História Chaotic Void - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~MrVoid

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 11
Palavras 1.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ecchi, Ficção, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Cinza morte


Após West explicar ao rei o que Mestice queria, Dharok decide que seria interessante ir até onde a bruxa morava. Talvez descobrissem mais coisas sobre ela, coisas úteis. Além de que sua convidada se sentiria muito mais confortável se tivesse algo que a lembrasse de casa.

— Mestice? — Dharok bate e entra no quarto.

— Nem mesmo o rei tem a educação necessária para tratar uma dama nesse lugar? — A bruxa reclama em um dos cantos do quarto. Estava vestindo suas roupas e, dando um sorriso meio cínico para o rei, ela termina. — Sabe, eu poderia estar fazendo alguma coisa indecente.

Após poucos minutos em silêncio, a bruxa ri. O rei ficara olhando para seu corpo quase nu durante esse tempo, talvez surpreso pelas várias marcas profanas em seu corpo ou por ela aparentemente não estar incomodada com aquilo. Era diferente das prostitutas, Mestice não tinha a beleza vulgar dessas mulheres.

— Não acha, talvez, uma falta de respeito ficar me encarando tão indiscretamente assim?

— Sairemos quando estiver vestida, antes que o sol desapareça. — Dharok anuncia, sem perder sua postura autoritária.

— Prefere mesmo que eu fique vestida?

O rei sai do quarto, mantendo a classe que não perdera nem por um minuto sequer. Mandou que um dos guardas avisasse para a bruxa encontrá-lo na sala do trono, de onde partiriam. A bruxa não demorou muito, logo desceu acompanhada por um dos guardas que sentiu-se aliviado ao deixá-la com o rei.

— Seus guardas se incomodam muito com a minha presença.

— É natural. Todos cresceram vendo as bruxas sendo perseguidas e queimadas em praça pública.

— Que deselegante me dizer isso.

— Vamos logo, antes que eu mude de ideia.

— Acha mesmo seguro ir para a floresta dos exilados sozinho com uma bruxa, durante a noite?

— Não, mas devo arriscar.

— Gosto dos seus métodos, reizinho.

O rei pediu dois cavalos para chegarem na floresta mais rápido, o povo já começava a se recolher enquanto se afastavam do reino. Ao chegarem ao portão que separava o reino da floresta, os guardas estranharam o pedido do rei, mas não questionaram.

— É irritante, sabe? — Mestice fala, depois de longos minutos em silêncio, guiando o rei pela estrada de chão batido na floresta. — O modo como está sempre ocupado. Talvez não saiba que West persegue a imortalidade e que vive em brigas constantes com seu pai. Você me tirou do calabouço para que eu virasse sua prisioneira?

— Não é minha prisioneira.

— É o que parece. West é o único que fala comigo, tenho certeza de que ele só fala comigo por não ter mais ninguém com quem falar. Meu rei, você é um homem solitário.

— Estamos longe?

— Não muito. Está escurecendo, fique atento.

Seguiam pelo caminho escuro com os últimos raios de Sol, ouvindo risos, sussurros e os gritos de humanos e animais. Dharok andava com os sentidos à flor da pele, prestes a saltar na primeira ameaça que atacasse, mas nada aconteceu.

— Como você conseguia viver aqui?

— Nem todos têm o privilégio de nascer na realeza. — Mestice andava à frente do rei, olhando para todos os lados sempre e algumas vezes desviava o olhar na direção dele. — Eu fui encontrada por um lenhador que teve suas crianças roubadas, ele ficou louco e foi banido para cá. Cresci com os exilados, em uma aldeia mais no fundo da floresta. Ele contou que quando me pegou, logo viu que eu era uma criança... exótica.

— Ele te encontrou?

— Ah, sim. Minha mãe era uma bruxa e os rumores dizem que ela fez um pacto com o rei, seu pai. Alguma coisa aconteceu com ela, quando o lenhador me encontrou ela estava sem cabeça e eu, em seu ventre. Segundo ele, o lenhador abriu a barriga da bruxa e me tirou de lá, mas não acredito que isso seja verdade. — Mestice para, respirando fundo para continuar. — Para ter acesso à magia, temos que descobrí-la e sermos aceitos pelo Lorde, foi fácil pra mim. Cada marca no meu corpo é vinda de um feitiço, acho que você pôde deduzir isso.

— Que marca?

— Não vou me despir no meio da floresta. Pronto, esta é a história. Foi para isso que veio, certo? Para saber sobre a sua bruxa. — Seus olhos fixam nos do rei por alguns segundos. — Eu posso lê-lo mais do que imagina, reizinho.

