História Chords of My Life - Capítulo 28


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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 75
Palavras 1.098
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Salvador !


In My Life - The Beatles

 

 

– Que calor do caralho! – Jasper reclamou já tirando uma das blusas que usava.

– Bem-vindos à Aracaju. – ironizei em frente ao ventilador.

Estávamos na sala da casa de minha avó. Os quatro dividiriam os dois quartos do andar de cima e eu dormiria com minha avó na suíte, minha mãe concordou que era melhor ter um tradutor por perto.

– Porra, você não brincou quando disse que o inverno aqui era de 25ºC.

– Jasper. Estamos no hemisfério sul. É verão.

– Ah... Por isso que tava calor na Argentina. – não pude evitar de revirar os olhos.

– Enfim... Querem ir comigo pro shopping? Tenho que comprar algumas coisas pro natal.

– Tipo o que, lingerie pra estrear com o Murray?

– Olha, ainda bem que minha avó não te entende, sua desgraça! – apontei o dedo pra ele. – E se eu quiser lingerie é só pegar na sua mala. – Will ficou extremamente vermelho, e não era por causa do calor. Aquilo me fez rir.

– Jasper é cross-dresser? – Ed perguntou com o cenho franzido.

– Eu sou tudo que eu quiser ser, bebê. – o meu amigo jogou os cabelos pra trás, aproveitei pra prender os meus em um coque.

– Ah, cambada, vamos logo! No shopping tem ar-condicionado.

– Não vão reconhecer o Ed?

– Estamos em Aracaju, se as pessoas se aproximarem vai ser por curiosidade já que vocês dão gringos. – falei a palavra em português mesmo, sabia que eles iriam entender. – Pouca gente vai reconhecer o Ed, é mais provável que me reconheçam, mas... Essa cidade é um ovo, provavelmente quem vier falar comigo eu já conheço também. Só vou colocar umas roupas mais brasileiras e então saímos.

– Mais brasileiras?

– Sim. Mais brasileiras.

– Isso quer dizer que vai descer da escada pelada e sambando?

– Eu definitivamente te odeio, Jasper. – subi rapidamente para o quarto de minha avó, ela dormia, tomei cuidado pra não acordá-la enquanto trocava as pesadas roupas por um short jeans, uma blusa regata e uma sapatilha. 

Nem parecia comigo!

– Vó... – a cutuquei, ela acordou alarmada. – Vou para o shopping com meus amigos, certo? – minha avó assentiu antes de voltar a dormir, acabei rindo um pouco.

Não demoramos muito no shoppings, comprei presentes rapidamente já que muitas pessoas acabaram por me reconhecer e ao Ed. Quando voltei para casa deixei os quatro ingleses para tomar um banho e colocar uma roupa mais arrumada. A noite caía e iríamos para a comemoração de Natal na casa de minha bisavó.

Quando cheguei no andar de baixo, minha mãe estava lá. Não preciso nem dizer que me envolveu nos braços e falou coisas como "Meu bebê está tão grande" e "Estou tão orgulhosa da minha filha" e até um pouco de "Sempre acreditei em você".

Apresentei ela a Ed, Murray e Will, e é claro que minha mãe fez questão de tirar várias fotos com eles e afirmar que amava Photograph e que havia me levado para o show que Ed havia feito no Brasil em 2014. Ele só agradecia, e conversava mais com ela, mas a mesma não entendia quase nada do sotaque interiorano do ruivo.

A convenci a só postar as fotos depois que estivéssemos em Salvador e então fomos de carro rumo a casa de minha bisa, meu irmão mais velho, ia calado ao lado de Murray e ele parecia tenso com aquilo.

– Não se preocupe, ele só não é muito de conversar. – falei tentando acalmar o moreno. – Ninguém sabe sobre nós.

– O que disse?

– Nada não, cara. – respondi para meu irmão.

Minha família era alegre e se entrosou bem com os convidados, mesmo que não falassem a mesma língua. No fim da noite, durante o amigo secreto, as palmas e risadas ecoavam por toda a casa, mesmo os ingleses que não entendiam a piada acabavam rindo. Não preciso nem acrescentar que os brigadeiros não duraram muito.

Uma prima minha dava em cima de Jasper, o que era engraçado, outro primo meu que havia morado no Canadá conversava animadamente com Murray sobre esportes, Denise era minha prima mais íntima, ela falava com Ed, aparentemente sobre mim. Will conversava com os mais velhos, no meio do inglês enrolado da mãe de Denise e a minha.

Minha bisa estava bem, reclamou sobre o "ferro na boca", disse que eu nunca estive tão linda e deu-me um beijo na testa. 95 anos era bastante tempo. Sempre me fazia perguntar se eu viveria tanto assim.

Meus parentes ficaram mais que o habitual na casa, talvez fosse pela ilustre presença de Ed, um convidado famoso, talvez fosse porque a casa estava realmente animada, mas logo eles tinham outras festas de natais para ir e então voltamos pra casa.

No outro dia, 25 de dezembro. Acordei meus quatro convidados pulando em cima deles e os dando presentes, recebi alguns de volta. Menos do Jasper, que falou que a presença dele já era um presente e tanto.

Tomamos café da manhã e fomos passear por minha pequena cidade, falei-os que queria levá-los na fazenda, mas que não daria tempo, infelizmente.

Naquela tarde, fiquei basicamente com minha mãe, meu irmão, meu padrasto, a filha dele e principalmente com minha cadela enquanto os ingleses se entrosavam com algumas amigas minhas que chegavam na casa, ao final o jardim estava cheio e Ed usava minha velha aparelhagem pra um show improvisado. Muitos amigos e parentes meus haviam chegado, Ed e eu passamos grande parte da noite tirando fotos. Entreguei o crachá do backstage para as 5 amigas que iriam e então fomos dormir às 3 da manhã. Todos bêbados, menos eu, não conseguia beber com minha mãe me olhando.

No outro dia pegamos o vôo das 10 para Salvador, despedi-me de minha avó, meu tio é seu namorado, minha prima que agora já era uma adolescente, oq era estranho já que quando fui pra Londres ela era criança. Meu outro tio e meu pequeno primo de 6 anos, que falou suas frases decoradas para Ed, como "What's your name?"  O ruivo o achou adorável.

No backstage haviam 10 amigos ao total. Paula, Denise e Ana, eram de um grupo. Jão, de outro. Denise, minha prima. As Fernandas, Mary, Gu e Letícia, que eram minhas amigas de Aracaju.

E então era a hora de pegar o vôo pra São Paulo, me despedi com lágrimas de minhas amigas de Aracaju. Fernanda, no entanto, me puxou pra conversar em particular.

– Eu estou indo morar em Londres esse ano. – ela me disse, aquilo me deixou feliz como nunca.

– Você sabe que minha casa está aberta pra você sempre. E dessa vez pode chamar o Ed de gordo quando estiver sóbria, ele me ama mesmo.



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