História Choices - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bangtan Sonyeondan, Bts, Hobi, Hoseok, J-hope
Visualizações 57
Palavras 4.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


BOM DIA , BOA TARDE E BOA NOITE.

Hoje vou falar rapidinho, pois estou atolada de trabalhinhos.

p.s¹: eventos e agenda ficticios.
p.s²: VAI VOTAR NO MWAVE!

Capítulo 7 - Turnê CAPITULO 7


POV CAROL

Amanhã é o dia que eles partem para a primeira semana de shows da turnê, então hoje ele concordou em jantar comigo, no mínimo ainda acha que é pelo belo plano idiota de me juntar com Jungkook, de início eu até agradeceria, mas agora, depois do beijo, achei que teria ficado bem claro que eu não estava muito na do maknae. Me arrumei mais dessa vez, vamos ver até que ponto ele é bom em entender indiretas, dessa vez ele disse que passaria me buscar, as meninas me ajudam a escolher um vestido, coloco um salto alto, Joa indica um restaurante que ela e Namjoon costumavam ir no início, diz ser discreto, finalmente o relógio aponta a hora, e ele avisa que chegou.

- Boa sorte, e arrasa. – Ali beija o meu rosto. Quando abro a porta, encontro não um, mas dois deuses gregos muito bem vestidos. Eu devo ter vencido a guerra pela nação em outra vida.

- Ual, noona. – Jungkook é o primeiro a elogiar, se é que isso é um elogio. – Eu disse que deveríamos ter usado terno. – Ele tira sarro do hyung que ainda está encarando meu decote.

- Vocês estão lindos. – Engulo seco, por que os dois decidiram usar jeans preto e jaqueta? Deus, se o senhor está me testando, melhor parar, pois tenho coração fraco.

- Eu sempre sou lindo.

- Alguém acordou animado hoje? – Joa grita lá de dentro, o maknae passa por nós para ir cumprimentar a preferida.

Hoseok ainda está me olhando, o mesmo olhar do jardim de inverno, aquele olhar que me faz querer grudar em sua jaqueta e levar ele até meu quarto, mas eu me seguro, ele trouxe o Jungkook, acho que ele tem seus próprios planos, pelo menos deveria ter vindo malvestido, boy maldito de bonito.

- Vamos? – Ele parece sair do seu mundo, sorri.

- Vamos, Jungkook larga a noona. Vamos.

O maknae se despede e juntos seguimos para o restaurante, e realmente é bem privado, mas para o sagrado bem, parece que hoje temos uma mistura de idols com pessoas ricas nesse ambiente, então descobrimos que aparentemente o restaurante ficou famoso entre o meio, depois que descobriram que Joa e Nam se encontravam secretamente aqui, se fosse um encontro somente eu e Hobi, eu ficaria bem frustrada, mas como tínhamos companhia, foi um baita alívio, comemos por uma vida, normalmente eu como bastante, mas eles têm um apetite e tanto, é até prazeroso ver eles comerem tanto, tiro algumas fotos e envio para as meninas, elas adoram ver essas coisas, é como uma tara delas, coisas que eu nunca havia entendido até ver pessoalmente.

- Estamos sendo mal-educados? – Hoseok termina de comer e me olha.

- Não, nunca vi alguém comer com tanto prazer, é legal de ver.

- Gostamos de comer bem.

- Percebi, e não estou reclamando, na verdade enviei foto para as meninas, e elas estão bem satisfeitas.

- Deixa eu ver a foto. – Uma mão é esticada em minha direção. Encaro o maknae e faço que não com a cabeça.

- O celular de uma mulher é sagrado, aprendam isso.

- Tem algo aí que não podemos ver? – Ele levanta a sobrancelha.

- Sempre tem. – Pisco para ele, que fica imediatamente vermelho, acho graça.

Apesar dos meus planos frustrados, o jantar é bem legal, Hobi e Jungkook interagem bem juntos, Hobi sempre cuida do mais novo, parecem realmente irmãos, e parece que eles nem percebem as coisas automáticas que fazem, como trocar a comida ou dar a carne que sobra para o mais novo. O telefone de Jungkook começa a tocar, ele ignora a ligação diversas vezes, mas então começa a ficar irritado.

- Atenda logo.

