História Changing My Destiny - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Sonic Boom, Sonic The Hedgehog, Sonic X
Personagens Amy Rose, Blaze The Cat, Charmy Bee, Cream the Rabbit, Dr. Ivo "Eggman" Robotnik, Knuckles the Echidna, Maria Robotnik, Metal Sonic, Miles "Tails" Prower, Orbot, Personagens Originais, Rouge the Bat, Shadow the Hedgehog, Silver the Hedgehog, Sonic The Hedgehog, Tikal, Vanilla the Rabbit, Vector the Crocodile
Tags Drama, Revelaçoes, Romance, Sonic, Violencia
Visualizações 67
Palavras 2.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie Gentie
Bem Vindos à mais um capítulo da Changing My Destiny!
EU SEI
2 MALDITOS MESES
PUTA QUE ME PACITA
Desculpem
Aconteceram... imprevistos
MAS AQUI ESTOU
TRAZENDO 2.000 PALAVRAS
QUE QUE TA ACONTECENDO
(Sorry)
CAHAM
Sem mais enrolações
Boa Leitura! 😜

Capítulo 14 - Hurten


- Maldito- Eu disse, atirando uma pedrinha do topo de um monte onde estava tentando esfriar a cabeça. – Quem ele pensa que é pra me dizer o que fazer? – Comecei a andar de um lado para o outro. Cookie descansava ao lado, comendo algumas maçãs da árvore ao seu lado, observando toda a cena. - Ele é tão... ARGH!

E então, me joguei para trás caindo no chão, deitando e observando o céu. 

Ainda furiosa, eu parei para pensar em minhas decisões. Com certeza, não foram boas decisões sair correndo. 

Desmanchei o olhar zangado e coloquei minhas mãos sobre seus olhos.

- O que eu estou fazendo...? – Me perguntei lamentando, até sentir um bufar ao meu lado, sentindo cookie próxima.

Acariciei seu focinho, me acalmando um pouco. 

- Eu não deveria ter explodido, não é mesmo? Também, aquele boboca não facilitou nada...

- Quem você está chamando de boboca? - Dei um pulo ao ouvir a terceira voz mais grave, se intrometer. - Se for pra me xingar, faça direito. 

Assim que encarei o dono da voz, fechei a cara novamente.

- Saia daqui, quero ficar sozinha, Shadow. - Disse seca, cruzando os braços e virando de costas para o mesmo. 

Mas ele não o fez. Se aproximou suspirando e se sentou ao meu lado – o que me fez afastad alguns centímetros.

Ele não disse nada por um momento, apenas ficou aproveitando da vista, que realmente era bonita. 

- Bom lugar pra se esconder. - Ele disse.

- Como me achou? 

- Foi fácil, na verdade. Apenas segui os rastros mal escondidos da Cookie.

O silêncio reinou novamente, antes do ouriço voltar a comentar.

- Por sinal, você não é muito boa em esconder pistas. – Pra mim já deu.

- Você veio até aqui para me chatear ainda mais? – Eu disse bufando. 

- Eu não teria vindo se você não tivesse fugido. Sonic vai te matar quando descobrir. E depois me matar. 

Permaneci calada, ainda brava, antes de suspirar e jogar meu corpo para trás novamente.

Senti Shadow me observar, enquanto eu brincava perdidamente com a grama que roçava minha cabeça.

- Shadow, por que decidiram me escolher? – Ele murmurou um “Hm?”, focado na vista à frente. – Quero dizer, devem haver muitas pessoas que gostariam de estar no meu lugar, e que são muito mais “talentosas” para isso também. Eu vivo me perguntando isso desde que cheguei. Por que me manter presa? 

Ele não respondeu nada, apenas continuou encarando o céu azul. Sem ter mais paciência, me levantei dando um suspiro mais longo dessa vez, enquanto pegava as rédeas de Cookie. 

- Bem... – Forcei um sorriso fraco. – Vamos voltar, né? Temos muito trabalho para fazer por hoje. 

