História Chooses - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Guardiões da Galáxia, Homem-Aranha, Homem-Formiga, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), X-Men
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Loki, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Ororo Monroe (Tempestade), Pantera Negra (T'Challa), Peter Parker, Pietro Maximoff (Mercúrio), Sam Wilson (Falcão), Scott Lang, Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers, Visão
Tags Capitão América, Civil War, Guerra Civil, Marvel, Natasha Romanoff, Os Vingadores, Romance, Romanogers, Stasha
Exibições 165
Palavras 2.725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, amores. ♥
Já vou começar o texto pedindo desculpa por não ter postado Domingo. Eu sei que vocês devem estar querendo me bater, mas realmente não deu para postar. Maaaaas, garanto a vocês que esse capítulo vai compensar o meu atraso. 😏🙊

Capítulo 14 - Capítulo 14


Fanfic / Fanfiction Chooses - Capítulo 14 - Capítulo 14

— Então esse é o nosso novo esconderijo? — Scott cruza os braços. 

Ele e seus amigos da Resistência olham para uma barbearia vazia, com uma placa na porta onde está escrito "fechado". 

Os membros da Resistência chegaram nos subúrbios do Bronx há poucos minutos. Uma das aeronaves de Wakanda os deixaram em um estacionamento próximo dali, de onde foram caminhando até a barbearia — vestindo blusas de frio com capuz e óculos escuros para que ninguém os reconheça e, por sorte, isso não aconteceu.

— Tem certeza de que estamos no endereço certo? 

Steve olha para Natasha, que sorri de forma maliciosa e caminha até a porta. A rua está vazia e por isso todos ouvem quando Natasha destranca a porta. Ela entra e faz um sinal para que os outros entrem também. Quando todos entram ela fecha a porta e uma voz feminina surge em meio ao silêncio do lugar: 

 — Sejam bem-vindos ao bunker do Fury Nicholas J. 

— Protocolo 218. — Natasha diz, enquanto anda na direção de uma parede atrás da caixa registradora. 

— Esse lugar pertence ao Nick Fury? — Steve pergunta para Natasha.

— Sim. — ela responde. 

De repente a parede se abre — literalmente — e revela um elevador, para a surpresa de todos ali. Natasha é a primeira a entrar. 

— Vocês vem ou não? — ela pergunta.

Eles frazem o cenho e andam relutantes até o elevador, surpresos com a complexidade de um lugar que deveria ser uma simples barbearia.

 O elevador se fecha assim que todos entram. Natasha e Steve ficam lado a lado e ele fica olhando para ela, procurando algo para dizer sobre esse lugar, mas não consegue pensar em nada; 

Quando o elevador para e as portas se abrem a surpresa para eles é imediata: A barbearia fica sobre uma tecnológica fortaleza de metal.

— Nick e seus segredos. — Steve sorri, enquanto caminha pelo enorme lugar. 

— Por que o Nick falou desse lugar pra você, mas não pra mim? — Clint questiona.

Ele coloca o arco e as flechas dele sobre uma enorme mesa de madeira que está no centro do lugar, de frente para uma grande tela — uma tela parecida com a tela de um computador, só que muito maior. Abaixo da tela há três computadores, que estão sobre mesas de metal. 

 — Isso é inveja, Barton? — Natasha ironiza. 

Ele balança a cabeça e revira os olhos, mas com um sorriso no rosto.

Os outros começam a tirar as blusas e óculos e deixam as poucas malas que tem no chão ou em cima da enorme mesa. 

— Eu tenho uma pergunta.

Todos olham para Scott, esperando para ouvir o que ele tem a dizer.

— Aqui tem comida? 

— Fala sério, cara. — Sam revira os olhos. 

— O quê? Eu estou com fome.

— Talvez tenha comida enlatada na dispensa. — Natasha diz, apontando na direção de três portas que estão em um pequeno corredor que fica ao lado da plataforma onde eles estão. — O bom é que tem dois quartos com beliches ali. O da esquerda pode ser o quarto das mulheres e o da direita o quarto dos homens. Ah, e a porta do meio é a dispensa, Scott. 

Scott olha para a porta da dispensa e espera o momento certo para "atacar" o que tiver de comida ali. 

— Então, pessoal, não podemos perder tempo, por isso arrumem suas coisas nos quartos, descansem um pouco e voltem para cá daqui uma hora. 

— Pode deixar, Capitão.

Scott corre na frente de todo mundo até chegar na porta que leva a dispensa. 

