História Chords of My Life - Capítulo 25


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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 92
Palavras 1.305
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - New York !


Dancing on my Own - Calum Scott

 

 

Nossa última cidade nos Estados Unidos e eu já sentia falta do país. Minha casa era Londres, sem dúvida, eu até sentia saudades do Aquário! Mas ao mesmo tempo, não queria voltar.

Estávamos na noite do segundo dia, tínhamos tido um show no dia anterior e teríamos outro no dia seguinte, Eu estava com Ed e Murray no fundo de um táxi amarelo, rumo à casa de Benny.

Eu e Ed cantávamos Don't Cha, Pussycat Dolls, Murray ria e filmava tudo dizendo que iria pro diário da tour, mas não ligávamos. Ambos bêbados.

Antes de sairmos, o motorista pediu uma foto conosco, de acordo com ele, sua filha era fã de nós dois. Eu, além de tirar a foto com ele, o dei uma cópia autografada do New Horizons, eu estava com um exemplar na mochila e pensei "por que não?".

Murray chamou o elevador enquanto via novamente o vídeo.

– Sabe o que devíamos fazer? – Ed começou. – Devíamos terminar aquela nossa música! – respondeu antes que eu dissesse algo.

– Você tem a mais pura razão, Sheeran. – o puxei para o elevador enquanto Murray reclamava da minha mania de puxar as pessoas. – Mas você não pode mais raspar essa barba. – fiz uma careta o olhando. A barba já estava boa novamente, mas os dias sem ela foram repletos de zoação pelo fato dele ficar parecido com um pão de batata.

– Então você tem que se vestir mais como texana gostosa.

– Você tem namorada, lembra? – falei enquanto ria.

– Posso dar um jeito nisso.

– Opa! Meus queridos bêbados, já chegamos! – Murray falou me afastando um pouco de Edward. – Vamos, Benny está nos esperando.

– Bom dia, pessoas! Quanto tempo, não? – o cacheado falou já abrindo a porta.

– Benny! – Ed abriu os braços para um abraço caloroso.

– Nossa, vocês ficaram bêbados e nem me chamaram!

– Eu não tô bêbada! – falei já brincando com um dos Bulldogs de Benny. Este era todo branco e lambia a minha cara enquanto eu ria.

– Pelo menos sua namorada não repudia cachorros e adora gatos. – Benny falou fechando a porta atrás de si mesmo quando todos entraram.

– Eu com a An?

– Você virou fangirl do Twitter, Benisvaldo? – perguntei me aproximando dele com seu cachorro em meus braços. Pus a mão em sua testa como se checasse se ele não estava com febre.

– Béri... Bennys... O que? – Murray riu.

– Benisvaldo. – explicou o cacheado. – É o apelido carinhos que Annie pôs em mim. Acho que é um nome comum no Brasil.

– Super comum. – eu estava entretida demais com o cachorro que agora estava irritado comigo.

– An, a música! – Ed me cutucou. – Vamos aproveitar que o Benny tá aqui!

– Huh? O que tem eu?

– Eles estão bêbados. Querem escrever uma música e aparentemente já querem gravar. – Murray explicou enquanto olhava a cena. O cachorro que me lambia e Edward que me cutucava.

– Tá, inferno! – larguei o cão e me virei para Benny. – Violão? – ele assentiu e saiu no meio dos quartos, Ed voltou com ele, segurava o violão, papéis e dois lápis.

Não sei quanto tempo ficamos na varanda do apartamento de Benny, só sei que gostava daquilo. A cidade nunca parecia ficar parada, e aquilo era animador de alguma forma. Aracaju era uma cidade pequena, às 10 horas não havia mais nenhuma alma viva na rua, praticamente. NY era totalmente o contrário.

A cidade que nunca dorme.

E as luzes da Times Square pareciam iluminar o ruivo à minha frente, que tinha o lábio entre os dentes e o cenho franzido enquanto rabiscava em um rascunho que eu havia feito. Aquilo o deixava mais bonito, se é que era possível, tudo em Ed era atraente para mim.

Me peguei prestando atenção em suas múltiplas tatuagens coloridas, ele usava uma camiseta preta que as destacavam em sua pele extremamente branca que contrastava com a minha  seus olhos pareciam cintilar à meia-luz, eu me aproximava um pouco mais dele a cada instante sem nem perceber.

