História Chains (Taehyung Imagine) - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Visualizações 20
Palavras 2.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem, pessoas :*

Capítulo 5 - Capítulo Cinco


Os dias se passaram e eu não o vi por algum tempo, apenas uma vez, quando entrei na cafeteria de sempre em um período da tarde, em horário que eu normalmente não ia (pois tinha realmente tentado trocar meus horários para não encontra-lo), e ele estava lá, sentado sozinho enquanto lia um livro. O café estava vazio, os alunos estavam em período de provas e geralmente nesses dias ocupavam a biblioteca. Quando ele levantou os olhos e percebeu que eu estava lá ficou me encarando por um tempo, depois começou a guardar suas coisas na bolsa e saiu, passando por mim sem me dirigir mais nenhum olhar.

Ele realmente estava seguindo o que tinha dito, não forçando nem mesmo sua presença para mim. Eu, por outro lado, estava me sentindo um pouco estranha. Com o passar do tempo as coisas parecem ficar mais idiota em nossa mente e eu começava a achar que tinha dado importância demais a algo daquele tipo. É lógico que o fato dele ter mentido só para se aproximar de mim continuava sendo horrível, mas não sentia como se tivesse medo dele. Apenas não o queria mais perto de mim.

Somin, nos primeiros dias depois que lhe coloquei a par de toda a história, me perguntava quase de hora em hora o que eu estava fazendo e se o tinha visto. Obviamente tinha contado para ela que ele tinha ido atrás de mim no dia seguinte, mas ocultei a declaração que ele fez, contando apenas que ele tinha pedido desculpa. Mesmo assim isso não era o suficiente para acalmá-la.

Durante aquele período eu também estava aplicando as provas para as minhas turmas, então estava com a concentração completamente voltada para o trabalho e preparação que envolviam aquele período. Fim de semestre é sempre uma correria e um desespero, tanto por parte dos alunos quanto por minha parte. Isso significava que eu também estava apertada no doutorado, com cargas de leitura imensas e com trabalhos demais para fazer. A última coisa que eu realmente precisava naquele momento era me preocupar com Taehyung, mas como ele estava definitivamente decidido a não estar perto de mim a menos que eu autorizasse aquilo, eu estava tranquila.

Minhas provas foram aplicadas duas semanas antes dos alunos entrarem de férias do semestre, então eu tinha basicamente dado minhas aulas por encerradas. As notas estavam lançadas e a matéria estava dada. Contudo, minha vinculação na universidade permanecia e por isso eu tinha que estar constantemente no campus, incluindo nos horários que eu suspostamente deveria estar lecionando.

Mesmo isso era complicado. Eu precisava adiantar minhas leituras e os lugares que o campus ofereciam para isso mostravam-se inadequados. A biblioteca, como já disse, era abarrotada por alunos, sendo praticamente impossível achar algum lugar adequado para que eu conseguisse um pouco de paz para estudar. A sala dos professores era um caos constante, pois também era o período em que parecia que todos os professores buscavam alguma mesa ou local para terminar suas correções, planejarem suas aulas e atendiam os vários alunos desesperados que precisavam de pontos ou reprovariam na disciplina. Eu, felizmente, tinha conseguido evitar esse tipo de situação, aplicando provas mais tranquilas e fáceis, de forma que nenhum aluno, de nenhuma das turmas, tinha reprovado na minha disciplina. Um ou outro professor comentou essa situação, quase rindo da minha cara, dizendo que eu era muito boa. Eu simplesmente não me importava. Ninguém ali estava interessado na matéria e eu que não iria agarrar o curso de ninguém com ela.

Com a biblioteca infestada de alunos e com a sala dos professores inabitável pelo fluxo igualmente constante, as minhas opções eram: a cafeteria ou os gramados. Os gramados eram praticamente impossíveis, visto que eu precisava de tomada para o notebook. O único lugar restante era a cafeteria.

