História Choices - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Deuce, Hollywood Undead
Exibições 34
Palavras 4.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


MANO
FINALMENTE
DEPOIS DE QUASE UM MÊS SEM CHOICES
EU RESOLVI BOTAR O CU PRA FUNCIONAR
E SAIU ISSO
=D
4.165 PALAVRAS PRA VOCÊS
<3

Capítulo 2 - Chapter I - This is the Hollywood Undead, bitches.


Fanfic / Fanfiction Choices - Capítulo 2 - Chapter I - This is the Hollywood Undead, bitches.

Los Angeles, Califórnia – 03h00min AM;

Apartamento dos membros da Hollywood Undead.

 

A madrugada aparentava estar mais fria do que as anteriores. O vento gélido chocava-se com as imensas copas das árvores, que chacoalhavam incessantemente, causando um agradável e delicado ruído aos ouvidos de quem residia na cidade de Los Angeles. O véu negro que cobria o distrito era enfeitado com inúmeras estrelas brilhantes, que se destacavam no meio do enorme céu tingido em preto da Califórnia.

Todos os membros estavam na varanda do apartamento onde moravam. Ele era bem espaçoso, propício para seis amigos passarem boa parte de seu tempo dividindo seu espaço e poderem interagir abertamente, mas tendo seu espaço íntimo, claro. Alguns fitavam as estrelas; outros, simplesmente dormiam. Mas, acima de tudo, estavam juntos.

Danny estava escorado na parede da porta que dava à sala de estar, ao lado de Charlie, que dormia com a cabeça escorada em seu ombro, e com Matty deitado por cima de Daniel e Jordon, com a cabeça em seu colo, também dormindo. O maior suspirou aliviado, pois finalmente tivera descanso após um longo dia. No fundo, ele adorava tudo aquilo: Ser amado por tantas pessoas, ter reconhecimento, ser aclamado por milhares de fãs que admiravam seu trabalho. Mesmo estando exausto, ele estava feliz.

O recente lançamento do álbum ‘Day Of The Dead’ deixou todos os Undead Soldiers extremamente animados, e isso alegrou muito à Hollywood Undead, principalmente a Danny, pois desde sua “estreia” na banda com o álbum ‘American Tragedy’, ele tem recebido muito carinho dos fãs, que não pareciam sentir falta de Deuce.

Se bem que, havia sim um ou outro que o queria de volta na banda.

Entretanto, o Murillo simplesmente relevava. Não se importava realmente com isso, achava que Aron nada mais era que um cara desnecessariamente orgulhoso e extremamente infantil com as atitudes alheias. Em sua opinião, Deuce era só mais uma criança crescida que queria atenção, lançando músicas muito vulgares e muito, muito idiotas. Aquelas “indiretas” eram tão indiretas como um tiro na cara, segundo Danny.

Por ora, o vocalista ignorava-o. Não queria descer a tal nível. Um nível tão decadente.

— Nossa, que threesome é esse? — Dylan, ou mais conhecido como Funny Man, surge simplesmente “do nada”, causando um sobressalto vindo de Danny. O mais novo ri com a reação do outro, senta-se em frente aos amigos e fita Matthew e Jordon logo em seguida. — Eu já sabia.

— Cala a boca, Dilly. — O outro retrucou, fingindo irritação. Ambos riram baixo, entretanto, pararam de rir quando perceberam que Jordon estava abrindo seus olhos lentamente, destacando assim, seu extremo cansaço. Ao ver Dylan, o mais velho abrira um sorriso mínimo, sem mostrar seus dentes.

—... Que horas são, escravo? — Indagou Charlie em tom engraçado, referindo-se a Dylan. O mesmo ergueu as mãos em forma de rendição e jogou sua cabeça para frente, rindo desacreditado quanto ao que acabara de ouvir da boca do maior. Abaixou as mãos e olhou brevemente para Jordon, e após isto, olhando seu relógio de pulso.

