História CHaNgE - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Agust D/suga, Bangtan Boys, Bts, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga(yoongi)
Visualizações 4
Palavras 6.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Lemon, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Não são apenas policiais; há sentimentos por trás das fardas


Fanfic / Fanfiction CHaNgE - Capítulo 6 - Não são apenas policiais; há sentimentos por trás das fardas

17.06

 

 Os dias passam rápido demais... Quando vamos ver, a nossa vida já mudou completamente, mas a gente não percebe isso.

 

11h45 AM.

 

 1 semana depois, pode-se dizer que algumas coisas mínimas mudaram na vida de Hyuk. Apesar de sua felicidade ter durado apenas o finalzinho da noite de domingo, ela encontra-se mais alegre pelo fato de seus pais a estarem deixando um pouco mais livre para fazer o básico, como: sair, atrasar-se um pouco na escola e até mesmo ter uma conversa decente com eles. Ela não sabe o que realmente está acontecendo com os pais, mas tenta aproveitar o quanto pode. Na escola, o desempenho mudou, mas para pior. Desde o ocorrido, Hyuk não sabe se chora ou se ri, mas a cabeça não pensa em outra coisa se não aquela casa, que a deteriorou, e em reencontrar aqueles policiais. Pode parecer meio antiquado da parte de Hyuk, mas é compreensível. É fácil imaginar como você ficaria se fosse uma menina completamente sozinha e sem esperança, e, de repente, alguém (ou alguns) aparece e é legal com você. A(s) única(s) pessoa(s) que já te fez bem por conta própria. É ou não é motivo de fissura? Você vai querer aquele bem novamente, sentir-se segura novamente.

 

 No entanto, nessa manhã de sábado, Hyuk resolveu ir ao parque do bairro, já que seus pais permitiram o passeio. Veste uma blusa branca e uma bermuda preta. O sol está presente, depositando os seus raios sobre a pele pálida de Hyuk. Precisa mesmo pegar um sol. O clima é calmo, e as pessoas aparentam serenidade, apesar de tudo. Nesse final de semana, num bairro de comércio como esse, as ruas estão cheias. Isso é ótimo para Hyuk, pois ela apenas deseja olhar para as faces humanas, uma vez que não as vê frequentemente. Por esse motivo, vez ou outra pega no celular para algo. Observa o mundo passar à sua frente, mas não faz muitos movimentos. É melhor permanecer ali, parada, sem possibilidade de problemas, enquanto observa os outros a se divertir. E, para falar a verdade, de certo modo, essa já é uma diversão. Não muito completa, mas é.

 

Não é ruim ficar só a observar as pessoas. Elas ainda têm alegria. Sorriem, caminham juntas, compram presentes, sapatos vestidos... Elas fazem o necessário, mesmo que com materiais, para sentir ponta daquela felicidade, em extinção, que o mundo pode proporcionar. Muita luz, sol, e um clima agradável. Felizmente, estou usando protetor solar. Meus pais me deram permissão para sair, e isso me alegra! Pois agora posso respirar... Claro que ainda estou preocupada com a possibilidade de aquelas pessoas aparecerem para me fazer mal, mas estou fora apenas por hoje. Sinto-me bem...”.

 

 Enquanto respira fundo por conta dos pensamentos, Hyuk fecha os olhos. Sente o ar entrando e saindo do seu corpo, relaxando seus músculos e mente. Mas, mesmo no momento de distração, ao abrir os olhos, tem uma surpresa: o policial Yoongi pode ser visto um pouco de longe, mas é impossível não reconhecer sua tez. Hyuk logo se prepara para o ânimo e euforia, quando vê os dedos do policial entrelaçados com os de outra pessoa. É uma mulher; com a aparência adulta e madura. Veste um corset discreto por baixo de uma jaqueta de couro. Em suas pernas, uma saia, que vai até os joelhos, como um acompanhamento para a veste superior. É uma mulher elegante, e nota-se logo ao primeiro olhar. E, ressaltando, é ocidental, aparentemente. Fazem o maior sucesso entre os asiáticos. As vestes de Yoongi são casuais. Veste uma calça jeans preta e um casaco nada detalhado. É apropriado para passeio pelo parque, mesmo.  

 No entanto, a expressão de Hyuk logo muda. Aparenta estar um tanto confusa apenas pelo olhar que lança às duas pessoas. “Como eu falarei com o senhor Yoongi, agora, se ele está acompanhado?”. Os pensamentos giram em torno de o policial ignorá-la, possivelmente. Alguns segundos depois, quando ambos se aproximam ainda mais, Hyuk vira o rosto para o lado oposto, com o intuito de não ser reconhecida pelo policial. Infelizmente, não é isso que acontece. Logo quando avista uma menina loira e pálida, Yoongi tem certeza de que se trata da criança que ajudou na noite de domingo.

 

– Jae Hyuk?– Hyuk escuta a voz do policial à sua frente, logo virando o rosto para o seu encontro.

– Senhor Yoongi!– ela sorri, mas, ainda assim, de uma maneira desconfortável.

– Tudo bem com você?– ele pergunta, com um sorriso radiante nos lábios.

