História Challenging - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Sehun, Xiumin
Tags Baekhyun, Baekyeon, Chanbaek, Chanyeol, Pussyixing, Sebaek, Taohun
Exibições 192
Palavras 4.658
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


demorei? SIMMMMM.

Não vou pedir para vocês me perdoarem pois eu sei que eu demorei demais, eu não tenho uma desculpa que justifique suficientemente a minha demora mas eu vou tentar demorar menos, okay?
Sem enrolações, duvido muito que alguém vá ler esse capítulo pois todo mundo abandonou a fic (tenho quase certeza, até porque depois de uma demora dessas ¬¬) MAS BOA LEITURA A QUEM VAI LER <333 (boa sorte também porque esse capítulo é pesado em uma parte D': )

(LEIAM AS NOTAS FINAIS)

Capítulo 6 - CAPÍTULO CINCO.


 

 

Eu havia acabado de acordar e me encarava no espelho. Eu estava em uma situação completamente precária. Meus olhos estavam inchados e com olheiras enormes, o delineado que eu havia feito estava completamente borrado. A base havia crackelado na minha pele e estava descascando em alguns pontos específicos do meu rosto. O banho que eu tomei na noite anterior só serviu para borrar a minha maquiagem e não para retirá-la por completo.

 

 

E esses são os momentos que eu lamento por usar maquiagem a prova d’água.

 

 

Eu havia chorado todo o meu estoque de lágrimas antes de dormir, MinSeok havia me abandonado. Aquele oxigenado havia me deixado sozinho com a minha desgraça, eu teria que enfrentar aquele inferno sozinho, mas apesar do ‘’abandono’’, eu desejava que ele saísse dali. Ele sofreu tanto quanto eu naquele inferno e nós desejávamos sair dali o quanto antes.

 

 

Ele teve a sorte de sair agora, mas eu estava me agarrando a todas as minhas esperanças para poder sair também. O que é algo completamente difícil.

 

 

Escutei batidas na porta e logo caminhei para chegar até ela, ao abrir a porta encarei aquela cabeleira loira toda bagunçada e o rosto amassado de SeHun. Ele estava usando somente uma cueca branca que marcava seu amiguinho mas eu evitei olhar pois era capaz de eu cometer alguma atrocidade. Ele arregalou os olhos de leve mas logo voltou ao normal, provavelmente surpreso pelo meu estado deplorável.

 

 

‘’O que nós vamos comer de café da manhã?” — SeHun disse com uma típica entonação de quem havia acabado de acordar. Eu encarei bem aquele loiro com meu olhar de quem está prestes a matar alguém para tentar distinguir se ele estava brincando ou falando sério de verdade.

 

 

‘’E eu sou o que? Alguma espécie de empregada?” — Falei me apoiando na parede e encarando aquela pessoa que esfregava os olhos a cada cinco segundos. Ele me encarou com um sorriso mínimo nos lábios e voltou a falar em seguida.

 

“Por favor, Baekkie… O Taozi deve estar com fome.” — Ele disse e eu pisquei algumas vezes para processar aquelas palavras, Taozi… Eu vou matar os dois.

 

“Taozi? Taozi?!” — Gritei completamente emputecido com o que aquele oxigenado havia acabado de falar, eu o empurrei para o lado, ele não se moveu muito por ser praticamente um muro pesado e mais alto que eu mas mesmo assim eu saí andando com passos firmes até o quarto dele, abri a porta com violência, causando um estrondo alto quando a porta bateu na parede por causa da violência que foi aberta.

 

E lá estava ele, aquela peste enrolada em lençóis, aquela bunda suja estava em contato com os lençóis que eu lavei com tanto carinho, eu faria questão de queimar todos aqueles panos e se pudesse queimaria aquele animal junto também e o serviria no jantar. Sim, um pouco violento demais.

 

Aquela desgraça estava dormindo ainda, eu nem observei os traços daquela coisa, eu estava puto demais para qualquer coisa. Eu queria matar Huang ZiTao e matar SeHun junto, ele sabe o quanto eu odeio aquele animal chinês e faz questão de foder com ele onde nós moramos.

 

Aproveitei que SeHun era lerdo até para respirar e fechei a porta, pelo visto o boneco amaldiçoado chinês tinha um sono extremamente pesado, pois mesmo com o barulho alto da porta batendo contra a parede, ele permaneceu dormindo.