Abaixei o olhar para os rabiscos e depois novamente para o homem na minha frente. Eu estava totalmente encantada por ele. Peguei a polaroid que estava na mochila e tirei uma foto dele daquele jeito, que riu antes de voltar a atenção pra música.

– Ed... – chamei baixinho. Quase como um sussurro, quase como se estivesse o testando. Se ele ouvisse, daria continuidade ao que se passava em minha mente embriagada, se não, não tocaria mais no assunto.

– An. – ele subiu o olhar para encontrar com o meu, e foi como se tirassem minha respiração. Coloquei minha mão em sua barba e a acariciei de leve, percebi que algo no ruivo se acendeu naquela hora também.

Ele deixou o lápis cair e se aproximou, deitando a cabeça um pouco para o lado, pra que ficasse apoiada em mima mão, mas sem desviar os olhos. Mordi o piercing em meu lábio.

– Ed, Annie! – me afastei rapidamente enquanto Benny invadia a varanda. – Acabaram? – ergui uma sobrancelha pra Ed, como se o questionasse. Ele assentiu.

Gravamos ela no pequeno estúdio no apartamento, enrolamos algumas partes, discutimos sobre arranjos e Ed os fez com o violão, Benny disse que iria para Londres quando terminássemos a turnê para acabarmos com ela e que realmente estava ótima.

Quando deixamos o apartamento de Benny, o efeito do álcool já estava quase nulo e sendo substituído por uma dor de cabeça dos infernos. Murray segurava minha cintura enquanto usava o celular para chamar um uber, eu apertei o botão do elevador antes de ficar massageando as têmporas, o ruivo ainda discutia algo com Benny no interior do apartamento.

– Você gosta do Ed, não gosta? – ele perguntou, sem desviar o olhar do celular. Franzi o cenho.

– Sim, ele é meu amigo.

– Não é isso, Annie. – Murray bloqueou a tela e olhou para mim.

– Então o que?

– A música que escreveram? – ele falou como se fosse óbvio. Suspirei.

– Todos já amamos, Murray, ambos temos experiência com isso, não quer dizer nada.

– Mas... Você o olha de uma maneira diferente, não pode negar isso. E ele também faz isso! Vocês não agem como amigos, nenhum casal de amigos que eu conheço fica passeando de mãos dadas e nada disso, você...

– Murray, você está sendo ridículo! Eu não gosto dele, e além do mais, ele tem namorada, namora com ela há 3 anos! – falei como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, o moreno revirou os olhos.

– E eu já te disse o que penso sobre isso, já te disse que ele não trata a Cherry como te trata, eu nem acho que ele a ame!

– Explique o álbum inteiro que ele fez pra ela então!

– Explique a música que fizeram hoje então! – ele esbravejou.

– Murray! – eu praticamente gritei.

– O que foi?!

Naquela hora tomei seus lábios, e não demorou para que ele correspondesse.

Murray beijava bem, definitivamente, meus braços foram até o seu pescoço e os dele seguraram firmemente minha cintura. Eu gostei daquilo, queria aquilo mais vezes. Me perguntei porque diabos não havia feito antes.

O moreno se afastou um pouco para me olhar, com um sorriso nos lábios. Revirei os olhos e voltei a beijá-lo, ele pareceu se divertir com isso.

Me afastei dele, porém, ao ouvir um pigarreio.

– Perdeu pro primão, ein, Ed? – Benny brincou o tocando com o cotovelo, Ed pareceu emburrado.

– Não posso perder algo que nunca foi meu. – deu de ombros. – E que nunca seria, também.

– Uhum, claro. – Benny já estava prestes a voltar para o apartamento. – Ah, crianças, divirtam-se! Não bebam demais antes do show e, Murray, use camisinha. – falou antes de fechar a porta e nos deixar lá no hall. O clima estava estranhamente pesado.

– Então... Se acertaram. – Ed começou. Não parecia exatamente feliz por aquilo, estava impassível.

– Graças a você. – Murray sorriu para o primo, como se fosse um desafio.

– Tá, tá bom, tanto faz, temos que ir pro hotel.



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