Com os meus alunos informados da minha localização, pois ainda era o meu dever dar sinal de vida e mostrar-lhes que estaria a disposição caso precisassem de algo, eu me encaminhei para a cafeteria. Corrida como estava aqueles dias acabei esquecendo por alguns momentos de Taehyung e de que ele também frequentava o local. Na verdade eu não sei bem se na época eu esqueci completamente ou se uma parte de mim não se importava mais ou se importava muito e queria o ver de novo. Não lembro realmente, mas tomei a cafeteria como meu local de estudo, aproveitando que, se o fluxo da biblioteca e da sala dos professores estariam grande, o da cafeteria estaria mais tranquilo.

No mesmo instante que coloquei os pés dentro do estabelecimento me deparei com Taehyung. Ele puxava a porta, aparentemente ia sair, quando se deparou comigo. Por um momento eu não soube o que fazer, mas ele deu dois passos para o lado, ainda segurando a porta para mim, e abaixou os olhos, evitando me olhar. Eu passei por ele, o encarando, mas nenhum de nós dois dissemos nada.

Ele saiu, fechando a porta atrás de si, logo depois que eu entrei. Segui para uma mesa mais afastada, nos fundos do local, procurando por uma tomada. Enquanto isso pensava se eu não estava sendo ridícula demais. Eu não precisava despreza-lo tanto. Era o que eu pensava. Começava a achar que eu poderia apenas ignorá-lo, sem que essa situação desconfortável sempre surgisse. Mas depois dei de ombros. Provavelmente dentro de mais seis meses ele estaria formado e, consequentemente, fora da Universidade, não sendo mais necessário me preocupar ou não com sua presença. Era questão de tempo e tudo aquilo seria resolvido.

No dia seguinte, no mesmo horário, rumei para a cafeteria, mas dessa vez encontrei Taehyung na calçada. Ele também estava indo para lá, mas quando me avistou simplesmente atravessou a pequena rua e mudou de direção. Novamente um incomodo me atingiu. Era realmente necessário que ele fugisse de mim? Mas novamente eu me lembrei que a culpa daquela situação não era minha. Eu tinha, em todo o momento até ali, agido corretamente. Quando ele me procurou para orientá-lo eu aceitei, quando vi que não iria poder ajuda-lo eu recusei, quando descobri sua mentira deslavada eu o confrontei e pedi que ele se afastasse e agora eu não deveria estar sentido como se tivesse culpa de algo. Mesmo assim eu sentia como se de alguma forma eu estava sendo irrazoável.

Quanto ao pequeno beijo? Eu tentava esquecer completamente que os lábios macios de Taehyung tinham se encontrado com os meus. Eu evitava pensar naquilo, mas isso não significa que eu conseguia. Todas as poucas vezes que o tinha visto até então podia sentir a mesma sensação de quando seus lábios, mesmo que superficialmente, tocaram os meus, como um formigamento. Invariavelmente eu imaginava como seria senti-los, de verdade, sentir seu gosto e aproveitar a sensação por completo. E agora eu já me sentia como duas pessoas: uma que deveria agir correto e afastá-lo de vez e outra que queria correr todos os riscos para saber o que aquele garoto escondia, sentir tudo o que ele quisesse me oferecer.

Eu começava a desconfiar se estava em meu juízo perfeito e Somin fazia questão de confirmar que eu não estava. Perdi as contas das vezes eu que relatei aquilo para ela, falando o que eu sentia, a dualidade de pensamentos que me abatia, da vontade de tê-lo afastado e da vontade de tê-lo por inteiro. Somin faltava me matar e eu não podia sequer culpa-la.

Uma semana de estudos na cafeteria se passou e encontrei Taehyung mais duas vezes, uma quando ele entrara na cafeteria, horas depois de eu ter chegado, e ao me notar deu meia volta e saiu e outra quando ele estava no balcão fazendo seu pedido e eu cheguei, fazendo com que ele ficasse apenas tempo suficiente para pegar o pedido e ir embora. Aquilo começava a me incomodar por duas razões: primeiro porque comecei a pensar que ele poderia estar indo com tanta frequência lá apenas para fazer cena, para falar que estava me respeitando e não se aproximando, quando na verdade estava montando outra peça e segundo que, se não fosse esse o caso, ele não precisava se esgueirar dos lugares como se eu fosse a errada da história, como se fosse ele que tivesse que estar fugindo.

