História Changes - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias David Bowie, Labirinto - A magia do tempo
Personagens David Bowie, Jareth, o Rei dos Duendes, Personagens Originais, Sarah Williams
Tags David Bowie, Jareth
Exibições 18
Palavras 1.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, gente!
Como prometido, aqui estou e se tudo der certo, volto todo domingo :)
Vamos aos negócios?
Boa leitura!

Capítulo 2 - Blackstar


Fanfic / Fanfiction Changes - Capítulo 2 - Blackstar

Parecia que não era real. Era muito surreal. Não podia ser verdade. Ali era o castelo do Jareth? Eram aqueles os goblins? Tão adoráveis!

            – Por favor! – Tentei. – Você viu Jareth?

            O goblin me olhava e eu não fazia ideia do que estava acontecendo. Então, ele olhou para minhas pulseiras.

            – Belas pulseiras.

            Peguei uma das diversas que usava no braço esquerdo e entregava uma para ele. Miçangas vermelhas, salmão, rosadas e brancas.

            – Essa é sua. Espere... Você é Higgle, não é?

            – Hoggle! – Ele corrigiu. – Você é amiga da Sarah?

            – Eu a conheci. – Respondi, com um nó no estômago por estar mentindo. Quer dizer, não era tão mentira assim! Conhecia-a da história.

            – Jareth sofre muito desde a partida dela, menina. Dizem que ele se apaixonou pela Sarah.

            – Pode me levar até ele? Mesmo que seja até metade do caminho e depois me encontro.

            – Siga sempre em frente. Sempre.

            – Obrigada, Hoggle.

            Corria, com o coração na mão. Vi uma coruja branca pousando em cima de uma árvore, mas tentei não me concentrar naquilo. Então, deu um estalo na minha cabeça: O rei dos goblins podia se transformar naquela ave. Senti um frio na espinha enquanto encarava-a.

            – Rei dos Goblins, rei dos goblins! – Comecei. – Apareça para mim!

            Glitter para todos os lados, uma fumaça densa...E lá estava ele.

            Jareth.

            Vestia uma daquelas calças agarradas verde oliva, botas de montaria e um fraque de couro marrom. Seus olhos eram intimidadores, igualmente a sua postura que demonstrava tanto poder.

            Meu estômago congelou e minhas mãos tremiam. Era exatamente igual ao do filme que assistira tantas e tantas vezes! Os malabarismos com os cristais, o ar arrogante e o sorriso de canto.

            – O que você quer de mim?

            Não conseguia falar.

            – Um goblin comeu sua língua?

            Eu negava, impressionada com o que eu via.

            – Para uma fada, você é bem humana. – Deu de ombros, rodeando meu corpo que ainda estava sentado no chão. – São as frustrações da sua vida?

            – Você me conhece?

            – Ora, Cherry, conheço.

            – Cherry? – Ri. – Acho que não me chamam assim desde que eu saí da faculdade!

            – Mas está aqui por algum motivo, não está?

            Respirei fundo, tentando procurar algum meio para dizer o que queria sem parecer ridícula.

            – David Bowie.

            O rei dos goblins franziu a testa, provavelmente não esperando por aquela resposta tão imediatal.

            – O que há?

            – Ele está morrendo, não está?

            – Está em transição. – Respondeu, quase cuspindo as palavras. – Ele não morrerá. Só mudará o universo onde ele vai viver.

            – Isso não é justo! – Disse, sentindo um bolo no estômago e o nó apertar na garganta. – Por que?

            As feições dele tomaram algo semelhante a ira. Com o cenho franzido, começou a jogar uma bola de cristal para cima e a pegava no ar, com destreza.

            – O que é justo? O corpo dele apodrecer? Ele sofrer? Então, se você quiser justiça, sinta isso. 

            Jareth jogara uma de suas bolas de cristal em mim, mas não senti a batida da bola espatifada. Sentia dor para respirar, meu nariz escorria sangue, minha pele tomou subitamente uma cor mais amarelada e eu estava sensível. Meu estômago estava inchado, o que trazia ainda mais dor. Caí no chão, minhas mãos apertando meu corpo, as lágrimas correndo pelo canto dos olhos. Me debatia aos olhos sádicos de Jareth que em momento algum demonstrou-se preocupado com a dor que eu sentia.

            – Jareth, por favor...- Implorei. – Faça parar!

            Ele me observava de mais perto agora, de cócoras. Sua mão protegida por uma luva de couro preto tocava a pele da minha barriga, apertando um pouco até que fez parar.

