História Charlotte e a dimensão mágica - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Charlotte, Drama, Fadas, Família, Fantasia, Magica, Misticismo, Mitologia, Mitologia Nórdica, Revelaçoes, Romance, Suspence
Exibições 34
Palavras 3.873
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


I back bitches!

Olá terraqueos, vocês devem estar querendo me enforcar né? Ou estão arrancando os cabelos de ansiedade.
Desculpem, me perdoem mesmo! Além de estar de mudança (Que graças a Deus estão acabando) tive outros problemas, e, semana que vem tenho provas. Dai ja viram...

Mas enfim... Desculpem pela capa terrivel, estou sem tempo de fazer um banner descente.

Mais um capitulo para vocês ^^ eu caprichei nesse para compensar os dias sem, queria ter postado quarta, mas não deu, vou tentar fazer os capitulos voltarem a normalidade semana que vem. Muita treta, a trama tende a esquentar mais daqui para frente.
Espero que gostem boa leitura a todos.

Capítulo 6 - V-Todo novo começo é o fim de outro


Fanfic / Fanfiction Charlotte e a dimensão mágica - Capítulo 6 - V-Todo novo começo é o fim de outro

Nos últimos dias tenho me aproximado muito de  Arthur, criando assim uma amizade, ele tinha um plano brilhante de sempre estar vigiando a “Seita” mas eu simplesmente coloquei uma escuta neles, nos encontramos mais em lugares que não haja ninguém ou que sejam bem escondidos, os túneis por baixo da cidade tem me sido bem úteis e os plant annwn se acostumaram comigo.

 

Já estava a noite e amanhã era o dia em que contaria aos outros sobre a “Seita”. Eu estou deitada vendo Once Upon a Time no celular, totalmente distraída, eu devia estar fazendo coisas diferentes como dormir, mas não estava nem um pouco a fim de qualquer coisa além de ver séries. Do nada ouvi um barulho estranho, mas minha vontade de saber o que ia acontecer foi maior que a curiosidade de saber o que está havendo no mundo real, continuei vendo a série e me perguntando idiotices associadas a história.

 

—Hey! — Falou Arthur que só Deus-sabe-como entrou aqui.

 

—Mas que?! — Me assustei — Como diabos você entrou aqui?!

 

—Calma, love — Respondeu rindo — Nossa… Seu quarto é diferente do da maioria das garotas…

 

—Pela milionésima vez! Pare de me chamar assim! — Protestei — Então já esteve em muitos quartos de garotas… — Semicerrei os olhos.

 

—Já — Disse despreocupado, dando de ombros — Mas enfim… Já bolou um plano de como contar aos seus amigos?

 

—Sim. Só não tenho a minima ideia de como juntar todos eles, incluindo Claire, no mesmo lugar e ainda; Fazê-los acreditar — Falei sem tirar os olhos do episódio.

 

—Primeiro — Tomou o celular, pausando o vídeo — Se concentre.

 

—Ei! Me dá, tenho que descobrir o que acontece! — Me levantei para ir pegar meu celular de volta.

 

—Quando terminarmos você pode ver seus contos de fadas — Respondeu guardando o celular no bolso.

 

—Não são contos de fadas. Se fossem princesinhas pobres, indefesas e retardadas. Eu não iria gostar — Me pronunciei em defesa da séries.

 

—Tanto faz — Sibilou, zombando de minha cara — Agora me conte o seu plano brilhante, anda Sherlock — Se sentou na minha cama.

 

—Paciência, meu caro Watson — Referências a Sherlock Holmes já haviam se tornado comuns em nossos diálogos — Você não devia estar aqui, meu pai descobrir vai ser terrível, se meus irmãos descobrirem vou ficar o resto do ano sofrendo chantagens.

