História Chama Obscurecida - Capítulo 14


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Outro dia


Fanfic / Fanfiction Chama Obscurecida - Capítulo 14 - Outro dia

 Olho na banheira, mas esta também está vazia. Mais uma vez fico sem entender nada do que está acontecendo. Esta casa é estranha, na verdade todo o lugar. Caminho até a porta, os ventos frios que circulam pelo lado de fora invadem a casa já que a porta foi arrombada. Sigo em direção ao frio com uma expressão triste, eu já não quero mais entender nada, só quero Eros aqui comigo. Onde ele está? Para onde foi? Como fugiu? Chegando no lado de fora chamo mais uma vez:

 -Eros???

 Não há respostas. Saio e rodeio a casa, e no lugar onde fica o banheiro avisto do lado de fora a janelinha que entra a luz do banheiro. É muito pequena, impossível alguém passar, até mesmo ele que é magro. Ando pelo lugar, a tristeza me toma, o desânimo também.

 -Eros???

 Caminho até a floresta em minha busca. Passo por árvores, pedras, arbustos.

 -Eros???...

 Não encontro ninguém. Como alguém pode sumir assim de uma hora para a outra??? Um dos meus maiores medos está se concretizando. Perdi o Matheus e agora o Eros. Agora estou sozinha nesse lugar frio e estranho. Abraço-me e ao tocar a pele sinto ela gelada. Continuo andando, passo horas e mais horas. Minhas pernas já estão me matando e já andei tanto que nem sei em qual parte da região estou.

 Pisco os olhos e estou diante do Eros, de braços cruzados na porta do banheiro. O sentimento de desesperança ainda está aqui, mas se distancia aos poucos. Olho para ele, Eros segura o fio dental na mão, parece estar esperando alguma resposta.

 -Hadassa?

 -Oi?

 -O que você acha de deixarmos a aula de piano para amanhã? Faremos qualquer outra coisa hoje e amanhã me dedico a lhe ensinar. O que acha?

 -Ah,... Sim. Tudo bem!

 Sigo o fluxo da naturalidade que está há agora. Minha consciência exclama: olha o corredor!!! Sinto medo do que posso encontrar, mas quando olho está vazio e limpo. Olho na direção da porta, também está normal como sempre esteve dês de que cheguei aqui. Será que foi tudo coisa da minha cabeça? Será que tudo o que acabou de acontecer não passou de um devaneio?

 Impossível!!!

 Foi real demais para ter sido apenas um pensamento. Eu senti acontecendo, senti a sensação de tempo... Tudo aconteceu em um enorme intervalo de tempo, passei horas na floresta procurando por ele. Olho para Eros de frente o espelho. Já estava exalta e quando pisco os olhos estou aqui, cheia de energias de novo. É como se tudo tivesse acontecendo no intervalo de um, ou dois segundos. Eros joga o fio dental no lixo do banheiro e passa por mim. Olho para ele ainda aérea com tudo. Mas... Como assim? E como posso falar sobre isso com ele? Vai achar que sou louca!

 

 Matos dançam ao vento,

 Uma mão toca levemente,

 Estamos andando pela grama,

 Somos você e eu distantes de tudo,

 Nesse interminável frio;

 Uma garota está deitada...

 Matos molhados estão grudados em seu pescoço,

 Vestes brancas e molhadas, a água vem e beija o pescoço dela.

 Uma ave voa cortando o céu cinza,

 Pássaro-Preto que canta com maestria,

 De repente um tiro,

 PAAAAAAAAAAH!!!...

 O Pássaro-Negro desaba...

 Nos olhares de Hadassa e Eros há um símbolo,

 Os dois levantam seus rostos,

 As pálpebras se abrem,

 Um rosto completa o outro,

 Os senhores da escuridão,

 O símbolo gira fortemente dentro de seus olhos até que para...

 

 

 

 

 O som do piano é lançado sobre os dias que se passam lentos, frios e vazios.

 

 

 Eros

 

 Um outro dia...