— São três e quatro da manhã, “vossa alteza” — O mais novo respondeu, dando ênfase nas últimas palavras, fazendo assim com que todos que estavam ouvindo a conversa acabassem rindo quase que descontroladamente. — Vocês vão acordar o Matty, seus putos. — Proferiu retórico, permitindo tombar sua cabeça um pouco para o lado, encarando Danny e Jordon com os olhos levemente arregalados.

— Tarde demais... — O cacheado murmurou em tom dengoso, espreguiçando-se com certa lentidão, evitando esbarrar em alguém. Quando terminou seu ato, apertou os olhos com força para acostumar-se com a claridade do local, e também para manter-se acordado, pois ainda tinha sono. Abriu-os com certa agilidade e encarou Danny. — Daniel Rose Murillo, por que caralhos você resolveu me acordar juntamente com esses dois putos? — Citou com certa irritação, secando Murillo com os olhos estreitados.

— Foi mal, Matty. — Respondeu Daniel, um pouco sem graça. — Seria melhor nós irmos dormir... Eu ‘to cansado pra caralho. — Resmungou ele com certo cansaço destacado na voz, e bocejando ao final da fala.

— Concordo. — Jordon complementa, esfregando um de seus olhos com as costas da mão. Desencostou-se do ombro de Danny, e fitou Matthew logo em seguida, que estava com suas pernas sobre as de Charlie. — Curly, pode sair de cima de mim?

— Você agora é minha cama, filho da puta. — Matt rebateu com uma ironia ríspida na voz, agarrando seu amigo que estava sob suas pernas e prendendo-o contra a parede com as próprias. Danny e Dylan riram alto com a cena, que se resumia em Jordon tentando se libertar da “pequena prisão” que Kurlzz havia feito sobre ele, enquanto o cacheado simplesmente ria do amigo, encurralando-o ainda mais.

— E eu ainda estou com Matthew Busek sobre o meu colo. — Disse Murillo, encarando Dilly com um rostinho malicioso, e o mesmo retribuiu com uma expressão semelhante, e logo ambos encararam o cacheado que tinha sua cabeça em cima das coxas de Danny. Funny riu baixo, e logo Matty entendeu o que eles queriam dizer.

— Viados. — Resmungou Da Kurlzz, rendendo-se completamente e largando Charlie, fazendo o mesmo comemorar com os braços estendidos. Todos riram da cena, e logo Matthew levantou-se, e indo sentar-se ao lado de Dylan, que estava à frente de Danny e Jordon. Respirou fundo, e bufou logo em seguida. — Onde estão Jorel e George?

— Eu acho que ainda estão acordados... — Dilly respondeu pensativo.

— Quem ousa invocar Deus? — George, ou mesmo Johnny 3 Tears, aparece na porta de vidro que os separava da sala de estar, com um sorriso alegre. Encarou os amigos por breves segundos antes de continuar sua fala — Porra são três da manhã e vocês estão acordados? — Indagou surpreso.

— Eu ‘to quase tombando de sono aqui, cala a boca. — Danny respondeu à pergunta do maior com certa exaustão, pressionando os olhos fortemente e abrindo-os lentamente, como uma tentativa quase frustrante de manter-se acordado. George riu.

— Vão dormir, ou o Jorel come o cu de vocês. — Johnny profere em tom cínico, tendo como expressão predominante um sorriso de canto e uma sobrancelha arqueada, destacando ainda mais o modo no qual a frase fora dita. Dylan riu.

— Ui, adoro. — Respondeu Funny de modo maldoso, fazendo todos os outros rirem.

Eles conversaram sobre assuntos aleatórios por mais alguns minutos, ou mais precisamente, vinte minutos. Por volta de três e vinte e seis da madrugada, todos decidem ir dormir, pois estavam esgotados. Seus quartos eram distribuídos por um longo corredor, tendo três cômodos de cada lado. O quarto de Danny era o último do lado direito, e era o menos espaçoso da casa. Contudo, era perfeito para o cantor.

Daniel estava frente a frente da porta de seu quarto, já preparado para abri-la, quando sentiu uma mão fria cobrir seu ombro. Virou sua cabeça bruscamente para trás, e uma expressão confusa plantou em seu rosto cansado. Matthew.

