História Chandrillah - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~biafhy

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7
Personagens Baekhyun, BamBam, Chanyeol, D.O, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, JR, Kai, Mark, Personagens Originais, Sehun, Youngjae, Yugyeom
Tags Asia, Assassin's Creed, Bts, Chanbaek, Exo, Got7, Guerreiros, Magia, Medieval, Mitologia Nórdica, Nações, Princesas, Príncipe Da Pérsia, Principes, Reinos, Skyrim
Exibições 16
Palavras 2.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Josei, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - Cap. XIX (Got7)


Fanfic / Fanfiction Chandrillah - Capítulo 19 - Cap. XIX (Got7)

O Diplomata

 

Dois dias antes

 

Aquele era o primeiro dia de festividades em comemoração ao aniversário das princesas gêmeas. Desde o dia em que chegamos ao castelo, era notável a movimentação não só ali como em toda a capital. De início nenhum de nós sabia o que estava acontecendo, mas após a última reunião com o conselho do rei tudo foi esclarecido. Éramos convidados de honra e estávamos ali por uma razão nobre, nada mais justo que aproveitar a festa. Mas eu me sentia estranho. Na verdade, desde o momento em que o príncipe feiticeiro chegou ao castelo todas as minhas perspectivas mudaram.

Não que eu tenha algo contra o príncipe, muito pelo contrário. Youngjae é alguém a quem admiro e tenho muito respeito. O príncipe do meio é obstinado apesar de muito tímido. Sua curiosidade e sua ânsia em proteger e curar as pessoas é mais notável e honrável do que muito guerreiro que se diz herói. E por esse motivo, além de sua posição, é que me dei conta de que estava tentando ter algo que estava muito aquém de meu alcance.

Oh sim, princesa Meridia. Princesa Serenity Meridia. A gêmea mais velha. Uma mulher que atrai olhares não só por sua beleza, mas também por sua personalidade e inteligência. Desde o momento em que a vi senti meu coração bater mais rápido. Sentimentos tolos de um homem que nada sabe sobre o amor. Meridia foi extremamente simpática e atenciosa comigo, mas nada disso significava que sentia algo por mim além de empatia. Entendi isso quando o príncipe Youngjae chegou ao castelo. Naquele dia da reunião, quando Meridia entrou na sala e seu olhar cruzou com o dele, tudo ficou nitidamente claro. Algo mais havia ali. Ele foi o primeiro a sair da sala de reunião para ir ao encontro dela, ambos saíram juntos não muito tempo depois e a partir daquele momento sempre os via juntos.

Eu era apenas um diplomata, um erudito, um estudioso. Meu pai nem mesmo era tão nobre quanto o pai de Jackson. Meu lugar ali se devia aos meus esforços e a amizade que nutria com os príncipes. Como eu poderia competir com alguém feito Youngjae. Com o restante de dignidade que tinha, dei as costas aquele inocente sentimento e me contive. Haviam coisas importantes de mais para serem deixadas de lado. Precisávamos do apoio do rei de Chandrillah e foi nisso que resolvi me focar.

Nos dias antes da festa, permaneci em meu quarto ou em breves visitas a biblioteca para poder pegar alguns livros ou então devolvê-los. Queria conversar com Mark vez ou outra, mas o mercenário havia partido em uma missão. No fim, eu me encontrava só.

O príncipe herdeiro e o general também pareciam muito ocupados, dividindo sua atenção entre seus afazeres e seu relacionamento complicado com a princesa Brianna.

 

Naquela manhã, acordei com o cheiro de pães saindo do forno. De alguma forma, meu quarto era sempre invadido por deliciosos aromas que davam água na boca. Ainda era cedo, o sol não havia subido aos céus, mas eu já não mais conseguiria dormir. Na noite anterior fui para a cama cedo. Comecei a ler e reler alguns livros quando o cansaço me dominou. Sentia-me renovado aquele horário.

Fiz minha higiene pessoal e me vesti. Peguei alguns livros debaixo do braço e sai de meu quarto em direção a biblioteca. Era um pouco difícil ver o caminho, não fosse pelos candelabros nas paredes de pedra do castelo. Eu estava absorto em pensamentos, tentado não derrubar nada nem escorregar pelo piso liso, quando sem querer trombei com algo, ou melhor, alguém.

