História Chains (Taehyung e Yoongi Imagine) - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Visualizações 30
Palavras 2.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem e que estejam gostando.

Capítulo 26 - Capítulo Vinte e Seis


Fanfic / Fanfiction Chains (Taehyung e Yoongi Imagine) - Capítulo 26 - Capítulo Vinte e Seis

Eu esqueci como se andava, como se respirava e como fazia com que o cérebro funcionasse normalmente. Senti as mãos de Taehyung apertarem com mais força meu ombro e ele se encaminhar para o meu lado, colocando seu rosto em minha frente e movendo os lábios, provavelmente falando algo para mim. Mas eu desviei os olhos para Yoongi que ainda me encarava com uma expressão que não revelava nada a não ser indiferença. Era a segunda vez que eu experimentava aquele comportamento dele e ambas envolviam Taehyung. Porém seu olhar era muito mais gélido do que quando se encontrou com ele no corredor do meu prédio.

– (S/n), pelo amor de Deus, você está me assustando. – Consegui distinguir a voz de Taehyung por cima do zumbido que cercava os meus ouvidos e desviei meus olhos para ele. Seu rosto estava realmente preocupado e uma de suas mãos ainda segurava em meu ombro. Ele não parecia notar que Yoongi estava lá.

– Porque entrou? – Falei em um sussurro. Taehyung ficou confuso e aprumou o corpo. Lançou um olhar para o corredor de onde tinha vindo, para o lado oposto que Yoongi estava ainda nos encarando, e depois voltou a me olhar.

– Fiquei preocupado com você. – Ele falou em um tom baixo. Eu não sabia o que fazer. Queria pedir que ele fosse embora, mas só então meu cérebro me lembrou porque eu estava lá. Não era por Yoongi ou por Taehyung, era por Dak-ho e Somin, por isso sussurrei qualquer coisa para Taehyung pedindo que ele não me seguisse e me encaminhei apressada para onde Yoongi e Dak-ho estavam. Este último não tinha notado a minha presença, mas o primeiro não desviou os olhos gélidos de mim.

– Dak, - Falei em um sussurro me agachando na frente dele. – Você está bem? O que está acontecendo com Somin? – Envolvi suas mãos nas minhas e o corpo inclinado dele se recostou no assento quando Yoongi retirou seu braço de seus ombros. O olhar dele era triste e eu não sabia se era a iluminação do corredor, mas ele estava completamente pálido.

– Vou pegar um café para você. – Yoongi, que já não me olhava e que tinha a mandíbula fincada com firmeza, falou com Dak-ho, que apenas concordou com a cabeça. Yoongi se levantou sem me dirigir um olhar ou uma palavra e eu o acompanhei com os olhos, segurando para não ir atrás dele e tentar me explicar. Ele seguiu pelo lado do corredor onde eu tinha acabado de passar e vi quando seu corpo se endureceu inteiro ao passar ao lado de Taehyung, que tinha ficado parado no mesmo local em que eu o tinha deixado, só agora notando Yoongi. Embora Yoongi estivesse de costas para mim eu sabia que eles estavam se encarando, porque Taehyung o acompanhou com o olhar até que o outro passasse por ele.

– Somin se sentiu indisposta durante o dia, mas só me ligou agora a noite, eu estava de plantão. – Dak-ho começou a falar e eu voltei minha atenção para ele, me levantando e sentando no lugar que antes tinha sido ocupado por Yoongi. Dak-ho realmente estava vestindo roupas completamente brancas, provavelmente sinal de que não tinha se trocado desde que a confusão começara. – Quando cheguei em casa ela estava péssima, a trouxe para o hospital o mais rápido possível. Ela está com pressão alta, não sei o que está acontecendo além disso, os outros médicos não deixaram eu entrar. Disseram que estou muito transtornado. – Ele começou a elevar a voz e eu envolvi seu ombro com o braço. – O que adianta ser a merda de um médico e trabalhar nessa porcaria de hospital se eu não posso acompanhar minha mulher quando ela mais precisa de mim?

– Dak. – Sussurrei seu nome enquanto apertava seu ombro com força. Ele respirou pesado e fechou os olhos. – Calma! Eles fizeram a coisa certa. – Aumentei um pouco a voz quando percebi que ele estava tentando se acalmar. – É um ótimo hospital e eles sabem o que estão fazendo. Você ajudaria muito pouco transtornado desse jeito. – Uma expressão derrotada surgiu em seu rosto e uma lágrima desceu de seu olho. – Não fica assim, eu tenho certeza que eles vão fazer tudo certo.

– E se o bebê não nascer, (S/n)? E se Somin... – Ele não aguentou terminar a frase e se rompeu em lágrimas. Eu obviamente não sabia nada sobre medicina e imaginava que o desespero de Dak-ho poderia ser por um dos dois motivos: ou a coisa era realmente séria e eu também deveria estar desesperada como ele ou o desespero de Dak-ho estava o impedindo de pensar racionalmente, afinal, aquela não era mais uma paciente, era sua mulher, além disso ele não era um obstetra, mas um clínico geral.

