História Charlotte a herdeira da trapaça - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 1.590
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Slash, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá terraqueos! Primeiro capitulo dessa minha nova fanfic, conforme o desenrolar da história eu vou estar sempre colocando explicações para alguns termos entre outros nas notas finais, e os avisos e besteiras nas notas do autor. Certo terraqueos? Quem está pronto para minha mais nova obra literaria, espero que gostem boa leitura a todos.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Charlotte a herdeira da trapaça - Capítulo 1 - Prólogo

A família Donovan nunca foi modelo de família a ser seguido, Rachel Donovan a esposa de Phelipe Donovan, sempre estava desempregada e brigando com o marido, Rachel tinha um passado desconhecido por muitos, do qual a atormentava ao ponto de ela afogar as mágoas com o álcool, o que é deveras errado e imbecil, mas foi o único meio que ela encontrou para suportar a dor.

 

Seus filhos, Charlotte a mais velha, Jayse e Jayson são  gêmeos. Viviam em meio a confusão de seus pais, eles não gostavam de ter que escolher um lado, porém quando era necessário sempre apoiaram seu pai. Afinal quem apoia uma péssima mãe que os trata com total indiferença e desprezo. E ainda 60% do dia está bêbada ou de ressaca?

 

A vida naquela casa era turbulenta e, ninguém sabia ao certo porquê Phelipe continuava com a mulher, às vezes, parecia que ele apenas esperava a hora certa de dispensá-la.

 

Depois de certo tempo Phelipe, não aguentou mais a sua esposa e pediu divórcio. A mulher não queria se separar dele nem por decreto da rainha, ela tinha seus motivos para tal, mesmo que ninguém além dela entendesse. Conforme o processo correu ela usou as crianças para tentar prender o marido a ela, mesmo com o divórcio já certo, iniciou-se a disputa pela guarda das crianças da qual se prolongou durante quase dois anos.

 

Ao final do ano letivo, Phelipe já estava com a guarda de todos os três filhos em mãos, eles moravam em New York e iriam se mudar para Mystery Hills em South Dakota. Charlotte com seus quatorze anos de idade, seus irmãos com doze, se despediram da mãe, tristes, mesmo que não se dessem bem com sua mãe no final das contas, ainda era a mãe deles e doía ter que deixá-la por mais necessário que fosse.

 

A viagem foi longa e cansativa quem os levou foi um empregado do pai, ele permaneceu quieto a viagem inteira perguntando hora ou outra se as crianças precisavam de algo. Mystery Hills era uma cidade pequena, com algumas casas no estilo vitoriano, lojas, bares, uma grande igreja no centro, a escola que era muito bonita e bem cuidada, era uma cidade de interior como outra qualquer, mesmo que Charlotte tenha tido a impressão de um par de olhos azuis observando sua chegada por vários lados, eles morariam mais adiante, numa propriedade fora da cidade.

 

—Finalmente! — Exclamou Jayse descendo do carro e correndo para a casa, acompanhado do gêmeo. Foram longas horas de viagem, mas eles pareciam não ligar para isso.

 

Charlotte olhou em volta, uma única casa ficava solitária no topo de uma pequena colina, uma casa antiga do tipo que aparece em filmes de terror como alguma casa que foi construída em cima de cemitério indígena, aliás essa do cemitério já tá muito manjada. Essa casa foi herança que seus avós deixaram, era enorme a seu modo macabro. No entorno havia vastas propriedades, boa parte era de seu pai, eram basicamente 8% mata de preservação, 20% plantações de trigo, o resto não tinha praticamente utilidade nenhuma.

 

Eram aqueles clássicos campos de filmes românticos, pena que Charlie não gostava nem um pouco desse tipo de paisagem, cresceu na selva de pedra com muros, cercas, carros, estradas, arranha-céus para todo lado. Campo assim como as pessoas que vivem nele em sua visão de mundo, era algo muito ultrapassado e chato.

 

—Quanto tempo! — Falou Phelipe abraçando os filhos — Ei Charlie está grande demais para dar um abraço no seu velho? — Perguntou abrindo os braços.

 

—Senti saudades — Deus um breve abraço nele — Não tinha um lugar mais fim de mundo? — Falou melodramática.

 

Ela ajudou a descarregar as malas, apressando tudo ao máximo, queria ficar quieta num canto o mais rápido possível.

 

Depois de se instalarem na casa e ouvirem um discurso sobre os cuidados que deveriam tomar, locais onde não podiam ir, em suma um monte de regras chatas que pouco importava as crianças, Charlotte só pensava em pegar seus posters de Supernatural, The vampire diaries, The originals, The big bang theory, once upon a time e outras séries e entupir uma das paredes de seu quarto. Depois de fazer o que sempre faz para espantar a tristeza, colocar os fones de ouvido estourando os tímpanos de tão altos e pular cantando pelo quarto todo, enquanto vê seus irmãos reclamarem.

 

***

 

Faltava exatamente uma semana para as aulas começarem, Charlie já tinha preparado tudo, estava contemplando seu quarto ao som de Bon Jovi-It’s my life, tudo estava bom demais para ser a vida de Charlotte Donovan que nunca dava certo, ao menos ela achava isso.

 

—Charlie vamos andar de cavalo! — Gritou Jayse invadindo o quarto.

 

—Queremos ir num lago! — Completou Jayson que apareceu também invadindo o pouco de paz de sua irmã.

 

—Não! — Falou irritada — E saiam do meu quarto pirralhos!

 

—Por favor! — Pediram.