- É o Tae hyung. – Ele atende, e apesar de ter saído irritado, volta bem animado. – Ele encontrou o jogo que queríamos. – Nos olha como um cachorro abandonado na chuva, sorrio sem perceber, ele realmente ainda é uma criança em diversos pontos.

- Então vai jogar, uai. – Digo e dou de ombros, ele encara seu hyung, que parece desacreditado.

- Vai logo, Jungkook. – Mal termina a frase e ele pega a jaqueta, se despede e sai. – Aish, essa criança.

- Parece que seu plano não deu muito certo.

- Meu plano? – Ele me encara confuso.

- Nada não. – Volto a comer minha comida, ele fica me encarando ainda esperando uma resposta, depois desiste e volta a comer.

POV HOSEOK

Quando falei sobre jantar com a Carol, o Jungkook ficou todo animado, mas agora acho que foi só pela palavra jantar, ai essas crianças, agora estamos os dois comendo em silêncio, ela não parece incomodada, na verdade as vezes ri sozinha, e parece que é de mim.

- Ele é meio infantil as vezes. Mas é uma boa pessoa, só quando se trata de jogos que ele fica assim. – Ela concorda com a cabeça, está comendo espaguete agora, e eu fico olhando o caminho da massa pelos seus lábios. – Mas ele é bem maduro.

- Tudo bem, Hobi. Ele não está sendo julgado, achei até fofo. – Fofo? Sério? Nunca vou entender essas mulheres. Agora fico irritado, o que não deveria, já que eu mesmo que estava defendendo a criança a segundos atrás. O silêncio retorna, e eu tenho tanta coisa que quero saber.

- Posso te fazer uma pergunta?

- Até duas, boe.

- O que é boe? – Ela ri, fica vermelha de tanto rir.

- É uma gíria, nem sei te explicar na verdade, só que uso muito desde muito nova. – Ela dá de ombros. – Não tem significado específico.

- Ah, esses dias Nam usou também, acho que é a convivência. – Ela concorda com a cabeça. – Quer sobremesa, ou já quer ir?

- Sobremesa, é claro. – Chamamos o garçom, pedimos três tipos de sobremesa e esperamos. – Mais alguma pergunta?

- Você que escolheu vir para cá?

- Sim e não. Eu trabalhava em outro país, onde eu, bem onde eu bem dizer morava com o Johnny, o cara que você conheceu. – De repente fico bem irritado, e acho que ela percebe, pois fica muda. – Quer que eu mude de assunto?

- Não, quero saber. Só me deu uma vontade de matar alguém. – Ela ri. Levanto a sobrancelha.

- É estranho ver você assim, você é sempre tão positivo, e animado, é um dos motivos que gosto de você. – Gosto de você, ela diz, simplesmente. E não cora, não explica e nem volta atrás, meu coração acelera. – Enfim, tivemos alguns problemas durante a relação, como você já sabe e imagina, alguns bem sérios, pedi ajuda aos meus chefes e eles me deram opções, e eu escolhi aqui, sempre gostei do país, e achei interessante vir para uma cultura diferente.

- Ele realmente te bateu? – Não gosto de imaginar, ela também sempre é bem alto-astral, sempre cuidando das meninas e de quem está a sua volta. Pensar que alguém como ela passou por algo assim faz meu sangue ferver. – Desculpe, você não precisa me responder. Fui intrometido.

- Bom, tirando o fato de que para ele você agora é meu namorado, e que você quase espancou ele. Acho que você merece saber, não é? – Ela não perde o sorriso, nenhum segundo, mas agora sua expressão muda, fica triste, paralisa no tempo, acho que está pensando por onde começar. – Se importa se a história for um pouco longa? Acho que preciso começar do início, para que você entenda o fim. – Concordo com a cabeça, e sorrio para encorajá-la.