— Hey, Matty. — Cumprimentou Danny — O que foi?

— Eu preciso falar com você amanhã. — O cacheado respondeu de modo hesitante, virando seu rosto um pouco para o lado e desviando seu olhar do vocalista à sua frente.

— O “amanhã” que você diz é hoje à tarde, né? — Indagou Murillo em tom levemente confuso.

— É — Falou simplista. — Bem... Boa noite, eu acho. — Prossegui Matt, um pouco sem graça, acenando para o amigo e entrando rapidamente em seu quarto, que estava à frente do de Daniel. O outro murmurou algo parecido com “boa noite” um pouco arrastado, um pouco deslocado da situação que acabara de presenciar.

 

[...]

 

Los Angeles, Califórnia – 09h58min AM;

Apartamento dos membros da Hollywood Undead.

 

A manhã estava fria e úmida, deixando uma áurea cinzenta pairar sobre Los Angeles, dando um clima ligeiramente melancólico. Nuvens levemente escuras e grossas cobriam o céu da Califórnia como um imenso mar de tons em cinza, sem falar no tempo gélido e reconfortante. Uma brisa calma engolia a cidade aos poucos, diminuindo drasticamente a vontade de se levantar da maioria dos membros residentes no apartamento, que agora, encontrava-se escuro e silencioso.

Jorel estava encolhido no meio de grandes e grossas cobertas, e sendo aconchegado e aquecido pelas mesmas. Devido a isso, permitiu se encolher um pouco mais, para desfrutar cada segundo daquela prazerosa e reconfortante sensação de estar protegido. Entretanto, ele não permaneceu muito tempo na cama, portanto, levantou-se com uma disposição que nem ele sabia de onde vinha e foi até a sala, para checar se os outros membros estavam acordados. Ninguém.

Ele fora o único que dormira cedo?

— Jay? — Uma voz soara do corredor onde jaziam os quartos; ela estava com um tom claramente cansado e arrastado, e considerando o dono da mesma, Jorel riu brevemente, girando os tornozelos e encarando George com um sorriso sacana.

— Dormiu tarde, querida? — O de alargadores destacou bem o humor na pergunta, entretanto, Johnny não pareceu ter gostado muito do questionamento irônico que seu amigo o fizera, e bufou alto, revirando os olhos.

— Vai pra bosta, Jorel — Resmungou o maior, desgostoso e nitidamente irritado. J-Dog, que se segurava com todas as suas forças para não rir, foi até seu amigo e o abraçou, escorando seu queixo no peitoral de George e sorrindo alegre para o mesmo. —... Isso é tão gay.

— Eu sei — Respondeu Jorel, ainda sorridente. — Quer mais viadagem?

— Sai pra lá. — Resmungou o mais alto, dando um leve empurrão no amigo, para que este descolasse de seu corpo. Jay bufou, e encarou George com um semblante desprezível. — Que cara de cu é essa, Jorel Decker?

— Você e sua homofobia de merda. — J-Dog rebateu ríspido — Isso chega a ser chato, George...

— Já discutimos sobre isso, Jay — Johnny revida — você sabe muito bem o motivo de eu não aceitar relacionamentos homossexuais.

— Eu entendo, e você sabe disso. — o outro começa, suspirando fundo e sentando-se no sofá do cômodo, encarando um canto qualquer da sala — Mas você deve, no mínimo, respeito.

— Não ligo — Rebate seco — Se incomoda? Processo existe pra isso.

—... Eu só não te mando ir à merda porque você é meu melhor amigo — Jorel quis dar um ponto final na discussão; era cedo, e ele não queria iniciar o dia se estressando com as chatices de seu amigo.

O de alargadores suspirou profundamente afundou seu corpo no sofá, deixando parte de seu corpo – mais necessariamente, as pernas – para fora do móvel, respirando fundo, tentando manter a calma de todo modo. Cerrou os olhos com força, mantendo o foco: “Não fique irritado, não fique irritado, não fique...”.