 

Ele sorriu torto, meu quarto estava apenas com a luz do abajur acesa o que fazia os olhos azuis vibrantes terem certo brilho, lembrando olhos de gato que criam um brilho quando em baixa luminosidade — Que às vezes assusta — Arthur estava parado me fitando, obviamente esperando que eu contasse meu plano brilhante, que agora parecia patético, mesmo assim este ser humano invadiu meu quarto no meio da noite apenas para ouvir isso, portanto, o mínimo que posso fazer é contar meu plano; por mais ridículo que seja.

 

—Bem… — Me sentei, suspirando — Eu vou chamá-los depois que sairmos da sala do Aaron, assim não corro risco de alguém contar a ele, então os levamos a aquela ponte perto da escola… Tem um nome estranho…

 

Vailíala — Esse era o nome mais estranho que eu já vi para uma ponte.

 

—Isso, lá não há câmeras, nem nada, eu já confirmei — Afirmei — Lá eu mostro algumas das gravações, mas você vai ter que lidar com a Claire.

 

—Esse plano tem chances de dar errado — Falou descrente — E a Claire é apegada demais ao pai dela para… Bem dizer, trair ele.

 

—Tem uma idéia melhor? — Cruzei os braços.

 

—Não — Ergueu as sobrancelhas — Eu tenho que ir, alias esse final de semana quero te mostrar algo — Disse se levantando.

 

Antes que eu pudesse perguntar sobre o que diabos ele estava falando, ele saiu pela janela que tinha entrado mais cedo, eu fiquei em minha cama piscando os olhos, confusa, ele podia ao menos ter falo se concordava com minha idéia louca. Após terminar o episódio adormeci.

 

[...]

 

No caminho da escola eu me perguntava o quão maluca eu sou, por considerar a mínima possibilidade que esse plano vai dar certo, por algum milagre Mark não perdeu o ônibus hoje, no entanto, está dormindo com a cabeça encostada na janela, notei Arthur sentado ao lado dele parecendo se divertir com a cena ao seu lado, Dakota estava comentando a um bom tempo o quanto ela parece se importar com a vida do elenco de The vampire diaries.

 

—Eu não presto muita atenção neles — Falei na tentativa de mudar de assunto — Que milagre aconteceu pro Mark não perder a hora? — Perguntei.

 

—Ontem foi o dia de folga dele — Comentou — Mas porque diabos você está no mundo da lua hoje?

 

—O que?

 

—Com a cabeça longe, viajando na maionese — Brincou — Está preocupada com o que?

 

—Nada. nada demais — Respondi.

 

—Nada normalmente é muita coisa — Falou.

 

—Depois eu explico — Disse, dando uma olhada por cima dos ombros em Arthur, mas logo fingi estar prestando atenção em Mark.

 

O caminho estava mais quieto que o normal, normalmente haveria garotos mandando cantadas idiotas para as garotas — Ou no caso do Will para outros garotos — As patricinhas estariam discutindo sobre a beleza do Justin Bieber e sobre como as músicas dele eram ótimas, também falariam sobre suas maquiagens com dezenas de tons da mesma cor — Dos quais para mim é tudo a mesma bosta — Porém, o ônibus estava tão silencioso que eu podia ouvir a música country do motorista mesmo estando no fundo do ônibus.

 

Logo estávamos na escola, Mystery Hills High School, Jayson e Jayse têm estado ocupados disputando quem vai ficar com a Mary, eu adoro ver eles brigando, mas isso já está perdendo a graça tenho certa dó da garota, aturar esses dois não é para qualquer um.

 

Tudo corria bem nas aulas, Claire não me tirou a paciência, o que eu amei, em uma coisa Dakota estava certa minha cabeça está bem longe daqui, eu não lembro de ter ouvido mais que uma frase da boca dos professores, no intervalo eu comia,em silêncio, pensando e arquitetando meu plano.

 

Eu estava mesmo agindo estranho, nem me importei em responder as piadas de Claire, Dakota e Mark me encaravam como se eu estivesse com algum tipo de doença altamente transmissível e fatal.

