História Chords of My Life - Capítulo 32


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Categorias Ed Sheeran, John Mayer, Justin Bieber, One Direction, Sam Smith, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift
Exibições 78
Palavras 1.173
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 32 - Dar um tempo


Samson - Regina Spektor

 

 

– Você tá estranha. – Jasper declarou enquanto olhava pra mim, eu abaixei a cabeça para meus dedos que percorriam o violão enquanto eu buscava arranjos para a nova música que havia acabado de escrever depois de muito esforço, fingi que estava concentrada demais naquilo pra ouvi-lo. – Você tá estranha. – ele respirou. Eu não vacilei. – Mocréia! – revirei os olhos finalmente subindo o olhar para o loiro à minha frente, estava zonza demais pra ele me enchendo o saco.

– Estou ocupada! – esbravejei. – Você não está vendo, caralho?! Eu tô concentrada nessa bosta de música é preciso da merda do seu silêncio se não está vendo, puta que pariu! – berrei muito dos xingamentos em português, me senti tonta nessa hora. Meu peito subia e descia aceleradamente, o olhar do loiro era impassível.

– É isso. Você vai comigo agora pra casa do Benny.

– Eu não vou pra casa do Benny, eu estou ocupada! – dei ênfase a palavra antes de me levantar com meu violão em mãos. – E vou pro meu quarto. – falei já atravessando a sala do pequeno Aquário.

– Murray está vindo!

– Vai se foder! – completei de lá de dentro, me jogando na cama após ter pendurado Paul - meu violão. - em seu devido lugar na parede.

Sorri quando enterrei meu rosto no travesseiro. Talvez ter descontado a minha raiva em Jasper tenha ajudado de alguma forma.

Então eu comecei a chorar.

Que merda estava acontecendo comigo?!

 


Peter Andrews: Annie , você foi indicada para um Brit Award ! Meus parabéns !

Peter Andrews: Algum progresso com o bloqueio criativo ?

Você: está melhorando com o tempo. Eu já escrevi algumas musicas que não eram total lixo

Peter Andrews: Que bom então , Annie !

Você: mas como assim fui indicada? Eu só tenho um ep e nem sou britânica

Peter Andrews: Foi indicada como melhor artista feminina não-britânica e também vai apresentar uma música lá

Você: isso faz sentido

Peter Andrews: Enfim , a premiação é dentro de um dois meses mais ou menos

Peter Andrews: Sabe que eu encorajo que vc tem que tomar seu tempo para as musicas fluírem , mas também tem que escrevê-las logo se não quiser ser esquecida antes do lançamento do primeiro álbum

Você: obrigada pete

 


Bufei e quase joguei o celular no chão. Não é culpa minha, é culpa daquelas pílulas dos infernos! Por que que elas tinham que me bloquear?!

Fui andando com passos duros para a cozinha, enchi o copo de água e o tomei em praticamente três goles, respirei fundo pelo nariz e soltei o ar pela boca. Certo, eu conseguiria, eu não era uma completa bosta, eu não tinha trabalhado tanto pra despencar no meu auge.

Eu teria de aprender a lidar com a ansiedade sem as pílulas novamente.

Guardei o frasco na minha última gaveta dentro de uma meia velha e sem par, eu não queria olhar para aquilo, mas também não queria me livrar para sempre.

Era certo que eu muito provavelmente iria precisar delas novamente.

Deitei-me na cama, peguei o celular novamente e coloquei Samson para tocar na pequena caixa de som de Bluetooth.

Eu estava mesmo na merda.

A campainha tocou e eu bufei antes de me levantar da posição confortável em que me encontrava para ir até a porta e abrir a porta pra Murray.

– Eu te trouxe chocolate. – ele falou, com um sorriso que não foi correspondido.

– Eu quero ficar na fossa só hoje, Cummings... – o moreno franziu o cenho.

– Algo aconteceu? Ed diz que não responde mais as mensagens dele. – revirei os olhos. "Ed não tinha que te falar nada, Murray!".

– Eu só to tendo umas crises de ansiedade e tenho ficado meio... Pra baixo. Quero um tempo comigo mesma, sabe?

– Percebi. – ele falou se referindo à música que dava para ser ouvida onde estávamos.

– Ah, todos amam a Regina Spektor. – fiquei brincando com o piercing do lábio enquanto ele dava de ombros. – Entra logo, demônio. Mas fica quieto se não quiser levar uma sapatada na fuça.

– Por que tanta agressividade?

– Por que eu to enlouquecendo! – ri histericamente enquanto balançava os braços no ar pra dar ênfase. – Entra logo. Não é nada demais, eu já disse, só quero ficar na fossa só.

– Que pena, porque eu vou ficar na fossa com você. – ergui uma sobrancelha.

  – Então entra, gozo-humano. – Murray mostrou-me a língua antes de adentrar o pequeno Aquário.

Seguimos para o meu quarto sem trocar nenhuma palavra, deitamos em minha cama sem nem ao menos nos olharmos, fazíamos muito isso. As músicas foram mudando, sempre batidas calmas e letras um tanto quanto depressivas, ele estava distraído com meu cabelo e com seu outro braço que envolvia minha cintura e deixava nossos corpos colados. Eu deveria relaxar com todo o carinho que o moreno me proporcionava, mas só sua presença me fazia lembrar que eu não merecia aquilo, que mesmo não tendo nada sério com ele, havia dormido com seu primo...

Murray virou-me pra ele e ajeitou uma mecha do meu rebelde cabelo que caía sobre meus olhos.

– Sente-se melhor agora, An?

Aquilo foi como uma flecha no peito, um soco na cara.

Ele não tinha o direito de me chamar daquele jeito, não agora que eu parei com as pílulas e estava tendo uma crise emocional.

  – Saia daqui. – falei calmamente, mas de forma dura, decisiva.

– Está brincando. – ele declarou sem nem um ingo de hesitação na voz. – É claro, só pode estar brincando! – desviei o olhar enquanto ele ria de forma irônica, neguei com a cabeça. O quarto ficou silencioso de repente, Murray levantou-se e eu pude sentir seu olhar incrédulo sobre mim. Não o olharia de volta, não hesitaria. Era melhor daquele jeito, afinal... Murray merecia alguém por inteiro, e eu não merecia a culpa desgraçada que sentia sempre que via as suas faces. – Annie, eu estou tentando, eu realmente estou, estou fazendo o meu melhor, eu juro! Por que não me acha o suficiente?!

Um nó se formou na minha garganta naquela hora, mas eu permaneceria firme.

  – Você é o suficiente, Murray, até mais que isso...

– Então por que está estranha desde que chegamos da turnê?! Por que me afasta se eu estou aqui pra você?! Eu só... Só quero te fazer feliz... – mais uma bofetada em minha cara, repirei fundo duas vezes para que minha voz não fosse vacilante.

  – Eu quero dar um tempo, Murray. 


  – Annie...

– Quero dar um tempo! Eu não estou aguentando nem ficar perto de você, eu não aguento mais! Eu tentei ignorar isso, eu gosto demais de você, acredite, mas não consigo! Dói demais...

– Mas...

– Só saia da minha casa! – as lágrimas já caíam naquela hora, sem nem me darem a chance de impedi-las.


  – Você está chorando...

– Murray, saia! Agora, caralho! –  me virei de costas, não queria olha-lo.

Ouvi o moreno respirar fundo, como se hesitasse, como se decidisse se era mesmo uma boa ideia me deixar só naquele estado.

Mas então ele foi, e fechou a porta da casa atrás de si.

"Ponto, Annie", pensei "Você só faz merda e merece morrer só e sem amor".



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