História Choices - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Justin Bieber, T. Mills
Visualizações 41
Palavras 1.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente, desculpa pela demora e pela qualidade do capítulo. Sei que ele é bem inferior aos anteriores, mas pra não deixar vocês sem nada todo o fim de semana, escrevi ele agora na saída do trampo.
Espero que gostem, até o próximo <3

Capítulo 7 - Faded


Fanfic / Fanfiction Choices - Capítulo 7 - Faded

                Justin abriu os olhos, sua cabeça pesava. Parecia que todos os sons que vinham da rua era estrondosos e muito altos. Olhou ao seu redor e se deu por conta que adormeceu no sofá. Por melhor que ele fosse, o sofá não o impediu de ter o pescoço dolorido por dormir naquele lugar. Jogou as pernas pro lado e ficou em pé, espreguiçando-se.

Caminhou pela casa, estava completamente sozinho. Por um longo prazo de tempo, foi acometido por uma solidão, não era costumeiro ele se sentir assim, mas dado tudo que andava acontecendo nos últimos dias, não conseguia não se sentir sozinho. Já faziam três dias do ocorrido das fotos de Demi e depois da última mensagem trocada, nenhuma outra palavra veio da parte da garota, apesar dos inúmeros pedidos de desculpas dele.

Preferiu, com tudo isso, dar um tempo pra tudo de recuperar e essa história ser colocada pra trás. Mas o que ele não sabia, era que essa história tão cedo não seria colocada realmente pra trás.

~

Demi não saía de casa tinha três dias. Desde a hora que chegou da casa de Justin até o presente dia, não tinha visto a luz do sol senão pela janela da sala. Passava mais tempo deitada ou chorando. As coisas eram complicadas na vida de uma pessoa que foi exposta da maneira que ela foi. E ela não podia simplesmente sair de Los Angeles e virar as costas pra tudo que tinha lá.

Nos últimos dias, viveu de doações de amigas, de sororidade. Suas amigas eram pessoas legais, a estavam amparando nesses dias difíceis.  De sua família já não podia se falar o mesmo. Sua mãe mandara uma mensagem decretando que já tinham visto suas fotos e estavam profundamente decepcionados em ter uma filha assim. Entretanto, lhe estenderam o braço caso precisasse. Mas ela estava demasiadamente decepcionada consigo mesmo e com a vida, e seu orgulho predominante não deixaram que ela pedisse ajuda.

Queria que tudo se apagasse, queria voltar no tempo, mas era impossível de fazer. E desde então, Justin não estava ajudando, mandava mensagem constantemente querendo conversar e talvez consertar o erro. Mas na cabeça da garota, o erro não tinha conserto e era simples assim.

Mas na noite de terça-feira, depois de muito relutar em sair do sofá, ouviu o tocar da campainha e olhou pelo olho magico uma de suas melhores amigas. Girou a chave na porta e não conseguiu nem esboçar um sorriso. Depois de já dentro de casa, sentaram-se a conversar no sofá.

- Eu sei que é difícil. E tu bem sabe que eu nunca passei por isso. Mas eu estou aqui pra tudo que tu precisar. -  Ash sorriu. – Tu sabe disso, né?

- Eu sei. – Demi rebateu, tristonha. – Mas, é tão vergonhoso.

- - Não pensa nisso. Tudo acontece por um motivo nessa vida. Segue adiante. – Ashley sorriu, motivada.

- Quem dera eu pudesse.

- O que te impede? – Ash franziu a testa.

- Eu não consigo parar de pensar nele. – Demi marejou os olhos. – E em todo o estrago que ele me causou.

Ashley entendeu, nem que por uma fração de segundos, que o que Demi precisava era conhecer outras pessoas e ver que o mundo do lado de fora de sua casa era bem diferente da visão que ela tinha dele no momento. Nem todos iam julgar ela, e com o tempo, a história iria virar apenas um borrão na linha do tempo que era a vida de Demi.

- Demetria. – Ashley soou séria. E pra chamar Demi pelo nome, ela realmente estava falando sério. - Você precisa entender que a vida é feita de momentos, e esse momento ruim vai passar. O que não se deve, é parar de viver por conta disso. – Ela sorriu, levantando do sofá e estendeu a mão à Demi. – Vamos sair. Não aceito nenhum “não” como resposta.

Demi murmurou alguma coisa que Ashley ignorou e levantou, caminhando ao encalço da amiga. Demi então encontrou uma roupa confortável pra vestir naquele final de tarde gelado, tomou um banho e quando saiu, encontrou Ashley a esperando sentada em sua cama.

Então rumaram à porta e saíram caminhando pelas ruas. O dia ia caindo ainda mais e dando lugar à noite. Mas tudo estava calmo e tranquilo, enchendo o coração de Demi de esperança de que do lado de fora de sua casa, a vida realmente poderia seguir.

- Vamos comer alguma coisa? – Ashley parou a caminhada e olhou na direção da amiga, que apenas assentiu com a cabeça e entraram na lanchonete que apesar de passarem sempre na frente, jamais tinham entrado. Mas a lanchonete que Demi ficava observando sempre que tomava seu café ao sair da faculdade.

~

Travis passou os últimos dias trabalhando desmotivado com tudo. Apesar de gostar muito de seu serviço e se divertir bastante, não estava feliz com o fato de ter que passar mais tempo da sua vida trabalhando do que qualquer coisa. Pensava que antes tivesse nascido rido e pudesse pagar a faculdade sem ter que vender o próprio rim.