– S-sim. E com o senhor?

– Tudo ótimo.– ele diz, olhando para a mulher que o acompanha.– Ah, Hyuk, esta aqui é a Lisa. Lisa, esta é a Hyuk.

– Olá, Lisa!

– Oi, Hyuk.– essa também dirige um sorriso dócil à Hyuk.– Acho que sei quem é a princesa. O Yoongi te ajudou semana passada. Não foi?

– Foi, sim...

– E, agora, você está bem. Não é?– pergunta o policial.

– Estou, sim, senhor Yoongi. Muito obrigada.

– Não tem de quê. Nós temos que ir, agora. Mas cuide-se.– ele diz, apertando a mão de Hyuk.

– É claro. Tenham uma boa manhã.

– Você também, querida.– diz a mulher.

 

 Ela observa os dois se afastando, e se pergunta qual seria a relação deles. Talvez sejam irmãos, primos... O que seria estranho. Talvez, somente amigos. É realmente frustrante, pois parece que algo nisso tudo incomodou Hyuk. Pode ser que seja chato você ver uma pessoa próxima da pessoa que você quer ter uma amizade, ou que ele não se importa somente com você. Talvez, nem se importe. Essa mulher, provavelmente, é muito especial para o policial Yoongi, e isso, de uma certa forma, deixa Hyuk com inveja, mas uma inveja inocente... Deseja ser importante para alguém.

 

– É muito bom ver todos sendo felizes e se sentindo bem... O mundo precisa de mais amor.

 

 Ela sussurrou algumas palavras positivas para si antes de levantar-se. Quer visitar algum lugar, já que está ali. Após alguns segundos pensando, decide ir até uma joalheria. A mais próxima fica a dois minutos dali; extremamente perto. Hyuk vasculha até achá-la, e fica por algum tempo dentro da loja. São jóias de todos os preços e tamanhos. Brilham como o sol, e são infinitamente bonitas. Mesmo que Hyuk não tenha muito interesse por tais coisas, fica fascinada. “100.000 won. Será que alguém daqui tem dinheiro para comprar isso?”.

 

– Acho que está na hora de ir para casa. Minha mãe disse para eu almoçar lá. Comida de rua não é muito saudável...

 

 Após novamente sussurrar, Hyuk resolve ir para casa. 5 minutos de caminhada e encontra-se no portão. Ao entrar em casa, vê a mãe e o pai checando algumas coisas no notebook, na sala, e se decidindo entre uma coisa e outra. Hyuk não questiona o que estão vendo, e logo trata de anunciar sua chegada.

 

– Olá. Eu estou de volta.  

– Tudo bem. Estamos ocupados.– diz Yoon Hee.

– Certo...

 

 Enquanto Hyuk se dirige até o quarto, seus pais, nem ao menos, se preocupam em perguntá-la como foi o passeio. Mas seu rosto não está ensangüentado e ela fala bem. Que motivos teriam para se preocupar?

 

Já era de se esperar que não me dariam atenção alguma. Não sei porquê, às vezes, fingem gostar de mim. Não há necessidade de fazer isso comigo. Poderiam me tratar de um jeito só, e que esse fosse bom... Poderiam ser como aqueles policiais... Jung Kook, senhor Yoongi... Yoongi... Foi tão estranho vê-lo com aquela senhorita, mesmo que eu não o conheça. Num dia, ele está sozinho com vários homens, salvando pessoas, e, no outro, ele aparece tendo uma vida normal, com uma mulher, parecendo uma daqueles pessoas indefesas. A situação foi muito desconfortável, porém eu não conseguia parar de olhar nos olhos dele, ou as suas expressões. Aparenta ser frio quando vestindo o uniforme, mas estava sorridente e alegre na rua. Queria conhecer mais sobre ele, saber o que faz... É frustrante.”.

 

 1 hora e alguns minutos. Esse é o tempo total dos devaneios de Hyuk. Estes poderiam ter sido mais curtos se a garota não tivesse passado todo o tempo pensando sobre aqueles policiais estranhos e gentis. Já que não pode vê-los todo o tempo, pensa sobre eles. Mas os pensamentos foram interrompidos quando os seus pais a chamaram para fazer um aviso: Hyuk terá de passar, na manhã de segunda, em uma joalheria para retirar uma encomenda. Lá, ela deverá ver como está o produto. Se este estiver nas condições que foi solicitado, ela pagará os 200 won do produto.

 

– Entendeu, Hyuk?– pergunta Yoon.

– Entendi, sim.

– Passe lá quando sair da escola. Não quero você andando com aquela coisa cara por aí.

 

 Hyuk assentiu e saiu de lá. Depois, ainda quis sair para respirar mais um pouco o ar fresco, mas seus pais não permitiram. No entanto, passou a tarde, e a noite, realizando as tarefas atrasadas. Adormeceu às 21h56, cansada do final do dia chato, mas ainda meio intrigada sobre aquela mulher...

 

6h40 AM.

 

 “Mas que diabos?!”.