“ Conheci Johnny, em um pub, irônico, mas ele tinha uma banda, mas ao contrário do que você pode imaginar, ele também estava formado na faculdade, e tinha uma empresa famosa com mais dois amigos, ele é de berço rico, então acho que podia ter ambas profissões, mas eu gostava de como ele se empenhava em ambas sabe, sem se escorar nos pais, porque eu fazia o mesmo, de início ele era tudo o que eu queria que alguém fosse, e ele me apoiava em tudo, então quando eu já estava completamente apaixonada, as coisas começaram a mudar, primeiro coisas pequenas, ele começou a beber demais, de repente as discussões por coisas bobas acabavam em berros, coisas sendo quebradas, e eu sempre ficava amedrontada demais, ou só não queria ver mesmo. Então teve a primeira vez, bom a primeira vez que ele chegou bêbado e muitas outras coisas mais, eu estava cansada do trabalho, das brigas, e ele queria sexo, e eu não queria, queria que ele fosse embora, mas como ele bem dizer quase vivia no meu apartamento, eu tomei banho e torci que ele dormisse enquanto eu estava no banheiro, mas quando sai ele estava remexendo nas minhas roupas, me perguntando com quem eu tinha saído, que tinha cheiro de homem em minhas coisas, que eu tinha virada uma vadia, outras milhares de coisas. Que ele não tinha aberto o caminho para que outros mergulhassem à vontade. ”

Meu corpo está doendo, deve ser do esforço que estou fazendo para não me esticar e abraçá-la, segurar ela até que ela saiba que tudo vai ficar bem. Ela bebe o vinho como se fosse água, encho o copo mais uma vez.

“ Eu estava tão nervosa, não sabia de onde ele estava tirando tudo aquilo, talvez fosse a fumaça de cigarro das reuniões, ou algum cliente podia ter encostado em mim, mas nada explicava o surto. Então ele me disse que ia me mostrar quem havia estado ali primeiro, e quem seria o único. “

Seus olhos se fecham, ela esfrega os pulsos, e depois a nuca, parece um movimento automático, como se estivesse revivendo o ato. Quero dizer para ela parar, mas seria como calá-la, e quero que ela fale, parece estar tirando algum peso de si.

“ Bom, depois da lição, eu me senti suja, mas ele conseguiu fazer com que eu me sentisse culpada, então na manhã seguinte eu tentei fingir que nada havia acontecido, ignorei todos os sinais, tentei chegar sempre mais cedo, sempre estar de banho tomado, roupa lavada, fui burra, não via os sinais que vinham dele, depois daquela vez houveram mais duas, na terceira já estávamos separados, mas na cabeça dele ainda não estávamos, na cabeça dele ainda estávamos juntos, ele quase me matou naquele dia. “

Outra taça é virada, dessa vez deixo vazia, ela bebe a água, não me encara, sua mão treme em cima da mesa, ela esfrega o braço, estico minha mão e seguro a dela.

- A culpa nunca foi sua, Carol. – Me enrolo com seu nome. Um sorriso fraco surge em seus lábios. – E a culpa nunca será sua. Ele foi um babaca, imbecil, que pegou algo bonito que você deu a ele, e bom, nem explicar o que ele fez com isso.

- Não seja clichê, Hoseok. Era só sexo. – Ela está meio alterada, fala mole, e sorri amarga.

- Não estava falando só da sua virgindade. Estava falando do seu coração. – Agora ela não sorri mais, na verdade seus olhos ficam marejados, seus dedos pressionam os meus. Nos olhamos, apenas isso.

- Obrigada. – O sorriso que tanto gosto aparece, e uma lágrima escorre. Ela a limpa. – Bom, acho que precisamos fazer alguma loucura agora, não vamos deixar esse seu último dia pré-tour acabar com uma quase bêbada chorona.

- Vamos tacar ovo no carro de alguém.

A ideia só surgiu, e eu nem mesmo tenho alguém que eu queira fazer isso, mas pelo sorriso que ela dá, acho que ela tem.

- Vamos comprar ovos.

Estamos em frente a uma enorme casa de concreto e muitas janelas, um carro preto e conversível está parado em frente, temos uma caixa de ovos cada um. Estamos rindo como crianças que irão aprontar, e neste caso vamos mesmo.

- O carro é este? – Ela confirma com a cabeça. – Suje os bancos, imagina o cheiro de ovo no couro.

- Você é mau. Eu gosto. – Ela atira o primeiro ovo. Estamos rindo e tacando ovos, alguns saem para o lado errado, o que não nos impede de rir, o idiota nem mesmo acionou o alarme, quanta confiança. Claro, se eu morasse nesse condomínio deixaria até minha porta aberta.

