História Changing It - Capítulo 22


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Drama, Faking It, Romance
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Palavras 2.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, prezados leitores!
Sim, eu estou viva, apesar do meu sumiço de meses e, não, nenhum dinossauro comeu o meu computador kkk O que acontece é que essa sua escritora cabeça de vento está passando por um daqueles momentos em que a inspiração está no nível -2 e a vontade de escrever está no nível -3... ai já viram... acabei sendo a atração principal da "deserto tour 2016", tá facil não tchurminha!
Mas se não tá fácil pra mim com essa falta de inspiração e coragem, certamente está mais difícil ainda para vocês que ficam aqui me esperando sair lá de onde Judas bateu as botas para postar capítulo novo, por issooooo eu vou tentar me redimir só um pouquinho com vocês e vou postar 2 capítulos em vez de 1 hoje.
Espero que gostem!

Boa leitura e, mais um vez, desculpem pelo desaparecimento sem explicação..

Capítulo 22 - O Pior Inimigo


[Samantha]

— Você vai. – Essa é a primeira coisa que Ellie me diz ao se sentar ao meu lado no refeitório, naquela sexta-feira. – Não me interessa se você tem um projeto para terminar. Você terá o restante do fim de semana para fazê-lo, então, não aceitarei desculpas. Você vai.

Ela pousa sua bandeja sobre a mesa e se vira para me encarar com aqueles seus olhos castanhos e expressivos, enquanto Dean se senta à minha esquerda e, sem cerimônia, abre uma lata de refrigerante e toma um longo e refrescante gole. Está quente como o inferno em Temper essa manhã. Aliás, todos os últimos cinco dias nessa cidade estavam, mas, hoje, realmente parece que Satã resolveu abrir as portas de sua casa e brincar conosco.

— Bom dia para você também. – Eu respondo para Ellie, levando em conta que não tivemos nenhuma aula em comum hoje e que eu esperava ao menos um cumprimento antes dela começar com sua intimação.

— Bom dia e você vai ao jogo. – Ela finalmente tira seus olhos de mim e se concentra na comida, mas não parece nenhum pouco disposta a ceder.

— Ela não vai desistir. É melhor você aceitar a derrota e ir ao jogo. – Dean comenta como se pudesse ler meus pensamentos e eu solto um suspiro frustrado.

A última coisa que quero fazer hoje é ir ao estádio para assistir ao jogo dos Devil's contra os Wildcats e, tudo bem, eu entendo que Ellie, Dean, Jude e, até mesmo, a minha própria mãe achem que eu deva ir porque… bem, eu namoro um dos jogadores, certo? Mas eu realmente estou me esforçando para evitar confusões nos últimos dias, embora elas pareçam me seguir onde quer que eu vá.

Veja bem, faz quase uma semana desde que discuti com Aidan na saída do refeitório e decidi encerrar, de uma vez por todas, qualquer resquício de relacionamento que nós ainda pudéssemos ter e, também, faz quase uma semana que decidi juntar todos os pedaços partidos do meu coração e assumir um relacionamento sério com Jason, mas, por causa disso, também faz quase uma semana que a universidade tem convivido com brigas intermináveis.

A primeira delas, para a completa destruição do meu orgulho, foi como uma continuação da briga que April Vaughn e eu tivemos na primeira semana de aula. Sim, nós realmente rolamos pelo chão do corredor do prédio de artes, nos agredindo e trocando insultos que eu não teria coragem de repetir agora, até que Jason e Aidan conseguiram nos separar, mas eles também não eram tão santos assim.

Eu precisaria usar os dedos das duas mãos e alguns dedos das mãos de Dean e Ellie para contar quantas vezes os dois haviam se esbarrado pelo campus e trocado ofensas que só não se tornaram agressões físicas porque seus colegas de time interviram a tempo, mas circulavam boatos por aí que, mais de uma vez, o treinador Rogers precisou separá-los em campo por causa de algumas jogadas duras demais, o que, na verdade, se você parasse para pensar, era uma situação esquisita já que as posições de Aidan e Jason em campo eram complementares e, não, opostas.