 

 Hyuk exclama, mentalmente, quando sua mãe lhe deposita um tapa no rosto enquanto ela dormia tranquilamente. A menina abre os olhos, com sua bochecha vermelha, se perguntando o que ela pode ter feito, de errado, dessa vez, e vê sua mãe com uma expressão não muito simpática. A mulher apenas a encara, com as mãos na cintura, pronta para soltar as besteiras contidas dentro de si.

 

– Anda, garota! Não quero que se atrase pra escola! E lembre-se de buscar aquela merda de encomenda.

– J-já é tão tarde? Eu não sabia!

 

 Hyuk se levanta da cama às pressas, enquanto sua mãe deixa o quarto. Tamanha é a pressa, que seu banho, realizado depois de Hyuk muito cogitar se ia tomá-lo ou não, dura menos de 5 minutos. Ao sair do banheiro, o uniforme é mal colocado e seu cabelo apresenta vários fiapos fora do coque, que se desmancha mais a cada movimento, que ela fez. Com as sapatilhas não houve erro, mas as meias estavam emboladas. Hyuk mal percebeu o seu mau estado; vestiu a mochila, foi para baixo e encontrou os pais.

 

– Bom dia.

– Por que demorou tanto, menina? Eu já lhe avisei que vou deixar que vá de ônibus se esse atraso continuar!– berra Seok Won, logo às 6h50 da manhã.

– M-me desculpe! Eu senti muito sono na noite passada...

– Toma.– diz Yoon Hee, jogando uma tigela de cereais, misturados com leite, sobre a mesa.– Come logo isso, pois seu pai tem hora para chegar no trabalho.

– S-sim, senhora...

 

 Hyuk sentou-se à mesa. O olhar de sua mãe era tão condenador que a tigela foi limpa em 2 minutos, enquanto Hyuk levemente se engasgava a cada engolida. O seu pai não estava prestando atenção na situação; estava mais preocupado em achar as chaves do seu carro, que se perderam, novamente, pela cozinha.

 

– P-pronto!– diz a garota, tossindo, pela última vez, e tratando de limpar o resto do leite adocicado, que ainda escorria por sua boca.

– Já era tempo. Vamos logo.

 

 Hyuk sai de casa sendo arrastada pelo pai, que a puxa pelo braço até a porta do automóvel, pertencente a ele, preto. Por umas e outras, como a dor causada, a situação faz com que algumas recentes lembranças assombrem a mente de Hyuk. Quando foi puxada assim, há não muito tempo... Uns dias. Sun Hee fez de forma tão ou mais dolorosa do que a do pai do da menina, mas essa não deixa de ser uma forma muito bruta. Hyuk é lançada para dentro do carro enquanto observa o pai adentrá-lo, com, incrivelmente, uma expressão facial que não exprime tipo algum de nervosismo. Logo após, dá a partida, encarando o rosto abaixado de Hyuk.

 

– Quero só ver se não te deixarem entrar.

– A-acho que eles deixarão, sim...

– É melhor que seja assim, porque senão sua mãe ficará irritada.

– Ela já está... Ela me bateu no rosto, agora há pouco...

– Bateu... Ela bateu muito forte?– o tom de voz de Seok Won abaixa, para prestar atenção na resposta da filha.

– Sim... Doeu bastante.

– Bem... Ela deve estar irritada.

– Mas que culpa eu tenho, papai?

– Não diga nada a ela! Não reclame, nem levante o tom de voz. Ela poderá bater em você de novo.

– Não farei isso...

 

 “Sinceramente, eu nunca digo nada, mesmo. Pode ser o absurdo que for, minha boca sempre permanece fechada. É como se a minha mãe tivesse toda a razão do mundo...”.

 

 Hyuk teve de tapar os ouvidos mais uma vez por conta daquelas músicas insuportáveis. Observou a paisagem que pára para observar todos os dias, sem escolha. Após aqueles cansativos minutos dentro do carro, Hyuk pode adentrar o grande portão da escola, deixando seu pai livre para ir ao trabalho. Hoje, a escola parece menos movimentada. Alguns comentam sobre o quão difícil está sendo sair de casa todas as manhãs, já que, exatamente, aquela região tão calma, está ganhando fama de “perigosa”. Depois do que aconteceu na joalheria, aquele povo entrou em chamas.

 

11h50 AM.

 

 É mais uma daquelas deliciosas manhãs frescas. Tudo parece calmo, e não há indícios de perigo pelas ruas. Hyuk está no ponto de ônibus, esperando que algum deles o leve até a joalheria. Enquanto espera, com a sua mochila cor salmão sobre o colo, é brutalmente surpreendida por um leve tapa em seu ombro, que a faz virar rapidamente para o responsável pelo tapa, e, também, soltar um leve suspiro em resposta à isso. Pousa a mão sobre o peito quando percebe que se trata de Jun, o filho da professora Akane, a sorrir feito bobo para ela. A menina sorri e ri em seguida, sentindo-se ridícula por levar tamanho susto.

 

– Jun! Você quase me matou de susto.

– Me desculpe, Jae Hyuk!– o garoto diz, se sentando ao lado de Hyuk.– Queria fazer uma surpresa.

– E foi, realmente!– ela sorri.

– Você vai pra casa?

