História Chords of My Life - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 76
Palavras 1.258
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 31 - De volta à Londres


Welcome Home - Radical Face

 

 

Demorei um tempo para processar que devia me acordar naquele dia, Morfeu ainda me segurava no sono por muito tempo. Sentia meu corpo é minha cabeça doloridos, sentia um peso em cima de mim, mas não quis abrir os olhos, não quis nem ao menos tomar consciência de que estava acordada.

Mas é claro que depois lá pra quarta vez que tentei ignorar a vida real e tentar voltar a dormir, foi impossível. Eu sentia algo muito estranho. Eu tinha que acordar.

Ao abrir os olhos, quase tive um infarto.

Me segurei para não me mover muito e nem soltar um gritinho de surpresa levando em consideração a situação que... Nós encontrávamos.

Puta que pariu, deveria ter continuado a dormir!

Meu coração estava acelerado e minhas mãos tremiam. Sentia estar pelada por baixo do corpo de Edward também totalmente desnudo, seu rosto se encontrava ao lado do meu e seus braços me envolviam.

Então as memórias da noite passada começaram a voltar.

Não havia possibilidade de sair daquele local sem acorda-lo, de fingir que nada havia acontecido.

"Tá bom, Annie... Respira fundo".

Virei-me devagarinho, de modo que ficasse por cima dele e que suas mãos saíssem de cima de mim.

Não fui tão cuidadosa quanto o necessário.

– O que...? An?

– FECHA OS OLHOS! – não conseguir conter o grito, minhas mãos já corriam para cobrir meus seios. Ele automaticamente me obedeceu.

Saí da cama e corri até aonde estavam as roupas.

Pelas leis da gravidade, aparentemente não havíamos usado camisinha. Merda.

Achei meu short e calcinha no banheiro, o sutiã e a blusa no chão em frente à entrada do elevador. Poucos botões fechavam.

"Tá bom, se controla, você não vai querer ter um ataque agora!"

Apertava o botão do elevador diversas vezes, como se isso fosse apressa-lo. Ouvi uma movimentação atrás de mim e então um Ed só de cueca apareceu. Um no se formou em minha garganta.

Ele me encarava incerto, até mesmo um pouco triste.

– An, eu...

– Estava bêbado, eu sei.

– N-Não! Na verdade...

– Tem namorada. – o interrompi com a voz um pouco falha. Nessa hora, as lágrimas ameaçavam cair. – Eu sinto muito, acredite, eu também estava bêbada.

– An...

– Foi um erro. – concluí o pensamento do ruivo, que parecia agoniado com aquilo. – Foi um erro bobo e idiota que bêbados cometem, e vamos esquecer ele. – entrei no elevador assim que ele se abriu.

Ed me encarava ainda com agonia nítida em seus olhos, a minha primeira lágrima desceu assim que a porta se fechou.

"Caralho, Annie, que merda que você fez?!"

...

– Annie, vamos! – Jasper me cutucava enquanto tentava me convencer a descer para uma espécie de despedida da equipe.

– Jasp, eu já falei... Ressaca demais pra ir.

– Deixa de viadagem, demônia! É nossa última noite aqui, você tem que vir!

– Jasper, é sério... – suspirei me envolvendo com o lençol. – Não quero ir.

O loiro franziu o cenho e ficou me encarando desse jeito por uns segundos. Eu tinha um quarto só pra mim, a varanda era em frente ao mar e meus olhos viraram para lá. Eu só queria o meu Aquário, só queria estar em casa finalmente.

Longe do drama de me sentir uma vadia, longe do lugar em que eu havia me entregado pra uma pessoa comprometida.

Longe de minha ansiedade que formava cenários em que todos descobriam sobre aquela fatídica noite. O que achariam de mim? Que eu sou uma suga-fama?

Longe de Edward.

Eu não estava comprometida com ele, ele estava comprometido com outra. Eu não podia ter feito aquilo!

