História Chandrillah - Capítulo 21


Escrita por: ~ e ~biafhy

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7
Personagens Baekhyun, BamBam, Chanyeol, D.O, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, JR, Kai, Mark, Personagens Originais, Sehun, Youngjae, Yugyeom
Tags Asia, Assassin's Creed, Bts, Chanbaek, Exo, Got7, Guerreiros, Magia, Medieval, Mitologia Nórdica, Nações, Princesas, Príncipe Da Pérsia, Principes, Reinos, Skyrim
Exibições 18
Palavras 2.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Josei, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Cap. XXI ( Got7 - BTS)


Fanfic / Fanfiction Chandrillah - Capítulo 21 - Cap. XXI ( Got7 - BTS)

                                                                                                                                       Neugdae, capital de Pallas.

                                                                                                                                                       Dez dias atrás

 

O dia estava bonito, no céu azul apenas algumas nuvens vagavam sorrateiramente aqui e ali, o sol estava em seu auge. Do palácio eu podia ver as tropas de meus irmãos se afastando no horizonte. Com ele estava à missão de trazer a Pallas uma forte aliança com o reino vizinho, Chandrillah. Estávamos sendo ameaçados, precisávamos de auxilio.

Suspirei ao pensar sobre essas coisas complicadas. Eu, como filho mais novo, sempre era poupado em me envolver com os assuntos mais políticos da nação. Jaebum era responsável por toda a ordem, tendo Jackson e Jinyoung ao seu lado. E, sinceramente, eu nunca havia me incomodado a respeito de tal assunto, até me sentia aliviado por não precisar me envolver com estratégias políticas, de guerra, alianças, territórios. O que sobraria para mim, tendo Jaebum e Youngjae a minha frente? Restava a mim aproveitar aquilo que eles não podiam.

Dei as costas ao campo longínquo onde agora não mais podia ver os guerreiros partindo e entrei em meu quarto. Um servo se aproximou, curvando-se brevemente.

-Príncipe Yugyeon, seu banho já está pronto.

O acompanhei até as salas de banho termais. O local estava praticamente tomado pelo vapor que saia das águas. As salas de banho de aguas termais do palácio de Neugdae eram conhecidas em todo o mundo. Onde quer que fosse as pessoas sempre comentavam sobre os milagres que aquelas águas poderiam fazer. Bem, não eram exclusividades do palácio. Na cidade os aldeões poderiam aproveitar esse luxo em casas de banho menores, por um preço justo, afinal as casas precisavam ser mantidas limpas e organizadas. Sorri ao me flagrar pensando no bem estar da cidade e de seus cidadãos. Será assim que um príncipe herdeiro deve pensar? Em quanto à população precisa pagar para aproveitar um pouco de luxo? Enquanto Jaebum e Youngjae estavam fora eu bem podia ajudar com os pequenos problemas da população, isso não me custaria nada além de algumas horas de meus longos e tediosos dias.

Assim que chegamos à sala reservada aos príncipes o servo voltou a se curvar estendendo os braços. Retirei a túnica que usava e o entreguei, voltando-me para as águas e entrando nelas. Assim que minha pele entrou em contato com aquele morno e delicioso calor, esqueci completamente sobre aqueles pensamentos. Para que eu deveria me incomodar? Haviam conselheiros e mais conselheiros, eruditos, diplomatas, chanceleres, generais e muito mais para cuidarem dos problemas do palácio e de toda a nação. Eu não precisava me envolver, eu precisava apenas ficar onde eu estava.

Sentei deixando a água cobrir meu corpo até metade do peito, estiquei os braços para o lado e apoiei a cabeça em um travesseiro de sedas que o servo colocou para mim.

-Quer que sua refeição seja servida aqui, príncipe?

-Sim, por favor.

O servo voltou a se curvar e então saiu, desaparecendo pela nuvem de vapor, deixando-me sozinho com o som tranquilo das águas. Eu estava só. Não havia mais ninguém ali. Não haviam amigos, risadas, piadas infames. Nada. Onde estavam eles? Aqueles que eu julgava serem meus amigos? Estavam apavorados em suas casas com a ideia de uma guerra estar se aproximando? Estariam fugindo para algum canto de Pallas para não se envolverem com tais assuntos? Por que não estavam ali comigo, aproveitando as boas comodidades do palácio. Respirei fundo e fechei os olhos. Não importava. Depois que saísse dali daria um jeito de procurá-los e questioná-los, na pior das hipóteses, encontraria outros amigos, capazes de ficar ao meu independente da situação do reino.

Decidido, comecei a relaxar o corpo para poder aproveitar meu momento ali, só. Em breve certamente eu estaria cercado de pessoas, rindo, jogando, conversando, esquecendo que lá fora haviam problemas para se preocupar.

Os segundos se passaram, minutos, e eu começava a me sentir sonolento. Ouvi um barulho e abri levemente os olhos. Meu servo deveria estar chegando com minha refeição. Fechei os olhos e aguardei que ele se aproximasse, poderia tirar um cochilo antes de comer. Porém, não ouvi mais nada. Voltei a abrir os olhos virando a cabeça em direção da nuvem de vapor por onde ele havia entrado.