– Sim, mas antes precisarei passar numa joalheria.– Hyuk diz, despertando ainda mais a atenção do garoto, que se lembra de algo na hora.

– Você não vai àquela joalheria que foi assaltada, né?– os olhos de Jun se arregalam.– Você viu o que aconteceu aquele dia, Hyuk!

– Não, não! Essa joalheria está em reforma...

– Ah... Que bom.– o garoto suspira.– Eu te disse que ia me informar sobre aquele caso, e me informei. Eu não gosto daqueles caras...

– Sim, você disse. Mas... Quais “caras”?

– Eu fiquei sabendo que os tais Yoongi e Namjoon estavam lá. Aqueles policiais...

– Oh, você os conhece?

– Sim, sim...

– E por que não gosta deles? Eles são tão gentis...– Hyuk diz, diminuindo o tom de voz a cada palavra.

– Gentis? Você, por acaso, os conhece de algum lugar?– ele diz, olhando para o rosto de Hyuk.

– N-não! Eu...– de onde ela vai tirar uma boa desculpa para essa afirmação?– Eu os acho gentis apenas de vista...

– De vista? Você viu o tal do Yoongi batendo no maluco lá. Como pode achá-lo gentil?

– Aquele homem roubou e causou um grave acidente com uma criança... Onde o senhor Yoongi estava errado em castigá-lo?

– Não é disso que eu estou falando. Eu sei que tinham crianças vendo aquilo, e me parece ser uma cena muito forte, de violência, para esse público. Que metessem a porrada, no marginal, em outro lugar. Não foram nada gentis.

– Bem... Naquela situação...

– Oh, o ônibus!– Jun aponta para o ônibus que levará Hyuk para casa ao perceber que este se aproxima.– Eu realmente te daria uma carona se eu não estivesse atrasado para encontrar a minha mãe. Vá com segurança, Hyuk.

– Não se preocupe, Jun. Eu volto de ônibus todos os dias.– ela diz, sorrindo e se levantando. Jun, sem aviso algum, trata de abraçar a menina, podendo sentir seu doce perfume infantil em seu cabelo.

– Eu gostaria de saber... Você tem alguma rede social?– mesmo com a face a abranger uma cor extremamente rosada, Jun questiona, tentando iniciar alguma aproximação.

– Bem... Eu uso o WhatsApp...

– Pode me passar o seu número?

– É-é claro...– ela diz, e retira o seu bloco de notas da mochila. Logo, trata de anotar o número ali, e entregar a folha, rabiscada, para Jun.– Agora, deixe-me ir. Meus pais não gostarão de me ver chegando tarde.

– Obrigado, Jae Hyuk. Vá logo, e se cuide!

– Você também!

 

 Após sorrir para Jun, Hyuk embarca no ônibus. Está vazio, contendo, no máximo, 10 pessoas. Ela ainda possui aquela velha mania de procurar os bancos altos para se sentar, então se senta em um do lado esquerdo do ônibus, passando a pensar no menino que a observa do lado de fora.

 

 “Não entendo porquê o Jun declarou, com tanta firmeza, não gostar dos policiais... Parecia ter uma implicância maior com o senhor Yoongi. Acredito que ele conheça bem os homens, para afirmar dessa forma. Não me entra na cabeça; eles parecem tão bons...”.

 

 Após alguns minutos pensando, Hyuk lembra-se da encomenda que terá de buscar. Tira o dinheiro da mochila para checar se está tudo certo. Felizmente, está. A parte infeliz se inicia quando alguém adentra o ônibus, pagando sua passagem e indo se sentar logo ao lado de Hyuk. Para quê isso, num ônibus tão vazio? Hyuk se encolhe sobre o banco, olhando para o rosto do desconhecido. Nada diz. Logo, Hyuk é surpreendida por um cutucar em sua cintura, com algo pontiagudo. Sente-se incomodada e olha para baixo, apenas para checar que diabos se passa ali. Sua expressão muda, deixando o seu rosto caído e suas sobrancelhas comprimidas, quando a luz do sol é refletida na ponta de um facão muito bem afiado, apontado diretamente para o seu tronco. Ia dizer alguma coisa, mas foi interrompida por um “Shhh...” do homem.

 

– Se gritar, garotinha, será pior para você. Passe todo esse dinheiro para cá.

 

 Certo que o homem não se veste de maneira muito decente e não tem um cheiro muito bom, mas nada permite que uma pessoa saia por aí apontando um facão, para outras, em função do dinheiro. De nada adianta Hyuk recuar. É obrigada a entregar os 200 won para o homem, que sai do ônibus alguns minutos depois. No entanto, a ação dura menos de 1 minuto, mas deixa Hyuk paralisada, durante minutos, apenas por ter acontecido.

 Já no portão de casa, após sair do ônibus com dificuldade, adentra a mesma. Na sala, vê sua mãe jogada no sofá, provavelmente, esperando sua chegada. Quando avista Hyuk, trata de encará-la com um rosto insatisfeito.

 

– Cadê as jóias, garota?!

– M-mãe... Eu fui assaltada.– Hyuk diz, respirando um pouco rápido demais, e já sentindo os olhos marejarem.