            – Você não aguentou um minuto. Ele aguenta, comparado ao tempo dos humanos, há mais de um ano. Não diga que não é justo quando não sente a dor do outro.

            – Não quero que ele sofra.

            – Vocês vão se encontrar novamente.

            – Novamente?

            O bipe agudo do meu celular me despertou. Maldito. Eu queria saber quando nossos caminhos tinham se cruzado. No fim, era só mais um sonho. Real, mas um sonho.

            Tomei um banho rápido, vestindo uma calça legging e uma camiseta preta. Calcei botas até metade da minha panturrilha e de salto baixo. Minha jaqueta de couro ia junto do meu corpo. Sabia que chegando no aeroporto de Nova York eu trocaria de roupa por uma mais quente – que compraria no aeroporto.

            ---

             14 horas de vôo. Pousei em Nova York às 2h10 da manhã do dia 10 de janeiro. Estava bestificada.

            Comprei uma roupa mais quente e um casaco térmico no aeroporto e os vesti em uma cabine do banheiro. Estava feliz por viajar. Era a primeira vez que ia para fora do Brasil.

            Ainda pensava no sonho que tive antes de sair de casa. Foi real. Muito real.

            Neguei com a cabeça, entrando no táxi rumando a hospedaria onde Angie me esperava. No fim, fomos estúpidas que não compraram as passagens juntas e pegamos voos separados na ida.

            Fiquei tão impressionada com a cidade estadunidense que sequer cogitava a ideia de focar em qualquer coisa que não fosse a neve caindo.

            Na hospedaria, fiz check in e em 10 minutos estava no quarto. A moça de cabelos negros me esperava comendo yakisoba deitada de bruços na cama assistindo alguma coisa que passava no TV5Monde.

            – Ah, Mika! Seja bem-vinda ao coração do mundo! – Ela ria enquanto eu apoiava a mala em um dos cantos do quarto. – Peguei porção para duas pessoas.

            – Chegou agora, Ang? – Perguntava enquanto tirava as botas e o casaco.

            – Sim, cheguei. A fome estava me matando e pedi comida para nós duas, mas não consegui te esperar para comer.

            – Vou tomar um banho rápido e já volto aqui.

– Reze para ainda ter comida.

– Eu te expulso do quarto! Quer dizer, expulso você desse país a chutes! – Respondi em tom brincalhão.

Me despi e abri o registro de água quente, aproveitando o ar quente para me manter aquecida. Era tão bom conhecer lugares novos!

            Tentei não demorar, sabendo que não restaria comida devido a fome da morena. Eu ria. Quem diria que um dia eu sairia do país com minha melhor amiga?

            Ainda pensava no sonho com Jareth. Digo, não era a primeira vez que sonhava com algo semelhante, mas as palavras dele e a dor que me proporcionou não era pouca. Na verdade, eu sentia um aperto no estômago e meu coração parecia estranho até agora. Eu sentia que algo estranho estava acontecendo.

            Talvez fosse do voo, ou quem sabe o nervoso com o sonho?  A fome era outra forte candidata. Pensando nela, fechei o registro e me enrolei na toalha branca felpuda, secando toda a extensão da minha pele.

            Vesti um pijama salmão, composto por shorts e regata para logo em seguida voltar ao quarto, onde o aquecedor me fazia lembrar do calor brasileiro.

            – Vim para o hemisfério norte para esquecer do calor... – Comentei, sentando ao lado da morena, pegando um par de hashis e me servindo de sua caixinha de papelão.

            – Eu disse que aqui era maravilhoso, sua tonta.

            – Você tinha razão. – levei o hashi a boca, saboreando o macarrão com um pedaço de frango e cantarolei – I'm a mess without my little China Girl!

            Antes da Angie rir, um Breaking News apareceu na televisão, roubando nossa atenção. Apareceu uma repórter de cabelos loiros em corte Chanel dizendo:

            ­­ – Interrompemos nossa programação para anunciar a morte do cantor britânico David Bowie.

            Não consegui ouvir mais nada depois daquilo. Senti meu estômago rodar. Corri para o banheiro, acreditando que vomitaria, mas a única coisa que saiu da minha garganta foi um doloroso grito de desespero. Vivia em um mundo sem Bowie.


Notas Finais


Eu sei, é triste escrever essa cena - pra mim, doeu horrores.
Mas eu garanto que no próximo haverá algo bom (e já está escrito 8D)
Beijo pra vocês e me deixem saber suas opiniões!


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