-Suk, é você?

Chamei pelo servo, mas não obtive resposta. Inclinei o corpo para frente, para poder ficar sentado e continuei olhando para o vapor, mas então ouvi um barulho vindo do outro lado. Virei rapidamente à cabeça naquela direção, havia um pequeno corredor ali que levava a sala de trajes, será que havia alguém ali ainda? Mas, nada, ninguém apareceu nada além do som das águas que agora começavam a me irritar. Levantei apressado, em busca de minha túnica. A encontrei em um suporte, a peguei e vesti mesmo com o corpo molhado. Outro barulho, dessa vez vinha das águas mais a frente. No fundo da sala uma pequena cascata havia sido montada, dela jorrava mais águas, não havia como alguém estar ali.

-Quem está ai?

Eu deveria estar parecendo um tolo assuntado. Meus irmãos agiriam da mesma forma? Não. Eu era um príncipe, eu precisava ser forte, destemido. Olhei para os lados, mas não haviam armas ali. Maldição! Youngjae sempre carregava espadas ou punhais, Youngjae tinha sua magia, mesmo se negando usá-las para machucar tenho certeza que não pensaria duas vezes em atear fogo em quem quer que estivesse lhe ameaçando. Quando me dei conta, estava com as costas contra a parede, minha respiração parecia ficar cada vez mais difícil, foi então que descobri o significado de medo.

 

 

Do teto a sua frente, o príncipe mais jovem viu algo se desprender, girar no ar e cair em pé em uma parte da piscina que era mais rasa, ele possuía longos braços que serpentearam em sua direção. Ágil como era o príncipe desviou no último segundo das afiadas e perigosas garras que arranharam a parede atrás dele.

Yugyeon deslizou pelo piso, mas conseguiu correr em direção da porta, embrenhando-se por entre as nuvens de vapor. Ele ouviu o estalo do couro cortando o ar, um chicote estourava ao seu lado. Olhando para trás viu as garras despontarem por entre o vapor, passando rente a suas costas.

Alguém estava tentando matá-lo? Mas quem? E como havia entrado ali? Onde estavam os guardas? Yugyeon sabia que estava se aproximando da porta, ainda não podia vê-la, mas não tinha dúvidas. Atrás de si, o chicote estalava sob as águas e o ar, a centímetros de açoita-lo. Quando finalmente a porta de saída despontou a sua frente, ele parou. Diante dela uma figura de negro o aguardava, seus trajes denunciavam o que era. Yugyeon havia visto imagens daqueles temidos assassinos em livros e pergaminhos. Há muito tempo haviam sido banidos de Pallas e, pelo que sabia, nem mesmo Chandrillah ousava contratá-los. Eram mercenários, mas, ao contrário de Mark que buscava sempre ser justo e correto, aqueles diante de si eram conhecidos por serem impiedosos assassinos a sangue frio, cruéis, quando pagos para o serem. Eram altamente treinados e ninguém podia escapar deles.

Yugyeon tremeu. Como ele poderia escapar de Hassassins, seminu, sem armas. Só poderia tentar fugir e aguardar um milagre.

O hassassin a sua frente não parecia trazer nenhum tipo de arma em mão e nem em seu cinto, mas ele sabia que não podia confiar em seus olhos. Entre as vestes negras poderiam existir armas e armadilhas escondidas, além de sua habilidade com os punhos. Yugyeon deu um passo para trás, só então se lembrou daquele que usava o chicote. Sem mais ouvir o estalar da arma o príncipe decidiu voltar.

Em seu desespero em fugir, não percebeu quando o chicote despontou em sua direção, agarrando seu braço e cravando as garras em sua pele. Yugyeon caiu de joelhos, olhando para o braço esquerdo agora preso. Ele tentou segurar a arma, mas sua mão havia sido pega. O hassassin que estava atrás de si o imobilizou. O príncipe tentou lutar, mas conforme se movia, mais a garra do chicote penetrava sua pele.

-É melhor ficar quietinho, príncipe, ou será muito pior. -o hassassin que estava atrás dele falou próximo ao seu ouvido, colocando um trapo na boca do príncipe e em seguida outro lenço, amordaçando-o.

Yugyeon precisou controlar a respiração para não asfixiar. Parou de se debater quando sentiu que a garra aos poucos ia deixando de pressionar sua pele.

-Hei Jin, J-Hope deu um jeito de parar fácil o principezinho hein. -caminhando tranquilamente em sua direção, outro hassassin, sem máscara cobrindo a face e nem capuz sobre a cabeça se aproximava com um sorriso travesso no rosto.

-O que pensa que está fazendo? -perguntou aquele que estava próximo de Yugyeon e que se chamava Jin.

O hassassin parou encarando o companheiro.

-Estou fazendo meu trabalho. -então sorriu descontraído- Ah, está falando da máscara e dos nomes? -ele deu de ombros, abaixando-se para olhar Yugyeon de frente- Não se preocupe o principezinho não vai nos ver depois de hoje, para sua sorte, é claro.