— Você viu que o Deuce postou um tweet novo?

 Tarde demais.

— George, — Jorel chama pelo amigo, com a sua paciência completamente escassa. Ele se levanta lentamente, gira os tornozelos e encara Johnny com um sorriso nem um pouco simpático, pelo contrário; chegava a ser psicopata — você acha mesmo que eu me importo com aquele bosta que é o Aron? — Profere irritado.

— Calma Jay — O outro tentou acalma-lo, erguendo seus braços com certa lentidão, pedindo para que Jorel tentasse conter sua raiva. — Eu comentei porque parecia ser algo de seu interesse. — Explicou-se.

— O que? Ele morreu? — Retruca Jorel, ríspido.

— Quem me dera — George comenta, enquanto tateia seus bolsos, à procura de seu celular — Espere... Aqui — O maior consegue encontrar o aparelho, e o pega com rapidez, abrindo o aplicativo do Twitter e indo para a conta de Deuce. — Olha, é esse. — Complementa, apontando para a última postagem do usuário.

“Estou dando uma pausa na carreira, devido a problemas com a gravadora. O próximo álbum vai demorar a sair por causa disso, mas eu voltarei!”.

— E daí? — J-Dog indaga confuso.

— “E daí” que o Deuce tem risco de cair de vez — Explicou o mais alto — Se ele for muito censurado, o que provavelmente vai acontecer, ele tem risco de ser chutado de vez, e aí ficaríamos em paz! — Johnny parecia bem feliz com a hipótese de Aron ser esquecido pela gravadora, tanto que sorria como uma criança que acabara de ganhar um doce. Jay encarou-o com estranheza.

—... George... Volta a dormir. — Aconselhou o de alargadores, empurrando seu amigo com leveza para o corredor — Tu não tá bem.

— Por quê?

 

[...]

 

Los Angeles, Califórnia – 11h04min AM;

Apartamento dos membros da Hollywood Undead.

 

Danny não queria se levantar de jeito nenhum. O vocalista estava exausto, cansado e esgotado. Sua garganta e suas pernas estavam doloridas, e sua coluna doía tanto que o próprio Murillo queria arrancá-la fora caso tivesse coragem. Ele bufou arrastado, encolhendo-se em sua cama de casal, que se encontrava totalmente desarrumada; cobertores no chão, lençol bagunçado, e um dos travesseiros estava encima de sua cabeça. Sim, Daniel não é um exemplo de organização.

Gemeu desconfortável ao ouvir o barulho da porta se abrindo. Além de desorganizado, ele era muito esquecido. Como alguém se esquece de trancar a própria porta?

Ele poderia culpar o seu sono, mas com ou sem ele, Danny acabaria esquecendo de qualquer jeito. Então, apenas apertou mais seus olhos, tentando voltar a dormir. Ele até que podia tentar virar-se para o outro lado, entretanto, ele tinha piedade de sua coluna, e por isso, permaneceu na posição fetal, tentando retornar ao seu sono relaxante de qualquer forma possível.

— Ele está dormindo, Jay — Uma voz grave soa um pouco distante da porta, em tom preocupado — Será que ele está bem? O Danny tem trabalhado demais estes últimos meses... Espero que ele não esteja doente.

— Também espero isso, Curly. — Jorel respondeu em tonalidade semelhante — Vou ver se ele está bem.

— Certo. — Após esta fala, Daniel ouviu passos, deduzindo assim a saída de Matthew.

O som dos passos de Jorel estava cada vez mais próximo da cama de Danny, que não se moveu até então. Daniel sentia certo medo, pois pensava que, considerando a “delicadeza” de seu amigo Jay, ele provavelmente iria empurrá-lo da cama para acordá-lo. Quando sentiu o colchão da cama ser levemente pressionado para baixo, estremeceu minimamente.

— Danny? — O de alargadores chamou pelo amigo com um teor preocupado em voz, o que fez o vocalista estranhar.