 ...Andava pela sala pensativo, Hadassa estava sentada na poltrona, não havia nada para fazer e quando cheguei diante da estante de livros notei que já não há um livro que ainda não tinha lido. Olhei para todos os livros na estante com brilho no olhar, todas essas histórias vivi cada uma. Passei os dedos sobre os nomes nas capas de cada livro da fileira. Viajei de um canto à outro, lugares do mundo que nem conheço e lugares que nem existe, são pura ficção. Por fim concluo:

 -Estou sem livros para ler. Já li todos da estante. - mandando o recado acrescentei - Gostaria agora de ler um romance, ou um tema mais ligado ao sentimental.

 Está dado o aviso. Hadassa virou-se para me olhar da poltrona.

 -Como você vai ler livros de romance se os livros que tem você já leu todos. E aproposito, terminei aquele que peguei. Depois vou procurar outro.

 -É ótimo folhear as páginas de um livro, principalmente para um leitor que sabe apreciar cada detalhe.

 Após isso me retirei para o meu quarto. Quando dei as costas Hadassa foi até a estante arrastando seu vestido verde-escuro e longo pelo chão. Ela passou o dia em intensa leitura. Andei pela casa, olhei pela janela, e ela com a cara no livro. Está lendo uma ficção, só não sei qual... Toquei piano para passar o tempo.

 -Será que posso?

 Ela sai da história e volta a atenção para mim.

 -Sim, pode! É ótimo ler ouvindo música, só não cante ou irá me atrapalhar senhor Eros!

 -Com certeza, minha admirável garota!

 Ela voltou a atenção para o livro e segui tocando piano. Novamente, é a mesma coisa. É o mesmo descarrego sentimental. Parece que o fardo diminui quando se expressa o que se sente. E dessa forma seguimos com o dia. Quando o fim da noite para nós chegou caímos na cama e dormimos. Pode ser incrível, para qualquer um, seja da cidade ou não, é incrível o fato de estamos sozinhos o tempo todo e dormirmos juntos, mas não termos relações sexuais. Confesso que o desejo é grande, mas já me acostumei, só a tocarei na hora certa, no momento certo. Quando a confiança e a certeza já estiver extrapolado os limites.

 Quando acordamos fomos direto para o banheiro, Hadassa resolveu não vestir vestidos longos hoje, dessa forma vestiu um curto, depois nos encontramos na cozinha, assim são todas as manhãs. Manhãs que aqui parecem um eterno anoitecer. Depois que colocamos um pouco de comida no estômago seguimos conversando para a sala.

 -Talvez essa história de o bem e o mau não exista!

 -Por que pensa dessa forma?

 -As vezes o bem que fazemos pode ser o mau para o outro, e o mau que o outro faz pode ser algo bom para nós.

 Ela recebe as palavras com admiração e quando chegamos na sala algo diferente no ambiente chama a atenção. Há uma pilha de livros ao lado da estante. Me aproximo mais e olho, são livros de romance, outros são de psicologia abordando os sentimentos, é uma mistura amável. O hapitite para devorar logo as páginas, o conteúdo nelas escritas arde em mim. Hadassa fica com ar investigativo.

 -Mas de onde veio esses livros gente?

 -Estavam guardados!

 Ela abre a boca para falar ou perguntar algo, parece estar tentando ligar uma coisa na outra em sua cabecinha confusa, e termina deixando para lá. Fecha a boca e avalia os livros comigo.

 -Olha! Esse parece ótimo!

 -Parece chato! Olha esse aqui!

 -O meu parece melhor que o seu!

 -Não parece!

 Arengamos como duas crianças. Logo os livros perderam o ar de novidade e fomos para as aulas de piano. Ela tocou horrivelmente, mas confesso que está aprendendo rápido. Após se enjoar do piano e da minha voz dando aula foi para o quarto.

 -Preciso de um intervalo!

 Ela entrou e ficou sozinha com o piano. Toco agora algumas teclas apenas para ouvir o som de cada nota. Fora ler os livros novos, não há nada para fazer. Minutos depois Hadassa vem até a sala queixando-se de dor nas pernas. Olho para ela e ela está encostada na parede vestida em um vestido curto que vai até os joelhos, é vermelho com preto. Levanto, e parecendo um médico concluo:

 -É o frio!