Mestice para em uma cabana improvisada, longe da entrada da floresta. A bruxa pegou alguns livros, os diários de sua mãe bruxa, e algumas pedras enroladas em pedaço de pano com aspecto velho.

O rei estava com a bruxa em meio aquela floreste imunda e cheia de animais selvagens. Era um local realmente desagradável, mas por algum motivo estar a sós com Mestice fazia com que isso não importasse, como se ele sentisse alguma conexão com ela, mesmo a bruxa sendo uma figura realmente nova em sua vida e Dharok não sentir proximidade com quase nenhuma pessoa. Isso o intrigava de uma forma intrínseca.

Dharok se aproximou a passos curtos de Mestice, chegando bem próximo à bruxa e começou a sibilar algo que ela não conseguiu compreender por causa do som de um cavalo que chegava cada vez mais perto. O som dos pés do animal tocando o chão mais parecia um trovão em uma tempestade frenética. As únicas coisas que Mestice foi capaz de entender foram algo como "sua" e "conexão".

Dharok, por conta de perceber tal aproximação, saiu do seu "transe" e, ágil como um mendigo acostumado com maldade humana, se virou e sacou sua brilhante faca ao cavaleiro misterioso. Era apenas um mensageiro do reino, que com uma expressão de angústia e medo, chegou mais perto. O rei guardou sua faca e o mensageiro vociferou com temor na voz:

— Meu rei, o povo precisa de você, socorro meu rei.

—  O que houve, vamos DIGA.

— Fomos atacados enquanto estava fora, meu rei. Logo que escureceu uma pequena brigada de homens invadiu a cidade e incendiou diversos pontos, inclusive o palco onde ocorrem as execuções na praça principal.

—  Eles irão todos morrer. Como ousam atacar meu reino, meu povo, minha herança e meu destino? Como ousam atacar o novo conquistador desse mundo? — O rei falava com a voz carregada em raiva.

—  Meu rei, eles usavam pequenos brasões em seus braços, acho que eram de algum reino vizinho.

— Isto significa guerra!

—  Meu rei, seu reino precisa do senhor.

Mestice escutou a conversa com um olhar de tédio e desapontamento. Estava aproveitando a presença de seu reizinho, ou estava até ver como os olhos do rei haviam mudado. Não havia visto antes, pois o rei estava de costas para ela, mas quando ele se virou e tirou a mexa de cabelo do seu olho direito, ela viu aqueles olhos mudarem para um cinza-morte e seu rosto endurecer. Não era mais o reizinho que vira antes. Até o ar ficara mais denso, como se a sua fúria sugasse todo o ar do local para usar de combustivel para sua raiva. Era como ver um deus, um deus capaz de matá-la com um simples olhar. Mestice não sabia o que sentir, era uma mescla de medo e excitação. Aquele rosto, aquela raiva, era aquilo que ela queria ver, isso a deixava realmente excitada.

— Bruxa, irei voltar à cidade, tenho que empalar alguns vermes, voltará comigo?

— Não, não agora, não me interesso pelo que está acontecendo. — Mestice responde ao rei, é claro isto era uma mentira. Ela estava louca pra ver o rei agindo como um demônio recém liberto das correntes do vazio, mas não iria mostrar isso, não, não agora.

—  Meu castelo é seu lar agora, volte para lá quando sentir vontade.

— Claro meu rei.

O rei subiu em seu cavalo e junto ao mensageiro voltou para o reino sem olhar para trás. Mestice tremendo de excitação quando os percebeu já longe o suficiente se jogou encostada a uma árvore, baixou sua mão até dentro de suas roupas e se masturbou ali mesmo, como se nada importasse, nem o lugar, nem os ruídos dos animais, nem ela mesma afinal isso era verdade. Naquele momento nada importava, apenas o  rei e seus olhos cinzas que exalavam morte faziam algum sentido.

Após "brincar", Mestice dormiu ali mesmo, ao relento da floresta de maneira confortável como nunca dormira antes. Logo que amanheceu, foi caminhando para a cidade enquanto guiava o cavalo com uma das mãos. Sua ideia talvez fosse ficar na floresta novamente, mas quando lembrava dos olhos, ela só queria ver o rei conquistando tudo.

Quando adentrou a cidade, viu que tudo estava um caos: poucas pessoas nas ruas, mais lixo no chão e varias casas e comércios carbonizados. Para Mestice, tudo aquilo parecia tão divertido que foi correndo e dando pulinhos, como se fosse uma garotinha que ganhou um presente, encontrar o rei no castelo.



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