– O bebê vai nascer bem e saudável e Somin vai sair faladeira que só dessa. – Eu o abracei e ele deixou-se ficar em meus braços, escorando a cabeça no meu ombro e chorando ainda mais. – Não fica assim, Dak. Você vai ver, vai dar tudo certo!

Ele não respondeu nada, apenas continuou daquela forma. Eu não sabia como consolá-lo e desejei que Yoongi estivesse ali com o amigo. Ele estava muito mais tranquilo enquanto ele o envolvia. Mas eu não sabia se eu aguentaria ficar perto dele, na verdade tinha certeza que ele não queria estar perto de mim naquele momento. Olhei por cima do ombro de Dak-ho e Taehyung tinha movido de lugar, agora estava escorado na parede, ainda longe de mim, a meio caminho da porta do corredor e de onde eu estava. Yoongi surgiu no fim do corredor, carregando dois copos de café na mão e com a mesma expressão fria em seu rosto. Passou por Taehyung sem lhe lançar qualquer olhar, mas em oposição seus olhos me fitavam tão abertamente que pareciam estacas de gelo me perpassando.

– Tome um café, Dak. – A voz grossa e baixa de Yoongi falou assim que chegou próximo a nós. Ele me lançou um último olhar cortante antes de ter sua atenção voltada para o amigo, que se desvencilhou de meus braços e se recostou na cadeira, respirando fundo e fungando em seguida para parar o choro. Yoongi lhe entregou o café e Dak-ho soltou outra lufada de ar, repousando o copo em sua coxa. Yoongi enfiou a mão no bolso da jaqueta que usava e que agora estava abarrotada de guardanapos, tirando um e se abaixando para limpar o rosto do amigo. Depois que Dak-ho se controlou um pouco e passou a ele próprio limpar o rosto, Yoongi se levantou e se postou do outro lado do amigo, olhando para a parede oposta do corredor e levando o outro café até os lábios, enquanto deixava uma mão escorada no ombro de Dak-ho que parecia completamente alheio ao comportamento tenso que nos rondava. Eu levantei meus olhos para ele, mas ele não me olhava, embora imaginasse que soubesse que eu o encarava.

Dak-ho deu alguns goles no café, olhando para uma das portas logo à frente e quando um médico saiu por elas ele se levantou em um sobressalto e correu até ele. Yoongi fez menção de ir atrás, mas o médico parou próximo a nós e começou a conversar com Dak-ho. Não conseguíamos ouvir o que estava acontecendo, mas nenhum de nós dois se aproximou. Voltei a olhar para Yoongi e ele me lançou um olhar breve, mas ainda tão frio quanto os anteriores.

– Yoongi... – Eu sussurrei e ele se desencostou da parede e foi em direção a Dak-ho. Suspirei cansada e me recostei na cadeira. Eu queria chorar. Chorar porque eu não tinha ideia do que estava acontecendo com Somin, chorar porque Dak-ho estava tão desesperado, chorar por estar apreensiva com o bebê, chorar porque Yoongi estava daquela forma, chorar porque Taehyung ainda continuava escorado na parede me olhando a distância e chorar porque eu sabia que ao menos daquela vez tudo era um grande mal-entendido.

Alguns minutos se passaram e Dak-ho voltou para perto de mim, me explicando que Somin e o bebê não corriam tanto risco, mas ainda assim deveríamos ficar preocupados. Ele parecia mais aliviado, embora seu rosto ainda demonstrasse preocupação tamanha que ele não conseguia parar quieto, andando de um lado para o outro. Yoongi, embora tivesse um lugar vago ao meu lado, se encostou na parede oposta e continuou bebericando o café enquanto a outra mão estava afundada no bolso da calça. De vez em quando, quando me lançava um olhar, logo em seguida olhava para onde Taehyung estava e meu coração se apertava só de imaginar o que ele poderia estar imaginando. Só então me lembrei de como estava vestida. Usava um vestido quase de festa e um salto alto, enquanto Taehyung estava igualmente bem vestido. Ele não acreditaria que aquilo não era um jantar romântico e mesmo que eu tentasse me explicar falando a verdade, a verdade era: eu não estava jantando com Taehyung, eu estava jantando com Taehyung e os pais dele. Com certeza isso iria melhorar muito!

Depois de um tempo, tempo esse em que Dak-ho provavelmente cavou um buraco por onde ele andava incessantemente, Yoongi falou que iria novamente até a cafeteria. Dak-ho concordou e o outro saiu sem me dirigir a palavra. Eu ponderei um pouco. Dak-ho ainda continuava inquieto, mas a conversa com o outro médico o tranquilizara um pouco. Eu precisava falar com Yoongi o mais urgentemente e não imaginava que seria uma péssima amiga se voltasse minha atenção um pouco para aquela situação que não era a de Somin. Me levantei meio receosa e me aproximei de Dak-ho, falando que também iria na cafeteria a não ser que ele precisasse de mim, mas ele me respondeu veementemente que estava tudo bem, que eu não precisava me preocupar. Falei para ele me ligar se precisasse de mim, mas que voltaria imediatamente. Quase corri pelo corredor, passando por Taehyung sem lhe dirigir qualquer palavra e vendo a expressão desolada em seu rosto. Eu não poderia perder tempo com ele. Ele já tinha me colocado em confusão suficiente. Me confundi um pouco com os corredores, mas cheguei até a cafeteria no exato momento em que Yoongi tinha chegado ao balcão. Corri até ele.