— Ahn... — Gemeu desgostoso, sem abrir seus olhos.

— Você está bem? Parece exausto... — O outro observou sem mudar o tom da voz, afastando alguns fios de cabelo que cobriam o rosto de Danny e encarando o mesmo, angustiado. Após isso, Jorel tocou a testa de seu amigo com as costas da mão. Ele estava queimando de febre.

— T-to sim, valeu... — Mentira. Ele sequer tinha forças para responder à pergunta do amigo, abrindo os olhos com dificuldade e encarando Jorel, que estava sentando na cama, olhando para ele com um semblante aflito.

— Para com isso, Danny. — Jorel rebateu — Eu sei que você não está bem... Você não confia em mim? — Indago, fitando o vocalista com uma expressão levemente melancólica, o que mexeu com o interior de Daniel. Ele odiava deixar seus melhores amigos chateados.

— C-confio... — Respondeu sem graça — Mas eu não quero ficar tem enchendo com problemas meus... São só algumas dores, nada demais... — Danny tentou explicar-se, mas ficou arrependido do que fizera após ver Jorel respirar fundo, e jogando sua cabeça para trás, bufando. — Desculpa...

J-Dog não respondeu. Apenas levantou-se, causando um aperto no coração de Danny. O de alargadores ficou de pé, de costas para o amigo; quando Daniel tentou balbuciar algo, fora interrompido por uma tosse seca e um gemido arrastado.

— Eu já volto. — Falou seriamente.

Em passos rápidos, Jorel sai do quarto e vai à cozinha, deixando seu amigo em sua cama, descansando. Quando põe os pés para fora do corredor, ouve uma tosse seca, semelhar a de antes, e isto deixou o líder preocupado.

Quando ele chegou a seu destino, ferveu um pouco de água e pegou um pano limpo que estava jogado encima da mesa, molhando o mesmo no líquido fervente. Tirou o excesso de água que havia no tecido, deixando-o apenas úmido. Assim que terminou de fazê-lo, foi até o quarto do amigo, levando consigo o pano quente.

Adentrou no quarto com certa pressa, se deparando com a figura de Danny, sentado em sua cama, tossindo amargamente. Jorel estalou a língua, preocupado. Foi até o amigo e sentou ao seu lado, fitando o mesmo com angústia, pois não gostava de vê-lo assim.

— Deita — Ordenou Jay, e Danny obedeceu sem protestar.

Assim que ele se deitou, Jorel pôs o pano quente e levemente úmido na testa de Danny, arrancando um grunhido baixo do mesmo. O de alargadores respirou profundamente, e deitou ao lado de seu amigo, na mesma cama, e o encarando com um semblante sério, mas logo cerrou os olhos, suspirando.

— Eu só vou sair daqui quando você estiver bem — Proferiu Jorel —, e não adianta me enrolar, eu vou saber quando você estiver melhor ou não.

— Obrigado, Jay... — Agradeceu, um pouco sem jeito. — E desculpa.

— Pelo quê? — Jay murmurou, abrindo um dos olhos para poder encarar Danny, que estava deitado de costas para baixo, encarando o teto.

— Por ser teimoso assim... — Falou em tom baixo, nitidamente envergonhado pelo seu ato de um pouco mais cedo. — Eu te irrito?

— Irrita — J-Dog responde simplista, cerrando seus olhos mais uma vez. Danny se vê constrangido, e se prepara para poder pedir desculpas, mas logo é interrompido por seu amigo, que abraça sua cintura e sorri para o mesmo. — Mas eu sou seu amigo, e ‘to aqui pra te ajudar, seu puto.

— Valeu Jay. — Daniel responde alegre, afagando os curtos cabelos do amigo, e rindo ao ver que seu amigo fez um pequeno biquinho, com um dos olhos fechados, como se quisesse seduzi-lo. Danny também fez um biquinho com a boca, e ambos riram como dois idiotas — Eu te amo, sua cadela.