 

Eu aproveitei que ele dormia de forma pesada e caminhei até a cama e tirei o roupão, eu desisti de permanecer sem aquele roupão quando vi que eu não estava vestindo nada por debaixo do mesmo. Então eu o coloquei de volta no meu corpo pois o que eu faria em seguida chamaria a atenção do SeHun e eu não queria que ele visse meu querido pênis.

 

Eu subi em cima daquele chinês e passei a mão pelas costas do mesmo, podia até mesmo sentir a pele pegajosa de uma cobra peçonhenta embaixo dos meus dígitos. Eu passei de leve as unhas nas costas levemente bronzeadas do Huang, meu rosto se contorceu em uma careta desgostosa e eu pus a minha língua para fora só para ressaltar ainda mais meu desgosto, como se eu estivesse prestes a vomitar.

 

“Hunnie… Estou cansado, depois você pode ficar por baixo de novo…” — Ele disse e eu fiquei com um belo ponto de interrogação na minha cara, mas que porra era essa? Oh SeHun, o cara que aos meus olhos era o melhor ativo que eu poderia conseguir, alguém que eu sonhava que destruísse todas as minhas falecidas pregas, estava gostando de ser passivo? Ai meu deus, eu vou matar muito esses dois imbecis.

 

Eu segurei nos cabelos do ZiTao, segurando com uma força que não me permitiria tirar as mãos do seu couro cabeludo de jeito nenhum. E então eu puxei. Puxei com todas as minhas forças e gritava ofensas em cima das agressões.

 

“Acorda seu vagabundo!” — Gritei puxando o cabelo do chinês que gritava desesperado, eu queria fazê-lo pagar por todo o ódio que me fez sentir, eu sentia medo daquele vagabundo estragar toda a amizade e provavelmente futuro caso amoroso que eu poderia ter com SeHun e eu só queria espancá-lo para ele aprender a se manter distante da minha casa. — “Levanta porra!”

 

 

“Seu louco, larga meu cabelo, filho da puta!” — O vadio gritou quando me levantei da cama e arrastei-o pelos cabelos no processo, ele caiu no chão e eu já sentia o cansaço como se estivesse carregando um saco de batatas enquanto corria uma maratona. Esse animal era realmente pesado.

 

 

“Fala comigo direito, seu merda.” — Esbravejei no seu ouvido e dei mais alguns puxões no seu cabelo antes de jogá-lo no chão e ele caiu igual a um saco de merda. Eu bati as mãos umas nas outras para encenar como se estivesse limpando a sujeira que era encostar naquele cabelo de cobra peçonhenta.

 

“Byun BaekHyun se você não abrir essa porta eu irei te fatiar em quinze pedaços e te comer no jantar!” — Pude ouvir a voz de SeHun do outro lado da porta e eu arregalei meus olhos mas logo fui até a porta e a abri. — “O que merda vocês fizeram?”

 

 

“O que merda você fez?” — Gritei a pergunta de forma raivosa, aquele loiro estava querendo me provocar e eu estava prestes a arranhar a cara dos dois. E pôde ser ouvido um gemido do Huang que estava morrendo no chão, mas era somente drama.

 

“Tao!” — Ele exclamou indo em direção a cobra chinesa que se levantou minimamente somente para se apoiar em SeHun e se esfregar um pouco nele, eu cruzei os braços e revirei os olhos, faltava dois segundos para que eu fizesse um escândalo.

 

“Explica logo essa merda, SeHun.” — Disse depois de ver o outro colocar Tao em cima da cama e o enrolar com o lençol, eu tive um pequeno nojo pois ele estava esfregando aquela bunda de novo no lençol. E ele me encarou como se não entendesse do que eu falava. — “Não vem fazer a linha sonsa, você sabe muito bem do que eu estou falando. Porque você trouxe essa coisa pra cá?”

 

 

“Hein? Preciso te avisar quando trazer meu namorado pra casa?” — SeHun disse e eu pude ver o sorriso nojento nos lábios do Huang, eu congelei. Aquelas palavras repetiam na minha cabeça e eu até poderia cair no chão se eu fosse um pouquinho mais frágil, mas eu mantive o meu carão e só o removi para fazer uma expressão indignada.

 

“Hein? Você deve estar brincando comigo, pensei que você tivesse um gosto melhor.” —  Alfinetei e vi a expressão indignada do Tao, SeHun somente fez um carinho no braço do mais novo namorado e se levantou ficando frente a frente comigo. No fundo eu sentia aquela dor no meu coração pois eu estava criando um mundo de ilusões que se baseavam em eu e SeHun namorando em um futuro próximo e vivendo de forma feliz.