Os outros caminham até seus devidos quartos, deixando Steve e Natasha a sós.

— Aqui também tem um espaço para treino. O chão é acolchoado e tem um saco de pancadas. — Natasha diz, prevendo que o supersoldado irá querer se exercitar depois. 

— O Nick é mesmo um cara preparado. Mas me diz uma coisa, por que o Nick entregou a chave para você?

— Ele disse que eu poderia precisar. — o tom de voz de Natasha soa melancólico. — Muitas pessoas me procuram, seja para o bem ou para o mal. 

— Você é tão misteriosa.  

Steve tenta olhar nos olhos dela, mas ela olha para outros lugares da sala, procurando uma saída dessa conversa, que pode levar para rumos muito desconfortáveis para ela. 

— É isso o que eu sou agora: um mistério. Você sabe quem eu sou agora, Rogers, mas nunca saberá quem eu fui antes. 

Natasha olha nos olhos de Steve, com um olhar sombrio, que encerra o assunto ali — um assunto que se depender da Natasha ficará enterrado para sempre. 

                      ●●●

Atendendo a ordem dada pelo Steve, todos se reúnem no mesmo lugar onde estavam há uma hora atrás e sentam nas cadeiras que estão ao redor da enorme mesa de madeira.

— Sejam bem-vindos a primeira reunião oficial da Resistência. — Natasha pega um pequeno controle e liga a tela.

Um mapa do mundo aparece na tela e quando ela dá zoom, os Estados Unidos revelam seus estados — Califórnia, Dakota do Sul e os outros. Sobre Manhattan — exatamente em Hell's Kitchen — aparecem quatro pontos vermelhos.

— Como vocês sabem, precisamos de mais integrantes para a Resistência se tornar forte o suficiente para acabar com o Tratado de Sokovia. — Steve diz. — A Natasha encontrou algumas pessoas superdotadas que moram perto daqui. Quatro delas tem coisas em comum, como o fato de todos morarem em Hell's Kitchen.

— Eles são Jéssica Jones, Luke Cage, Danny Rand e Matt Murdock. 

Natasha coloca o arquivo sobre eles em cima da mesa. Clint é o primeiro a pegar ele.

— Jéssica já foi uma super-heroína, mas agora é uma detetive particular. Luke estava para ser preso, quando a Jéssica, que é uma amiga dele, ajudou ele a fugir antes mesmo de chegar a prisão, por isso agora eles estão no mesmo lugar. Matt é um advogado e geralmente age como herói na parte da noite. Ele é um vigilante de Hell's Kitchen. E por último, mas não menos importante, Danny Rand, um jovem que trabalha na empresa do pai falecido e que domina as artes marciais e místicas. 

— Nós temos que convencer eles a participar da Resistência. — Steve diz. — Eu e a Nat iremos falar com o Matt. Wanda e Clint, vocês irão falar com o Luke e a Jéssica e vocês dois, Scott e Sam, irão falar com o Danny. Alguma dúvida?

Scott levanta a mão e pergunta: 

— Por que eu tenho que ir com o Sam? 

— Alguma dúvida sobre a missão? — Steve refaz a própria frase. 

— E se eles não quiserem participar da Resistência ou já tiverem assinado o Tratado de Sokovia? — Wanda pergunta.

— Nesse caso vamos ter que torcer para que a sorte esteja do nosso lado hoje. — Natasha responde, torcendo para que nada dê errado e que eles não tenham que usar suas habilidades em público. 

                       ●●●

Logo após a reunião, os Vingadores saíram da barbearia e foram em direção ao estacionamento, onde um Jeep Grand Cherokee preto emprestado por Maria Hill para eles estava estacionado. Os seis se "espremeram" dentro do carro, como uma grande família feliz e estranha.

Steve dirigiu por cerca de 40 minutos, parando para deixar as duplas nos locais designados para cada um, até que só sobrou ele e Natasha dentro do carro.

— Adoro essa sensação. — Natasha diz de repente, olhando para a rua que passa devagar enquanto Steve tenta achar um lugar para estacionar.

— Que sensação? 

— Andar nesse carro, ter o vento batendo no meu rosto, sabe... ser livre por um momento. 

Steve fica em silêncio enquanto estaciona o carro em frente ao prédio onde Matt e seu amigo Nelson trabalham, até olhar para ela e dizer:

— Você não precisa fazer isso. Nenhum de vocês precisa fazer isso. 