— Eu sei disso, sua cacatua — Jorel rebate sarcástico, fazendo Danny rir mais uma vez, mas logo parou de rir quando sentiu uma pontada na cabeça, e logo pôs a mão na testa, sentindo a mesma se umedecer com o líquido morno que vazava do pano que estava sobre sua cabeça. — Danny?

Jay aproxima-se de seu amigo, e retira o pano de sua testa, colocando as costas da mão sobre as bochechas e maxilar do mesmo, estalando a língua logo em seguida.

— Você não tá quente de febre, mas tá vermelho... — Resmunga confuso.

— Bem... — Danny encara Jorel, e depois passa seus olhos pelo corpo do amigo, já que este estava muito próximo do de Daniel. Jorel riu.

— Que bonitinho, a donzela está corada... — Ele brinca, fazendo o outro rir baixo, deixando a tonalidade um pouco rouca. — Eu vou ter que comprar algum remédio pra você. — Prossegue Jorel, que está claramente preocupado com o amigo. O mesmo se levanta e põe o pano úmido enrolado em seu braço, para leva-lo de volta à cozinha.  — Pelo menos a sua febre passou... Danny, eu vou sair, se você precisar de algo, chama o Matty, porque os outros saíram para falar com a gravadora.

— E você e o Matty não foram? — Daniel indaga surpreso por Jorel não ter ido, visto que ele nunca faltava às reuniões ou conversas mais formais da gravadora.

— Ficamos pra cuidar de você, viemos percebendo que você estava mais cansado do que o normal. — Explicou, indo até a porta do quarto e saindo do mesmo. — Curly, fica com o Danny só enquanto eu saio? É rápido. — Ele Matthew do corredor, visto que o mesmo estava na cozinha. Da Kurlzz chegou em questão de segundos no cômodo, sinalizando para que Jorel saísse.

O líder saiu do apartamento, e deixou o pano úmido na mesa da cozinha, para limpá-lo depois. Já Matthew, ficou escorado na porta do quarto, apenas observando Danny. O vocalista se viu um pouco constrangido com a situação, mas logo o silêncio fora quebrado por um suspiro vindo do cacheado, que caminhou até a cama do amigo e sentou-se na beirada da mesma, fitando Daniel com um semblante angustiado.

— Você não deveria ter trabalhado tanto, Danny... — Murmurou Matthew — Agora você está doente... Isso não é bom, cara.

— Eu sei... — Proferiu Danny, com palavras baixas e roucas. Ele prosseguiria a fala, mas fora interrompido por uma tosse seca e desconfortante, deixando Matt nitidamente preocupado. O vocalista deu algumas tapas leves em seu tórax, tentando recuperar o fôlego. — Mas então... Você queria falar algo comigo, não? — Danny lembra-se do que Matthew falou mais cedo, o que é raro, pois o mesmo chega a esquecer do que lhe fora dito há cinco minutos.  

— Cara, você tá com a garganta toda fudida, acha mesmo que eu vou querer falar agora? — Matt rebate ríspido — Dorme, vai ser melhor.

— Mas... — O vocalista tentou rebater, mas foi interrompido pelo barulho da porta da casa sendo destrancada. Kurlzz logo foi até o encontro de Jorel, que finalmente chegara com o remédio de Danny.

Daniel se sentia uma criança.

 

[...]

 

O relógio marcava um horário próximo das duas e quinze da tarde. Danny já havia sido medicado, e dormia desde então. Todos já haviam retornado da gravadora lá pelo meio-dia, exceto George. De início, Jorel relevou, e pensou que ele poderia ter ido simplesmente passear ou dar uma volta pelo quarteirão, como costumava fazer. Contudo, Jay começou a ficar – consideravelmente – nervoso quando deu uma hora da tarde e Johnny não havia voltado para o apartamento.

Frustrado, e ao mesmo tempo irritado, ele foi para a sala de estar e deitou-se no chão, com o tórax virado para o solo gélido e liso. A regata que cobria seu tronco não era suficiente para livrá-lo do frio proporcionado pelo chão do apartamento. O mesmo arrepiou-se com a sensação, e arfou quando sentiu seus músculos se contraírem. Cerrou os punhos fortemente, segurando-se para não socar a primeira coisa que aparecesse em sua frente.

