cada um no seu canto durante quinze minutos esperando Jimin. O espaço era relativamente grande e largo e nele continha um frigobar, alguns armários com comida, tevês, computadores, sofás, jogos e colchões. As paredes eram texturizadas e de cor azul-marinho.

— Por que estamos nos reunindo tão casualmente? Nem amigos nós somos. - Gracejou Jongin enquanto comia um saco de doces deitado no sofá preto de couro da direita.

— Ah, não precisei ter esse trabalho todo, ___________________ se ofereceu no meu lugar. - Ele riu. - Ela e Baekhyun parecem melhores amigos, até tomaram café da manhã juntos e agora estão perambulando juntos por aí. Eu sinceramente, não entendi. Que maluquice esses dois sendo tão simpáticos um com o outro. - Jimin respondeu, mas interiormente pensava que a sua aproximação para com o jovem Byun fosse apenas parte de um plano já que ele sabia que a mesma almejava extinguir o regime totalitário.

O Marechal franziu o cenho diante da afirmação de Jimin. Portanto se sentiu confuso e com um pouco de ciúmes, é claro. Entretanto, não se incomodou muito, pois tinha uma pequena suspeita de que isso faz parte de algum movimento da Vanguarda.

Eu tenho certeza que aquele cara do baile é da Vanguarda Libertista. Ele a convocou para se unir a causa rebelde. Nada me tira da cabeça o fato deles se conhecerem bem antes de ___________________ ser levada pelo sistema de crianças-soldado.

— Enfim, enquanto a você Jongin, eu escolhi esse local porque precisamos nos reunir em um local diferente de vez em quando, mesmo que seja para tratar de assuntos sérios. Estou fatigado daquela sala de reuniões padronizada. Fazemos tudo muito formalmente. - Explicou Chanyeol.

— Já sabemos que você é um Ditador temporário. - Jungkook se pronunciou desinteressado. - Francamente, Seokjin confia demais em você. Deveria ser eu. Eu levaria este país a outro nível.

Chanyeol simplesmente fingiu não ter ouvido a última parte.

— Quero dizer que temos que urgentemente procurar por pistas da Vanguarda Libertista. É uma emergência. - O Marechal encarou severamente todos ali, um por um. - Agora que eles não têm como atacar a família real eu suponho que irão fazer outros tipos de demonstrações rebeldes, porém ainda assim tenho minhas dúvidas. Para mim eles são um grupo direto, sem rodeios, que planejam tudo para o último tiro mortal. Não parecem do tipo que ficam perdendo seu tempo causando pequenos reboliços por aí. Ou seja, o objetivo deles é matar Baekhyun e Seokjin então eles só focarão nisso.

— Como você tem certeza que o objetivo deles é matar o Ditador e o sucessor dele? - Questionou JungKook, incisivo.

— Oras! Para acabar com a ditadura a pessoa que a comanda precisa morrer. Todos os grupos rebeldes tem esse objetivo, mas Chanyeol quis dizer que é bem capaz deles não agirem fazendo algumas badernas por aí, e sim, no momento certo, esquematizando minuciosamente, acabarem com Seokjin e seu filho ao mesmo tempo numa única tacada. - Disse Jimin, tomando a voz.

— Exatamente. Se eles ficarem parados não teremos pistas, sem pistas, sem modos de chegar até eles, não chegando até eles, não vamos conseguir prendê-los, não conseguindo isso, a família Ditatorial não voltará para seu país. - Disse o Marechal andando de um lado para o outro.

— Vamos atraí-los, os forçarem a agir. - Jongin comentou. - Eu quero mais que tudo acabar com aqueles que perturbam a paz da Coreia do Norte.

— Então não será uma tarefa fácil. Se eles não se movimentarem e ficarem planejando a morte de Baek e Seokjin às escondidas, na penumbra, ficaremos impossibilitados. Nunca descobriremos quem são, podem se tornar um mistério ou até uma lenda. - JungKook falou pensativo revisando tudo enquanto mirava um ponto fixo na parede.