— Precisamos sim, Rogers. E sabe por que? Porque ter liberdade não é só ir e vir a qualquer momento, sem precisar se esconder atrás de óculos escuros e blusas de frio com capuz, por exemplo. Liberdade é estar onde você quiser estar. Por isso levanta desse banco e vamos fazer o que viemos fazer logo.

Natasha sai do carro, agora mais decidida do que estava antes, e bate a porta. Steve sai depois dela e juntos eles caminham até o prédio com porta de ferro, onde há duas barras vermelhas, uma em cada lado da porta. Eles veem uma placa onde está escrito "Nelson e Murdock Advogados". 

— É aqui mesmo. — Natasha diz. 

Eles entram no prédio e após subirem um lance de escada, eles chegam a um corredor e caminham até uma porta onde os nomes "Nelson e Murdock" também estão escritos. 

Steve bate na porta e espera um minuto até que um homem jovem, com cabelo bem arrumado, usando óculos vermelho escuro — o que pode fazer as pessoas não perceberem que ele é deficiente visual —, abre a porta. 

— Sejam bem-vindos. Sou o advogado Matt Murdock. Em que posso ajudá-los? 

— Como você sabe que nós somos dois e não apenas um? — Steve pergunta.

— Posso ouvir o batimento cardíaco de vocês. Quando uma pessoa perde alguma coisa, como a visão, por exemplo, os outros sentidos ficam mais aguçados.

Matt sorri e aponta para dentro do escritório.

— Entrem.

Steve e Natasha hesitam por um momento, mas entram na sala, onde tem cadeiras para os clientes e uma mesa que está na frente de uma janela. Matt senta em uma cadeira que está atrás da mesa e após Natasha e Steve se acomodarem em cadeiras confortáveis, Matt pergunta:

— Qual é o caso de vocês?

— Na verdade nós não viemos aqui pelos seus serviços como advogado, Matt. Ou devo te chamar de Demolidor? — Natasha diz, sem hesitar em nenhum momento. 

— Vamos ser bem diretos: sabemos tudo sobre você. Suas habilidades, inimigos. Tudo. Mas não estamos aqui para te prender ou qualquer coisa do tipo. Somos do bem.

Matt mantém a calma e cruza as mãos sobre a mesa. 

— Se não me querem como advogado, então para que vieram? Querem um serviço do Demolidor? 

— Mais ou menos. Não sei se você soube da últimas notícias, mas agora heróis, como você, tem que ser registrados e trabalhar onde e quando o governo quiser. — Natasha explica. 

— E vocês são heróis? 

A ruiva hesita um pouco e olha para Steve antes de responder. 

— Sim, somos. Eu sei que é estranho chegar aqui, do nada, e te falar tudo isso, mas pelo bem das pessoas e pela justiça, precisamos da sua ajuda. Quanto mais heróis ou vigilantes ou o que for, entrarem para a nossa Resistência, iremos conseguir acabar com essa lei. As autoridades logo virão aqui te obrigar a assinar o tratado e caso não assine, você vai ser preso, assim como todos os outros que não querem assinar.

— Se vocês vieram aqui pedir para que eu abandone Hell's Kitchen e vá ajudar vocês, sinto muito em dizer que eu não posso.

Matt se levanta da cadeira e caminha até a porta. 

— Mas nós precisamos do máximo de pessoas superdotadas do nosso lado. Precisamos das suas habilidades. 

Natasha e Steve se levantam também e caminham até ele. 

— Não posso. Tenhos meus próprios problemas para resolver e peço a vocês que por favor vão embora. — Matt abre a porta. 

— Mas... 

Steve interrompe a fala de Natasha colocando a mão no ombro dela e diz: 

— Nós entendemos. É muita informação para um dia só. Nós viemos do nada e dissemos todas essas coisas e você tem o direito de recusar. 

Natasha não entende o que Steve está fazendo. Por que ele está cedendo tão facilmente? 

Ele caminha até o corredor e ela o segue, dando uma última olhada para Matt antes da porta ser fechada pelo advogado;

Ao chegarem do lado de fora do prédio, ela faz Steve parar de andar.

— Por que você cedeu tão rápido? Acabamos de chegar aqui. Eu poderia convencer ele. 

— Você acha que ele iria ceder, Nat? Claro que não. Mas se ele pensar um pouco no que a gente disse, talvez ele ceda. Nós temos o número de celular dele, por isso vamos esperar um pouco para ligar para o Matt e tentar convencer ele. 