 

—O que você tem hoje? — Perguntou Mark, ajeitando seus cabelos que pareciam rebeldes demais para ficarem quietos.

 

—Nada — Dei de ombros, continuando meus devaneios.

 

—Aí tem coisa sim — Afirmou Dakota — Está tão preocupada que nem notou nada do que falamos — Apoiou o queixo na mão.

 

—Claro que prestei.

 

—Certo, então sobre o que era? — Perguntou Mark em tom de desdém.

 

—Sobre… as aulas, obviamente — Falei fitando meu copo de suco.

 

—Não eu estava falando sobre os testes para o time de Baseball, na semana que vem, dos quais seus irmãos vão participar — Dakota falou rindo — Sério, o que preocupa essa cabeça louca?

 

—Eu já disse que não é nada! — Insisti — Preciso que vocês parem de me distrair, estou pensando.

 

—No que? — Mark perguntou, dando risadas, ele estava se divertindo com a situação.

 

—Mais tarde eu conto — Falei me levantando, planejando me esconder na biblioteca até acabar o horário de aulas, tudo que não preciso fazer no momento é dar satisfações as pessoas.

 

Eles se entreolharam, levantaram e foram atrás de mim.

 

—Hey! — Me chamaram ainda me seguindo.

 

Eu iria virar e gritar para me deixarem em paz, mas cruzando um dos muitos corredores até a biblioteca, Arthur apareceu se pondo ao meu lado.

 

—Você é um fiasco escondendo as coisas — Falou acompanhando minha velocidade.

 

—Concordo — Comentei — Mas você sabe que não é bom ficar me perseguindo pela escola, o que houve?

 

—Convenci a Claire a ir — Disse — Mas com um porém.

 

—Qual?

 

—Ela não quer que o pai dela sonhei com isso, e, muito menos que o Aaron saiba — Mark e Dakota continuavam a me seguir — Sei que você não faria isso, mas seus amiguinhos aí, comem na mão do Aaron.

 

—Eu posso lidar com eles, depois que contar a verdade — Falei.

 

—Tome cuidado, se algo der errado corra para a floresta — Comentou — Eles estão cada vez mais perto.

 

Ele virou num corredor a direita que dava no Campo, até onde sei, a maneira como acabamos de conversar fez eu me sentir um agente da Shield, porque quem está atrás de mim nunca poderia notar que nós falamos qualquer coisa, continuei meu caminho ignorando os chamados de Mark e Dakota, que não desistiram de me seguir.

 

Quando entrei na biblioteca, olhar para todos aqueles livros, o cheiro deles no ar, meu humor já melhorou e muito dando espaço a várias idéias, me sentei no chão entre duas estantes de livros, fechando os olhos e pensando.

 

—Agora você vai nos dizer o que diabos está havendo! — Protestou Dakota, irritada.

 

—Sério eu poderia ter morrido asfixiado com esse vácuo — Brincou Mark.

 

—Olha, eu não posso dizer — Respondi — Não agora.

 

Ambos pararam me encarando como se eu acabasse de dizer algo do tipo “Morte aos negros”.

 

—O que quer que seja, pode nos dizer — Dakota cruzou os braços, franzindo o cenho — Somos amigos afinal, não somos?

 

—Certo, mas antes me respondam: O quê vocês fariam pelo Aaron?

 

—Hã… não sei, compraria um presente de natal — Mark deu risadas.

 

—Ele nos ajudou quando ninguém mais o fez, ele é como família acho que… qualquer coisa — Dakota estava séria, mesmo sem saber o que, ela já parecia ter deduzido que era algo grande.

 

—E se eu dissesse que isso foi uma mentira, que ele apenas se aproveitou para ter vocês na mão? — Perguntei.

 

—Eu iria querer provas para uma acusação dessas — Mark estava começando a ficar sério.

 

—Bem, eu não deveria fazer isso agora, muito menos num local público — Falei — Mas confio em vocês.