Jogamos todos os ovos, filmo um pouco ela jogando, e tiramos uma foto, o carro está amarelo, saímos rindo, voltamos para a casa dela e das meninas, lavo minhas mãos e limpo minha roupa, e me despeço. Esse dia realmente foi produtivo, seja para que lado for.

POV CAROL

Entro gargalhando no quarto da Joa, que se vira quase me fuzilando, seus olhos estão inchados, é claro, Nam vai viajar.

- Espero que seja uma boa coisa.

- Você vai amar, chama a Ali.

Trio formado, na verdade quarteto, pois um sonolento Eun aparece coçando a cabeça.

- Venha ver também, você vai adorar. Lembra do idiota que tentou fazer o Eun se sentir mal, porque ele caiu no ranking dos herdeiros?

- Mas agora já subiu. – Joa faz hi-five com Eun.

- Sim, mas teve mais uma coisa em troca, boe.

Coloco o vídeo para rodar, e as gargalhadas surgem em segundos, diversas expressões com palavrões, e depois “Oh meu Deus”, então as fotos. Há uma foto minha e dele que realmente ficou muito bonita para uma dupla que estava tacando ovo no carro alheio, quero imprimir essa.

- Eu não acredito. Me manda esse vídeo, vou ficar assistindo sempre que quiser chorar.

- Ele vai ter que comprar outro carro. Esse cheiro nunca vai sair. – Eun diz me recriminando, mas sorrindo.

- Boy, ele está no ranking do ferrado. – Finjo assinar o nome dele no topo. As meninas assinam comigo.

- Me lembrem de nunca errar com vocês.

- Não esqueça da torta amanhã. – Joa diz enquanto o casal sai.

- Com certeza não. – Ele grita de volta.

- Dorme comigo? – A carente faz bico.

- Boy, tu não vai me agarrar durante a noite, não é?

- Talvez um pouco.- Ela junta os dedos um pouco, os olhos já marejados.

- Então tá bom. Só vou tomar um banho e já volto. Também tenho coisas para te contar, me espere acordada querida. - Tento imitar o som da voz de Namjoon.

Ela ri, tomo um banho rápido, coloco um pijama e volto para o quarto, ela me abraça e me pergunta sobre o jantar, obviamente varamos algum tempo comigo contando cada mínimo detalhe da noite que começou bem estranha e acabou ainda mais maluca, mas que sinceramente foi reveladora, pois nunca consegui ser tão sincera com garoto nenhum, nunca me senti tão segura, ainda mais depois do imbecil do meu ex. Dormimos abraçadas, e eu tive bons sonhos, com um certo garoto que irradia como sol, e seu sorriso que conforta meu coração.

Acordei bem-humorada, ao contrário de uma certa pessoa que está quebrando o armário agora, talvez eu deva pedir para o Hobi enviar alguns vídeos do Namjoon, só para contingência,  durante o dia recebo uma mensagem dele, uma foto do hotel, e dos doces que tem lá, mando uma do meu café sem açúcar, ele me pergunta se estou de dieta, envio a foto da enorme caixa de donuts do lado, ele manda diversos emojis dele mesmo, rindo. Trocamos mensagens assim durante o dia, e acho que a fera também, pois parece um pouco menos zangada.

- Boy, estava pensando, que tal alugarmos um lugar nós duas? – Ela para de olhar a vitrine e me encara. – O que foi? Pretende se casar já?

- Não, é que na verdade ia te oferecer a mesma ideia, só estava pensando em como abordar o assunto, já que tem o fator.

- Embuste. – Ela ri. – Vamos resolver isso, mas enquanto isso, vamos procurar um apartamento. Requisitos básicos.

- Dois quartos.

- Sala grande.

- Banheiros?

- Dois, no mínimo. – Acho que vamos nos dar muito bem, pensamos as mesmas coisas. Passamos até em alguns locais pegas jornais e revistas. – Só tem uma coisa, meu sofá vai comigo.

- Aquele da sua casa? Gosto dele, tudo bem por mim. – Sorrio, nesta última noite tive um certo sonho naquele sofá. Quero ver se vou realizá-lo.

- Carolina, tire já esse sorriso do rosto, eu juro que vou mudar de ideia sobe o sofá. - Ela belisca meu braço e saímos rindo.