 

 

“Eu estava cansado de esperar, ontem a noite Tao se mostrou uma pessoa mais doce que eu imaginava, nós decidimos tentar alguma coisa.” — Ele disse e eu quase vomitei quando ele disse que Huang ZiTao era doce, era uma ofensa aos meus ouvidos.

 

“Nossa, doce, super doce. Estou até com diabetes por causa de sua doçura transbordante.” — Falei e o chinês finalmente se manifestou.

 

“BaekHyun, chega. Aceita logo que você nunca terá nada com o SeHun.” — Ele disse se aproximando e eu entrei em alerta, faltava pouca coisa para que eu voasse em seus cabelos novamente e começasse a estapeá-lo.

 

“Aceitar? Eu não sou obrigado. Pra mim isso é uma idiotice, eu, você e SeHun sabemos que depois de uma semana ele não conseguirá passar pela porta sem se abaixar pois os chifres serão imensos.” — Falei e ele colocou a mão no peito e abriu a boca, demonstrando estar ofendido.

 

“Eu até trocaria ofensas com você mas é notável que não estamos no mesmo nível, não sou baixo igual a você.” — Ele disse cruzando os braços e revirando os olhos.

 

 

“Pois é, pelo menos eu não escondo quem eu sou, se eu sou baixo ou não, não finjo pra agradar ninguém. Eu sou assim e ponto final.” — Disse cruzando os braços igual ao Huang, virando o rosto para o outro lado. SeHun só observava nós dois discutindo.

 

“Você tem certeza que não se esconde?” — Tao se aproximou com seu rosto do meu e falou as palavras próximas ao meu rosto.

 

“Absoluta.” — Falei entredentes e ele se afastou com um sorriso que era preenchido por ironia, uma hora ou outra aquela cobra iria deixar que seu veneno escorresse e SeHun saberia com quem estava se envolvendo, e eu preferia que quando isso acontecesse, SeHun já soubesse do meu pequeno segredo.

 

 

“Boa sorte com essa cobra aí, Sehunnie.” — Falei virando de costas e me preparando para caminhar para fora daquele cômodo mas as palavras de Tao me fizeram parar por alguns segundos.

 

 

“Se ele convive com você e aguenta, creio que comigo será fácil.” — Ele disse e uma risadinha sarcástica acompanhou a curta frase. Eu me virei e como a pessoa educada e culta que sou, o respondi.

 

 

“Vai se fuder.” — E me virei, caminhei para fora do quarto e deixei a porta aberta. Eu voltei para o meu quarto e até senti uma leve vergonha de mim mesmo quando percebi que não tinha me escovado. Conversei com SeHun sem ter me escovado, discuti com aquele demônio sem ter me escovado, eu estou pasmo. Mas me senti um pouco melhor pois me lembrei que senti um leve odor de esgoto quando Tao abriu a boca, mas acho que foi só fruto da minha imaginação. Mas mesmo assim, vou fingir que a boca dele fedia a urubu morto.

 

Ignorando todas as minhas considerações sobre descrições de odores, eu fiz toda a higiene necessária para um ser humano e vesti uma roupa mais aceitável. Minha barriga estava fazendo um musical que tinha como tema ‘’estou com fome’’.

 

E eu fui até a cozinha e chegando lá, os dois imbecis estavam lado a lado, compartilhando de um mesmo prato e dando comida um na boca do outro. Eu olhei para aquilo e pensei em como os dois eram ridículos, eu não me submeteria a isso nem que o meu maior ídolo pedisse.

 

Optei por comer um pão velho que SeHun havia comprado no dia anterior, tinha outros pães lá pois nós não estamos costumados a comê-los. Mas eu me recuso a comer a mesma coisa que aqueles dois idiotas, é birra mesmo.

 

Eu já estava querendo morrer com aquelas carícias e voz fofa que os dois faziam um no outro. Eu só sentia uma inveja desgraçada, eu queria matar Tao e fingir ser ele pelo resto da minha vida, eu nunca tentei muita coisa com SeHun mas eu joguei diversos charmes, porque desgraça ele nunca notou? Ele não é burro, porque ele não notou o quanto eu sou apaixonado por ele?