 Ela pergunta gemendo de dor:

 -E como você sabe?

 -Já senti bastante isso!

 Ando até ela e a pego nos braços para não ter que andar de volta até a cama. Hadassa passa seus braços em volta do meu pescoço. Chegando no quanto deito a garota crescida na cama.

 -Fique aí! Vou fazer uma massagem nas suas pernas.

 Vou até o fundo do corredor, subo as escadas e chegando no corredor de cima entro em um dos quartos velho e abro um pequeno armário na parede cheio de teia de aranha. É aqui que guardo os remédio, abro a portinha e procuro por um potinho de gel de fazer massagem quando se está sentindo dor em algum local do corpo. Ao achar o potinho, pego e volto na carreira. Como todo  lugar por aqui é silencioso as pisadas nos degraus da escada são altos o suficiente para ouvir de qualquer canto da casa.

 Entro no quarto destampando o gel e passo a mão. Está gelado. Pego uma porção e espalho entre as mãos. Hadassa está quietinha, quando toco com o gel na perna dela, sinto seu corpo dar um salto.

 -Está gelado! - Ela fala.

 Espalho o gel gelado pelas pernas dela sem pena e massageio de cima à baixo, de baixo para cima. Subo as mãos até os joelhos.

 -Aqui dói?

 Ela balança a cabeça em um sim como uma criancinha e faço movimentos relaxantes sobre os joelhos dela. Pego o lençol grosso que dormimos enrolados e desdobrando jogo por cima dela.

 -Agora descanse e fique no quentinho!

 Ela me olha. Passo a mão sobre sua testa e afago seus cabelos. Beijo sua testa, ajeito o lençol melhor e saiu andando até a porta.

 -Vou senta um pouco lá fora enquanto você descalça. Tudo bem?

 Ela coça o olho e diz:

 -Tudo!

 -Qualquer coisa estarei lá embaixo, na floresta!

 Deixo a porta do quarto aberta e saio, chegando na sala está tudo em seu devido lugar, do mesmo jeito como deixamos, menos a poltrona, a poltrona não está na sala. Já não me é mais novidade, sei exatamente quem são os autores desse crime. Como uma alma sombria vago atravessando a casa. Abro a porta, o frio toca minha pele, é um gelo tocando o outro. Saindo para o alpendre passo direto, desço as escadas. Os ventos já começam a soprar mais forte aqui fora, quase nos arrastam e nos levam, eu e minha magreza. Desço a ladeira da colina e chegando em baixo, nas árvores, ouço o som delicioso das folhagens. Penetro a floresta a procura de um lugar bom para descansar, sempre observamos a natureza da janela, hoje quero me sentir mais perto, estar no meio do clima natural. Passo por uma parte cheia de mato da floresta chegando ao lugar por onde eu e Hadassa passamos quando encontramos o cemitério.

 É um lugar onde as árvores são altas e o chão é forrado de folhas secas. Continuo andando e me deparo com uma ladeira não muito inclinada para baixo, é possível desce-la sem dificuldades ao andar. Mais adiante, em meio às árvores e folhas secas se encontra a poltrona que não estava na sala. Acho que foi colocada aqui por que eu disse que iria sentar no lado de fora. O incrível é que o local escolhido foi perfeitamente certo, exatamente onde eu iria sentar. Me aproximo e sento no meu pequeno trono. Hadassa estar com as pernas doendo me preocupa, tenho medo de estar errado e ela estar com algo nada bom, principalmente se for causado pelas coisas daqui.

 Me aprofundo na poltrona e sento da forma errada, fora de ética, como um adolescente rebelde sentado em uma banca da escola morrendo de tédio da aula chata. O ar tem cheiro das folhas e plantas, até o ar frio parece ser mais natural. Aqui me coloco a pensar em tudo e em nada. E lembro da garota da cidade me olhando nos olhos. A imagem vem viva e forte.

 -Quem é você? - eu pergunto.