— Alguém muito inteligente está por trás disso tudo... Quem sabe um dos amigos do Ditador, alguns que estão em seu poderoso círculo. Eles podem querer acabar com Seokjin por motivos e interesses pessoais. Os Libertistas possuem tecnologia, tem um cérebro, possuem força. O líder não é um cidadão comum. Sobre isso é impossível ter incerteza. - Jongin concluiu.

— Precisamos abrir uma investigação para todos os amigos pessoais, pessoas influentes, parceiros e donos de empresas vinculados ao Ditador.  Quero estar a um passo na frente deles. - Chanyeol concluiu. - Ah, e devemos pensar em algo para atraí-los. Uma situação armada, mas sem fazê-los desconfiar que se trata de uma emboscada. - Ele se voltou para uma geladeira abrindo-a.

"Somente para armar uma situação perfeita e para fazê-los matar Baekhyun e no fim eu apreendê-los. Se eu investigar ___________________ eu posso descobrir quem são eles caso eu não esteja enganado sobre ela ser uma recém Libertista. Essa sua repentina proximidade com o Byun poderia fazer parte do plano da Vanguarda? Fazê-lo confiar nela e ela o matar? Se sim, como eles estão se comunicando?"

— Pode deixar que eu organizarei tudo. - Jongin comentou se levantando. - Ninguém mais que eu quer ver todos essas caras detonados. - E repetiu novamente, mostrando sua admiração pelo seu país e pelo seu governo.

— Qualquer notícia, ideia, suspeita e novas informações vocês podem me contar. Agora que sou o Ditador preciso resolver muitas coisas. Licença e obrigado a todos.

E ele saiu carregando consigo a garrafa de uísque que acabara de pegar na geladeira. Chanyeol gostava de trabalhar degustando de uma boa bebida, isso era seu clássico. Desde que se tornou Marechal que passara a ter esse hábito.

= = =

Você, Baekhyun e Jihyo continuaram com a aula de inglês até o sinal do fim da aula coincidindo com a dos outros Ressonantes.

O momento foi divertido. Jihyo era como uma pessoa de verdade e você viu nela uma nova amiga, uma confidente, na verdade. Baekhyun se entregou inteiramente e parecia já estar habituado àquilo. Você esgueirava às vezes seu olhar na direção do rapaz e ficava muito feliz escondendo um risinho quando o via sorrir e se divertir daquele jeito enquanto você errava a pronúncia de algumas palavras.

— Por que você está com essa cara de boba? - Ele questionou. Seu rosto e sua voz estavam completamente diferentes do habitual. Um ar animado e de alto astral parecia circundá-lo, essa era a impressão que você tinha.

— Você. Você estava sorrindo e rindo. É uma imagem diferente e muito contrária à que todos viram quando você aparecia em público. - Você tocou na bochecha quente, rosada e macia dele. - Todos merecem contemplar a beleza desse sorriso. De verdade. - Falou convicta ao mesmo tempo em que olhava em seus profundos olhos onde enxergava seu próprio reflexo.

Estava realmente começando a gostar dele, principalmente da sua companhia. Nem conversaram muito, mas você sentia isso com muita intensidade.

"E pensar que eu cheguei a odiá-lo. Sei que ele tem culpa pelas coisas ruins e merece pagar por tudo, mas e se ele mudasse?"

Baekhyun se sentiu nas nuvens. Estava sendo elogiado sinceramente por alguém. Ele ficou envergonhado, mas acabou sorrindo para sua pessoa.

"Não sei se ela pretende alguma coisa fazendo isso, mas eu gostei e tenho certeza que foi franca."

— Obrigado. Bem, sabe que aula nós temos agora?

— Eu vi na planilha que agora teremos treinamento de poder com uma tal de LE... Acho que é isso.