– Você foi o quê, menina?– indaga Yoon Hee, se levantando ainda mais furiosa.– Está mentindo para mim, não é, menina?

– N-não, mãe... É verdade! Me apontaram um facão!

– E quem me garante que você não gastou o dinheiro para comprar um daqueles seus vestidos ridículos?!– ela berra.– Venha cá, sua peste!– ela se aproxima de Hyuk e entranha seus dedos entre o cabelo da menina, puxando, assim, o seu corpo, por meio dos fios, consigo. A dor faz Hyuk soltar leves gemidos em resposta, mas nada que a faça repreender a mãe. Apenas sente um grande alívio ao ser solta, mas sente seus braços quase serem arrancados quando sua mãe aparta a mochila do seu corpo, abrindo-a e checando seu interior.– Vamos ver o que tem aqui...– mas nada encontra. Seria tão difícil acreditar na própria filha?

– N-não...– as lágrimas começam a correr desesperadamente pelo rosto de Hyuk.– Não há nada aí, mãe... Eu fui assaltada!

– Cala a boca, sua imunda!– no mesmo momento em que grita, deposita, sem hesitar e com toda a força, um tapa no rosto de Hyuk, que cambaleia até se encontrar sentada no chão da sala. Seu rosto fica avermelhado e suas lágrimas ainda mais profundas. Ela resmunga algumas coisas, enquanto tenta não gritar xingamentos contra Yoon Hee ali mesmo.

– E-eu...

– Volte a inventar uma maldita desculpa como essa e verá só. Agora, suma da minha frente! Suma, sua nojenta!– ela chuta Hyuk por várias e várias vezes até que ela se levante, completamente tonta, e sobe as escadas.

 

 Seu corpo ameaça cair a cada degrau ultrapassado, mas isso não acontece. Parece que Yoon Hee já aguardava Hyuk, somente para descontar sua raiva de sabe-se lá o que. A vítima nada pensa, nada diz, apenas permanece no seu quarto, chorando como nunca antes. Aquele tapa faz o seu rosto arder, e os chutes causaram alguns incômodos na bacia de Hyuk. Maldito maltrato diário, que faz com que a coragem de Hyuk diminua cada vez mais. Talvez, essa já tenha sido extinta.

 Passa pela cabeça de Hyuk que as coisas ainda piorarão. Ela ouve a voz de seu pai, que chega para almoçar. Ela trata de ir para o banheiro se banhar, porque, talvez, assim, não leve uma coça de seu pai, também. Quer sair, mesmo com medo, mas não pode continuar assim. Assim que termina o banho, trata de pôr um vestido rosa que ultrapassa os joelhos, e uma pequena sapatilha azul. Põe a sua mochila nas costas, e, ao sair do quarto, espia para checar se seus pais não estão na sala. Felizmente, na cozinha, que abriga um enorme silêncio. Assim, ela aproveita para sair. Assim que a porta da sala é fechada, Hyuk pode ouvir alguns berros vindos de seu pai.

 

– Eu compreendo, sim, os seus problemas, mas você não tem direito de bater desse jeito na minha filha! Ela já havia reclamado essa manhã!

 

 Estranho, tão estranho ouvir seus pai defendê-la. Porém, dessa vez, a mãe de Hyuk foi longe demais. Inadmissível, realmente, esse tipo de comportamento. Hyuk apenas sai, com seu celular em mãos, pesquisando algumas coisas no Google. Uma delas é: “O que fazer quando somos assaltados?”. Parece bobo, mas, por causa da alienação, Hyuk, nem, ao menos, sabe o que fazer numa situação dessas. A resposta se salta à vista: “Faça um boletim de ocorrência.”. Hyuk sente um certo frio percorrer por seu corpo quando percebe que terá de ir até a delegacia, mas chama um táxi, dessa vez. Aliás, o dinheiro de seu cofrinho está quase no fim.

 

 “Não é possível que tudo isso esteja acontecendo... Eu nunca fiz mal a alguém...”.

 

 Alguns minutos depois, Hyuk encontra-se dentro daquela delegacia. É tudo muito movimentado, e muitas pessoas relatam terem sido assaltadas. De fato, a situação da cidade está piorando. Hyuk caminha, desamparada, pelo chão do lugar, abrindo um grande sorriso ao ver a bela face do policial Jung Kook, que também sorri quando a avista. O homem corre até ela, parando à sua frente e dando mais um daqueles doces beijos em sua mão.

 

– Jae Hyuk! Por que está aqui?

– E-eu fui assaltada, senhor Jung Kook...

– Mentira...– ele a encara como se já não tivesse ouvido uns 100 relatos de pessoas assaltadas só no dia de hoje.– Mas você está bem, não é? Não te fizeram algo, certo?

– Não, não, senhor Jung Kook... Eu estou bem. Ele apenas me tirou 200 won...– ela diz, cabisbaixa.

– Por que estava andando por aí, sozinha, Jae Hyuk? Depois daquilo que aconteceu, achei que seria mais cuidadosa consigo mesma.

– Eu estava voltando da escola, senhor Jung Kook, e precisava buscar uma encomenda numa joalheria... Meus pais me ordenaram?