Mas, como esse não era o caso, ele tinha que trabalhar. Como rotineiro, abriu a lanchonete, limpou as mesas, colocou o barril de Chopp no lugar certo, colocou as louças na máquina de lavar e ligou o som do local. A luz externa que sinalizava a placa de ‘aberto’ do local, agora tinha seu letreiro em verde ligado ao lado da porta, sinalizando que a noite tinha enfim caído e era a hora de cair na rotina e servir hambúrguer pra todo mundo que entrasse naquela porta. Naquela noite, em especial, tinha uma má vontade pra trabalhar como nunca tivera. Mas sorriu e fingiu que nada estava acontecendo.

Pela porta de entrada pode observar entrar uma pessoa cuja fisionomia não lhe era estranha. Algo em Travis piscou como um flash e na mesma hora sua imagem lhe veio à mente, lembrou de quando a viu pela primeira vez e quando a viu pela segunda, ambas em circunstancias bem diferentes uma da outra. Não conseguiu não pensar em seu corpo nu da foto que andou circulando por entre o grupo de seus amigos, mas balançou a cabeça e fingiu não lembrar de nada.

A garçonete do local guiou elas até uma mesa próximo do balcão onde ele atendia. Pode de longe ver ambas sentarem-se e olharem o cardápio calmamente. A lanchonete em si estava no seu estado normal, nem cheia, nem vazia. Um casal de amigas, um casal de namorados, um grupo de jovens e um casal de pessoas um pouco mais velhas bebendo um Chopp e conversando sobre a vida.

~

Demi estava se sentindo bem por estar lá, era como se a história não fosse nada para o resto do mundo. Pediu algo pra beber e pra comer. A atendente foi simpática com ela e anotou seus pedidos gentilmente.

No balcão à frente pode avistar o cara que costumava observar quando estava no café que normalmente frequentava. Olhou pra ele por alguns segundos enquanto ele estava distraído, observando suas tatuagens aparentes e seu cabelo despojado. Quando seus olhos se encontraram, Demi sentiu toda a confiança que antes ela tinha em si mesmo, sair de seu corpo e seu rosto automaticamente olhou pro lado. Por um segundo culpou Justin por ter lhe tirado também sua confiança.

Quando terminou de comer, pediu pra que Ashley acertasse a comanda com ele no caixa pra que não precisasse chegar muito perto. Ficou esperando na porta de saída, sozinha.

- Prefiro sem roupa. – A voz encheu seus ouvidos como um soco no queixo, dolorido e que de certa maneira a fez ficar zonza. – Porque não vamos ali no cantinho pra eu conferir que aquilo tudo é real? – A pessoa na frente dele tinha cabelos escuros, olhos verdes que a amedrontavam e Demi não conseguiu nem se mover, nem falar.

Estava indefesa.

E ninguém pra a ajudar.

Encheu os olhos de água.

- Na hora de tirar a roupa, foi legal, não foi? – Agora quer chorar e se fazer de vítima. – Agora uma voz feminina tomou conta do local.

- O que está acontecendo aqui? – Ashley gritou, atravessando o salão.

- Nada. – O garoto disse.

- Eu não sou surda. – Ashley disse, aos gritos.

- Pode não ser, mas sua amiga é uma vadia. – A moça que estava em companhia do moreno rebateu, parando na frente de Ashley. O silencio tomou conta por um milésimo de segundo antes de Ashley partira pra cima da loira. Os braços de Travis a impediram de fazer uma besteira.

- Pessoas mal educadas não são bem vindas aqui. – A voz de Travis era séria e sua feição mais ainda.

- E quem vai me tirar daqui? – Os olhos verdes do moreno chamado Keith encararam os de Travis, que ganhava na estatura. – Você?

- Eu? – Travis riu, irônico. – Eu não!

- E quem? – A loira, também conhecida por Meg, parou ao lado de Keith, toda pomposa e achando que colocava, de fato, medo em alguém.

- A polícia. – Ashley disse, tão pouco viu a viatura estacionar em frente ao estabelecimento.

E Demi era a única pessoa imóvel na situação toda. O policial que entrou indagou se estava tudo bem e Ashley explicou a situação. Travis ficou desconfortável com a maneira que o policial homem olhou pra Demi, como se soubesse de sua vida intima também. Olhou pra Demi conversando com uma policial mulher e virou o rosto pro lado quando seus olhos se chocaram, disfarçando.

Ashley fez questão de ir com a policial até a delegacia, já que Demi estava muito frágil pra isso. Se sua amiga não ia prestar queixa, ela certamente iria. Já não bastasse ela estar fragilizada por tudo que tinha acontecido.

- Tem certeza que você vai ficar bem? – Ashley perguntou pra Demi, que assentiu.

- vou sim, e vou direto pra casa. – Demi deu um semi sorriso e baixou a cabeça. Nesse momento, ela estava sentada em uma cadeira no escritório de Travis mesmo sem saber onde estava, a garçonete lhe levou um copo de agua e ela pode respirar fundo no silencio por um tempo.

 - Tudo bem? – A voz de Travis ecoou pela sala, a pegando de surpresa.

- É. – Ela disse, dando de ombros.

- Eu sinto muito por tudo. – Ele disse, puxando uma cadeira e sentando.

- Você sabe, ne? – Ela levantou a cabeça, deixando que seu olhar se encontrasse com o dele.

- Do que? – Travis fingiu não saber.

- C’mon, eu sei que você sabe, dá pra ver no seu olhar. – Demi baixou a cabeça de novo.

- O que você faz na sua intimidade não diz respeito a mim, e nem a ninguém. – Travis cruzou os braços. – Só diz respeito a ti mesmo.

- E o que fazem comigo em um momento de descanso, cabe a mim também? – Demi disse, fria.

Travis ficou mudo.

Demi quis afundar a cabeça em qualquer lugar onde sua vida não estivesse exposta pra todos.

Literalmente todos. 


Notas Finais




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