 

 

Eu sentia meus olhos marejados e eu me desesperei. Eu enfiei o pedaço de pão que restava dentro da minha boca e me levantei ainda com a boca cheia. Dei uma última olhada no casal que estava tão concentrado em engolir a língua um do outro que nem notou que eu estava me retirando. Eu só estava lançando mil e uma maldições para os dois que envolviam muita morte e muito sangue.

 

Eu me joguei na cama e encarei o teto, eu precisava arrumar algum meio de distração até às sete e meia da noite. A única coisa que me pareceu boa foi ficar vendo filmes tristes enquanto chorava. E foi isso que eu fiz, chorei e lamentei por ter perdido a única pessoa que eu senti que realmente gostava de um jeito diferente.

 

 

[...]

 

 

Eu já me sentia desidratado, mas felizmente, faltava cerca de meia hora para que eu estivesse lá naquele local. Eu passei uma base da forma mais básica que a minha esponjinha poderia fornecer, corretivo, delineador e lápis de olho e um leve gloss para deixar meus lábios rosados e brilhosos, algumas pessoas dizem que isso algo que somente garotas devem usar, eu discordo. Alguns dos meus clientes gostam e eu mantenho meus lábios com uma aparência saudável e de certa forma, hidratados.

 

Eu vesti uma roupa provocante e coloquei um casaco sobretudo por cima para cobrir a roupa e eu não escutar alguma bobagem na rua. Eu me encarava no espelho, a roupa provocante, a maquiagem de certa forma forte devido ao esfumado nos olhos e o cabelo bagunçado dando um ar mais sexy ao conjunto completamente provocante e sedutor. Eu não me reconhecia.

 

Eu já me sentia cansado de tudo isso, eu tive vontade de correr dessa vida depois de alguns dias, eu ganhava um dinheiro que era bom para mim, mas as humilhações me deixavam cansado de tudo isso. Eu não aguentava mais.

 

 

Mas isso era algo que eu pensava todos os dias quando tinha que ir para lá. Eu fechei meus olhos e comecei a mentalizar que eu precisava ser uma pessoa mais ousada, alguém que não tem medo de nada e que não tem vergonha do que faz. Eu tinha que ser o Byun, pois era como me chamavam e quem eu fingia ser dentro daquela casa de prostituição.

 

E eu saí do quarto, eu não carregava nada comigo além do casaco, eu me sentia um pouco desconfortável com o sapato utilizado, ele tinha um salto na parte de trás que era de certa forma escondido, servia somente para fazer com que eu parecesse mais alto. Na sala, estavam aqueles dois, eu já estava ficando irritado com toda essa melação.

 

“Aonde vai?” — SeHun se pronunciou assim que eu abri a porta e estava prestes a colocar meu pé para fora da mesma.

 

 

“Ah, você me viu? Pensei que estava se engolindo com esse daí.” — Falei com a língua afiada que eu tinha, mas na verdade eu estava me poupando pois eu sei que faltava pouco para que eu discutisse com SeHun.

 

“Haha muito engraçado. Onde você vai?” — Ele perguntou novamente e agora estava levantando, o Huang disfarçava mexendo no celular mas dava para perceber que ele estava prestando atenção na conversa.

 

 

“Sair com uma pessoa.” — Falei a desculpa mais clássica, eu já tinha falado tanto isso nas diversas vezes que saí a noite que SeHun deve estar cansado de ouvir a mesma coisa.

 

 

“E posso saber quem é?” — Ele perguntou e eu nem me movi, eu já estava esperando que ele perguntasse isso, estava parecendo uma mãe perguntando essas coisas. E isso me causava repulsa, minhas lembranças maternas não me deixavam nenhum pouco feliz.

 

 

“Não pode, e pode voltar ao seu pornô particular. Aproveite que não volto hoje e pode transar o quanto quiser com seu namorado.” — Disse antes de fechar a porta e sair andando pela mesma, eu sentia um peso enorme nas minhas costas e sentia certa dificuldade para respirar, mas tudo era psicológico. Discutir com SeHun ou ser grosso com ele me deixava de certa forma abalado, e eu reagia assim.

 

 

Mas isso não podia me atingir, eu não podia chegar lá abalado. Eu tinha que ser o Byun, e o Byun era inatingível.

 

[...]

 

 

E como sempre, eu fiquei lá, em pé e com a roupa mais curta que o necessário, quer dizer, muito mais curta que o necessário. Eu utilizava um gel pegajoso nas minhas pernas expostas para deixá-las com mais brilho e mais chamativas.