Dito isso, saí sem esperá-lo. Eu não sabia o por quê de me sentir assim tão sensível com esse assunto, mas me sentia presa. Como uma escrava. 

“Você não poderá sair sem minha permissão”. “Nós iremos te caçar se o fizer”. Lembrava perfeitamente das palavras do ouriço arrogante no dia que havia chegado. Eu me sentia inútil por isso. Não conseguir fazer nada direito. 

Mantinha esses pensamentos obscuros enquanto caminhava ao lado de Cookie. De repente, ouvi um barulho de galope se aproximando e quando virei a cabeça, tive de fechar os olhos por conta do vento e de algo que parou violentamente ao meu lado. 

- Amy! – Shadow disse, montado em Hurricane. – Me siga. 

Ele então começou a correr, me deixando para trás, sem entender nada.

Montei rapidamente em Cookie e tentei o acompanhar. Era um caminho totalmente contrário da cabana. 

- Shadow! – Gritei assim que me aproximei do mesmo. – Onde estamos indo?

- Você vai ver quando chegarmos! Agora tente me acompanhar, molenga. – Ele disse com um ar provocador, então cavalgando ainda mais rápido. 

- Oh, então é assim? – Eu disse, determinada com a corrida.

Entre uma batalha divertida – que parecia durar séculos – Apostamos corrida. Havia muito tempo que não me divertia assim. 

Depois de mais algum tempo, paramos em frente de uma velha cabana abandonada e trancada. 

- O que estamos fazendo aqui? – Eu perguntei, um pouco mais animada devido ao ocorrido.

- Viemos fazer o que você queria. – Ele disse retirando uma chave que guardava em seu bolso e a balançando sobre o dedo. 

Dei alguns passos para trá, em dúvida. Assim que ele abriu a porta, foram vistos vários suprimentos, armas, ferramentas. Um arsenal inteiro. Ele retirou a camisa e me jogou um pedaço de graveto, com um maior tamanho. 

- Vamos começar por equilíbrio. – Ele disse segurando a outra vareta, e tentando me acertar, como se fosse uma espada. 

- Ei, espera! – Eu disse tentando me defender dos ataques rápidos que o mesmo impunha. – Eu não estou entendendo!

- Não precisa entender, apenas não caia. – Ele disse e por fim, passou a vareta por trás dos meus pés, me fazendo cair. – Eu avisei. - Ele disse se aproximando e me ajudando a levantar.

- Espere um pouco. O que isso quer dizer? 

- Enquanto os outros estão ocupados, acho que vou ter que fazer o trabalho pesado, não é mesmo? – Franzi as sobrancelhas, ainda em dúvida. – Eu vou te treinar, Rose. Não era isso que queria?  

- Sério? – Eu senti meus olhos brilharem. – E quanto aquelas tarefas manuais entediantes?

- Heh, você ainda não se livrou totalmente delas. – Meu sorriso desapareceu. – Mas eu prometo te ensinar algumas coisas por uma ou duas horas no dia.

- Nem tudo são flores, não é mesmo? – Reclamei baixinho. – Tudo bem. Mas você vai ter que me ensinar melhor do que o Knuckles. Ele não tem um pingo de paciência comigo.

- Tá bem, tá bem. Como quiser. Mas não seja tão teimosa, ok?

- Eu não sou teimosa!

[...]

Após algumas horas, no meio da tarde, voltamos para a cabana, exaustos. 

No caminho de volta, decidi que iria tomar um bom banho gelado assim que chegasse. E isso foi possível.

Assim que terminei, fui para a cozinha tomar um bom café da tarde, já que meu almoço havia sido pobre. 

Como não havia ninguém na cozinha, decidi lavar os pratos dessa vez. Estava quase acabando quando ouvi algumas vozes vindo da sala.

Curiosa, seguivos sons até descobrir que Cream conversava com Tails, Blaze e Silver, o que indicava que os mesmos haviam voltado da missão.

- Que ótima notícia! – Cream dizia enquanto eu entrava na sala, não entendendo nada. A menor percebeu minha presença e me chamou. – Amy, olha quem voltou!