Na medida em que o tempo se passava, Jorel ficava nitidamente mais nervoso. Rangeu os dentes com uma força extrema, e deitou-se para o lado, encarando a porta que permanecia intocada. Apertou os olhos e abraçou o próprio corpo enquanto contraía seus músculos em um ato de pura fúria, e soltou um grunhido baixo, controlando-se para não soltar um urro ensurdecedor de puro ódio.

 Ele arfava e suava, estressado, pensando que George estava irritado pela pequena briga que tiveram mais cedo. Jorel estava pronto para socar o objeto – o mesmo ser vivo – mais próximo de si, quando ouviu o barulho da porta se destrancando.

— Jay? — A voz que Jorel tanto queria ouvir logo se pronuncia da porta, e após alguns mínimos segundos, a mesma se abre, revelando a tão esperada presença de Johnny no apartamento dos membros. Ao pôr os pés dentro do imóvel, logo se assusta, e suspira preocupado após ver a imagem de Jorel debruçado ao solo frio da sala, nitidamente nervoso. — Você se esqueceu de tomar seu remédio de novo, Jay? — Indaga George, indo até a cozinha e voltando rapidamente, com um pequeno e branco frasco em mãos. — Idiota.

— George... — Jay murmura logo se sentando ao chão, e arrepiando-se ao sentir o calor repentino, causado pela falta de contato com o solo gélido. Ele abraça o próprio corpo novamente, desta vez, mais calmo. Ragan entrega uma pequena pílula nas mãos de Jorel, que após receber o pequeno remédio, o engole imediatamente, respirando fundo depois do ato nitidamente desesperado. — Por que você demorou tanto, imbecil? — O de alargadores indaga com um tom alterado. O mais alto ri, segurando o ombro do amigo.

— Eu estava apenas caminhando, idiota. Demorei assim porque resolvi passar no centro, e comprei seus remédios. — Ele fala, apalpando seu bolso, e tirando de lá um frasco semelhante ao que já residia ali — Pelo menos você tá menos nervoso, isso é um avanço.

— Pensei que tinha ficado irritado pela conversa de mais cedo. — O outro murmura acanhado, e George ri, abraçando o amigo logo em seguida. Jorel dá um murro em seu braço, fazendo Johnny recuar imediatamente, com um rosto assustado, mas ao mesmo tempo, sorridente. — Isso é por ter me deixado ansioso — Jorel resmunga, ouvindo risos quase descontrolados do mais velho. J-Dog sorri de canto, enquanto se levanta para ir ao quarto de Danny.

“Ele ainda me mata do coração” — Pensa Jay, com um sorriso bobo em seu rosto.

Quando finalmente entra no cômodo onde Daniel residia, se depara com o mesmo dormindo tranquilamente, e ri nasalmente. Sinceramente, Jorel tinha um carinho enorme pelos membros, o que chegava a ser um pouco surreal. Ele não era um bom exemplo de paciência ou carinho com os outros, mas quando se tratava de alguém que ele gostava, Jorel conseguia ser um verdadeiro amor de pessoa.

Mas caso Jorel não gostasse de alguém, o próprio Diabo sentia inveja da maldade do mesmo para com esta pessoa em específico. Ele era seco, frio, e até mesmo violento; e um dos maiores exemplos disto era Aron. Para ele, Deuce era um completo fracassado e traidor, não merecia o talento que tinha, e sente nojo de todas as vezes que ousou trocar palavras de amizade ou carinho com o mesmo. Só de pensar nele, Jay sente seu sangue ferver.

Depois de tomar o seu remédio, de saber que George estava bem e que Danny tinha o descanso que tanto necessitava após meses de puro esforço, o líder finalmente sente a calma e leve alegria percorrer o seu interior.

 Mesmo com seus altos e baixos, sua vida estava muito boa.

Entretanto, a situação se diferenciava quando se tratava de Aron.

 

[...]

 



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