 

Saquei meu celular do bolso, aproveitei e conferi o anel em meu dedo, não estava indicando nada, portanto, cheguei à conclusão que podia mesmo confiar nos dois.

 

Lhes mostrei a gravação em vídeo que fiz na primeira vez, também mostrei os áudios que minha escuta tem pego, ambos pareciam chocados, traídos, com certa tristeza. Eu expliquei o que estava planejando, também disse que teriam de continuar fingindo serem peões no tabuleiro do Aaron, eles ficaram meio relutantes, mas acabaram aceitando para terem sua vingança.

 

Depois das aulas fomos ao clube do Aaron, fingindo sermos adolescentes idiotas que não sabem de nada, pensei que se Arthur soubesse que contei a eles, acabaria me esganando, então resolvi dar uma de “João sem braço” e não comentar nada.

 

Estava tudo a mesma chatice de sempre, contudo meus irmãos não calavam a boca e Mary parecia ignorar, Arthur me mandou um SMS avisando que Claire estaria nos esperando na ponte pois não podia se dar ao luxo de ser vista. Aaron parecia gravar cada movimento meu, se eu pegava uma caneta do chão era motivo dele parar com a tagarelice e olhar para mim, como se eu fosse algum tipo de cão raivoso pronto para morder a qualquer segundo.

 

Quando finalmente acabou, saímos fingindo não saber de nada e, na porta da escola conseguimos convencer todos a virem conosco, Mark disse ter visto um unicórnio próximo a ponte e foi uma ótima desculpa para todos quererem ir ver, eu olhei para Arthur que também estava rindo enquanto, provavelmente, assim como eu estava lembrando do dia em que nos conhecemos, unicórnios são criaturas raras de se ver, porque em grande maioria vivem nas locais mais escondidos, ou mesmo, em “cativeiro”.

 

Fomos andando normalmente pela cidade, ninguém nem ao menos estranhou, afinal um grupo de estudantes não é tão anormal assim. Eu estava ao lado de Arthur que estava irritado por eu não ter comentado o fato de eu ter contado a Mark e Dakota, antes da hora.

 

—Como você chama isso de música? — Perguntei rindo, ele estava ouvindo Amon Amarth-Father of Wolf, no entanto, mais parece que o vocalista está arrotando em vez de cantando.

 

—È claro que é música! — Replicou — Muito boa digasse-de-passagem.

 

—Tá mais pra arroto — Dei risadas.

 

—Por que você ouve as vozes, não o que elas dizem — Comentou — Você aprende muito com essas músicas.

 

—Tanto faz — Dei de ombros — Acha que isso vai dar certo?

 

—Espero que sim.

 

Todos comentavam entre si, sobre como unicórnios eram fantásticos e maravilhosos, me senti a ultima bolacha do pacote por já ter tido a honra de não só conhecer um de perto, como cavalgar nele. Arthur continuava ouvindo suas músicas e conversando comigo, Will e Mary estavam um pouco desconfiados, mas nada demais.

 

—Charlie! — La vinham meus irmãos — Eu apostei com o Jayse uma coisa, agora quero que você responda uma pergunta pra ver quem está certo.

 

—Eu vou ganhar, sem dúvidas! — Ambos estavam ligados no 220 como sempre.

 

—Seus irmãos são engraçados — Comentou Arthur, me fazendo revirar os olhos.

 

—O que é? — Perguntei na esperança de que quando respondesse, eles iriam atrás da Mary.

 

—Você pergunta! — Disse Jayse apontando para Jayson.

 

—Não, você pergunta! — Respondeu indignado.

 

—Ai meu Deus — Falei bufando, o clima já estava me incomodando o suficiente, por estar muito calor, agora vem meus irmãos para ajudar.

 

Arthur deu risadas.

 

—Vamos fazer assim — Falou — Vocês me falam a pergunta e eu pergunto, que tal?