 

Eu me sentia sozinho, tinha diversas garotas e garotos ao meu redor, alguns parados esperando algum cliente que entrasse e os escolhesse e outros que caminhavam para fora, indo atrás dos clientes na rua.

 

MinSeok sempre ficava ao meu lado e ficávamos conversando enquanto ninguém olhava, nós ríamos da roupas das outras pessoas, ríamos um do outro e até ficávamos rindo de coisas inexistentes. MinSeok era o amigo que me fazia esquecer de toda a podridão que me cercava nesse prostíbulo, mas agora sem ele comigo tudo parecia pior e pior. E pensar em MinSeok me deixava um pouco emotivo, o que resultou em olhos marejados que eu tentei disfarçar e respirei fundo, dispersando os pensamentos que envolviam o Kim.

 

 

“Byun, um cliente. Quarto nove.” — Ela disse e eu estremeci um pouco mas ignorei. Nove era um número que eu particularmente não gostava, eu não considerava que era algo como um número do azar para mim, somente não gostava do número. Azar e sorte são coisas muito relativas pra mim, eu penso que se você fez coisas ruins e merece ser azarado, você será. E se você fez coisas boas, merece ser alguém sortudo. Mas infelizmente o universo não colabora e pessoas que não fizeram nada de ruim, são azaradas, que são pessoas como eu.

 

Mas ignorando todo o meu pensamento e crítica em relação ao julgamento do universo em relação a quem é merecedor de sua sorte ou azar, eu caminhei para o quarto que me fora dito. Eu sempre respirava fundo antes de entrar para conhecer o cliente, eu nem conferi a minha maquiagem pois tinha certeza que ela estava no lugar certo. Ao entrar no quarto eu encarei o homem que me esperava, era bonito, bonito demais.

 

 

“Qual seu nome, docinho?” — Falei ao me aproximar do homem que estava sentado em cima da cama com a camiseta quase totalmente aberta, boa parte dos botões fora de suas casas e parte do peitoral exposto.

 

 

“SiWon.” — Ele respondeu. Eu estava ajoelhado na cama e ele estava com a cabeça levantada e os olhos em direção ao teto e com o pescoço exposto, eu dedicava alguns beijos estalados na área exposta do pescoço do cliente, raspando meus dentes de leve e mordendo de forma leve em seguida. SiWon agarrou minha cintura e me jogou na cama, ficando por cima de meu corpo em seguida. — “Espero que não se importe com o que farei, se bem que você não deve. Você está sendo pago para me dar prazer.” — Ele sussurrou rente ao meu ouvido, eu já senti o desgosto típico que era ouvir frases desse gênero. Eu era um prostituto, eu estava ali somente para dar prazer independente da forma que seja.

 

 

Ele não disse mais nada, eu tentava manter uma expressão que indicasse que eu estava gostando de seus toques mais ousados, em segundos ele havia removido a minha cueca e já estimulava meu membro que eu tive já estava semi-desperto devido a preparação que fiz assim que meu turno havia começado.

 

 

Ele pegou uma bolsa que até então eu não havia notado e de dentro dela ele tirou alguns objetos que me deixaram um pouco horrorizado. Mas já havia lidado com eles, era sempre perturbador para mim, por mais que fossem raras as vezes que eu tive que utilizá-los. Era uma mordaça, algemas e um chicote, provavelmente havia mais coisas dentro daquela bolsa, mas ele retirou somente os três objetos mencionados.

 

“Espero que goste de sentir dor, docinho. Eu tentarei te dar prazer com ela, pois só de te ver chorando, será extremamente prazeroso para mim.” — Ele sussurrou e eu senti meus pelos arrepiarem, não de uma forma boa, e sim um arrepio de horror, de medo. — “E eu exijo que você seja bem expressivo, espero que seus gemidos sejam tão gostosos de se ouvir quanto você é gostoso de se olhar.” — Ele falou, eu engoli em seco e tentava não demonstrar o medo que crescia dentro de mim.

 

Ele removeu a calça que utilizava e a cueca fora removida junta. Eu evitei olhar para seu membro pois eu já estava com nojo só de estar em sua presença. Eu podia ouvir o barulho característico de uma masturbação vinda daquele homem a minha frente, os gemidos baixos podiam ser ouvidos também. Eu estava agoniado, eu queria que isso que nem havia começado ainda, acabasse logo.

