História Chamas do Destino - HIATUS - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Adam Milligan, Castiel, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Gabriel, Garth Fitzgerald IV, Jody Mills, Lúcifer, Miguel, Personagens Originais, Rafael, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Tags Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Spn, Supernatural
Exibições 22
Palavras 1.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá Hunters! Bom, essa é a primeira fanfic que realmente quero escrever e já fiz tantos planos para ela que até me assusto. Ah, desculpem por postar a fanfic adiantada mas eu sou ansiosa e não pude esperar para ter um capítulo pronto, se é que podemos chamar “isso” de capítulo… Enfim, só queria avisar uma coisa que será necessária para a leitura: A fanfic começa alguns meses depois do episódio 23 da season 11 e ignorei o último fato que aconteceu no ep. — o tiro — pois não conseguiria continuar dali.


E só para constar, me aproveitei de um pequeno detalhe da última temporada para criar essa fanfiction e realmente espero que gostem porque, ao longo do tempo, começarão a entender.


Podem começar à ler :)

Capítulo 1 - Prologue


LEBANON, KANSAS

— Mãe? - Dean perguntou colocando a cabeça dentro do quarto e olhando ao redor. Ele se encontrava vazio.

E mais uma vez, voltou a andar pelo Bunker como um cão de caça em busca de sua presa. Confuso em não achá-la, adentrou no quarto de Sam que se assustou pegando a arma e mirando no irmão.

— Ei, calma aí 007. - o loiro ergueu as mãos em sinal de defesa.

— Dean! - repreende voltando a posicionar o objeto ao lado da cama. - Eu poderia ter atirado em você.

— E eu poderia ter atirado de volta. - dá de ombros mas fica sério se lembrando do motivo pelo qual invadiu a privacidade do moreno. - Viu a mamãe?

— Ela não estava com você? - o caçula franze a testa.

— Achei que estivesse com você... - ambos arregalam os olhos deduzindo precocemente o que aconteceu e saem correndo pelo corredor.

— Droga, não podemos perdê-la de novo. - Dean passa as mãos no cabelo desesperado. Seu coração acelerava mais e mais a cada segundo.

— E não vão. - se ouve a voz tão procurada e os dois olham para cima. Mary entrava no esconderijo com várias sacolas. - Eu só fui ao mercado, esse lugar não tem nada.

— Mãe! - o mais velho é o primeiro a abraçar a loira com força. Sam sorri fraco para ela que retribui, o abraço e o sorriso.

Já faziam alguns meses que Amara trouxera Mary de volta e os irmãos não podiam estar mais felizes, embora Sam tenha ficado um pouco distante desses tempos para cá.

— Não pode sair assim sem nos avisar antes. Sabe quantos demônios se matariam para ter Mary Winchester nas mãos? Eu não quero nem pensar! - Dean nega histérico enquanto sua progenitora coloca as mãos na cintura.

— Dean, eu sei me cuidar. Sou caçadora desde antes de você saber o que é uma arma. - explica e ergue uma sacola em sua direção. - Eu trouxe os ingredientes para fazer torta.

— Eu te amo. - ele volta a abraçá-la fazendo os outros dois rirem. O clima estava feliz. Não que John não fizesse falta, ele fazia e muito, mas era bom ter a mulher das famílias Campbell e Winchester de volta.

***

Mary se encontrava na cozinha, nos preparativos finais da torta enquanto Dean bebia uma cerveja e Sam digitava freneticamente em seu computador. Ele não conseguia parar quieto e se o fizesse, as lembranças daquele fatídico dia o sufocariam.

— O que você tanto pesquisa? - o irmão estreita  o corpo tentando ver a tela mas o moreno fecha bruscamente o notebook. - Cara, não é legal ficar vendo pornô em público.

— Não é isso. - o moreno revira os olhos constrangido. - Você não acha estranho? - se vira de repente e, diante do semblante confuso do outro, explica. - Depois de Chuck fugir com Amara, Castiel só dar notícias por ligações?

— Dá um desconto pra ele, os anjos devem estar de luto. - encolhe os ombros bebendo mais um gole.

— Mesmo assim, eu procurei algum sinal incomum e parece que uma tempestade se formou perto de Portland. - abre novamente o computador e vai na página em que viu a notícia.