 

—È uma boa idéia! — Falaram juntos.

 

Eu não pretendia parar de caminhar, mas meus irmãos fizeram questão que esperássemos dois segundos, quando Jayson sussurrou algo no ouvido de Arthur — Que eu não consegui ouvir — Ele começou a rir, rir muito, comecei a me perguntar o que Diabos meus irmãos estavam aprontando.

 

—Pergunta logo! — Reclamou — Antes que morra asfixiado.

 

—Não preciso, a resposta é não — Disse contendo sua crise de risos.

 

Voltamos a andar e, por mais que eu insistisse Arthur não me disse qual tinha sido a pergunta.

 

Quando finalmente chegamos a ponte, já podia ver Claire acompanhada de Suzie na parte de baixo da ponte, sob uma sombra que a mesma disponibiliza, com um riacho correndo logo abaixo o clima por aqui por mais quente que esteja, fica mais agradável.

 

—Por que a Claire está aqui? — Mary perguntou irritada, provavelmente ela deve fazer parte da longa lista de pessoas que Claire Johnson já fez mal.

 

—Longa história — Mark respondeu.

 

Mesmo com os vários comentários de ódio para com Claire, acabamos indo até lá com a desculpa de ser por conta da sombra.

 

—Por que você trouxe a Suzie?! — Perguntei a puxando para um local mais afastado de todos, Arthur me seguiu observando cada movimento meu.

 

—Porque ela também é como nós! — Respondeu irritada e empurrando meu braço, que antes segurava o dela.

 

—Certo, apesar de nossas diferenças o Arthur confia em você, então vou te dar uma chance de conseguir minha confiança — Falei enquanto voltávamos para perto de todos.

 

Me pus a frente de todos que estavam confusos, Mark e Dakota sorriam numa tentativa, falha, de aliviar meu nervosismo.

 

—Olhem… Quanto a história do unicórnio, é mentira — Pude ouvir resmungos — Vocês estão aqui para saber a verdade.

 

—Verdade sobre o que?! — William se pronunciou, sua fada estava sentada em seu ombro, talvez prestando atenção no que eu tenho a dizer.

Notei o olhar de Mark fulminar sob Arthur, mas decidi ignorar isso.

 

—Desde que entrei na sala do Aaron eu achei muita coisa errada, tendo poderes, dom ou seja lá o que for que temos — Comecei a explicar — Não devemos ficar apenas nos livros, claro que devemos estudar, conhecer o inimigo é base para qualquer conflito. Há alguns dias eu soube que o Arthur conhecia mais que o teórico sobre Shee e fui procurar ele…

 

—Isso porque ele é um lunático obsessivo, o Aaron já disse! — Mary se pronunciou, isso me lembrou uma frase do Peter Pan em Once Upon a Time “È mais fácil fazer as pessoas odiarem algo, do que fazê-las acreditar”.

 

—Apenas ouça! Depois você pode sair ofendendo as pessoas! — Reclamei — Quando eu procurei ele, ele não apenas confiou o que sabia a mim, como me deu provas mais que suficientes, o Aaron junto a outras pessoas estão apenas nos iludindo e qualquer um que se oponha a isso acaba mal — Claire veio para perto de mim.

 

—Eu sei disso a tempos — Falou — Meu pai só participa desse grupo para poder me defender, ele diz que eu nunca tive os dons. E ele realmente acha que eu não tenho. mas isso nunca impediu a Seita de me perseguir, de colocar criaturas atrás de mim! — Nunca achei que ela tivesse um mínimo de bom senso — Eu nunca descobri o que eles querem de fato, mas não é algo bom, eles já derrubaram duas pessoas, duas amigas que todos nós conhecemos, vocês acham mesmo que a Sarah e a Louise saíram da cidade?!

 

Todos estavam atônitos, nós estamos lidando com pessoas perigosas e nem ao menos sabemos o que eles querem.

 

—Eu quero provas! — Mary falou.

 

[...]