Quem quer que fosse não queria ser visto e nem ouvido, pois mesmo sendo atingido e caído com tudo contra o chão, manteve-se em silêncio. Com o impacto acabei por derrubar os livros que se espalharam em várias direções. Alguns possuíam páginas soltas e as vi voar em direção a escuridão do corredor.

-Me desculpe... Eu não vi... -tentei me aproximar para ajudar a pessoa encapuzada, mas ela ergueu a mão enluvada, fazendo sinal para não me aproximar.

Parei e fiquei olhando o indivíduo que se curvou para a frente, pegou impulso, então se levantou, cambaleando um pouco para o lado. Dei um passo em sua direção, mas ele se encostou na parede e novamente ergueu a mão para eu parar.

-Você se machucou?

O estranho fechou o pulso, então voltou a se inclinar, pegando os livros que estavam próximos aos seus pés. Nesse momento olhei em volta a bagunça que nos cercava, pus-me a recolher os livros e as folhas espalhas. O sol estava se erguendo, a fraca luminosidade começava a facilitar minha visão.

-Eu realmente estava perdido em pensamentos, deveria ter trazido um...

Quando ergui a cabeça estava face a face com o estranho com o qual havia esbarrado, ou melhor, a estranha. Olhos verdes claros me encaravam num misto de susto e impaciência. A garota, ao contrário das princesas que possuíam uma beleza exótica, fruto da junção de nórdicos e asiáticos, era uma nórdica de sangue puro e isso era notável em seus traços marcados, olhos claros, pele extremamente clara, cabelos cacheados fartos, sendo que algumas mechas desciam por entre o capuz que usava. A única coisa que a diferenciava das demais era a cor de seus cabelos, avermelhados conforme a luz os banhava.

Ela se colocou ereta rapidamente, olhou para os lados, certificando-se de que não havia mais ninguém junto a nós, então voltou a me olhar, sussurrou.

-Espero que isso fique só entre nós, você nunca me viu aqui.

Ainda atônito, ergui-me.

-Quem é você?

Ela deu um sorriso de canto, sagaz, confirmando com a cabeça.

-É melhor assim.

Ela colocou os livros que havia pego no chão em minhas mãos, então, tão rápido como havia aparecido, me deu as costas e desapareceu pelo corredor de onde eu havia vindo.

Fiquei ainda algum tempo ali, parado, tentando entender o que estava acontecendo. Só então voltei a juntar os livros e folhas que ainda estavam espalhados. Dentre eles, encontrei uma página solta, diferente de todas as demais. Ela era clara e parecia pouco manuseada, apesar de estar dobrada e um pouco amassada. A abri para identificar de que livro ou anotação se tratava quando me deparei palavras e números anotados apressadamente por todos os cantos da folha, como se a pessoa que as escreveu estivesse escondida, anotando somente para não se esquecer. Tentei me lembrar se havia a analisado antes, mas a única coisa que vinha-me a mente era a garota que acabara de conhecer. Fazia sentido. Uma mulher andando pelo castelo as escuras, encapuzada, enluvada, nitidamente querendo passar despercebida. Certamente ela era uma informante. Era comum castelos e palácios possuírem seus informantes por toda a parte, pessoas que ninguém julgaria estarem ali para ouvir e obterem informações preciosas para seus mestres. Aquela estranha não parecia ser qualquer pessoa, e certamente estava relacionada a nobreza do castelo. Com um sorrisinho de canto, resolvi guardar aquele segredo em meu bolso, para poder estudá-lo em outro momento.

 

Mais tarde naquela manhã, já na biblioteca, encontrei o escrivão do reino, um homem de meia idade muito cortês. Era ele quem me auxiliava com os livros após Meridia ter outros assuntos a tratar, principalmente com Youngjae. Suspirei ao lembrar disso.

-Senhor JinYoung, os livros que pegou lhe serviram de alguma ajuda?

Sorri, voltando de meu breve devaneio, movendo a cabeça levemente.

-Não, Estevan, na verdade não havia nada além daquilo que eu já sabia. E pode me chamar apenas de JinYoung.