Steve volta a caminhar na direção do Jeep Grand Cherokee, deixando Natasha para trás com a sensação de que essa era a única chance que eles tinham para convencer Matt.

                       ●●●

— Não é que eu não confie em você, é só que... — Natasha começa a falar quando Steve a interrompe. 

— Que tal a gente encerrar esse assunto, Nat? Por que ficar focando somente no Matt? 

Eles ouviram dizer que os subúrbios do Bronx são perigosos, ainda mais à noite, mas até agora, olhando da sacada da barbearia, a única coisa que eles veem são carros estacionados, um mendigo dormindo em um canto e algumas luzes ligadas nos prédios vizinhos da barbearia.

— Eu só estou dizendo que é importante conseguir mais pessoas para a Resistência. O Tony e o Ross também devem estar atrás de pessoas superdotadas. 

— Pense pelo lado positivo: conseguimos trazer o Luke, o Danny e a Jéssica para o nosso lado.

— É, isso é bom.

Os dois não falam nada por um momento, até que Natasha diz: 

— Sabe, eu queria ter o poder de voltar no tempo, assim eu poderia impedir o que aconteceu. Impedir todas as coisas ruins que aconteceram. 

— Você conhece o Efeito Borboleta e a Teoria do Caos, não conhece? — Steve olha para Natasha e vê ela dar de ombros.

— Eu sei que voltar no tempo só causaria mais problemas, mas ainda assim seria legal voltar no tempo. 

— Hoje em dia tudo é possível. Eu não ficaria surpreso se algum cientista criasse uma máquina do tempo. Na verdade, quase nada consegue me surpreender hoje em dia.

De repente, Natasha se lembra do que Wanda disse recentemente para ela: Não sei se sou a única que percebeu isso, mas eu vejo o modo como vocês se olham, como se tratam. Ela considera o momento, já que estão sozinhos e estão bem perto um do outro e vê uma oportunidade de constatar se o que Wanda disse é realmente verdade, se a forma como se tratam significa algo além de amizade;

Ela se vira na direção dele e faz ele se virar também ao puxar a manga da blusa de frio que ele está usando. 

— Talvez eu consiga te surpreender.

Natasha puxa a blusa de Steve de uma vez para baixo, sem dar chance para ele se manifestar. Os lábios dela se chocam contra os dele, iniciando um beijo que no começo é tímido, mas que logo esquenta e aquece a noite fria e silencia as buzinas do carros e os latidos dos cachorros que estão na rua abaixo deles. Steve se deixa levar pelo momento e segura a cintura de Natasha, trazendo-a para mais perto, enquanto ela coloca os braços envolta do pescoço dele. Ele inala o doce perfume dela, tornando ainda mais difícil recuar, se livrar do abraço da Viúva Negra. Steve percebe o que estão fazendo e a razão fala mais alto que o sentimento, fazendo com que ele  consiga se afastar dela. Ele segura as mãos dela e enquanto recupera o fôlego, diz:

— Isso é errado, Natasha. 

— Mas nós já fizemos isso antes, vovô. 

Ela sorri para ele e tenta beijá-lo novamente, mas ele solta as mãos dela e recua, fazendo com que o sorriso da ruiva suma.

— Eu não posso ficar com você. Você tem o Bruce e eu tenho a Sharon. E mesmo que nós não tivéssemos ninguém, eu e você não poderíamos ficar juntos. É impossível.

Steve não vê nada no rosto dela além de surpresa — ela está surpresa porque não esperava que ele a rejeitasse. Nenhum homem havia a rejeitado antes. 

— Me desculpe por isso.

E sem dizer mais nada, ele caminha até a escada por onde eles subiram até a sacada e desce até o andar de baixo. 

Natasha fica parada ali, deixando o vento bater em sua pele, tornando o momento ainda mais frio. Ela não está triste ou com raiva, mas está frustada por ter passado por um momento tão constrangedor e por saber que isso vai mudar o modo como Steve a trata.

E com um tom de voz baixo ela diz:

— Você estava errada, Wanda. 

















 


Notas Finais


Vocês ainda querem me bater que eu sei. Kkkkk
Mas enfim... espero que tenham aproveitado o capítulo. Se quiserem me mandar alguma ideia de cena Romanogers ou qualquer outra ideia ou sugestão, fiquem a vontade, porque eu lerei com muita alegria.
Beijos e até o próximo capítulo. 😘😻❤

P.S.: Não vejam a última frase da Nat como se ela estivesse colocando a culpa disso na Wanda. Longe de mim fazer as duas brigarem por isso.


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