— Treinamento de poder? Acho que vou ficar de fora dessa. Eu não posso participar da defesa nem do ataque. Meu poder é psíquico, ler sentimentos não ajuda em nada. Vou acabar ficando sentado só assistindo a tudo. - Ele riu, desanimado.

— Bom, vamos deixar que a nossa professora nos diga isso! E agora você não pode escapar. Vai ter que se juntar a todos. Vamos!

E você saiu do local puxando-o pela mão enquanto Jihyo acompanhava-os.

= = =

Quando chegaram ao pátio após beberem água e irem ao banheiro, todos os Ressonantes da turma já estavam no recinto esperando LE. A maioria estava sentada no gramado conversando normalmente e de longe avistaram ______________________ e Baekhyun conversando normalmente caminhando em direção à reunião de adolescentes. Quando estavam se aproximando Baekhyun parou decidindo ficar longe dos demais, entretanto, você o puxou junto fazendo-o se misturar na aglomeração de Ressonantes. Rosé, Jackson, Sana, Suho, Jisoo, Sehun, Momo, Junhoe, D.O, Yoongi e Nayeon encaravam você em confusão, no entanto não arriscaram se aproximar.

Os demais olhavam com ódio para Baekhyun. Jaebum estava recôndito perto da Ala de Banhos e também encarava com desgosto a cena de vocês dois lado a lado.

— Você não é digna de estar aqui! Está se mostrando amiga do inimigo! Vocês não quase se mataram?! - Hyungwon se aproximou dos dois fervendo de ódio. Seus punhos estavam cerrados.

Você continuou puxando papo com Baekhyun que havia parado a conversa com a aproximação repentina do homem. Você fingiu não o perceber e o ignorou completamente. Nem ao menos mirou seus olhos nele.

— Agora vai ficar me ignorando como se eu não existisse?! - Ele gritou levando a mão dele ao seu rosto, entretanto antes de chegar ao seu destino, a mão do jovem Byun a estagnou no ar.

— Não toque nela. - Ele disse calmo e cortante, Hyungwon veementemente e desajeitadamente escapou do toque de Baekhyun.

— Quem você pensa que é para me tocar seu merda?! Eu vou te matar! - E partiu para cima do menor.

Antes que o pior se sucedesse, LE apareceu no local gritando um “parem” em alto e bom som. A mulher era alta, bem maquiada, usava um macacão justo e cinza e seu cabelo castanho mel estava ajeitado num rabo de cavalo longo e extramente liso até a bunda.

— O que está acontecendo aqui? - Aproximou-se dos dois intercalando seus olhares entre um e outro aguardando uma resposta.

— Nada. Foi apenas um mal entendido. - Disse Baek.

— Não aceito esse tipo de coisa na minha aula, espero que eu não veja essa cena novamente. Bem, vocês dois são novos não é? Quais são os poderes de vocês? -Perguntou, agora olhando para Baek e você.

— Eu tenho algo como bolas de fogo com eletricidade, mas não sei ativá-las.

— Meus poderes são psíquicos. Eu sei ler os sentimentos e prever supostamente os pensamentos de alguém, enfim, eu não faço nada de grande utilidade em campo de batalha. Eu posso sentar ali e...

LE gargalhou alto durante alguns segundos.

— Você está muito equivocado querido ditadorzinho. Seu poder é de classe S e esta não é a verdadeira forma dele. Seu verdadeiro poder e ler pensamentos, invadir a mente das pessoas fazendo o que quiser e ainda manipular elas e prever seus movimentos. Se tivesse treinado desde criança você estaria nesse patamar agora. Tipos de Ressonante como o seu são raríssimos e as nações que possuem pelo menos um desses conseguem feitos maravilhosos nas guerras e principalmente em invasões, eles se tornam uma potência. Você é um tesouro garoto. - Ela disse apoiando uma mão em seu ombro direito.

E todos olharam com ainda mais ódio para o jovem garoto. 


Notas Finais


Nada a declarar! Hehehehe

A LE da fanfic é a mesma do EXID

Até o próximo! <3


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