Jantamos em casa, todos juntos, estamos conversando sobre nosso novo apartamento, Ali se anima, ela adora ajudar nessas coisas, ainda mais porque pode ajudar na decoração, e nas compras. Meu celular começa a tocar desesperadamente, não reconheço o número, então fico preocupada, é meu celular particular e raras pessoas tem o número, atendo relutante.

- Alô? – A respiração do outro lado já me congela.

- Então me atende quando não reconhece o número, Baby?

- O que você quer, imbecil?

- Quero conversar com você, vim de longe, não mereço um minuto?

-  Estou ocupada.

- Com o namorado famoso? Fiquei sabendo que ele está viajando. - Merda, sabia que ele pesquisaria, ele sempre foi paranóico e cheio de contatos.

- Ele não é meu namorado, só me ajudou a me livrar de você aquele dia.

Todos na mesa estão me encarando, as meninas já sabem quem é. Eun fica sério, começa a escrever algo em um papel.

“ Faça ele dizer onde está. ”

- Onde você está? - Posso sentir ele sorrindo, achando que venceu.

- Por que? Vai vir aqui, baby? - Quero vomitar toda vez que ele fala manhoso comigo.

- Se você disser onde, talvez eu pense nisso.

Silêncio, Eun me manda respirar, estou tremendo, devo estar para desmaiar, meu Deus, quando vou me livrar desse cara.

- Estou em casa, baby. – Sinto nojo do apelido. Quero vomitar, mas seguro. Ele está em minha casa, é claro que ele conseguiu entrar, ele consegue tudo o que quer, incrível como não me encontrou antes..

Desligo, não consigo mais, respiro pelo nariz e solto pela boca, mas nada me acalma, então começo a chorar, e o vômito vem, mas Ali age rápido e um balde já está na minha frente, Joa traz toalhas úmidas e coloca em minha nuca, não me apressam, dão meu tempo, apenas me ajudam a respirar e me controlar, com o tempo vou me acalmando, limpo minha bagunça e volto para a cozinha.

- Onde ele está? – O clima está pesado, palpável.

- Em minha casa.

- Filho da puta.

- Tudo bem, vamos dormir, amanhã resolveremos isso. Essa história acaba amanhã, de um jeito ou de outro.

Sinto um arrepio quando ele fala assim, Ali olha de mim para Joa, parece séria, mas abraça Eun e vai para o quarto, ambos cochicham. Essa noite sou eu que peço para dormir com minha amiga, que me abraça e seca minhas lágrimas.

Durante a madrugada eu não me sinto bem, acordo e vou para a cozinha, tento fazer um chá, algo que me tranquilize, uma mensagem chega no meu celular, Hobi fez uma montagem dele dentro de uma flor, sorrio. Quero ele fora de todo esse mundo que estou agora, então respondo com uma foto fazendo careta, acho que fora as meninas, ele é o único que tem um arsenal de fotos cabulosas minhas. Meu celular vibra mais uma vez, já olho para a tela sorrindo, mas logo o sorriso se desfaz, não é ele.

“ Achei que você estava vindo me ver. Estou ficando cansado de esperar.”

“ Não me ignore, ficando aqui eu tive muito tempo para pesquisar, suas amigas são interessantes também. “

Ele começa a me mandar fotos, ele andou fazendo a lição de casa, sabe tudo sobre as meninas, e logicamente sobre os meninos, começo a chorar em silêncio, não quero acordar ninguém, ele sabe exatamente como e onde deve me apertar para que eu ceda.

POV HOSEOK

Não sei o motivo, mas levanto assustado, havia deitado enquanto trocava mensagens com a Hope, e acho que acabei cochilando, estranhamente ela não me respondeu mais, mando alguns emojis, nada. Deve ter conseguido dormir, então deixo ela quieta, fico inquieto, uma sensação estranha, me mexo, me sento, verifico alguns passos, repasso algumas falas do show. Tem algo errado, então saio em busca dos meninos, Tae e Jimin estão deitados, parecem estar lendo hq’s, Kookie está jogado logo ao lado, jogando seu jogo portátil, ando procurando os mais velhos, Yoongi está como sempre trabalhando, concentrado, vou até a cozinha e pego uma garrafa de chá, volto e entrego para ele, apenas me olha e sorri, volta para o que está fazendo, encontro Name Jin conversando na cozinha, então volto para lá.