 

Após mostrar boa parte das evidências que tenho, mais a informações proporcionadas por Claire. Todos acreditavam em nós, eles não gostavam nem um pouco da idéia de continuar fingindo estar ao lado de Aaron para o que desse e viesse.

 

—Quero que todos, sem exceções, tenham no mínimo um canivete sempre consigo — Falei — Não temos plena certeza que eles não sabem que eu já estou em movimento, por algum motivo eu sou foco deles, então além do Mark e da Dakota ninguém fica muito comigo.

 

—Vamos usar os túneis dos plant annwn para nos reunir, é mais discreto — Arthur afirmou.

 

Nós nos encontrávamos, em baixo da ponte mais ou menos no meio, olhei para os dois lados, não havia vestigio algum de luz, estava escuro demais para ser cerca de duas horas da tarde. Olhei a hora em meu celular e realmente estava de tarde.

 

—Tem algum eclipse hoje? — Perguntei.

 

—Não, vamos ter um em setembro…

 

—Então por que caralhos está escuro?! — Mary parecia aterrorizada.

 

Ouvi um barulho, como se containers caíssem, mas eram passos entre a sombra notei uma figura gigante que não era nada bonita.

 

—Arthur… que diabos é aquilo? — Perguntei ligando a lanterna do celular e apontando na direção da coisa, era gigante, humanóide e seus olhos refletiam a luz de forma pavorosa.

 

—Só pode ser brincadeira… é um troll — Falou — Corram para o outro lado, rapido!

 

Ele sacou um de seus muitos punhais e eu fiz meu anel virar minha adaga de unicórnio, me pareceu que seria uma boa idéia.

 

—Como derrubamos isso?!

 

—Normalmente você corre de um desses, mas se hoje não há eclipse temos apenas uma explicação. Quem está a frente da Seita não é humano! — Explicou — Vá com os outros!

 

—Só nos seus sonhos — Segurei a arma branca na melhor posição possível.

 

—Vão sonhando que vou deixar alguém para trás — Claire apareceu — Deem uma olhada nisso: Ivaylo preciso da sua ajuda!

 

Eu achei que a garota tinha pirado de vez, quando uma figura de luz, algo que me fez lembrar dos patronos de Harry Potter, era um lobo de energia ou seja lá o que for.

 

—Mas que?!

 

—Ele é meu animal totem, sério que você não estudou isso?! — Mesmo com baixa claridade vi o sorriso superior, que ela tinha de orelha a orelha.

 

—Trolls viram pedra a luz do sol, então vamos atrair ele para fora e rezar para o que está tapando o sol acabar logo — Arthur falou — Seu lobo pode segurar ele enquanto passamos?

 

—Ele pode tentar — Claire falou.

 

Corremos em disparada enquanto o tal Ivaylo distrai o enorme e pavoroso troll, quando chegamos ao lado de fora olhei para cima e era um eclipse solar completo, podia ficar ali apenas alguns segundos como ficar bem meia hora, o pessoal que saiu pelo outro lado estava contornando a ponte para vir em nossa direção.

 

O lobo de Claire, por mais que fosse de energia ou algo assim, foi arremessado para perto de nós e a criatura vinha correndo pronta para nos partir ao meio.

 

—Fiquem ai! — Gritei aos outros.

 

—Vocês realmente não conseguem viver sem se meter em encrenca? — Kai apareceu do nada, em nossa frente, com sua cara zombeteira e ao mesmo tempo, entediada de sempre.

 

—Quem é esse cara?! — Claire perguntou.

 

—Longa história — Falei em uníssono com Arthur — Uma ajudinha cairia bem…

 

Sweet Heart, eu não luto as batalhas dos outros — Comentou — Mas posso dar uma mãozinha — Estalou os dedos e o eclipse começou a se mover, não demoraria mais que cinco minutos para o Sol aparecer novamente.

 

E ele sumiu.