 

“Vira pra mim, docinho.”— Ele fazia questão de citar o ‘’apelido’’ que eu disse ao entrar no quarto, era somente uma palavra que eu utilizava com boa parte dos meus clientes, pois eu percebi que isso atiçava alguns dos homens que vinham me procurar. Mas agora, ouvindo de sua boca, parecia doentio e extremamente nojento para mim.

 

 

SiWon pegou a mordaça e me olhou sugestivo, eu não queria que ele me chamasse e então eu fui em sua direção, ele estava de pé e eu me ajoelhei na beirada da cama e ele sorriu cínico para mim. Ele colocou a mordaça da forma mais apertada que era permitida, eu já sentia os cantos de minha boca doerem por causa da pele esticada de forma violenta. Uma bola ficava na minha boca, impedindo que eu falasse e que eu fechasse a boca, ela era cheia de furinhos que permitia que minha saliva escorresse para fora da boca por dentro delas.

 

“As mãos, princesa.” — E eu provavelmente estaria com o maxilar travado de ódio por causa dessa forma que ele me chamou, eu estava agoniado ao extremo. Ele colocou as algemas também da forma mais apertada que era permitida, eu previa que meus punhos ficariam marcados por causa daquilo.

 

Ele não disse mais nada, com uma força desnecessária ele me colocou de quatro na cama e despejou quatro tapas na minha bunda, duas de cada lado e eu fechei meus olhos incomodado com a ardência que se fez presente segundos depois. Eu preferia ignorar os xingamentos que eram proferidos a cada minuto, eram coisas baixas que me constrangiam e eu preferia nem citar.

 

 

O chicote estava na mão de SiWon e eu já podia sentir a glande de seu pênis roçar em minha entrada. Eu me senti rasgado ao ser penetrado sem nenhuma preparação ou aviso prévio, mas a dor de ser invadido se tornou maior ao sentir o chicote se chocando com violência contra a pele das minhas costas e parte dos meus braços, eu gritei da forma que podia para tentar expressar a dor que eu sentia.

 

 

A violência com que ele estocava meu interior não me dava tempo para que eu pudesse focar no prazer que no momento era inexistente. Para deixar tudo pior, eu não conseguia me mexer, as minhas mãos estavam presas nas costas eram atingidas a todo momento junto com os braços que não escapavam das chicotadas violentas. Eu gritava da forma que podia, lágrimas escorriam de meus olhos e eu salivava aos montes, o meu choro era descontrolado e eu não sabia o momento certo de respirar e expirar, me confundindo a todo momento.

 

 

As minhas costas queimavam como se estivessem jogando brasas quentes em cima delas, ele agora fazia questão de despejar chicotadas na área das minhas costelas e agora a dor era generalizada, minhas pernas doíam pelos tapas que eram dados naquela região às vezes, as estocadas em meu interior me queimavam por dentro e eu tenho certeza que se fosse virgem eu estaria sangrando agora.

 

 

Ele me xingava a todo momento, eu não conseguia sentir prazer em meio a agressão que sofria. SiWon puxava meus cabelos e vez ou outra batia em meu rosto e tornava tudo mais e mais humilhante, eu já não aguentava mais, eu chegava a pensar que ia desmaiar de tanta vergonha, dor e repulsa.

 

 

E finalmente acabou, ele ejaculou em meu interior e eu pude respirar um pouco mais tranquilo ao vê-lo cair ofegante ao meu lado, ele fez o favor de retirar as minhas algemas e eu percebi o quão marcado estava. Diversas linhas vermelhas com filetes de sangue as preenchendo devido ao movimento constante das algemas, eu retirei de imediato a mordaça e tentei limpar um pouco a saliva que estava escorrendo pelo meu pescoço.

 

 

“Pegue o dinheiro em minha carteira, vadia.” — Ele disse, eu já estava enojado demais em relação a tudo que falava sobre esse homem, eu sequer pude contar o tempo que passei dentro desse quarto, para mim pareceu uma eternidade. Minhas costas queimavam e eu senti algo escorrendo pela mesma, ótimo, eu estava sangrando. As lágrimas escorriam livremente pelo meu rosto, eu nem ao menos tentava secá-las. Eu peguei a carteira daquele homem e retirei todo dinheiro que encontrei pela mesma, separei metade para dar para a minha chefe e a outra guardei comigo. Vesti a minha cueca e sai do quarto logo em seguida com meu casaco em mãos.

