História Change My Mind - Harry Styles Fanfic - Capítulo 40


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, One Direction
Visualizações 295
Palavras 2.490
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI pessoinhas :)
ótima leitura para todas!!

Capítulo 40 - Capítulo 39 - Armadilha


Miley ON:

Ouço um barulho alto e acordo assustada. A luz se acende e eu fecho os olhos com a claridade repentina.

- Levanta – escuto Sebastian falar e eu abro os olhos.

Ele está parado ao meu lado e tira a algema do meu braço, olho para a janela e vejo que ainda está escuro. Ele sai de perto de mim e volta com uma corda.

- O que você tá fazendo? – pergunto enquanto ele me puxa e amarra minhas mãos nas costas.

- Amarrando as suas mãos – ele responde sarcástico e eu reviro os olhos.

Ele me levanta e aponta uma arma para a minha cabeça enquanto me empurra em direção à porta.

- Pra onde você tá me levando? – pergunto parando no corredor e ele tromba comigo.

- Terminar o serviço – ele diz e volta a me empurrar.

- Como assim terminar? – paro de novo e ele se vira pra mim irritado.

Sebastian está careca e sua barba está um pouco maior do que o normal. Ao olhar em seus olhos não consigo mais ver a ternura e o amor que ele tinha por mim quando ia me buscar na escola, quando comprava sorvete escondido do meu pai, quando empurra meu balanço no parquinho. Agora tudo que vejo é raiva, rancor e ódio. Meu coração se aperta ao pensar que todos esses anos em que enquanto pensava que ele fazia parte da minha família, ele estava apenas esperando o momento certo para trair o meu pai.

- Vamos dar um fim nisso tudo pra finalmente irmos embora, eu, você e sua mãe – ele volta a me puxar e eu paro de novo. Ele agarra o pulso com força e me joga contra a parede – Olha aqui mocinha, eu acho bom você colaborar porque aquele tio que tinha toda a paciência do mundo não está aqui no momento.

- Você é um otário – eu digo rápido e ele se assusta – Você acha que ela vai te querer, que ela vai viver com você, mas ela só vai fazer a mesma coisa que fez com meu pai. Ela vai te trair, te abandonar.

Eu tenho que dizer a ele quem é a Alex, ela deixou bem claro pra mim na nossa conversa que o Sebastian era apenas um peão, ela vai dispensar ele. Mas seu amor platônico não o deixa enxergar as coisas como elas realmente são. Eu preciso mostrar pra ele, e quem sabe, ter uma chance de sair daqui.

- Você tá falando da Alex? – ele pergunta e da uma risada alta bem forçada – Eu não sou o seu pai, ela não vai fazer isso comigo.

- E como você? Se ela teve coragem de fazer isso com o homem que ela teve uma filha, com o homem que ela foi casada, que ela amou...

- Mas ela me ama agora – ele me empurra de novo e eu bato a cabeça com tudo – Ela me quer, ela me ama.

- Não, ela não te ama – agradeço por minha voz ter saído firme mesmo com seu rosto tão perto do meu. – Ela apenas vai te usar e quando não tiver mais utilidade nenhuma, ela vai te largar. Ela não te quer, ela não te ama. Você é apenas uma distração.

Ele leva a mão até o meu pescoço e o aperta com tudo. Arregalo meus olhos e com a mão livre tento soltar seu braço, mas não tenho sucesso.

- Eu acho bom você calar a sua boca, ou eu mato você agora – ele diz com a voz trêmula de raiva e solta o meu pescoço. Dobro meu corpo ao meio e começo a tossir sentindo o ar entrar novamente pelos meus pulmões. – Agora vamos, estamos atrasados.

- Pra onde você tá me levando? – pergunto com raiva enquanto ele volta a me puxar.

- Vamos conhecer seu tio alemão. 

Harry ON: 

 

Carrego uma arma e a escondo em meu sapato, coloco meu colete de balas e desço para a sala. Todos estão se organizando e uma tensão enorme está entre todos nós. Estamos nos organizando para ir em direção a pista que temos.

- Harry? – escuto alguém me chamar e me viro em direção à voz, é o Zayn.

Ele inclina a cabeça em direção ao corredor, o sigo e paramos no perto de uma porta, ele vira a cabeça como se estivesse se certificando que ninguém está nos ouvindo.

- Olha – ela começa a sussurrar e fica ao meu lado, colocando minha mão em seu ombro – Tanto eu, como a Cintia, estamos achando essa pista muita suspeita é como se ele quisesse que soubéssemos que ele está indo para lá. Depois de tentar se esconder por tanto tempo porque logo agora deixaria sua localização tão visível? É uma armadilha Harry, eu tenho certeza. – Ele coloca a mão no bolso e tira um saquinho branco – Eu vou esconder esse rastreador em você, eu colocaria um ponto, mas ficaria óbvio demais.