— Eu não acho que isso seja uma boa ideia. – Termino meu suco de abacaxi e menta e tento, mais uma vez, defender o meu ponto de vista, porque eu tenho certeza de que nada de bom pode resultar desse jogo ou da minha presença lá. – Todas as partidas contra os Wildcats sempre terminam em confusões. Os garotos se odeiam e levam a competitividade ao extremo. Além do mais, eu tenho certeza de que April e sua gangue estarão lá e eu realmente não preciso de mais um motivo para querer varrer os degraus da arquibancada com o rosto dela.

— Está dizendo isso porque acha que ela pode tentar reatar com o seu atual namorado ou porque acha que ela será cadela o bastante para dar em cima do seu ex, na sua frente. – Ellie me olha de esguelha e eu, por outro lado, a encaro sem qualquer cerimônia.

— Que ex?

— Ora, vamos! – Ela revira os olhos. – Eu posso até ser distraída, mas não sou boba. Tenho certeza de que o Aidan é o cara misterioso com quem você disse que tinha um relacionamento complicado. Todas as evidências apontam para ele. Ele estudava aqui, passou quase um ano fora da cidade e, por favor, apenas isso explicaria todo esse ódio que ele e o Jason sentem um pelo outro. Todo mundo sabe que os caras do time de futebol são tipo uma família. Dois Arizona Sun Devil's não brigariam assim a menos que fosse por algo muito sério. – Ela rola os olhos por mim. – Nesse caso, você.

Eu não sei o que responder. Acho que metade da universidade já deve ter notado que Aidan e eu tínhamos algum tipo relacionamento mal resolvido e a outra metade, com certeza, deve ter ouvido alguns boatos a respeito. Aidan e eu, no entanto, nunca comentamos nada e, até mesmo, Jason evita falar a respeito, mas acho não seria muito difícil chegar a essa conclusão, quando ambos os garotos parecem querer beber o sangue um do outro sem nenhum motivo aparente e quando Aidan ainda tenta me puxar para uma conversa a dois e eu faço o possível para evitá-lo.

— Confesse. – Ellie volta a me intimar. – O Aidan é o seu cara misterioso, não é? Vocês brigaram e ele foi embora, mas agora ele está de volta e quer consertar tudo, mas o Jason não vai ceder o território para ele assim tão fácil.

— Do jeito que você fala eu me sinto como um pedaço de terra no meio da disputa entre Hatfield's e McCoy's¹. – Desdenho.

— É quase isso. – Dean confirma. – Só que você está mais para uma fêmea linda e fértil sendo disputada por dois leões cheios de testosterona.

— Sim. Realmente há muita testosterona envolvida aqui. Agora confesse.

Sem saber mais como retrucar e já ciente de que não adiantaria mentir ou desconversar, apenas aceno, afirmativamente, com a cabeça e espero que Ellie termine de se vangloriar de seu grande poder de percepção.

— Eu sabia. – Ela bate na mesa e, em meio a tudo aquilo, eu fico feliz por ela, pelo menos, estar mantendo seu tom de voz baixo o suficiente para que ninguém ao redor nos ouça. – Me conta o que aconteceu? Vocês tiveram um daqueles romances secretos e tórridos? Quem terminou com quem? Aliás, vocês se conheceram no The Vow?

São tantas perguntas que nem sei por qual eu devo começar a responder, mas, ao mesmo tempo, eu nem sei se eu posso respondê-la porque, francamente, como é que você diz a alguém que se apaixonou pelo cara que te contratou para fingir ser a namorada dele por uma semana e que, depois, se separaram porque ele tinha um caso mal resolvido com a madrasta infiel e pedófila? Não dá para explicar essas coisas, por isso apenas digo:

— É complicado.

Mas Ellie não parece muito disposta a aceitar aquilo.

— Eu sei que é complicado. Se não fosse, vocês provavelmente estariam juntos agora, já que ele voltou e você não tinha nada sério com o Jason até então, mas o que eu quero saber é o quê é tão complicado? – Ela insiste. – Fala sério, aposto que a história de vocês renderia um livro. Estou errada?

— Não está. – Confirmo. – Renderia um livro ou dois realmente, mas é uma história complicada demais.

Ellie suspira de maneira audível.

— Você não vai mesmo me contar, não é?

— Não. Não vou. Eu não posso. – Olho para ela e tento transmitir com o olhar o quão complicada minha história com Aidan é para que eu a exponha assim e, finalmente, ela parece se dar por vencida.

— Tudo bem. Mas você ainda vai ao jogo. Dean e eu passaremos para pegar você às sete.

— Sete?