 

 

Ignorei todas as minhas colegas que me encaravam horrorizadas, eu chorava compulsivamente. Eu me sentia sujo, um pedaço de merda que caminhava até a recepção, eu ouvia os gemidos vindo de todos os quartos daquele lugar e tudo pareceu como uma poluição sonora. As ofensas inundavam meus ouvidos como se fossem pronunciadas naquele mesmo momento e a dor física tornava tudo pior.

 

“Ah meu deus, o que houve com você?” — A minha chefe disse assim que joguei o dinheiro em cima de sua mesa e ela olhou para mim, eu nunca fiquei nesse estado, até mesmo meu rosto estava machucado por causa do animal que praticamente abusou de mim naquele quarto.

 

 

“Me deixe ir para casa, só hoje, por favor.” — Implorei com a voz chorosa devido as lágrimas que ainda escorriam. Ela pensou um pouco e somente balançou a cabeça em afirmação, eu agradeci logo em seguida e vesti meu casaco sobretudo. Eu saí dali, eu caminhei para casa sentindo cada parte de meu corpo doer, eu chorava de forma desesperada esperando que aquela dor generalizada passasse logo.

 

 

A dor de fazer sexo anal já não era algo incômodo para mim, mas a violência e brutalidade utilizada hoje me deixou surpreso e consequentemente muito dolorido. Eu odiava me sentir sujo dessa forma, mas infelizmente eu me sentia assim todas as vezes que saía do prostíbulo.

 

 

Não demorou para que eu chegasse em casa e lá estavam os dois, dormindo abraçados no sofá. Aquilo partiu meu coração que já estava dolorido, eu descobri que gostava de SeHun no pior momento, no momento em que ele estava comprometido. Eu sempre olhei de uma forma diferente para meu amigo, o admirei de uma forma diferente, mas sempre neguei a mim mesmo que isso era de fato uma paixão. Mas só me dei conta da verdade quando já era tarde demais.

 

 

Eu andei cambaleando em direção ao meu quarto, eu tranquei a porta e me joguei na cama. A dor da minha pele se chocando contra o tecido do casaco que se chocou contra a cama foi horrível de se sentir. Com muito esforço eu tirei o casaco e me deitei na cama somente de cueca, tudo estava doendo e ardendo.

 

 

Eu me sentia um lixo, eu era imundo, o que eu fazia era nojento, eu considerava nojento. Eu estava cansado disso tudo, tudo me deixava extremamente mal, eu estava cansado de fingir uma personalidade para me sentir menos nojento e sujo, mas não mudava nada. Eu continuava sendo um prostituto que aguento humilhações que poderiam ser evitadas, eu chorei e chorei, na esperança que as lágrimas incessantes levassem junto a angústia que me preenchia. Mas isso não iria acontecer.

 

 

Eu nunca quis tanto sair dessa vida podre que eu tenho como quero agora.

 

 

 


Notas Finais


AI EU NAO CONSEGUI REVISAR POR CONTA DO HORÁRIO MAS PROMETO QUE AMANHA SEM FALTA VAI ESTAR TUDO REVISADINHO :')

Bom quero esclarecer uma coisa que ficou confusa na fic:

No capítulo dois ou três que é quando a namorada do Chanyeol é citada, eu a coloquei como SooYoung e magicamente em outro capítulo estava como Irene, pois é, confuso. Eu na verdade me confundi pois eu tinha pensado que não tinha a citado ainda mas na verdade já havia citado sim e a coloquei como Irene, confuso? Sim mas acho que dá pra entender. Até o capítulo três eu já tinha escrito a fic e só ia postar, e meus amigos me ajudaram a escolher o nome na época que o capítulo estava sendo feito e isso faz tempo pois eu tenho esse plot guardado faz muito tempo e tudo isso contribuiu para a confusão de nomes e.e
E EU SÓ VI ISSO HOJE, mas né, acho que já está concertado o erro pois já editei os capítulos em que os nomes estão trocados e ficará como SooYoung mesmo, ~não faz referência a SooYoung do SNSD, okay?~

Eu agradeço a quem não me abandonou, eu vou tentar não repetir esse erro que é demorar tanto a atualizar, eu vou rezar para ter pelo menos um comentário porque eu duvido muito que alguém comente mas enfim, quem leu, espero que tenha gostado e que me perdoe pela demora <3
Até o próximo <33


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