-Calem a boca e vamos logo com isso. -a voz vinha do meio da piscina de pedras. Aquele que chamam de J-Hope, o que usava os chicotes e que mantinha o príncipe ainda preso em uma de suas garras, também usava uma meia máscara no rosto, mas seu capuz havia caído para trás, revelando os cabelos pintados de um laranja desbotados. Não era exatamente a coloração de cabelo que Yugyeon esperava de um assassino- Jimin termine de amarrar ele, temos q despachar a encomenda e partir logo daqui, não podemos perder tempo.

Aquele que parecia ser o líder tinha uma voz firme apesar de Yugyeon jurar que ele estava sorrindo por de baixo da máscara, como um sádico aguardando o momento certo para causar dor. Jin soltou a garra do chicote do braço de Yugyeon e amarrou firmemente uma corda nos dois pulsos. O príncipe ainda tentou se debater, mas era em vão. Ele não conseguia gritar e antes mesmo que pudesse pensar, já havia sido imobilizado.

J-Hope puxou o chicote de volta para si, enrolando-o enquanto Jin e Jimin colocavam o príncipe em pé e o encaminhavam para dentro da piscina. Yugyeon estava confuso, sem saber qual era a verdadeira intenção deles. Foi então que viu uma pedra desolada na cascata decorativa. Atrás da pedra havia um túnel escuro, tão estreito que era difícil acreditar que uma pessoa passaria por ali.

J-Hope foi na frente, olhando para seus companheiros e confirmando com a cabeça, segurou-se na borda das pedras, pegou impulso e se jogou para dentro do túnel. Yugyeon percebeu que a passagem era inclinada, fácil para se descer, mas difícil para subir. Se os Hassassins haviam entrado no palácio por ali certamente tiveram muito trabalho.

-É sua vez, vossa majestade. -disse Jimin, curvando-se sobre o próprio corpo.

Jin o auxiliando apenas a colocar primeiro as pernas na abertura do túnel para em seguida empurra-lo. Yugyeon sentia as pedras do túnel arranharem e cortarem suas costas, pernas braços, sua cabeça quicava conforme deslizava para baixo por uma passagem claustrofóbica. Ele fechou os olhos, aquilo só poderia ser um pesadelo. Como ninguém havia percebido a presença dos assassinos ali? Onde estavam todos?

Não. Aquilo não era um pesadelo. Os cortes por seu corpo, as batidas contra as pedras, os hematomas deixavam claro que tudo aquilo era bem real. Finalmente ele se chocou com o chão, a descida havia chegado ao fim. Ainda atordoado sentiu as mãos firmes de J-Hope agarra-lo pelo colarinho da túnica e o erguer, tirando-o do caminho por onde, logo em seguida, Jimin despontou. Não muito tempo depois Jin também apareceu.

-Certificou-se de fechar bem a passagem? -perguntou o líder, apertando a nuca de Yugyeon para que permanecesse parado.

Jin apenas confirmou com a cabeça, e sem dizerem mais nada eles começaram a correr pela gruta onde haviam caído. Yugyeon tentou identificar onde estavam, mas a pouca luz e a dor que sentia na cabeça dificultavam seu raciocínio e seu senso de orientação. Ouvia apenas o gotejar da água, o farfalhar suave dos Hassassins. Ele tinha vontade de rir, era impossível ouvi-los correr. Ouvia seus passos, seus pés descalços sobre as pedras, mas, apesar de estar sendo escoltado por três homens, nenhum deles era ouvido. Por um momento, ele sentiu inveja da agilidade e destreza de seus algozes.

Seus estavam calejados e doíam a cada passo que dava. Yugyeon percebeu que agora estavam saindo da gruta em que caíram. Os três Hassassins permaneciam em silêncio. Assim que sentiu a brisa fresca em seu rosto, o príncipe forçou seus olhos a focarem a visão a sua frente. Eles estavam em uma trilha que levava a uma floresta próxima ao palácio, aquele trecho era usado pelos serviçais, mas Yugyeon não sabia exatamente para o que. Ali havia uma carroça carregada com inúmeras caixas de tamanhos variados e um homem com trajes de viajante os aguardava.

J-Hope tomou a frente, falando algo em voz baixa para o homem que apenas confirmou com a cabeça e se aproximou do príncipe, ajudando Jin e Jimin a colocá-lo imóvel dentro de uma das caixas.

-Deve levá-lo em segurança até Kavizarian, pelo menos vivo. -riu J-Hope, ficando sério em seguida- Avise o rei que partimos imediatamente para Chandrillah, ainda assim permaneceremos na trilha para evitar que o rei de Pallas informe ao seu herdeiro sobre o que aconteceu aqui.

O homem confirmou com a cabeça. A última coisa que Yugyeon viu antes da caixa onde havia sido posto fosse trancada foi à alta torre de vigia do palácio que despontava lá no alto, por sobre a copa das árvores. Yugyeon sabia que não veria seu lar tão cedo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...