De fato, todos que haviam desaparecido, estavam na sala. Exceto por um. Um único cacto azul que não estava presente. 

Eu os cumprimentei sem fazer nenhum alarde. Não queria parecer desesperada por algo que não estava. Pelo menos eu pensava nisso.

Tails nos contou os detalhes da missão, dizendo que o que os fez ficar tanto tempo fora foi pelo fato de encontrarem com a guarda de outro reino, o que causou um problema por falta de reconhecimento.

Com isso, eles tiveram que ir até o tal reinado se identificar. Me disseram que a rainha foi muito gentil com os mesmos quando descobriu o que estavam fazendo. Havia uma grande de saques no Reino e isso era como um troféu para eles. 

Assim que todos foram saindo aos poucos, esperei o último deles – que fora a raposa – e o segurei por um momento.

- Uh, Tails? E quanto ao Sonic? 

- Oh, ele ficou mais um tempo conversando com o rei. Acho que ele queria que Sonic levasse algumas coisas para Vila, em troca de mais dinheiro. Cara, aquele mercenário...

- Mas vocês todos parecem exaustos. Deve ter sido cansativo. Como ele ainda consegue fazer isso?

- Heh, eu queria saber. – Tails disse se espreguiçando. – Agora que você falou, era pra ele já ter voltado. Caramba, acho que ainda vou ter que procurar aquele idiota. – Tails disse bocejando, andando até a porta. Eu o parei no mesmo instante. 

- Deixa eu ir! – Eu praticamente gritei na cara dele. Ele me olhou com certa surpresa, mas não questionou nada, aceitando minha proposta. 

Na verdade, eu não queria realmente procurar aquele cacto ambulante. Eu apenas queria uma pausa de tudo. E a Vila seria perfeita para isso.

Bem, talvez eu me importasse um pouco

Assim que cheguei na entrada da Vila, deixei Cookie no lugar de sempre e entrei na Vila, pronta para encontrar meus amigos e fazer a festa. 

“Ele deve estar bem”, eu pensei. “Ele já é adulto, sabe se cuidar”.

Enquanto andava em direção ao restaurante de Vector, senti um peso na consciência.

- Tá bem, tá bem. – Eu repeti para mim mesma. – Eu posso procurá-lo, mas se não o achar, não vou dar bola para isso. 

Comecei a andar por aí, descobrindo lugares que eu não conhecia, e percebi que a noite, era somente um pouco mais tranquilo. Ainda haviam pessoas e crianças nas ruas, mas dessa vez em menor quantidades. 

Eu continuei andando, até passar na frente do restaurante que eu havia almoçado alguns dias atrás. Correção: Restaurante e Bar. 

Eu passei meus olhos em volta do lugar, antes de suspirar e decidir ir em direção da porta. Mas antes mesmo de eu dar o primeiro passo, a porta se abriu bruscamente. 

Duas pessoas caíram no chão, se socando freneticamente, me fazendo perceber que era uma briga. Quando decidi avançar para separar o agressor da vítima, foi então que descobri. Sonic estava sendo socado por Espio que mantinha uma cara muito irritada. 

Eu fiquei pasma com a cena. Sonic o jogou para o lado, fazendo os dois rolarem até a lateral do bar, e dessa vez, o ouriço batia no camaleão, com um ar de puro ódio. Eu não pensei duas vezes antes de avançar nos mesmos. 

- Hey!! Parem, os dois!! – Eu tentei puxar Sonic de cima de Espio, mas o mesmo me empurrou, me fazendo cair no chão.

- Como você pode dizer isso!? – Espio disse empurrando seu oponente e se levantando. – Eu adorava você!

- Pois é, garoto, a vida é bem mais que flores e borboletas, seu viadinho. – Dessa vez, Espio começou a dar ataques mais fortes no azulado, que se defendia com facilidade. 

- Parem!! – Eu tentei empurrar Espio, e me colocar no meio dos dois. Então, senti um peso sobre mim, vendo Sonic se apoiar em mim, ofegante. Só então, percebi como o mesmo cheirava a cerveja. 