 

—Já disse que não!

 

—Vamos! — Insistiu Jayson

 

—Vai ser legal — Comentou Jayse — Você pode ouvir suas músicas chatas.

 

—Não — Repetiu — E minhas músicas não são chatas, vocês que tem mal gosto.

 

—Inclusive quando você fica ouvindo Linkin Park e começa a chorar porque lembra do Leo? — Zombou Jayse a provocando.

 

—Se você for não falamos no seu namorado por duas semanas — Propôs Jayson.

 

—Certo — Revirou os olhos — E ele não era meu namorado!

 

A garota colocou uma calça jeans, após expulsar J2 de seu quarto, pegou celular e fones de ouvido. Selou os cavalos, depois de um verão inteiro ela finalmente tinha aprendido, e lá se foi acompanhada dos furacões conhecidos por seus irmãos. Ela estava irritada pois esse bendito lago era na reserva ambiental da propriedade ou seja: Animais selvagens e muito mato.

 

Nesse verão ela acabou descobrindo que morar no campo não é assim tão ruim por seu pai estar focado na fazenda que ainda não tem muita produtividade, eles estão bem de vida em questões financeiras.

 

A propriedade do seu pai era linda, contava com enormes pastos abertos, árvores enormes que faziam belíssimas sombras, tinham as instalações também, como o estábulo e o celeiro, mas a garota tinha mais apreço pela beleza natural do lugar.

 

—Como acharam esse lugar? — Indagou, vendo o lago que contava com uma linda paisagem no entorno.

 

—Vimos no google earth.

 

De repente o ar pareceu pesar, a garota sentiu o mesmo arrepio na espinha que aquele par azul de olhos lhe observando causaram ao chegar na cidade. Alguém está me seguindo? Se perguntou olhando em volta, ela não viu nada além de árvores, um lago dotado de patos e muito mato, mais mato do que ela tinha fios de cabelo. Mesmo assim, um instinto lhe dizia que o dono daquelas íris azuis gélidas estava por ali.

 

Sua égua parou, atônita, por mais que Charlotte insistisse o animal não saia do lugar, os cavalos de seus irmãos estavam tão agitados quanto o dela, em alerta, como se soubessem que algo ruim estava a espreita, o tempo pareceu correr mais devagar, o vento ficou mais sútil, o sol menos quente, tudo girava em perfeita sintonia com aquele momento aterrorizante para a loira.

 

—Vamos menina — Falou tentando acalmar o animal, mas tudo que conseguiu foi deixar ela mais inquieta, a égua relinchava e batia os cascos no chão como se ameaçasse algo.

 

Ela viu um movimento estranho por entre os arbustos, concentrou sua visão ao máximo. Uma criatura de cerca de um metro estava alí parada, trajando estranhas roupas verdes que estavam aos farrapos, seus olhos eram fundos e tinham uma tonalidade de verde tão vibrante quanto o de sua pele, ele tinha uma espécie de faca em mãos, ela se assustou ao ver aquilo, que tipo de animal era aquele? Lhe parecia o Dobbie, o elfo amigo de Harry Potter, se não fosse pela cor e a gordura, a criatura parecia ainda menor por ser gorda.


 

—Que é aquilo? — Perguntou aos irmãos, apontando na direção da coisa.

 

—Um arbusto? —  Disseram juntos

 

—Não aquele bicho! — Resmungou, o quer que fosse aquela coisa, virou na direção dela. Ela se sentiu ameaçada pela pequena faca, que tinha uma lâmina incomum que brilhava em tons diferentes, parecendo mais uma rave do que uma lâmina.

 

Dois coiotes apareceram rosnando, os cavalos começaram a bufar e relinchar ameaçando os animais selvagens, porém os coiotes não pareciam ligar e não recuaram, eles rosnavam e avançavam, enquanto isso Charlotte não tirou os olhos da estranha criatura, até que sua égua quase a derrubou ao se erguer nas patas traseiras.

 

—Vamos dar o fora daqui! — Falou Charlotte aos irmãos, mas nenhum dos três cavalos obedeciam aos comandos, eles apenas se erguiam, relinchavam e bufavam. Algo os impedia de se mexer, como se sua única alternativa fosse o desespero.

 

—A gente vai morrer! — Gritou um dos garotos — Vamos virar comida de cachorro — Choramingou, Charlotte não aceitava que morreria devorada por coiotes famintos antes de descobrir que desgraça era aquilo verde.

 

A criatura que estava no arbusto saiu de lá se posicionando de frente para os coiotes, Charlie notou que seus irmãos não viam a criatura gorda e pequena. O animal soltou um rosnado semelhante ao de um lobo, apontou sua arma brilhante na direção dos coiotes. Antes de descobrir que animal era aquele, ele soltou um relincho e os três cavalos foram em disparada, correndo feito condenados não adiantava tentar fazê-los parar. Eles apenas pararam quando chegaram a casa. Suados e exaustos, era a situação em que os animais se encontravam. Phelipe estava na porta com uma expressão terrivelmente fechada e parecia estar estampado em sua testa a frase “Vocês estão muito ferrados” e eles estavam mesmo.









 


Notas Finais


Essa capítulo foi reescrito, caso você já tenha lido a história antes, não, você não está louco. Muitas coisas foram alteradas. Obrigado pela atenção.

Espero que tenham gostado, nos vemos no próximo capitulo ou nos comentários *0*


Músicas:

Bon Jovi-It's my life: http://www.youtube.com/watch?v=gOvDbn6hgO4&feature=youtube_gdata_player


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