História Change-me - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Ariana Grande, Justin Bieber
Tags Ariana Grande, Justin Bieber, Selena Gomez
Exibições 33
Palavras 1.334
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá.

Capítulo 3 - Due


Fanfic / Fanfiction Change-me - Capítulo 3 - Due

 

Love is the moment

 

Justin, P.O.V:

Eu podia ouvir gritos vindos do lado de fora. A notícia de que eu havia entrado no hospital se espalhou demasiadamente rápido e quarenta minutos foram suficientes para que uma multidão se instalasse ali em frente.  

Odiava hospitais, mas acima de tudo odiava ficar perdido e sem saber que rumo seguir. Havíamos chegado aqui há algumas horas, e desde então devido a um ‘’pedido’’ da direção do centro médico eu estava enclausurado em alguma salinha do sexto andar para evitar que a histeria se alastrasse pelos corredores.

 —Não porra! Como eu poderia saber?  —grasnei para Scooter que ao outro lado da linha me questionava o motivo de não o ter avisado que viria para cá. 

Desde quando existe hora marcada para se ficar doente?

Eu estava as beiras de manda-lo para a puta que o pariu quando um cara gordo de meia idade adentrou a seleta. 

–Lodoretto? –Perguntou me lançando um olhar constrangido, provavelmente por ter me pego aos gritos com um telefone celular.

 –Pode falar doutor. –O incentivei me levantando.

— Annelise pode estar sofrendo de Hematoma Subcorionico, ou Descolamento do Saco Gestacional a–murmurou equilibrando os óculos redondos sobre o nariz.

 —A doença consiste em uma acumulação de sangue dentro das bordas que revestem a membrana fetal exterior que fica junto a placenta, e em casos específicos pode se instalar nas camadas que revestem a mesma. Esses coágulos podem fazer com que a placenta se separe da parede uterina. 

 —Isso é grave?  —perguntei, infeliz por ser leigo no assunto. 

 —20% das gestantes vão apresentar algum tipo de sangramento no início da gravidez, e a maioria consegue manter uma gestação plenamente saudável, mas não deveremos subestimar os sintomas, pois muitas vezes de um hematoma subcorionico decorrem os descolamentos de placentas e em casos mais extremos um aborto espontâneo.  

– E agora, Dr. Thompson? Quais são as medidas cabíveis? –

–Mantenha a calma rapaz. Vamos realizar uma ultrassonografia para confirmar o diagnóstico, tenho certeza que sua namorada ficara bem. 

Eu estava perplexo, abria e fechava a boca várias vezes perante o médico, mas não encontrava nada para dizer.

Aquilo não poderia estar acontecendo, poderia? Acabei de descobrir que seria pai e agora tem que lidar com a possível morte de uma criança da qual não sabia da existência até algumas horas? 

 Encosto-me em uma das paredes e revirei meus bolsos atrás do maço de cigarro. Estava prestes a leva-lo aos lábios e acende-lo quando percebeu a asneira que estava fazendo. 

 —Cara nós precisamos conversar.   —murmurei tornando a sacar meu aparelho celular.

A vida é mesmo uma vadia.

-Annelise, P.O.V:

 

Me encontrei em dificuldades para abrir meus olhos que pareciam pesar uma tonelada

–Merda –os abri já sabendo o que esperar. O cheiro álcool mesclado com algum antisséptico que rondava aquele cômodo era bizarramente bem reconhecido por mim.

Fiquei imóvel por alguns segundos, focando em um vaso de samambaias verdes demais para aquele quarto. Olhei em volta e me dando conta que estava sozinha, aos pés da cama estavam algumas peças de roupas minhas e ao canto do quarto sobre uma mesinha de cabeceira estavam as vitaminas do programa pré parto.

Oh meu Deus, meu bebê!

 

Minha cabeça doía, tinha certeza que um talho feio havia sido aberto ali. Lagrimas grossas começaram a escapar por entre meus cílios enquanto eu fincava as unhas no meu antebraço para não soluçar.

–Bebê, ainda está aí? Você foi forte, não é? Mamãe não pode te perder! –Espalmei minhas mãos pelo meu abdômen não sabendo definir se ainda havia algo ali ou não.

Suspirei baixinho, rezando para que Deus tenha zelado pelo meu pequeno.

Aos poucos fui parando de chorar e pude ouvir vozes vindas do lado de fora que sobressaíram aos meus murmúrios. Inclinei a cabeça para o lado, em uma tentativa desesperada de ouvir melhor. Como se atendesse meu pedido a porta foi aberta por uma enfermeira oriental que passou delicadamente pela fresta.

   –Uhm. O que está acontecendo? –perguntei a observando encaixar uma bolsa de soro no pedestal.