- Viu? Posso fazer o que quiser com ela, algo que você nunca vai conseguir.

Eu me larguei do mesmo, assim que Espio começou a andar até nós,  não entendendo o que estava acontecendo. Eu fiquei na frente do mesmo, o protegendo e o barrando ao mesmo tempo.

- Como ousa dizer algo assim? – O camaleão gritou, me fazendo o olhar em dúvida. Sonic cuspiu sangue e sorriu debochado do mesmo. 

- Ela é meu bichinho de estimação. Assim como todas as outras. Eu a controlo. Posso dizer o que fazer e o que não fazer a toda hora e ela irá me obedecer. Diferente de você, virgem. 

- Como se atreve, seu-

Eu segurei Espio, o olhando assustado. Ele olhou para mim e lentamente, se acalmou. Ouvimos uma risada seca e rouca, olhando para o azulado na frente. 

- Com você, é o contrário. Você é o bichinho dela. – Só então, percebi do que essa briga se tratava. Eu abaixei a cabeça sem mostrar nenhuma reação. – Venha cá, Amy. Deixe-me esfregar na cara deste idiota o meu poder. Eu andei até parar na frente do mesmo, deixando Espio atordoado. – Parabéns. Vai ganhar um ossinho por isso, vadia.

Eu levantei a cabeça, com ódio, desferindo com toda a força que havia juntado, um tapa no rosto do ouriço bêbado. 

- Como se atreve?! – Eu gritei transtornada. – Como se atreve a bater nele?! Como se atreve a dizer essas coisas?! Como se atreve a ser tão idiota?! Você, o herói de todos, não passa de um panaca! O que pensa que está fazendo?! Perdeu a cabeça?! Ou a deixou no quarto de sua princesinha querida?! Você não passa de um verme! 

Eu estava tão furiosa que comecei a gritar aquelas coisas sem pensar. Ele olhava desestabilizado para um canto, enquanto eu explodia a sua frente. Eu senti lágrimas se formarem em meus olhos, mas assim as sequei. Não queria chorar ali. Eu senti seu olhar sobre o meu, ainda desestabilizado e suguei o ar até encher meus pulmões, gritando com toda a força do mundo. 

- EU TE ODEIO! – Eu disse e depois corri até Espio, o puxando para fora dali. 

Eu andei com passos firmes, sem olhar para trás, até o restaurante do Vector. Assim que a porta fez um barulho de sino, o mesmo nos olhou. 

- Bem-Vind- Ele parou até perceber que era eu. Devido a cara de espanto dele, minha expressão estava horrível. – Amy? – Assim que passou os olhos para trás de mim, percebeu seu irmão com o rosto machucado. 

- Meu Deus, o que aconteceu?! – Ele disse verificando os ferimentos de seu irmão.

- Eu tô bem. – Espio disse, virando a cara. Nós ainda estávamos de mãos dadas. 

- Gente? – Eu disse com a voz trêmula. – Posso passar a noite aqui?

Eles me encararam surpresos, mas não discutiram. Concordaram na hora.

Vector nos deixou na sala, pois ainda haviam clientes no restaurante, enquanto eu terminava de tratar dos ferimentos de Espio com um kit de primeiros socorros. 

Ficamos calados por um tempo, até ele começar a falar.

- Amy, eu- Ele começou apreensivo, mas quando me olhou, parou imediatamente. 

Eu solucei, enquanto deixava as lágrimas escorrerem por meu rosto. 

- Amy, você está bem? – Ele se aproximou mais de mim, mas eu apenas cobri o rosto.

- Me desculpe. É tudo minha culpa. – Eu disse desabando. – Eu sinto muito. 

Enquanto eu chorava como um bebê, senti o mesmo me abraçar. Eu me sentia culpada pelos ferimentos do mesmo, mas não só por aquilo. Aquelas palavras de Sonic haviam me machucado.

Eu o odiava mais que tudo neste mundo a partir deste dia. 


Notas Finais


Foi isso! (Wow, quanto drama não é mesmo?)
Espero que tenham gostado e até mais! Vlw, flw e fui!


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