– Yoongi. – Minha voz saiu falha e incerta e ele apenas virou seu rosto para mim, tirando as mãos do bolso e em uma delas segurando a carteira. Seu olhar era o mesmo desde o primeiro instante que viu Taehyung no corredor.

– Você está muito bonita. – Ele comentou, mas sua voz não era elogiosa. Seus olhos tão pouco desceram para o meu vestido.

– Eu posso explicar. – Eu falei em desespero, me aproximando mais dele, mas ele afastou um passo.

– Talvez eu devesse ter deixado a pergunta mais clara ontem. – A voz dele era tão cortante que eu desejei que ele parasse de falar e que apenas me olhasse daquela forma. Era muito mais doloroso o olhar acompanhado da voz. – Mas quando eu perguntei se você tinha resolvido as coisas eu estava querendo saber se eu era o único cara com quem você estava.

– E é. – Falei em desespero. – Não é isso o que você está imaginando, Yoongi.

– Então o que é? – Ele voltou a corpo inteiro em minha direção e seu rosto estava quase desafiador. – Me diz o eu é que eu estou imaginando e como eu estou errado em imaginar isso.

– Eu não saí com Taehyung. – Eu comecei a falar, me escorando no balcão ao lado dele enquanto via ele erguer uma sobrancelha. – Eu saí para jantar com os pais dele.

– Uau. – Ele soltou um sorriso sem humor. – Muito melhor! Ótimo que a relação de vocês esteja tão adiantada. E eu pensando que com uma viagem a gente estaria dando um grande passo. Agora, se me der licença eu dispenso os detalhes. – Ele começou a se afastar, estendendo uma nota a pessoa que estava atrás do balcão e pedindo um café. Ele voltou a afundar a carteira no bolso da calça e eu o segui.

– Não é isso, pelo amor de Deus. – Eu sentia que iria chorar. – O pai dele é o reitor da universidade.

– Bom para você, certo? Já envolvida nos negócios da família. – Ele se afastou mais um pouco e pegou o copo de café que o atendente lhe estendeu, agradecendo com um aceno de cabeça.

– Para com isso, Yoongi e me ouve, por favor! – Eu o segurei pelo pulso quando ele fez menção de se afastar. Ele parou no local, mas não me olhou. Seus olhos se fixaram em um ponto acima de meu ombro e um outro sorriso sem humor tomou seu rosto.

– Seu namorado está te esperando na porta da cafeteria. – Seus olhos desceram para o meu rosto e eu fiquei confusa. – Taehyung está te esperando. – Em um arranco ele livrou o seu pulso de meu aperto e passou por mim. Eu mordi meu lábio com força querendo controlar o choro e o grito de raiva e me virei para a direção em que ele tinha ido em tempo de ver o ombro dele chocar com o de Taehyung com força quando passou por ele. Taehyung apenas se afastou alguns passos com o impacto, lançando um olhar mal-humorado para Yoongi e voltando a me olhar em seguida. Eu não sentia como se pudesse lidar com qualquer outra coisa no momento, por isso me sentei em uma das mesas dispostas na cafeteria e abaixei a cabeça, escorando em meus braços que estavam sobre a mesa, escondendo meu rosto entre eles. Segundos depois ouvi a cadeira ao meu lado ser arrastada e alguém se sentar sobre ela.

– Eu sinto muito. – Taehyung sussurrou e eu estava tão cansada e magoada que não consegui achar forças para brigar com ele.

– Apenas vá embora, Taehyung. Não há nada para você fazer aqui. – Levantei meu rosto minimamente e encontrei seus olhos. Sua expressão estava séria, mas seu olhar tinha algo que eu não conseguia decifrar. Parecia quase magoado, mas havia algo mais. – Vá embora, por favor. E não volte a me procurar. Você já me magoou o suficiente. – Vi quando aquelas palavras fizeram efeito nele e ele afastou seus olhos de mim, mordendo o lábio inferior e soltando um suspiro pesado. Seus olhos se vidraram por alguns segundos e depois ele voltou a me olhar, soltando o lábio dos dentes e concordando com a cabeça.

– Certo. – Sua voz era baixa. – Certo. – Ele se levantou, mas não saiu imediatamente, ficou parado atrás da cadeira e antes de ir embora ainda falou. – Mas saiba que eu realmente estou apaixonado por você e que continuo te querendo. Só... Tenha isso em mente. Se precisar de mim eu vou estar lá.

Ele saiu em seguida, como sempre sem esperar resposta. Eu afundei a cabeça nos braços novamente, mas dessa vez eu chorei. Chorei por tudo o que tinha acontecido naquela noite e pela culpa idiota que eu sentia. 


Notas Finais


E ai, pessoaaaas. Estão acompanhando bem?
Provavelmente esses dias podem, não quer dizer que vão, ficar sem tantas postagens. Mas uma hora a história acaba. Não se preocupem.


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