História Cherrybomb - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 7
Palavras 377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Dia 2.


Fanfic / Fanfiction Cherrybomb - Capítulo 2 - Dia 2.

À mercê de páginas amareladas de exercícios de função quadrática, eu adormecia, não sabendo diferenciar aquilo de um mero devaneio ou um sono profundo, daqueles que você tira após um dia demasiado longo.

Cansaço era a única coisa que sobrevoava meus pensamentos intrínsecos. Eu estava cansada fisicamente; minhas costas doíam e havia tempos que minhas pernas não trabalhavam normalmente. Mas também, estava exausta psicologicamente. 

Como se já não bastasse a pressão de estudar em período integral, acordar mais cedo do que boa parte da população mundial, e em uma cidade desconhecida... tudo era muito novo, e eu também.

As pessoas esperam que você amadureça rápido demais.  Mal nos acostumamos a não mais brincar de boneca, e já somos atropelados com as responsabilidades de gente grande. E o pior é, que quando elas batem a nossas portas, somos obrigados a abrir. Amadurecimento não é uma escolha; é um dever.

E é claro que, infelizmente, o mundo espera de você, o que espera de todas as pessoas. Por isso, quando elas dizem, “cada pessoa é diferente, e detém sua própria personalidade”, mentem. E mentem inclusive para si mesmas.

Mas é claro, que com o mesmo interesse que perguntamos um “tudo bem?”, nos importamos com a vida alheia. Ou você é orgulhoso o suficiente para dizer que se importa?

Eu estava na cantina. Demorei um pouco para tomar noção disso, pois ainda estava meio grogue do meu pseudo descanso. Olhei o visor do meu celular e me dei conta de que a aula da tarde já iria começar. E obviamente, corri.

Corri para não me atrasar.

Corri para me adiantar.

Corri por muitos motivos.

Só que neles não constava esbarrar com aquele belo par de olhos azuis, que também estavam apressados. 

Transeuntes distraídos podem perder o ônibus, minha vó dizia.

E eu pensei, numa fração de segundos, que aquele oceano se importou com meus olhos castanhos, como uma onda que se quebra na areia.

E então levou os dizeres ali escritos.

E foi só.

Só aquilo ocorreu.

Então fiquei só.

Ele não.

Na verdade, eu nunca havia notado a existência dele antes do famigerado encontrão. Na verdade, eu já havia esbarrado em várias pessoas antes. Mas nele fora diferente. Eu havia o encontrado. Naquele encontrão.

E quem sabe, me encontrado.



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