– E seus pais não têm miolos? Me desculpe, mas isso é irresponsável. Você ainda é pequena.

– E-eu sei...

– Por que eles não vieram com você?

– B-bem... Meu pai trabalha... E minha mãe não acreditou em mim, e-ela me repreendeu, ela...

– Espere. O quê?

– N-não, não é nada, senhor Jung Kook!

– Diga-me o que aconteceu, Jae Hyuk!

 

 Hyuk sente-se incomodada pela situação, não quer revelar que sofreu na mão da mãe. Isso repercutiria num grande desentendimento entre ela e os pais, causando mais dor e sofrimento. Para a sorte de Hyuk, uma mão pálida encosta no ombro de Jung Kook, revelando o seu dono logo quando este se impõe, soltando uma breve risada.

 

– Olha quem está aqui! Jae Hyuk!– é o policial Yoongi. Aparenta estar bem.– Algum problema?

– É óbvio, Yoongi. Ela foi assaltada...– diz o policial Jung Kook, com os braços cruzados, a olhar para o rosto de Hyuk.

– Sério? Essa onda de assaltos está crescendo! Você não sofreu nada, não é, Hyuk?– ele pergunta, analisando o rosto de Hyuk, em seguida.–  Seu rosto está um pouco vermelho...

– E-eu estou bem... Deve ser por causa do sol.

– Vamos lá fazer o boletim. Não se preocupe, vai ficar tudo bem.– diz Yoongi, conduzindo Hyuk até a sala do delegado.

 

 Lá, Hyuk sente-se desconfortável, como se sente diante de qualquer autoridade. Está quieta, com as mãos entre as coxas, distraída, como uma criança com déficit de atenção, a olhar cada detalhe da sala. Ela observa que tem um quadro grande sobre a parede, tratando-se da imagem (imagem do capítulo) dos 7 policiais gentis. Foto tirada em 2015, quando eram mais novos. Parece que o delegado se orgulha bastante dos policiais, pois são o destaque da polícia.

 

– Senhorita... Bae Jae Hyuk?

 

 Do início ao fim do interrogatório as duas faces curiosas ficaram a observar o desempenho de Hyuk, comentando, lá fora da sala, sobre a situação. Yoongi e Jung Kook parecem preocupados. Assim, no fim, Hyuk sai da sala. Os olhares dos mais velhos queimam seu rosto, a deixando envergonhada com a situação. Não é necessária tanta atenção.

 

– Tudo certo, Jae Hyuk?– pergunta o policial Yoongi.

– Sim, senhor Yoongi...

– Ok. E eu posso ter uma palavrinha contigo, por um instante?

– É claro, senhor Yoongi...

– Venha cá.– o policial segura a canhota de Hyuk, deixando-a, no mínimo, sem jeito. Caminha com ela até um canto isolado da delegacia, onde exige a verdade.– Hyuk, quero que me conte o que acontece entre você e seus pais.

– C-contar? Mas eu não tenho nada a dizer...

– Olha, o Jung Kook me disse tudo. Além disso, não é a primeira vez que você aparenta estar insegura sobre eles. Você sabe. No domingo, você concordou em sofrer uma coisa terrível para que não contássemos sobre o que havia acontecido. Isso me deixou, particularmente, perplexo. Você entende? Estamos todos percebendo que há algum problema, e você não pode negar...

– Eles são apenas rigorosos, senhor Yoongi.– um grande nó de lágrimas se forma em sua garganta, fazendo a voz de Hyuk sair trêmula.

– A que ponto, Jae Hyuk? Até que ponto são rigorosos?– ele pergunta, levando sua mão direta até a bochecha de Hyuk, onde acaricia, com o polegar, sobre uma certa calma.– Não faz sol hoje, como a sua bochecha pode estar vermelha por causa dele? Por favor, me conte. Eu quero te ajudar...

– Senhor Yoongi...– a menina não resiste, e passa a deixar escapar todas aquelas lágrimas presas. Yoongi, mesmo que não saiba lidar com a situação, se sensibiliza, e logo dá um forte abraço em Hyuk, abrigando o corpo da criança chorosa entre seus braços. O coração de Hyuk passa a bater mais forte; nunca foi tão bem acolhida assim.

– Eu não irei mais insistir, Jae Hyuk... Conte-me quando quiser. Vai ficar tudo bem. Certo?

– O-obrigada...

 

 O calor humano... O lindo momento de bondade tem fim quando o policial Jung Kook surge nada cena, tossindo forçadamente com um telefone em mãos.

 

– Yoongi, a sua esposa está ligando. Quer falar contigo.– ele estende o telefone para Yoongi, despertando sua atenção, que pega o mesmo e se afasta de Hyuk. Ele vai para um canto qualquer para atender a mulher.

– Diga, Lisa...

 

 Jung Kook fica a olhar para o rosto de Hyuk, tentando entender o motivo do pranto da garota. Ele se aproxima da mesma, fazendo uma leve carícia sobre suas costas. O seu olhar é sereno, e expressa toda a bondade contida em seu peito. Jung Kook parece, realmente, um homem bom.