— E daí? É só uma tempestade.

— Não essa. É uma tempestade de raios, isso é raro. É pura energia. - mostra a imagem para o irmão.

— E o que você sugere? Que saiamos daqui, deixemos nossa mãe à mercê dos monstros e vamos investigar algo que nem é certo? - questiona sarcástico. Talvez estivesse irritado com o irmão, desde que Mary voltou ele anda muito estranho.

— Só a formação dessa tempestade matou cerca de 25 pessoas. Imagina quando ela cair, poderá matar milhões. Isso parece algo certo pra você?

— Existem outros caçadores no mundo, Sam. Deixe que eles cuidem disso. - se levanta e caminha para a cozinha, de encontro à sua mãe.

— Os que eu conheço estão mortos. - resmunga ignorando por hora a tempestade e procurando outro caso.

ASHEVILLE, CAROLINA DO NORTE

O som de zíperes sendo fechados era predominante em um dos quartos da grande casa ao final da rua. A garota de cabelos avermelhados terminava de colocar suas roupas dentro da mochila e em meio à resmungos, a música Thunderstruck começou a soar. E, embora quisesse continuar a ouvir sua tão amada banda, foi obrigada a atender após ler o nome de quem se tratava no visor.

— O que foi agora, Scar? - questionou em um tom impaciente.

— Já disse o quanto adoro sua boa recepção? - o sarcasmo era evidente em cada palavra. - Mas enfim, os pais da Hanna resolveram ir para Miami passar as férias e me convidaram. Como sei que você está ocupada… - do outro lado da linha, a dona da voz mansa revirou os olhos discretamente. Mesmo que a ruiva não pudesse vê-la. - Posso ir?

— Esqueci de avisar que você vai passar as férias na casa da nossa ilustríssima tia Amber? - pergunta retoricamente com divertimento, o que causa um pouco de raiva na outra. - Desculpe, minha memória é horrível. Mas agora você já sabe para onde vai e pode negar o pedido dos pais da Hanna.

— O quê? - seu semblante mostrava a incredulidade que sente ao ouvir tal coisa. Por que diabos ela tinha que ficar com a velha louca? Por que não podia, simplesmente, ir na casa de praia de sua melhor amiga?

— Ah, qual é? A tia é legal. Todos aqueles enfeites de Halloween fora de época e biscoitos com gosto de água. - ri claramente debochando.

— Eu te odeio. - um longo e pesaroso suspiro é ouvido cessando as risadas da mais velha que começava a sentir pena de sua irmã. A culpa não era dela, mas quando algo recai sobre uma família como aquela, as consequências são dadas à todos. Scarlett não era uma exceção. É libertada destes pensamentos por uma questão levantada pela outra ruiva. - E você? Vai fazer o quê?

Respirou fundo tentando se acalmar. Não poderia contar à Scar o real motivo, mas também não poderia mentir. Ela tinha o direito de saber. E, mesmo que mentir ainda doesse um pouco, resolveu que aquela não seria uma boa hora para a verdade. Um dia ela chegaria por vontade própria, e ninguém poderia impedir.

— Encontrei um novo caso, o problema é que ele fica do outro lado do país, o que vai demorar alguns dias. - explica e para dar um toque à mais na mentira deslavada que contara, fez uma pergunta à expert em respostas. - Por acaso conhece alguma criatura que pode mexer com o clima?

— Só a Ororo Munroe, mas acho que ela não se classifica nesta categoria. - reflete pensativa e sua mente viaja entre os integrantes dos X-Men, parando justo em Scott.

— Quer parar de pensar no Ciclope? - a maior revira, novamente, os olhos sabendo perfeitamente quais eram os pensamentos da caçula.

— Nem vem que eu sei sobre sua pequena queda pelo Wolverine. - retruca com um sorrisinho provocador se olhando no espelho e arruma seu cabelo com a mão que não segura o celular.

— Primeiro, não tenho uma queda pelo Logan, só uma pequena empatia pelo seu passado; e segundo, o fato aqui é a criatura. - não era uma total inverdade, ela havia mesmo encontrado um caso assim. Mas não iria checá-lo pois tinha outras prioridades no momento.