  —Parece que Justin Bieber está aqui, isso não é legal? Faz um bom tempo que não me sinto tão animada assim!  —ela exclamou abanando as mãos.

Flashes da noite anterior correram por minha mente de modo desorganizado e confuso: Eu estava na sala e comecei a sentir dores estranhas que foram aumentando gradativamente até tornarem-se insuportáveis. Quando vi que não tinha mais jeito fui atrás de Justin e porra eu havia contado tudo.

 

 

 

 

(...) 

A enfermeira que eu descobri se chamar Ayo me medicou com alguns analgésicos e após isso eu simplesmente apaguei. Quando tornei a acordar Justin estava sentado do outro lado do quarto e parecia me observar enquanto conversava ao telefone. Suas mãos foram aos cabelos causando desordem entres os fios e quando ele me viu acordada desligou. 

 —Essa criança é minha??-perguntou baixinho com a voz pouco raivosa. 

Eu vivi esse momento diversas vezes na minha cabeça. E eu teria o que dizer, mas agora, cara a cara com ele simplesmente não saía. 

 —Sim. Eu...-

 —Como você pode deixar que isso acontecesse?

—Você estava lá também. Porque a responsabilidade recai toda sobre mim?  —indaguei mordendo a língua. É obvio que não sairá nada que preste dessa conversa.

 —Você é mulher, deveria sabe lidar com isso. Porra eu estou tão fodido... –e desatou a falar andando de um lado para o outro do cômodo.  —Pode cuidar disso certo? Eu te dou uma certa quantia em dinheiro por mês e.... 

Segundos se passaram antes que um ornamento de mesa se partisse  em uma parede próxima a sua cabeça. 

 —Annelise!! 

 —O que você quer dizer com essa merda? Está pensando que eu vim até aqui para fazer do meu bebê um negócio?  —minhas vistas assumiram o tom rubro e eu juro por Deus que eu poderia arrancar a cabeça dele.

 —Se te dissesse que eu não pensei em seguir com isso sozinha estaria mentindo, mas infelizmente sei o quanto é doloroso crescer sem um pai e porra, nem em um milhão de anos eu ia querer isso para o meu filho. Meu dever era te contar. Corresponder a isso ou não é uma escolha sua!

Justin me encarava sem dizer uma única palavra e por um ou dois minutos eu queria saber em que ele estava pensando. 

 —Porra! Eu...-Antes que seus pensamentos fossem verbalizados seu telefone tornou a tocar. Suspirou esfregando o polegar sobre a testa e saiu andando em direção a porta que saia para o corredor. 

-Babaca! –Sentei-me na cama por um breve momento, mas logo voltei a me deitar ao sentir minhas costas protestarem. 

Author, P.O.V: 

Antes que pensasse em voltar a dormir uma enfermeira que aparentava ser mais velha que a primeira adentrou o quarto alegando ter de prepara-la para alguns exames. 

(...)

 Annelise esperava ansiosa enquanto Thompson ligava o aparelho, logo a luz do monitor encheu o ambiente, algo aquoso tocou sua barriga e uma pressão foi feita ali.

Alguns minutos angustiantes se seguiram enquanto o médico buscava uma posição onde pudesse ver o feto.

—Você o vê?  —seus olhos seguiram para tela e logo se encheram de água. 

Ah sim, lá estava a bolotinha mais linda que já havia visto na vida com dedinhos do pé e tudo

    —Está tudo bem?  —perguntou torcendo os dedos

Ele ponderou por alguns minutos olhando silenciosamente para a tela enquanto analisava a imagem que ali refletia.

 —Bem Annelise, toda aquela dor e o sangramento foram causados por uma área de descolamento em sua placenta. Se você seguir todas as orientações médicas e tomar todos os medicamentos será capaz de levar essa gestação adiante.

 —Mas e se....  — Sua voz foi interrompida por um som intenso e ritmado. 

 —O que é isso?  —

-Annelise, P.O.V: 

Foi a melhor sensação que eu já senti na vida. Uma emoção tão forte que fez com que minhas mãos tremessem. 

 —Tão pequenino e tão cheio de vida!

Lagrimas foram inevitáveis e incontroláveis e pareceu que eu finalmente pude voltar a respirar. Meu bebezinho estava logo ali, firme e forte dentro de mim. 

 

 

 

 


Notas Finais


Eu sinceramente gostaria de saber como uma pessoa pode ser tão boa em ter ideias e ser uma merda em coloca-las no papel. Sinceramente estou envergonhada, investi tanto tempo desenvolvendo esse enredo e quando as coisas começam a se encaminhar eu não consigo postar em um prazo aceitável.
Mil desculpas. Espero que vocês ainda estejam por ai!
((( quero lembrar-te que é com sua opinião que eu tenho a chance de me aprimorar tanto na escrita quanto na resolução do enredo))).
Sintam-se em casa!


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