 

—Agora só temos que ficar vivos até o Sol aparecer — Arthur fingiu animação.

 

—Temos duas opções, matamos ou morremos, eu fico com a primeira — Comentei — Não ligo se isso é grande, pelo que sei de Trolls não são conhecidos pela inteligência.

 

—Então morra sozinha! — Claire estava muito apavorada.

 

—Me dê cobertura — Arthur falou, não tenho a mínima idéia de como se dá cobertura para alguém, mas posso tentar.

 

Partimos para cima da criatura, que não se movia muito rápido em relação a nossos movimentos, no entanto, os cortes que as lâminas faziam não pareciam estar fazendo nada além de manter a coisa distraída. Quando noto Suzie acima da ponte, imaginei que ela apenas queria uma vista boa da batalha mas ela tinha uma adaga em mãos, ela pulou na cabeça do Troll.

 

A criatura por mais burra que fosse, logo levou as mãos a cabeça tentando derrubar a garota que estava conseguindo fazer alguns cortes em sua nuca. Por um instante fiquei aliviada por ela estar conseguindo feri-lo, então aproveitando a brecha Arthur tomou minha adaga e num golpe rápido e arriscado a cravou no peito da criatura.

 

Eu achei que estava tudo acabado, quando o Troll urrou de dor e cambaleou para trás, ele estava a beira da morte quando retirou minha adaga de seu peito e golpeou Suzie que caiu no chão bruscamente, pela posição em que a lâmina está cravada ou perfurou o fígado ou o baço eu nunca acerto qual fica de qual lado.

 

—SUZIE! — Claire gritou, o Troll caiu para trás se desintegrando em algum tipo de poeira brilhosa, o eclipse já estava em seu final.

 

—Liguem para uma ambulância! — Falei indo em direção a ela — Temos que tirar isso daqui…

 

—Você é louca?! Não pode retirar a lâmina, só um médico!

 

—Então você explica para ele que a lâmina é de chifre e unicornio e que um troll fez isso! — Segurei o cabo, Suzie não tinha forças para falar.

 

—Ela está certa… — Arthur falou, os outros já se aproximavam.

 

—Me dê esse lenço — Puxei o lenço que Claire estava usando no pescoço, puxei a lâmina de uma vez, Suzie grunhiu de dor — Pressione o ferimento!  — Mandei Arthur.

 

—Como sabe disso?

 

—Assisto Dr.House — Logo a ambulancia chegaria, eu já tinha transformado minha adaga em anel.

 

—Ela está sangrando muito! — Arthur falou, desesperado.

 

Mark tinha deixado meus irmãos longe.

 

A ambulância chegou junto a uma viatura e nós não tínhamos ensaiado um depoimento, ou seja, estamos muito ferrados se não tivermos tempo para isso.

 

—O que vocês falam quando estão confusos? — Mary perguntou —Tínhamos vindo nos refrescar no riacho quando um cara com uma faca, lâmina. Não especifiquem, nos atacou e nós não vimos quem foi, foi muito rápido — Explicou antes dos policiais se aproximarem — Ouviram?! Se nossos depoimentos tiveram divergencia disso, estamos muito ferrados!

 

Todos concordaram, eu nem ao menos sei como estamos lidando tão bem com tudo isso, Mary é filha do Sheriff talvez por isso saiba o que fazer, a única coisa que tenho certeza é que não sei de mais nada daqui para frente.








 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, nos vemos no proximo ou nos coments *0*

Músicas:

Amon Amarth-Father of wolf: https://www.youtube.com/watch?v=xNfDynbqA9Y

Lista de atores/personagens:

Alona Tal>Charlotte Donovan
Jake & Finn Harries>Jayse e Jayson Donovan
Jake Abel>Arthur Elijah Parker
Ellie Fanning>Claire Johnson
Hailee Steinfield>Dakota Callaghan
Douglas Booth>Mark Callaghan
Charles Vandervaart>William Collins


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