 -Sou nada, sou apenas o suficiente!

 -O suficiente para o que?

 -Para tudo e para nada!

 Com a lembrança acesa na mente lembro-me também que quase enlouqueci tentando entender aquela garota, mas foi ela quem pegou na minha mão e me arrebatou. Em horas ela me fez conhecer coisas em mim que nem eu mesmo conheci sozinho. Ela me levou a reflexão e me fez entender que algumas coisas não precisam ser entendidas, apenas deve se permitir sentir. Dona de todo o mistério puxe-me para uma dança com você, faça-me esquecer que ainda estou aqui, faça-me sentir novamente que sou uma pessoa, me faça entender novamente que todos somos um grande sistema complexo e que dentro de nós há vagões mais complexos ainda.

 Tire-me dó chão, faça minha cabeça e depois desfaça com as suas respostas indiretas. A imagem dela com sua expressão cheia de mistério vem, só então percebo o quanto ela e Hadassa são parecidas fisicamente. E se as duas forem... Impossível... Não há como as duas serem a mesma pessoa. Com o tempo as lembranças vão ficando cada vez mais apagadas, e isso dá mais chances da impressão de familiaridade estar errada.

 Não importa. De qualquer jeito aqui estou sentado em meu trono, cansado de existir e vagar por aí. Segurem a coroa negra de doze pontas, tirem essa coisa escura e pesada da minha cabeça pois já não tenho ânimo ou forças nem para sustenta-la. Os minutos se passam e nesse intervalo se passam uns vinte, trinta minutos talvez. Acho que preciso de um relógio para ter noção do tempo. Permaneço sozinho com meus pensamentos até que um corvo bate asas entre as árvores e pousa na poltrona, como estou abaixado ele desce até o meu ombro com suas patas pequeninas e pretas. Corvo é uma ave selvagem, entretanto esse não me ataca, não faz nenhum mau a mim. Acho que por não demonstrar medo ele deve achar que sou algum outro animal ou um objeto que anda. Ou talvez ele seja parte das coisas desse lugar que veio ficar comigo na forma de um Corvo. Não sei.

 Passo a mão na cabeça dele, ele me belisca com seu bico amolado, mas continuo a alisar as penas pretas da cabeça dele, ele tira a cabeça, não gosta, eu continuo, ele me belisca novamente, dessa vez mais forte. Pequena ave, você pode fazer isso o dia todo, eu já não sinto mais. Continuo a alisar até que ele desiste e fica quieto. Também paro e fico o olhando de perto, como são belas suas penas pretas... Por instinto selvagem ele deveria lançar o bico no meu olho várias vezes e tentar comer a carne, não, ele não faz isso, ele fica quietinho. Acho que também está reflexivo como eu.

 Lembro-me do que diziam os livros: Corvos simbolizam a morte, a solidão, o azar, o mal presságio. Por isso me identifico com ele, mas por outro lado, pode simbolizar a astúcia, a cura, a sabedoria, a fertilidade, a esperança. O Corvo está ligado ao profano, à magia, à bruxaria e à metamorfose. Provavelmente, a Europa e o cristianismo foram os propulsores da acepção negativa atribuída ao corvo e, atualmente, espalhada pelo mundo fazendo parte de muitas crenças, religiões, mitos, lendas, etc. Desde então, para os cristãos esses animais necrófagos (que se alimentam de carne putrificada) são considerados os mensageiros da morte e são também ligados ao Satanás, sendo que vários demônios são retratados na figura do corvo, como Caim, Amon, Stolas, Malphas, Raum.

 Na Mitologia Grega, o corvo era tido como o Deus Apolo, Deus da luz do Sol, e para eles essas aves desempenhavam o papel de mensageiro dos deuses visto que possuíam funções proféticas. Por esse motivo, esse animal simbolizava a luz uma vez que para os gregos, o Corvo era dotado de poder a fim de conjurar a má sorte. Já na Mitologia Nórdica, o corvo é encontrado como o companheiro de Odin (Wotan), deus da sabedoria, da poesia, da magia, da guerra e da morte. A partir disso, na Mitologia Escandinava, dois corvos aparecem empoleirados no Trono de Odin: "Hugin" que simboliza o espírito, enquanto "Munnin" representa a memória; e juntos simbolizam o princípio da criação.