— Claro. - solta com ironia e tenta lembrar qual era o assunto tratado antes de chegarem nos X-Men. Oh sim, um monstro que mexa com o clima. - Não, não conheço nenhuma criatura. Mas se quiser eu pesquiso.

— Não precisa, apenas arrume suas coisas e esteja pronta daqui à um dia e meio. - ordena discretamente e ia desligar mas lembra de algo. - Ah, e não conte à ninguém para onde está indo.

— Como sempre. - sussurra depois da chamada ser terminada. - Por que eu tenho de ficar com a bruxa fora de época? - resmunga se referindo à tia Amber.

Em outro lugar, mais especificamente no Kansas, Sam pesquisava algo em seu computador de novo. Mas nada haver com anjos. Só sentiu falta de algo normal. Ultimamente Dean e ele só têm enfrentado problemas maiores que eles. Deus, Escuridão, Profetas, Lúcifer… tudo isso era assustador e extremamente cansativo. Pela primeira vez na sua vida repleta de arrependimentos, admitiu sentir falta de uma criatura comum, no terno sobrenatural.

— ACHEI! - exclamou, talvez alto demais, chamando a atenção de seu irmão logo ao lado que lia o diário de John pela centésima vez apenas naquele dia.

— Achou o quê? - franze a testa confuso.

— Um caso. - o semblante do loiro muda completamente e o mais novo resolve tomar frente. - Olha, eu sei que você não quer caçar, pelo menos não agora. Mas eu cansei de ficar parado aqui sem fazer nada e…

— Você poderia começar conversando com a mamãe! - altera o tom de voz.

— Eu quero dizer que… - pensa nas palavras certas mas não as encontra. - O mundo não parou com a volta da nossa mãe, Dean. Os monstros continuam lá e não são alguns caçadores que vão os parar. - toma um tom baixo para tentar acalmar o outro.

— Foi esse mundo que matou a mamãe, e agora que ela voltou, não vou deixar que a levem de novo. Eu vou ficar e protegê-la. - diz decidido.

Sam não entendia seu ponto de vista. Ele viveu toda sua vida sem uma mãe. Apenas com um pai obsessivo por vingança e um jovem irmão que precisou criar ao seu modo. Não foi fácil descobrir sobre a morte de sua mãe assim como não foi ser culpado pela morte do pai. Ele precisava de alguém que não cometeu erros. Ele queria alguém que o julgasse de um modo sincero e ao mesmo tempo gentil. E ele se sentia no direito de ter isso! Depois de tudo o que ele fez para o mundo, todas as decisões que ele teve de tomar para salvar quem nem sabia que estava em perigo e sem receber nada em troca. Ele tinha esse direito. Ele tinha todo o direito. Mas Sam não compreendia isso, pois ele também tinha seus próprios motivos para caçar.

— Eu não estou pedindo para ir comigo. - devolve dando de ombros e, carregando o notebook debaixo do braço, abandona aquela sala e deixa um Dean pensativo para trás.

Na estrada, ao som de Highway to Hell, se encontrava a ruiva. Ela movia a cabeça acompanhando o ritmo da canção é batucava seus dedos no volante completamente alheia à tudo que acontecia ao seu redor. Com toda a distração, não percebeu quando um trovão estrondoso ecoou pelo céu nublado.

Uma tempestade se aproximava, e ela não cessaria.


Notas Finais


E aí? Curtiram? Ficou bom como prólogo? Desculpem, eu nunca fui muito boa com começos de histórias. Tenho medo de ser apressada e revelar mais do que devo. Espero que isso não tenha acontecido. Enfim, gostaram desse início confuso? Ah, e uma pergunta: gostam de capítulos longos? É que eu acho que essa fanfic será desse estilo. Só para ficarem avisados. O intervalo entre as atualizações podem demorar um pouco já que eu sou muito insegura em questão à minha capacidade de escrever e fico apagando e editando toda hora para, no fim, achar que ficou horrível e que tenho de recomeçar. Mas prometo que farei o meu melhor para sair um bom enredo.

Vale, hunters.

Ps¹.: “Vale” é adeus ou tchau em Latim.

Ps².: Uma das ruivas é, obviamente, a Sophie Turner. A outra vocês irão descobrir no terceiro capítulo.


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