Ele olha para o meu corpo e depois para o meu rosto erguendo uma sobrancelha, ele quer saber onde devo colocar. Abaixo e tiro meu sapato, o escondo nos meus cadarços e Zayn parece contente com minha escolha, ninguém nunca pensaria em vasculhar um sapato. Sinto suas mãos em meu rosto, ele o levanta e me encara nos olhos.

- Eu te conheço Harry, eu sei como você fica quando está nervoso, você explode. Você não consegue controlar seus hormônios, vamos dizer assim. Eu sei o quanto você quer se vingar dele, mas agora não é hora de se exaltar! – ele desce a mão para os meus ombros e me chacoalha levemente – É hora de pensar em sua vida, na vida da nossa equipe, na vida da sua garota. Se concentre.

Balanço a cabeça para cima e para baixo, ele dá um tapinha em minha bochecha e vira voltando para a sala. Encosto meu corpo na parede, fecho os olhos e respiro fundo colocando minhas mãos em meu rosto. Algo me diz que vai dar tudo errado e eu espero que não seja eu o motivo.

(...)

- Não sei porque viemos tão cedo. – resmunga Niall no seu microfone – Esse tempo todo que fiquei esperando eu podia ter dormido.

- Se você não calar a boca eu vou te fazer dormir rapidinho irlandês – Gemma responde brava no ponto e posso vê-la franzindo os olhos enquanto fala.

Estamos em frente ao hotel há cerca de três horas e nada do meu pai. Já são dez horas da manhã e todos já estamos cansados do tédio e dos resmungos do Niall por não poder dormir. A cada dez minutos limpo o suor de minhas mãos em minha calça, respiro fundo e coloco minhas mãos no volante tentando me concentrar em outra coisa há não ser a pior noite da minha vida há nove anos.

FLASHBACK ON:

- ... e então ele bateu a cabeça com tudo na porta! – diz minha irmã, eu e minha mãe não aguentamos e caímos na gargalhada.

Ele está contando sobre o seu dia na escola, a história sobre seu colega que dormiu no meio da aula está tão engraçada que me faz até esquecer o quando eu odeio secar e guardar a louça, Gemma está lavando e minha mãe limpa a mesa e o fogão. Sempre dividimos as tarefas, assim acabamos mais rápido e passamos mais tempos juntos.

Olho para minha mãe e fico admirado pela sua beleza, seu sorriso com certeza é o mais lindo que já vi na vida. Quando eu casar quero que minha esposa seja igual a minha mãe, não fisicamente claro, mas que tenho o mesmo caráter que ela.

- Acabei! – diz Gemma chacoalhando as mãos e espirrando água em meu rosto. Começo a bater nela com o pano de prato e ela fingi gritinhos enquanto tenta segurar o riso.

- Harry, pare com isso! – diz minha mãe e eu viro para ela que está apontando um dedo para mim enquanto sua outra mão está na cintura segurando um pano – Você sabe que não deve começar sem mim – ela diz e começa a bater na Gemma também, que não aguenta e começa a rir feito louca.

Eu e minha mãe também damos risadas e ficamos nós três ali, batendo um no outro de brincadeira. De repente, sinto minha mãe passar o braço na minha cintura pra trás e me puxar contra seu corpo, ela começa a beijar meus cabelos e minha bochecha. Ela para e vira para o lado fazendo o mesmo com Gemma que ri assim como eu.

- Eu amo tanto vocês meus filhos! – ela diz nos abraçando forte e eu a correspondo.

- Nós também te amamos mamãe! – nós respondemos e ela nos beija na testa.

Terminamos de arrumar a cozinha e estamos sentados na mesa conversando quando a porta de casa se abre com tudo. Nos assustamos e ela é fechada com tudo de novo. Sinto o cheiro de bebida e sei que ele chegou, encolho meus ombros e minha mãe me abraça.

- Cadê a janta? – ele pergunta abrindo a geladeira enquanto tira sua gravata.

- Deixei seu prato pronto dentro do micro-ondas – responde minha mãe com a voz firma, mas sinto sua mão tremendo em meu ombro.

Ele vai até lá e o pega, o colocando na mesa e sentando. De repente ele para o olhar sobre em mim e em Gemma como se tivesse acabado de perceber que estávamos aqui.

- O que eles estão fazendo aqui? Já deviam estar na cama – ele grita apontando o dedo para a minha mãe.

- Nós já estávamos indo – diz Gemma se levantando – Boa noite mamãe – ela a beija na testa e vai até a escada.

Ainda estou no abraço da minha mãe e a olho, seus olhos estão arregalados e assustados e eu sei bem porque, é assim em quase todas as noites.

- Mamãe... – começo a falar.

- Vá dormir Harry – ela me interrompe e passa mão em meus cabelos e beija minha testa – Boa noite meu menino, amo você.

Dou um beijo em sua bochecha e dou boa noite para o meu pai. Sigo direto até o quarto de Gemma, deitamos abraçados e sinto as lágrimas escorrendo pelo rosto. Eu não quero ouvir de novo.