 De repente ouço atrás de mim folhas e galhos estalando no chão. Se não for uma criatura, é minha amada. É ela! Conheço seus paços de longe, ela se aproxima a cada passo, nem me movo, continuo parado, quieto olhando as árvores. De repente uma mão pousa sobre a poltrona, é ela, conheço seu cheiro. Ela para ao lado da poltrona, está usando um vestido longo e azul-escuro.

 -Vestido longo?

 -Por causa do frio!

 -E a dor nas pernas?

 -Ainda dói um pouco, mas já é quase nada!

 -Deveria estar descansando!

 -Não queria ficar no quarto.

 Fico em silêncio já que ela queria estar junto a mim. Juntos ficamos em meio ao ar gelado da floresta, ficamos conectados com a natureza. 

 

 

 É um outro dia...

 ... Ela disse "pegue bastante lenha para aquecer a casa por bastante tempo", e aqui estou eu, me arrastando de volta para casa com vários troncos grossos de madeira nas costas, com grande dificuldade subo a ladeira até a casa, chegando à alguns metros da porta noto de longe que há sangue no chão da varanda. Segue um rastro totalmente indiscreto para dentro da casa. A porta está fechada. Tiro as cordas dos meus ombros largando os troncos no chão. Manchas de suor estão marcadas na minha camisa pois a luta para carregar um volume maior de troncos foi árdua.

 Corro assustado até a porta da casa. Sigo o rastro de sangue que vai até a porta. O coração velho e seco começa a bater de medo. De súbito tomo logo a decisão de acabar logo com o mistério, chegando diante da porta velha coloco a mão sobre a madeira e sentindo o sangue quente pela força que coloquei para carregar os troncos pesados empurro a porta com força. A porta é escancarada e bate na parede. Está tudo normal dentro da casa, a sala está vazia e o rastro de sangue termina centímetros mais à diante.

 Parado onde estou olho bem para dentro da casa, de um canto à outro, tirando todas as certezas de que está tudo bem. O silêncio está no ar.

 -Hadassa!? - chamo.

 O silêncio continua, espero alguma resposta e nada. Um vento frio sopra fazendo a porta se mexer um pouco e ranger. Olhando atentamente para o ambiente da sala dou um passo à frente já que está tão silencioso. Sinto que tem algo de errado acontecendo. De trás da parede da entrada sai ums mão segurando uma faca e ela é cravada no meu peito, sinto o alumínio laminado cortar minha pele e furar meu pulmão; o objeto rígido cortando violentamente a minha carne, sendo cravado no meu corpo repentinamente e a ponta do objeto perfurando até a alma.

 Agora tenho meu pulmão furado. Antes que eu tenha alguma reação ou resolva ver a cara do monstro, ele puxa a faca, vejo meu sangue ser espirrado à sentimentos diante de mim, sinto o líquido quente escorrer pelo meu corpo. Quando uma pessoa leva uma facada não pode remover a faca, ou qualquer objeto cortante que tenha causado o ferimento. Se tirar pode acabar causando mais danos. A faca ajuda a estancar o fluxo sanguíneo; removê-la deve aumentar a presença de coágulos sanguíneos. Mas não basta para o monstro, com a faca em mãos de novo ele faz o segundo ataque, tento segurar sua mão, mas minhas forças se isvairam, seguro na mão do assassino, "que mão fina...", mas a faca é cravada novamente. Dessa vez... No meu coração.

 A morte vem me abraçar. Permaneço parado em minha dor intensa. É tanta que não consigo gritar. Olho divagar para o rosto do monstro. E descubro que o monstro é uma garota. É a Hadassa. Mecho a boca, tento falar, porém tudo o que sai são os últimos fôlegos. Por que minha Psiquê?... E o grande monumento vestido de terno desaba contra o chão. É um lento esmaecer...



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