- Gosto desse apartamento, deveriam sempre arranjar um assim. Me lembra nossa casa.

- Eu prefiro dividido, esses meninos não ficam quietos, preciso dormir. - Nam parece cansado.

- Já falei, vamos colocar eles trancados no banheiro. - Jin fala gesticulando o que deixa o jeito dele mais engraçado. - Hobi tem lanche no micro-ondas, guardei o seu, você estava cochilando.

- Acordei assustado, parecia estar acontecendo algo com alguém, vasculhei a casa, mas achei todos.

 

Eles me olham e dão de ombros, a sensação continua ali, parece um pequeno incômodo, que vai se tornando cada vez maior, até que de repente me sinto sem ar, sufocado demais, é estranha essa sensação, costumava me sentir assim quando estava para entrar no palco um pouco depois que debutamos, sempre nervoso, com algo crescendo como um bicho assustado, mas havia algo diferente dessa vez, algo que queria me alertar, mas eu não sabia de onde vinha.

O dia passa pesado, o show é espetacular como sempre, centenas de vocês que gritam nossos nomes, energia positiva que domina nosso corpo, o amor que emana, e mesmo assim, ainda tenho essa sensação, essa sensação que não sai da minha mente. Finalmente chega um horário em que posso conversar com ela, talvez ela saiba algo que possa me acalmar, sempre cheia de coisas diferentes, talvez até uma piada dela já mude alguma coisa, nossa relação tem se tornado algo diferente, mando mensagem e fico sem resposta, tento ligar e não sou atendido, e é aí que o aperto vira um buraco negro.

- Nam, você já falou com a Joa hoje?

- Estava ligando agora. – E realmente ele está com o celular na mão, indico para ele continuar.

Ele fala com ela por alguns minutos, parecem tranquilos, não deve ter acontecido nada demais, eu só estou paranoico, deve ser só isso, eu que devo estar ficando doente, talvez precise tomar algumas vitaminas e remédios, eles conversam mais um pouco então ele desliga.

- Hobi, podemos conversar?

- Claro, eu só preciso pegar um remédio, acho que vou ficar gripado.

- É sobre a Carol.

Uma frase, uma frase pode realmente mudar tudo, você é capaz de imaginar que nossa rotina gira em torno de todos nós, bom agora temos pessoas incluídas é claro, mas não temos muito além de nossas bolhas, e nossas rotinas que já exigem muita de nossa atenção. Tentamos nos manter saudáveis, focados, pois além de nós, há centenas de fãs que nos observam, e sempre ficam preocupadas quando algo parece fora do normal, as vezes ficamos surpresos em como elas nos conhecem tão bem, e espantados como elas exageram às vezes, como dizem que querem nos colocar em potes, nos trancar em nossos quartos, nos proteger, mas acho que é em momentos como esse, com frases como esta, que entendo o que elas sentem.

- Aconteceu alguma coisa?

- Não sabemos, as meninas acordaram e não a encontraram, quando Joa ligou, só conseguiu ouvir ela pedindo ajuda.

Fecho os olhos, ela não iria encontrar ele, não se ele não soubesse exatamente como jogar com ela, e acho que havia dado uma boa carta, alguém como ele obviamente tentaria saber com quem ela vive, logicamente descobriria quem eu e Namjoon somos, até mesmo Eun. Tento manter a calma, até sorrir, mas acho que não soa convincente, Nam tem uma sobrancelha levantada.

- E agora?

- Esperamos.

- Legal. – Bufo e fico sentado, mãos no rosto, celular na mão.

A turnê é uma das melhores partes de todo o processo, mas agora, eu só queria poder pegar um avião e voltar para casa, mas me apego ao pequeno aparelho, esperando que ela me mande uma mensagem com outra de suas fotos malucas, diga que está tudo bem.

 


Notas Finais


OMG, TENTO TENSÃO, desgulpa! AOKSOPKAOPKS mentira desculpa nada, não posso mimar vocês u.u Mentira posso sim, já já tem mimo ♥

p.s¹: me sigam no tt @20stcenturygurl
p.s²: VAI VOTAR!


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