Por esta razão, na sexta-feira da segunda semana, no último dia de aula do semestre, quando eu entrei na cafeteria e Taehyung, que estava com um grupo de amigos, me avistou e fez menção de ir embora, eu não aguentei mais.

– Não precisa ficar fazendo isso. – Falei baixo parando em sua frente.

– Isso o que? – Ele perguntou sem me olhar enquanto se afastava alguns passos. Ouvir sua voz depois de tanto tempo fez com que meu corpo se eletrizasse.

– Quando você me vê aqui sempre sai no mesmo instante ou nem chega a entrar. Já está ridículo. – Eu o puxei de canto, tirando-o do fluxo de pessoas que saia da cafeteria e ele virou o rosto para a janela próxima, ainda evitando me olhar. – Ou você poderia simplesmente não vir na cafeteria, quando sabe que eu estou aqui.

– Não vou evitar de tomar café aqui só porque você está, mas não vou ficar por mais tempo além do necessário. Ninguém mais sabe dessa situação desagradável entre a gente, então não tem ninguém incomodado com o meu comportamento. Agora, se me der licença. – Ele fez menção de voltar a andar e eu o segurei pelo braço.

– Está me incomodando. – Falei firmemente e o encarei. – Está me incomodando porque eu sei.

– Eu não sei mais o que posso fazer por você, então. – Ele me lançou um olhar pela primeira vez. – Você não me quer por perto então eu estou evitando estar por perto.

– Eu... – Eu não sabia o que falar. Eu nem sabia porque tinha falado com ele. Olhei em volta, observando a cafeteria e procurando o que falar. Mas eu não sabia. De repente um pensamento me bateu tão forte que quase me derrubou no chão. O que estava me incomodando não era ele se esgueirar ao me ver, era o fato dele não estar próximo o suficiente. Eu engoli em seco.

– Você.... – Ele continuava me encarando e quando eu voltei meus olhos para o seu rosto eu pude vê-lo de verdade pela primeira vez. Como estava lindo. Seu cabelo parecia ter crescido um pouco desde o início daquela confusão toda. A franja caia por seus olhos deixando seu rosto ainda mais provocativo. Ele tinha os lábios levemente abertos, como se esperasse em expectativa. E eu perdi completamente o fio de qualquer pensamento. Seu olhar ficou firme e sua língua umedeceu os lábios. Eu voltei meus olhos para sua boca e deixei que eles observassem aqueles contornos perfeitos. – Se você me quer, apenas diga. – Ele falou em uma voz baixa e rouca, eu continuava olhando para os seus lábios enquanto eles se movimentavam e comecei a pensar se eu não deveria realmente ceder. – Eu ainda te quero e eu te disse que não vou fazer nada até que você queira, mas eu não quero ficar te vendo e estar no mesmo lugar que você sabendo que não posso te ter. Eu não quero estar próximo a você sabendo que você não vai ceder a isso.

Eu acompanhei seus lábios com os olhos durante toda a sua fala, depois levantei meus olhos e o olhei nos olhos. Ele continuava me olhando com a mesma intensidade e eu pareci esquecer que estávamos na cafeteria da universidade,  cercados por pessoas. Eu dei um passo em sua direção e ele aprumou o corpo. Minha mente gritava desesperada, falando que aquilo era errado e perigoso. Mas eu não queria ouvir. Voltei a olhar seus lábios e senti sua mão segurar minha cintura, mas em vez de me juntar ao seu corpo, como ele tinha feito até então nas duas vezes que o confrontei, ele me afastou.

– Esteja certa do que quer primeiro. – Foi tudo o que ele disse antes de me lançar um último olhar e sair da cafeteria. Eu continuei parada por um tempo, processando tudo o que tinha se passado. Eu quase perdi toda e qualquer noção. Olhei ao redor e ninguém estava olhando, o que me fez suspirar aliviada. Mas o que sentia eu não era capaz de descrever. Era desejo? Eu não sabia, mas de alguma forma vê-lo tão perto fez com que eu reconsiderasse toda aquela história.

Mas ele era só um mentiroso manipulador certo? Então porque eu queria tanto tudo o que ele parecia querer oferecer? 



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