História Chapeuzinho Negro e o Lobo Bom - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 11
Palavras 635
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olha só que ironia, estava revirando meus documentos do Google atrás de uma antiga fanfic não postada para aproveitá-la numa nova fanfic que estou escrevendo, quando me deparo com esse capítulo a muito esquecido do meu pior pesadelo, não ter terminado essa fanfic, enfim resolvi postar mesmo depois de anos e se, sei lá, alguém ler eu posso tentar terminar. É isso, beijinhos da tia Xx

Capítulo 3 - O início


Mabelle caminha pela pequena e poeirenta estrada que, supostamente, irá levá-la até a pequena cidade de Yorkshire, mas tudo o que ela vê é terra e mais terra e árvores fechadas de ambos os lados da rua quase formando um túnel onde suas copas, altas e espessas, se tocam sobre a rua. Ainda é tarde, mas a escuridão praticamente engoliu aquele pedaço de terra, fazendo-o sombrio em plena tarde. Mabelle está irritada pela caminhada que fora obrigada a fazer, quando o último ônibus que pegara, no total três até chegar ali, a abandonou e a instruiu a caminha pela rua escura até encontrar a primeira casa do vilarejo. Mas isso havia acontecido a mais de uma hora atrás e agora Mabelle está suada, cansada e seus pés doem onde sua bota aperta desconfortavelmente, sua paciência ficou a, no mínimo, um quilômetro atrás em algumas das inúmeras curvas que havia feito. A faca coça amarrada no cano de sua bota, a vontade de matar qualquer ser vivo que apareça em sua frente pulsa nos seus ouvidos e ela está quase gritando de frustração. A menina de cabelos loiros caminha mais alguns metros quando um farfalhar nas folhas das árvores chama sua atenção, seus pés cravam no chão e ela, calmamente, gira em torno de seu próprio eixo esquadrinhando cada pedaço de terra e árvore que a rodeia. Posição defensiva, pronta para lutar ou correr se preciso, uma das mãos próxima ao rosto enquanto a outra pousa ao lado do cano de sua bota. O que quer que seja, apareceu em boa hora e servirá de distração para a irritação da pequena mulher.

– Não fique com medo. – uma voz rouca e forte soa nas costas de Mabelle, ela empunha a faca e vira-se apontando-a para o rapaz que recua três passos com as mãos levantadas. – Acalme-se, eu não vou te machucar.

– Mas eu vou se não sair da minha frente! – Mabelle rosna e joga a faca de uma mão para a outra enquanto anda em círculos, encurralando o rapaz de pele bronzeada como se ele fosse um carneiro indefeso. – Eu não estou brincando! – ela pula para cima do garoto, a faca parando míseros centímetros da pele morena quando sua mão foi presa entre os dedos fortes e ásperos do rapaz. – Solte-me! Agora!

– Então fique quieta, não vou fazer nada com você, apenas estou curioso… – ele a virou de frente e encarou os olhos acastanhados de Mabelle, sorrindo de lado como quem diz “tudo bem, querida, eu vou cuidar de você” e a garota gemeu raivosa, mas não se moveu quando a mão firme a soltou.

– Curioso com o que? – Mabelle se abaixa para guardar a faca e ajeita a mochila nas costas.

– Estou te observando a alguns minutos, – confessa o rapaz. – e você está sozinha, não tem medo de ser atacada por alguém ou alguma coisa?

– Eu sei me defender… – ela resmunga e volta a caminhar, deixando o jovem para trás.

– Isso eu percebi, mas mesmo assim tem coisas esquisitas assolando nosso vilarejo… – o rapaz já está ao seu lado quando deixa a frase sem final.

– Tipo o que? – ela zomba. – Lobisomens? – Mabelle ri sem humor e balança as mãos em descaso. – Tô sabendo…

– É o que dizem, – o rapaz dá de ombros. – Ninguém pode confirmar a verdade, apenas alguns bêbados dizem já o ter visto, mas quem pode acreditar neles?

– Então, qualquer um pode ser o lobisomem, inclusive você. – aponta Mabelle como quem diz que o dia está lindo, simplesmente e docilmente.

– Não se preocupe, sou apenas um lobo bom. – ele brinca enquanto chuta uma pedra, Mabelle ri e entra na brincadeira.

– E eu uma chapeuzinho negro. – ela puxa o capuz cobrindo suas cascatas loiras e continua caminhando em silêncio ao lado do rapaz.

Eles não sabiam, mas suas vidas iriam mudar radicalmente depois dessa conversa.



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