— Te dou um bônus de meia hora se você prometer que vai ficar bem bonita. – Ela sorri para mim, tentando me encorajar. – Vamos lá. Não vai ser tão ruim, Sam.

Não respondo nada, mas em minha cabeça a única coisa em que consigo pensar é no quanto ela ficaria surpresa ao descobrir como as coisas sempre podem ficar terríveis quando Aidan e eu estamos envolvidos. Eu não descartaria, nem mesmo, a possibilidade de um furacão atingir o estádio e varrer todos nós da face da Terra.

***

Às sete horas em ponto ouço a buzina do carro de Ellie ressoar em frente ao meu prédio. Não sei dizer se ela não achou que eu me esforçaria para ficar apresentável ou se apenas quis garantir que eu não fugiria antes dela aparecer para me buscar, mas os meus trinta minutos bônus são revogados antes mesmo de começarem. Não que eu me importe.

O jogo entre os Devil's e os Wildcats está marcado para as oito, mas eu sei que Jason e o restante do time já estão lá desde as cinco da tarde, para fazer o reconhecimento de campo, o último treino e todas essas coisas que jogadores fazem em dias assim. A maior parte dos torcedores, como Ellie, Dean e eu, costuma chegar cedo também, principalmente porque é difícil encontrar um lugar para estacionar e porque as filas para entrar no estádio são sempre enormes, mas por ser namorada de um dos jogadores eu tenho acesso VIP e, obviamente, Ellie e Dean, por estarem comigo, compartilham de tal benefício.

Nós entramos pelo portão sul do estádio e somos guiados até os assentos mais próximos ao campo, logo atrás da área dos vestiários que é o lugar reservado para gente como nós. Um pequeno dejavù me atinge quando nos sentamos em nossos lugares porque, dez meses antes, eu me sentei naquela mesma área antes de cruzar a cidade para ir atrás de Aidan, apenas para que nós dois compartilhássemos uma das melhores noites de sexo que eu já tive e, no dia seguinte, ele fosse embora, me deixando nada mais que seu apartamento e duas cartas que me fizeram chorar por horas ininterruptas.

— Preciso começar a sair com jogadores. – Ellie comenta, tirando-me de meus devaneios, fazendo sua voz aguda ressoar acima da música que as líderes de torcida estão coreografando. – Esses lugares são os melhores. Não vamos perder nada, nem mesmo a pancadaria que eu já sei que vai rolar no final quando os Devil's chutarem a bunda dos Wildcats para o segundo lugar da tabela.

— Ah, com certeza vai rolar pancadaria porque é óbvio que o Donovan não vai aceitar a derrota.

— Ele nunca aceita. – Ellie suspira, consternada. – É um péssimo perdedor.

— Vocês não estão se adiantando demais? – Questiono, enquanto os lugares a nossa volta vão sendo preenchidos. – Talvez os Wildcats deem uma surra nos Devils hoje. Não vamos cantar vitória antes do apito final.

Tanto Ellie quanto Dean voltam seus olhos para mim como se eu tivesse acabado de dizer que a Terra é quadrada e que é o Sol que gira ao redor dela e, não, o contrário.

— O que é? – Eu resmungo, fechando a cara para os dois.

Eles apenas reviram seus olhos e voltam a olhar para o campo e para coreografia das líderes de torcida, mas não antes de Ellie esbarrar seu cotovelo em mim e murmurar um “se toca”, como se eu tivesse proferido o maior dos absurdos sobre o time de nossa universidade.

A verdade é que eu já deveria estar acostumada a reações como esta. Desde que renovaram os jogadores de nossa equipe e Aidan voltou a ser o Quarterback dos Devil's, parece que todas as esperanças que haviam sido perdidas ao longo da primeira e vergonhosa fase do campeonato, renasceram com força total. Ninguém ousava supor que os Devil's não ganhariam aquele jogo e ai de quem dissesse o contrário, afinal, maior que a devoção dos universitários daquela cidade pela cerveja sagrada dos finais de semana, só mesmo sua devoção cega pelos diabos vermelhos do Arizona Sun Devil's.

Sinto o celular vibrar no bolso de minha calça e, quando o desbloqueio, sou recebida por uma mensagem de Jason que diz apenas:

“Estou vendo você. Amei a blusa, aliás. Porque não me manda um beijo?”