...

- Não! Para! – escuto gritos e me sento com tudo na cama, Gemma faz a mesma coisa, ela me olha com os olhos arregalados.

- Quietinho Harry, daqui a pouco ele termina – ela diz com a voz trêmula enquanto esconde o rosto nas mãos.

Ouço minha mãe gritar de novo e seguro os lençóis com força, meus olhos começam a arder e eu seguro as lágrimas.

- Ele tá machucando ela de novo – digo e Gemma me abraça.

Minha mãe da outro grito e nós pulamos na cama, ela esconde o rosto em meu rosto para abafar os seus soluços.  Sinto a raiva começar a crescer dentro de mim e decido que isso não vai continuar assim, não pode continuar assim.

Me solto de Gemma e dou passos firmes até a porta, a ouço me chamar, mas a ignoro e saio do quarto. Desço as escadas com cuidado para não fazer muito barulho e vou até a sala. Pego o telefone e ligo para a polícia. Sento no sofá e espero pelo que parece um eternidade até que escuto as sirenes.

- O que você fez? – grita meu pai da escada enquanto abro a porta.

- Mãos para cima! – grita um policial apontando a arma para meu pai. Ele corre de volta para cima e três policiais vão atrás dele.

Vou também e vejo que todos estão parados com a arma apontada para ele. Minha mãe está com os olhos arregalados, o braço de meu pai está envolta de seu pescoço e a outra mão segura uma arma apontada para sua cabeça.

- Solte ela agora! – grita um policial e meu pai aperta seu braço ainda mais fazendo com que minha mãe solto um grito.

- Mamãe! – grita Gemma e ela olha para nós assustada. Meu pai também nos olha e posso ver a raiva em seus olhos quando pousam em mim.

Ela a solta e a joga com tudo para cima dos policiais. Ele levanta as mãos ainda olhando para mim, me encolho com seu olhar e antes que qualquer possa se mover ele mira a arma para um policial e aperta o gatilho acertando em sua perna, os outros começam a atirar e meu pai revida. Ouço minha mãe gritar e olho para ela, uma mancha vermelha se espelha na frente de seu vestido branco.

- Anne... – diz meu pai e um policial o acerta no ombro.

Ele grita e se vira, pulando pela janela. Os policiais os seguem e tudo que eu consigo fazer é ajoelhar ao lado da minha mãe e segurar sua mão.

FLASHBACK OFF

- Harry – ouço a voz de Gemma e balanço minha cabeça tentando afastar esses pensamentos – É ele...

Olho para o vidro do carro e prendo a respiração. O mesmo terno, a mesma gravata, mas os cabelos estão mais brancos. John Styles.

Ele olha para os lados e entra no hotel. Escuto uma batida no vidro do meu lado e dou um pulo e susto.

- Pronto? – pergunta Rick e eu engulo em seco.

Desço do carro e sigo até o hotel, pego o cartão clonado que Cintia nos deu e passamos pela portaria.

- E então? – pergunto no ponto.

- Nono andar, quarto 98 – responde Cintia.

Entramos no elevador e sinto o suor começar a escorrer pelo meu rosto. Rick me olha preocupado e abre a boca para perguntar alguma coisa, mas o elevador para e saio aliviado. Paro ao lado do quarto e pego uma arma em meu cinto. Inclino minha cabeça para a porta e Rick assente. Chuto a porta com tudo e ela se solta das dobradiças.

Entro já apontando a arma e olho para todos os lados. O quarto está escuro e procuro um interruptor, assim que acendo a luz vejo um quarto completamente vazio. Vou até o banheiro e Rick olha os quartos.

- Está literalmente vazio – diz Rick confirmando meus pensamentos.

Abaixamos as armas e a porta se fecha com tudo atrás de nós

- Mas que porra... – começo a falar até começar a sentir um cheiro estranho.

Uma fumaça começa a preencher o cômodo e sinto meu peito doer. Dobro meu corpo ao meio e começo a tossir. Vou até a porta e tento abri-la: sem sucesso. Olho em volta e vejo que a fumaça ficou mais densa, meus olhos ardem e já não consigo parar de tossir.

- A janela – diz Rick em meio a tossidos e vamos até elas, estão travadas. – Droga! – ele grita e se dobra ao meio tossindo furiosamente.

O acompanho e sinto minha cabeça começar a rodar, vejo Rick cair deitado ao meu lado e tento ir até ele, mas minha vista começa a escurecer e perco minha força nas pernas, caindo com tudo no chão.

 


Notas Finais


O que é uma fic criminal sem um pouquinho de suspense??
Quais os palpites?? Adoro ver o quanto vocês são adivinhas, algumas já acertaram alguns pontos da história (mas não vou falar quem hehe)
Me digam nos comentários o que acharam!! Reta final galera, vão preparando suas despedidas... ou não...
2 Temporada!!
Até mais!


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