O nó na minha garganta já ameaçava voltar. Tive vontade de me dar um soco, como eu era idiota! Por que eu ao menos tinha feito aquilo?

Por que eu queria tanto ir até onde ele estava agora e repetir tudo?

Jasper saiu do quarto sem dizer mais nenhuma palavra, e eu já me encaminhei para o banheiro, tomaria outro banho.

O terceiro do dia.

Era sem nem ao menos estar consciente que meus pés me levavam para o banheiro. Eu me sentia suja, eu só queria que toda a água lavasse minhas memórias também.

Mas ao encarar meu corpo no espelho, ficavam evidentes algumas marcas que ele havia deixado. Poucas, porém ali estavam, e me traziam novamente as lembranças da noite anterior, de cada toque de Edward...

Me enxuguei, coloquei um pijama e deitei na cama.

Passei a noite virando de um lado para o outro, sem encontrar nenhuma posição realmente boa para dormir, minha mente me castigava com mais cenários em que o próprio Edward me chamava de puta interesseira.

O dia clareou e eu desisti por fim, me levantei e fui até o banheiro. Estava horrível.

Peguei a escova de cabelos e desembaracei aquela palha morena, fiquei parecendo um leão.

Coloquei uma blusa de Pink Floyd, uma calça jeans rasgada, um tênis confortável, minha velha touca cinza e uma jaqueta de couro, tentei mascarar as profundas olheiras com um corretivo.

Chamei o elevador e engoli em seco enquanto descia, minha mão apertava a mala com tanta força que os nós dos meus dedos estavam brancos.

Foi quase uma benção sair daquele elevador.

Ed estava lá.

Ele levantou a cabeça parecendo aliviado ao me ver, eu quebrei automaticamente o contato visual, caminhei até um canto do hall e me sentei, tirei os fones do bolso e coloquei a primeira música dos Beatles para tocar e fui ler tweets das fãs sem realmente prestar atenção, só queria parecer ocupada e mantê-lo longe.

Fui com Murray para o aeroporto, meu estômago revirou-se em culpa quando ele deixou um leve selinho nos meus lábios ao me ver. Eu nem ao menos havia pensado sobre ele, o que ele sentiria se soubesse sobre a virada do ano...

O vôo para Londres foi ao lado de Jasper e Will, eles trocavam carícias e conversavam docemente um com o outro. Eu, felizmente, dormi a maior parte do vôo.

Quando pus os pés em solo inglês, suspirei de alívio. Como se o simples fato de estar lá fosse me livrar da culpa sobre o que tinha feito...

Mas eu estava em casa.

Peguei minha mala e já apressei Jasper para irmos para o Aquário, ele me xingou e continuou com a conversa com os outros da equipe. Bufei de raiva, eu não podia deixar que Edward viesse falar comigo!

Iria para o Aquário só então...

Quando saí do local da esteira, fui parada dezenas de vezes em meu caminho para fora, senti saudades de Kevin.

Eu reconhecia que só havia alcançado alguma coisa por causa das fãs que se encontravam lá, me abraçando, mas eu só queria estar só em meu quarto e chorar em paz!

Mas lá estava meu sorriso feio fingido, lá estava eu sendo o mais paciente possível com as pessoas que se aproximavam. Elas não tinham nada a ver com o que eu estava passando. Elas mereciam minha total atenção naquela hora, e foi bom me distrair dos pensamentos ruins, mesmo que eles ainda estivessem presentes e eu só quisesse ir para o Aquário e procurar aonde havia guardado aquelas pílulas para ansiedade.

Então finalmente cheguei ao lado de fora e chamei um uber.

– Annie! – Murray corria em minha direção, entre as pessoas. – Annie, por que tanta pressa? Todos estavam preocupados com você!

– Eu só... – respirei fundo, o carro já parava à minha frente. – Me sinto mal.

– Annie...

– É só isso, eu preciso do meu Aquário, eu acho que estou doente, mas... Quem sabe outro dia... – o moreno então suspirou derrotado.

– Tá, tudo bem... Outro dia então.



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