Olho ao meu redor, para toda a extensão do campo de futebol e para a área do vestiário em que nosso time está, mas seja lá onde Jason se escondeu para me espiaonar, ele está oculto o suficiente para que eu não consiga achá-lo. Ainda assim, levo as mãos aos lábios e sopro um beijo ao vento, poucos segundos antes de meu celular voltar a vibrar com mais uma mensagem dele que, dessa vez, trata-se apenas de um emoji beijoqueiro que me faz revirar os olhos e rir.

Guardo meu celular de volta no bolso da calça e, sem que eu perceba, meus pensamentos começam a voar para Aidan e para como ele deve estar se sentindo hoje.

É o seu primeiro jogo, desde que voltou para a cidade e para o time e eu imagino o quanto ele deve estar nervoso, embora seus companheiros de equipe talvez não notem isso. Aidan tem esse dom de ocultar sentimentos, algo que quase me levou a loucura nos sete dias que passamos na casa de seu pai, em Laguna Beach, mas eu aprendi a lê-lo desde então. Seu belo rosto nunca revela nada além de tranquilidade e foco, mas seus olhos azuis sempre têm algo a dizer. Às vezes, eles deixam transparecer pouco mais que uma faísca de sentimento, mas, às vezes… esse sentimento queima como uma grande fogueira.

Eu ouço mais do que vejo quando os mascotes dos Devil's e dos Wildcats entram em campo para darem início a sua apresentação porque a torcida ao meu redor se levanta e vai a loucura, incluindo Ellie e Dean, que começam a assoviar e bater palmas, repetindo as palavras de Sparky como uma oração. As líderes de torcida permanecem em suas performances pré jogo e eu vejo quando nosso querido mascote diabo vermelho se junta a elas para uma coreografia boba, mas seja lá quem for o novo responsável por vestir aquela fantasia, ele não me parece tão bom em animar as pessoas quanto Carter Smith era, mas isso não chega a ser um problema já que a torcida está em polvorosa hoje.

Quando a apresentação de Sparky termina, me preparo para ver os jogadores entrarem em campo e ainda sinto aquele friozinho na barriga quando o primeiro deles rompe a faixa de papel vermelha onde o nome de nossa equipe está escrito, mas é apenas por um segundo, pois logo vejo Bryce Coleman ostentando sua braçadeira de capitão e me lembro que Aidan não estará mais a frente dos jogadores. No mesmo instante, também me lembro que eu não deveria estar tão ocupada em identificar seus belos cabelos louros em meio a todos aqueles caras de uniforme, porque o meu namorado é outro e eu havia dito a mim mesma que nada mais sobre Aidan me importava.

Sem me conter, solto um resmungo mau humorado por entre os dentes cerrados e cruzo os braços recostando-me em meu assento, fazendo questão de manter meus olhos longe do campo até que todos os jogadores, inclusive os jogadores dos Wildcats, que hoje estão vestidos de azul, estejam no centro do campo e já equipados com seus capacetes.

— É. Eu também acho que ela poderia ter encontrado outro lugar para se sentar, mas tente ignorá-la. A April é uma vaca. – Ellie cochicha para mim, ainda de pé, como a maior parte da torcida e, só então, eu olho ao nosso redor e vejo que April Vaughn e sua gangue de patricinhas estão sentadas à nossa direita, a apenas duas cadeiras de distância de mim.

Quase me levanto e peço para trocar de lugar com Dean, mas sinto que aquilo é uma provocação de April e decido não me render tão fácil. Se ela quer se sentar à duas cadeiras de distância, de onde eu posso ouvir todas as coisas sórdidas que, eu tenho certeza, ela comentará sobre mim ao longo da partida, então, que assim seja. Na verdade, April e suas amigas são o menor dos meus problemas no momento. Meu verdadeiro inimigo é o meu próprio coração e eu não sei se ao final dessa partida ele ainda estará de acordo com a ideia de manter Aidan afastado.

Achei que dez meses e dezenas de decepções pudessem apagar o sentimento que Aidan despertou em mim, mas eu também achei que poderia passar sete dias ao lado dele sem sentir nada e… acabei me apaixonando.

No fim, acho que estou sempre equivocada em minhas suposições.


Notas Finais


Bem, não vou falar muito aqui não, porque vocês ainda tem outro capítulo pra ler, então, não percam tempo! Vamos ao próximo, Yay!


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