 

– Vai ficar tudo bem, Jae Hyuk...– ele diz, assistindo a menina assentir sem esperanças naquelas palavras.– Você quer ir pra casa, agora?

– Q-quero sim, senhor Jung Kook...

– Deixe eu te dar uma carona. É perigoso estar sozinha por aí, nos dias de hoje...

 

 Hyuk aceita a carona, e embarca, logo após sair da delegacia com o policial, num BMW preto e blindado. Sente-se segura estando ao lado do policial, então pode respirar de uma maneira mais calma. Uma música é posta, por Jung Kook, tratando-se de In um’altra vita (Em outra vida), de Ludovico Einaudi. Uma melodia bonita e calma, propícia para deixar Hyuk mais serena.

 

– Você gosta dessa música, Jae Hyuk?– o policial pergunta, sorrindo, a olhar para Hyuk, sem perder a atenção no volante.

– Eu gostando, sim, senhor Jung Kook...

– Me chame só de Jung Kook, Jae Hyuk... Dispense essas formalidades, está tudo bem.– o tom de sua voz é tão dócil que pode ser comparado ao de uma criança fofa. Tão calmo e acolhedor, esse rapaz, que é capaz de encantar qualquer um que passe à sua frente.

– Oh, certo... Eu fui criada assim. É costume, o senhor entende...– ela diz, se repreendendo mentalmente por tê-lo chamado de “senhor” novamente. Jung Kook, que observa Hyuk gesticular com os dedos, ri da situação. A sua risada deixa à mostra todos os seus dentes, e realça ainda mais a fofura presente apenas nos lábios rosados do homem, mas que já causa grande admiração em Hyuk.

– Não tem problema. Mas, comigo, não é necessário... Você tem 17 anos, certo?

– Sim... E... você?– ela pergunta, olhando para o rosto do maior.

– Eu tenho 20 anos, Jae Hyuk.– a resposta espanta a garota, que fica boquiaberta. Um policial tão novo; é apenas 3 anos mais velho!

– N-nossa... É bem novo...

– É... Tomei a liberdade de substituir o meu pai. Dizem que eu sou bom, então entrei facilmente aos 18 anos...

– O senhor é uma boa pessoa... Protege a lei e a moral. Deveria existir mais pessoas como você...– ela diz, fazendo o rosto do policial corar, e logo ser abaixado, mas levantado em seguida.

– Você acha mesmo? Muito obrigado... Apenas cumpro com o meu dever.

– N-não é o seu dever me levar para casa...

 

 A resposta de Hyuk deixa Jung Kook sem reação. Ele apenas permanece com o olhar nas ruas, mas pensando sobre o que acaba de ouvir. Um sorriso ladino se forma em seus lábios, e o mesmo sacode a cabeça em um sinal negativo, apartando suas ideias desconhecidas.

 

– É meu dever, como ser humano, me preocupar com a situação do próximo. Se me permite falar, acho que você é uma menina muito vulnerável.

– Eu sou uma idiota... Nunca sei o que está acontecendo ao redor, ou comigo mesma.

– Não diga isso... Você tem muito tempo para aprender as coisas que a vida nos proporciona. Mas, me permite perguntar uma coisa?

– É claro, sim...

– Então... Os seus pais... Eles te prendem em casa?– ele passa a sussurrar, mas fala alto o suficiente para que Hyuk ouça.

– Bem... Eles... Eles não gostam muito que eu saia.

– Por quê?

– Acho que é por causa da minha segurança...

– Ah, é? E por que permitiram que você saísse todas as noites?

– Eu... Eu disse que tinha trabalhos escolares para realizar...

– Ah, sim, Jae Hyuk? Isso é grave.– as palavras saem como uma repreensão.

– E-eu sei, senhor Jung Kook... E-eu me sinto tão envergonhada!

– Não precisa, não precisa... Sei que, enquanto somos adolescentes, somos inconsequentes, mesmo... Só não se arrisque mais.

– Nunca mais farei aquilo...

– É bom que não faça mais, porque seria lamentável ver alguém jovem com você se envolvendo com aquela gente imunda. Desculpe-me se eu parecer muito rígido, mas eles tiveram o destino merecido. A polícia está cuidando disso e parece que ficarão presos. Acho ótimo, pois a vida boêmia não é um exemplo a ser seguido. E você me parece ser uma menina tão boa, inocente...– ele fala com um tom de voz sereno, que expressa certa admiração pelo jeito de Hyuk.

– Obrigada, Jung Kook... Porém, sou apenas ingênua, e só conheço o que me apresentam na escola, só isso...

– Você vai crescer, Jae Hyuk...

 

14h00 PM.

 

 Após algum tempo de papo jogado fora, o carro encosta na calçada da casa de Hyuk. Não há movimento, e seus pais parecem não estar em casa. O policial diz que irá esperar que ela cheque se eles realmente não estão, e, se não estiverem, ele lhe fará companhia. A menina sai do carro, desejando que seus pais não estejam realmente em casa. Mas o que passa pela sua cabeça não é a companhia de Jung Kook, mas, sim, a paz. Quando adentra a sala, percebe um falatório vindo do segundo andar, e percebe que seus pais estão, sim, em casa. Por mais que estejam discutindo...