-Que pena, JinYoung. -disse Estevan enquanto dava uma olhada nos exemplares que eu havia emprestado. Ele parecia ser um homem muito dedicado ao seu trabalho, que era não somente anotar tudo o que acontecia nas reuniões como também organizar a papeladas, os livros e as documentações de todo o reino.

-A princesa Meridia está empenhada em ajudá-los. Ela e seu príncipe estão constantemente na biblioteca em uma discussão ferrenha sobre informações relevantes que possam encontrar nos livros.

Confirmei com a cabeça.

-A princesa e o príncipe são pessoas bem obstinadas. São uma bela dupla, tenho certeza que em breve encontrarão algo.

-E um belo casal. -disse ele com um sorriso paternal no rosto, erguendo os olhos para o segundo andar da biblioteca- Nunca vi princesa Meridia conversar tão empolgadamente com alguém como conversa com o príncipe, parece até que eles já se conheciam.

Continuei abrindo livros sobre a mesa, tentando não dar importância aquela conversa.

-É, parecem mesmo.

-Bem. -continuou Estevan- Acho que não encontrará nada nessa velha biblioteca. Há muito conhecimento aqui,mas não há nada que possa, de fato, ajudá-los. Acredito que precisem de algo mais... Concreto. Alguma coisa de agora e não do passado.

Ergui os olhos, voltando a confirmar.

-Os príncipes estão pensando em algo a respeito. -eu poderia ter-lhe contado sobre Mark e sua busca pelo brasão de Kavisar no vilarejo que havia sido atacado, mas imediatamente lembrei-me da jovem informante que encontrara mais cedo. Eu não poderia deixar a guarda baixa. Aquele homem a minha frente poderia ser muito mais do que aparentava.

Ele apenas confirmou com a cabeça, sorrindo.

-Então, acho que agora deveria aproveitar a festa, todos estarão comemorando, logo a primeira grande refeição será servida. Deixe os livros para os mais velhos agora, vocês jovens precisam de um pouco de animação.

 

 

Como Estevan havia dito, a primeira grande refeição foi servida não muito tempo depois. Consegui apenas trocar minhas vestes por algo mais formal antes de me juntar com os príncipes e o general. Acompanhávamos as aniversariantes de uma certa distância. Mais próximos do que a grande maioria, mas ainda longe o suficiente para não conseguir trocar seque uma palavra. Mesmo assim, JB e Jackson trocavam olhares calorosos com Brianna e Youngjae... Bem. Youngjae e Meridia simplesmente pareciam não poder se perder de vista e quando isso acontecia eu via um dos dois sérios em um canto ou sentado em seu trono.

Resolvi seguir o conselho de Estevan e me desligar de toda aquela situação, aproveitar os festejos, as deliciosas e diferentes comidas servidas ali em Chandrillah, aproveitar a música, a dança, os jogos.

Os príncipes estavam sentados em seus lugares reservados a eles, de frente para o pátio onde os jogos seriam realizados. Eu e Jackson tínhamos nossos lugares em cadeiras um pouco mais atrás, porém, como nada ainda havia começado, estávamos em pé ao lado das cadeiras dos príncipes. O dia estava bonito e eu tentava me envolver com aquela animação toda, mesmo assim, parecia que aquilo tudo iria demorar para acabar. Com uma taça de vinho no mão, eu saboreava o líquido tentando encontrar alguma forma de desligar meus pensamentos.

Notei uma movimentação se aproximando. Eram as damas de companhia da princesa Brianna. As jovens nórdicas de cabelos louros eram tão ousadas em suas vestimentas quanto a própria princesa, além de serem muito bonitas como ela. Cinco delas eu já havia visto sempre ao redor da princesa, apesar de ter certeza de que tudo aquilo era apenas aparência, ainda mais depois do que Jackson me contou sobre uma delas estar frequentemente tentando algo com ele. Sorri ao lembrar do fato de que o general não sossegava quando um rabo de saia chegava perto dele. Foi nesse momento, quando distraidamente voltei a olhar as damas de companhia que algo chamou minha atenção. Entre elas havia uma de longas madeixas ruivas. Os cabelos estavam presos em várias tranças, finalizando em uma cascata de cachos que desciam até sua cintura. Assim como as demais, haviam pequenas flores do campo enfeitando seu cabelo, porém, nela, as flores se realçavam. Amarelas, rosas, brancas, azuis. O vestido era mais discreto que os da demais, apesar de ainda possuir um ar ousado nos cortes em sua cintura. Debruadas de pele, a saia e a manga longa e larga lhe davam um ar ainda mais nórdico.