 

– Meus pais estão em casa, sim, Jung Kook...

– Ah, sim? Ótimo, então... Eu realmente quero que fique em segurança. Isso se ficar com seus pais quer dizer estar segura....

– Q-quer, sim, senhor...

– Tudo bem...– ele sorri para a menina.– Hyuk... Eu gostaria de te perguntar uma coisa.

– Sim, senhor Jung Kook?

– Você... Gostaria de se comunicar comigo, via WhatsApp, por exemplo?– não é a primeira vez que Hyuk ouve a frase no dia, ma se surpreende quando pela pergunta estar sendo feita por esse policial.

– C-claro, senhor Jung Kook... Seria um prazer.

– Esse é meu número.– ele retira uma caneta do bolso e segura a mão de Hyuk, anotando o número sobre a palma da mão dela. Tirando proveito da situação, ele beija a mão da mesma, sorrindo logo em seguida.– O prazer é todo meu.

– O-obrigada...– mesmo corada, a menina tenta agradecer da forma mais normal possível, mesmo que, também, suas mãos estejam tremendo.

– Vou indo, agora... Precisa me dizer mais alguma coisa?

– N-não... Apenas agradeço por ser tão bom comigo...

– Não tem que agradecer...– ele abraça a menina, pela última vez, aproveitando para sentir o cheiro do seu cabelo. Cerra os olhos e aperta mais o corpo oposto contra o seu, o largando após alguns segundos.– Boa tarde, Jae Hyuk. Preciso “salvar o mundo”. Até qualquer dia.– a menina sorri, olhando nos olhos do policial, achando fofa a forma como ele se fala de si mesmo.

– Faça isso pelo bem da sociedade, senhor Jung Kook...

– Eu farei!

 

 Ele sorri para Hyuk e adentra o carro. Não é agradável, para Hyuk, vê-lo se afastando, mas Jung Kook precisa lutar pela em função da lei diariamente. Assim que o carro desaparece, Hyuk entra em casa, se preparando psicologicamente para ouvir as baboseiras dos pais, e, talvez, ser agredida novamente. Seu pai a defendeu mais cedo, o que é extremamente estranho, então, a agressão, provavelmente, seria feito pela mãe, novamente. Hyuk sobe as escadas, procurando não fazer barulho, quando treme ao ver que a porta do quarto dos seus pais é aberta. Seok Won sai aos berros, discutindo com Yoon Hee.

 

– Eu não quero saber, Yoon Hee! Eu não estou errado! Eu não estou errado!

– Eu não tenho culpa de nada, Seok Won!

 

 Passam ao lado de Hyuk, a discutir, sem, ao menos, ligar pra sua presença. Pensando bem, é melhor assim. Porém, Hyuk realmente deseja saber porquê eles tanto discutem. Mesmo assim, ela dá de ombros, e vai para o quarto.

 Parece um pouco mais animada agora, pois tem o telefone do policial Jung Kook! Com esse pensamento, ela logo trata de adicionar o número do policial no seu WhatsApp, pronta para ver sua foto de perfil. Talvez, essa seja uma das manias das pessoas de atualmente. Quando consegue fazer isso, vê que a foto de perfil de Jung Kook não é o que Hyuk esperava: um homem sério e com um uniforme policial. Aparenta, mesmo, ser um garoto de 20 anos, vestindo uma blusa preta e uma máscara hospitalar, sem esquecer do boné da moda. A expressão facial pode até estar fechada, mas nada esconde o rosto angelical que o rapaz tem.  

 “Pensando bem, o rosto dele é ainda mais bem cuidado do que o meu...”.

 

 18h00.

 

 Quatro horas depois, Hyuk já deu fim à admiração à foto do policial, e dedicou-se aos estudos. O trabalho de filosofia exige muita concentração, e é o que Hyuk está tendo, no momento.

 

– Não entendo porquê a senhorita Akane só fala sobre o Shakespeare...

 

 Muita concentração, bastante estudo... Até o momento em que seu celular apita. Hyuk não hesita em largar o caderno para ter o celular em mãos, checando se o som está notificando alguma mensagem. Para a alegria de Hyuk, se trata exatamente disso: uma mensagem. O sorriso tão feliz brota em seus lábios quando avista o nome do policial Jung Kook na tela do WhatsApp.

 

Jungkook: Boa noite, Hyuk... Mesmo que eu ainda esteja cumprindo alguns deveres, eu gostaria de conversar com você. Como está sendo o seu dia?

 

Alguns pulinhos, risadas, e muita timidez depois, Hyuk finalmente pensa no que escrever para o policial. Tem de fingir que não está eufórica, então pensa em responder à altura.

 

 Mas como se controlar, nessa situação?


Notas Finais


se vocês sofrem algum tipo de abuso de autoridade, queridos leitores, não se esqueçam de contar sobre isso a alguém ou denunciar por conta própria. não sejam inocentes como a hyuk.

esses dias têm sido corridos e cheios de estudo, então lamento ter atrasado um pouco na atualização. eu realmente não sei como vai indo a fic em relação aos leitores. se puderem opinar, ficarei agradecida.

- aiko. <3


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