Eu estava em um misto de sentimentos, surpreso, encantando, confuso e curioso. Jackson começou a falar comigo mas eu não conseguia prestar atenção em suas palavras.

-Ah... Admirando a paisagem não é mesmo.

Olhei para ele rapidamente. Jackson tinha um sorriso sacana no rosto, apontando com a cabeça em direção as damas de companhia.

-Qual delas? São todas belas mulheres, não acha?

Sorri confirmando.

-Sem dúvidas.

-Você está bem? Nem mesmo imaginei que você me responderia isso.

-Estou sendo sincero, a beleza delas deve ser admirada.

Jackson me olhava como se tivesse diante de um ser de outro mundo. Eu o ignorei, voltando a olhar a garota ruiva sorrindo e conversando casualmente com as outras damas.

 

Era impossível evitar não procurá-la em meio a multidão. Aquela mulher era, de fato, uma dama de companhia da princesa Brianna, e eu tinha quase certeza de que também era uma de suas informantes. Quem sabe todas elas fossem. Mas a ruiva parecia ter uma sagacidade no olhar, uma seriedade que as demais não possuíam. Enquanto as outras gargalhavam e dançavam, sempre de conversas ao pé do ouvido com soldados de alta patente ou até mesmo velhos comerciantes, ela permanecia concentrada num todo. Ela conversava com quem dirigia a palavra a ela, sorria, cumprimentava, mas nunca ficava muito tempo a disposição daquela pessoa. Sempre arrumava uma forma de se despedir e ir para outro canto do salão onde pudesse voltar a analisar as pessoas. A vi rir e conversar com suas colegas, parecia apenas mais uma garota nobre entre as outras, mas eu sabia que havia mais e aquilo estava me corroendo e tomando pose de todos os meus sentidos.

Sem perceber eu a estava encarando frequentemente, tentando atrair seu olhar, sua atenção. Quando finalmente decidi tomar coragem e ir em sua direção vi um homem se aproximar dela. Seu sorriso aumentou, diferentemente de qualquer outro momento. Ela pegou sua mão e depois o abraçou brevemente. O homem tinha cabelos avermelhados  como o dela, mas fios grisalhos já despontavam em mexas lisas. Ele era mais alto e quando se virou pude ver que Estevan a admirava, confirmando algo com cabeça.

Parei imediatamente onde estava, em meio a pista de dança. A música havia parado por um tempo, mas ouvia os músicos se preparem para iniciar uma nova canção. Mas eu não conseguia sair dali, estava com os olhos fixos no casal. Minhas pernas pareciam pesar toneladas.

Ela se voltou para mim, seus olhos esmeraldas cravaram-se nos meus. Seu sorriso aos poucos foi desaparecendo. Ela estava surpresa, eu, paralisado. A música teve início, casais começaram a se colocar espalhados pelo salão, sentia seu olhares sobre mim, sobre o estranho asiático parado em meio a eles.

-JinYoung? -ouvi a voz de Estevan, ele também me olhava surpreso, ainda segurava a mão da garota.

Como se um balde de água fria fosse jogado sobre mim, chacoalhei a cabeça e sorri, acenando brevemente para ele e me preparando para ir em outra direção, mas ele retribuiu o sorriso e fez sinal para que eu me aproximasse. Eu não deveria ir. Mas, por que não? Qual era o problema? Respirei fundo e fui em sua direção.

A garota ao seu lado desviou os olhos de mim para todos os lados.

-Senhor JinYoung, vejo que seguiu meu conselho, está gostando da festa?

-Pode me chamar somente de JinYoug. Não sou nenhum grande nobre para ser chamado assim. E sim, tenho que lhe agradecer por me incentivar a aproveitar a festa, está realmente muito agradável.

Eu não consegui evitar olhar para a jovem ao seu lado, o que acabou por denunciar minha curiosidade.

-Ah sim, perdoe-me meus modos. Deixe-me lhe apresentar minha filha Taylion. 



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